31 de dezembro de 2015

Boa opção catarinense: Zelindo 2008

Nome: Zelindo
Safra: 2008
País: Brasil
Região: São Joaquim

Produtor: Vinícola Suzin

Uvas/Corte: Merlot 70% e cabernet sauvignon 30%

Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 49,50

Onde foi comprado: Supermercado Prix, em Copacabana
Degustado em: 30 de maio de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Comida árabe
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor 
Vermelho rubi intenso, nuances violáceas, profundas. Aromas bastante intensos e complexos lembrando amora, cereja, e geleia de frutas silvestres, com um toque de especiarias, com final em tabaco, cravo e defumados. A fruta da Merlot harmoniza muito bem com o toque de chocolate trazido pela Cabernet Sauvignon. Vinho envolvente, com taninos e álcool corretos, vivos. De bom corpo, início de boca agradável, harmônico e com boa persistência no final de boca. Acidez agradável que dá sustentação ao estágio em barrica francesa. Estágio de 10 meses em barricas de carvalho francês o que trouxe muita estrutura e harmonia ao vinho. Colheita manual. Bom para consumo, porém irá melhorar com mais 4 ou 5 anos de garrafa. Harmoniza bem com carnes como cordeiro, avestruz e gado, massas com base de molhos madeira e funghi não muito condimentados. Acompanha bem queijos de média maturação. Temperatura de serviço: 16 a 20º C. 

Impressões da Rafaela
Durante a viagem à França eu fiquei bastante resfriada por não ter me agasalhado bem durante um dia específico. Quando voltei para casa, a gripe ainda estava nos finalmentes. Neste dia tínhamos a festa de aniversário do querido Lucas, filho da Carol e do Marcelo, mas eu realmente ainda não estava me sentindo bem. Decidimos então ficar em casa. Claudio comprou uma comida pronta, no árabe do Largo do Machado, e abrimos este vinho para provarmos. Vinho bem gostoso. 


Comentário do Claudio

Sempre fico de olho nos vinhos catarinenses. Boas surpresas têm vindo de lá e sempre gosto de provar vinhos novos de regiões promissoras. Já estava atento aos vinhos desta vinícola e aproveitei uma oferta em um supermercado em Copacabana. Já tinha lido bons comentários sobre este vinho e estava curioso para prová-lo. Mostrou um bom potencial, muito intenso em boca com uma mistura de frutas maduras e de notas picantes. Precisa de um tempo em taça para abrir. Um vinho com muita estrutura e que apresentou muito depósito na taça. Vinícola para ficar de olho.

Angheben diferente para acompanhar uma boa massa

Nome: Angheben
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos

Produtor: Angheben Vinhos Finos

Uvas/Corte: Rebo
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente nos presenteado pela Vinícola Angheben

Degustado em: 13 de maio de 2015
Onde Bebeu: Pizza Park, na Cobal Humaitá, no Rio
Harmonizado com: Massas
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
À primeira vista, ou ao primeiro gole, este vinho pode ser desconcertante. Você imagina algo, mas é surpreendido. Eu senti até mesmo gosto de uvas passificadas no início, mas foi mesmo apenas uma primeira impressão, após respirar um pouco ele foi ficando mais redondo e gostoso. Fizemos um brinde à Luiza, que havia chegado a este mundo dois dias antes. 


Comentário do Claudio

Ganhamos este vinho do simpático Eduardo Angheben em uma visita feita ao Vale dos Vinhedos em janeiro de 2014 - na qual tivemos a companhia do Alexandre e da Vanessa do Diário de Baco. Eduardo e seu pai Idalêncio receberam a mim e ao Alexandre muito bem durante a visita à vinícola. Provamos todos os vinhos que eles produzem, leia aqui. Na saída, Eduardo nos presenteou com uma garrafa sem rótulo de um vinho que ele pediu para provarmos feito de uma uva pouco conhecida, a Rebo. Esta uva é originária da região do Trento na Itália, é um cruzamento entre a Merlot com a Teroldego. Não sei se está nos planos da vinícola lançar um vinho com esta uva, deve ser difícil comercializar um vinho de uma uva pouco conhecida, mas se depender apenas do líquido, poderia ser lançado sem susto. Um vinho com perfil bem italiano, gastronômico (acompanha bem uma boa massa), de boa acidez e notas de frutas escuras na boca. Cresceu na taça. Um vinho muito bem feito, como todos que eles produzem e fácil de se beber.

30 de dezembro de 2015

Vou ali na França e já volto

Saint Emilion

Neste ano, porque muitas colegas de trabalho iriam tirar férias em julho, Claudio e eu decidimos deixar as férias grandes para o final do ano. Ou seja, nada de viagens distantes até dezembro.

Lá por abril, recebi um e-mail da Lufthansa com uma promoção imperdível. E-mail marketing sempre se traveste de promoção imperdível, mesmo quando não é. Bom, mas neste caso realmente era uma promoção bastante boa - exatamente o que eu estava precisando naquele momento.

Pensei durante algumas horas e tomei a decisão de comprar uma passagem para Paris para visitar a Milena, que estava fazendo doutorado-sanduíche na cidade e dar uma passeadinha.

Claudio ficou um pouco triste, porque em maio não poderia viajar, mas "se é algo que você quer realmente fazer, vá em frente". Como estou no meio de um doutorado, poder mesmo, eu não poderia viajar, mas uns 15 dias de férias para a cabeça não fariam mal.

Além de rever Milena e Rodrigo em Paris, aproveitei para ir a Bordeaux e também para passar um dia em Saint Emilion. Depois, reencontrei o casal de amigos em Saint Malo, de onde iríamos visitar o Mont Saint Michel. Na volta a Paris, realizei o antigo desejo de conhecer Chartres.

Durante a estadia na França, a maior parte das refeições foi acompanhada por uma tacinha de vinho. Vinhos "sem nome", mas deliciosos. Esta é uma das alegrias de se estar na França, mesmo nos lugares mais simples, sempre é possível tomar uma taça de bom vinho junto com a comida. O preço de uma taça de vinho por lá é parecido com os praticados no Brasil, normalmente a partir de 4 euros.

Nos dias em que passeei junto com a Milena, sempre pedimos uma garrafa de vinho para acompanhar a refeição e a conversa. Na maior parte das vezes conversamos tanto que esqueci de anotar o nome do vinho. Nenhum desagradou. Os vinhos escolhidos cumpriram seu papel: acompanhar o encontro, a conversa e a comida, sem incomodar, mas também sem querer dominar a conversa.

Rever fotos da França atiça ainda mais a vontade de retornar em breve.

Estação de trem de Saint Emilion
A caminho de Saint Emilion. Da estação de trem até a cidade são uns bons 10 minutos de caminhada



  

Loja de vinhos, em Saint Emilion

Ah, se elas sobrevivessem à viagem. E se fosse permitido...

Ruazinha de Saint Emilion

Saint Emilion

Saint Emilion vista da torre do castelo

Centrinho de Saint Emilion





Belo rosé da Salton: Lucia Canei Brut Rosé #winebar #cbe

Nome: Lucia Canei Brut Rosé
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton

Uvas/Corte: Pinot noir
Teor alcoólico: 11,5%
Rolha: Cortiça
Número da garrafa: 140/5075
Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pela Salton por meio do programa #winebar
Degustado em: 10 de maio de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães caseiros, queijos e azeite
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Esposa de Antonio Domenico Salton, Lucia Canei foi a mãe de todos os fundadores da vinícola. A matriarca foi referência para os negócios da família e sempre era consultada antes de qualquer decisão. Neste rótulo, sua personalidade é representada pela Flor de Cardo, que combina a beleza, proteção e o carinho incondicional de mãe, presente na história de dedicação e conquistas da Vinícola Salton. Elaborado a partir do método Champenoise com uvas Pinot Noir, o espumante Lucia Canei passou 18 meses em contato com as leveduras. Cremoso e de coloração rosa-salmão, tem abundante desprendimento de finas borbulhas. Destacam-se aromas de flores brancas, frutas cítricas, rosas, frutas vermelhas, frutas secas, além de notas de amêndoas tostadas, pão, mel e leveduras.

Impressões da Rafaela
Se você quiser presentear alguém com um belo espumante, aqui está a opção perfeita. Não apenas porque a bebida é excepcional, mas porque a Salton caprichou na apresentação deste belo espumante. O formato da garrafa é bonito, mas o diferencial é o rótulo feito em metal. Muito bem feito, com classe. O espumante tem uma bela cor. O sabor é todo redondinho, gostoso, cremoso. Daqueles que você bebe com grande prazer. Este espumante, Claudio e eu degustamos no dia do aniversário de 2 anos do Antonio, filho do Dani e da Tati, um dia antes da chegada da fofinha Luiza, filha do Alexandre e da Vanessa, após a visita do Cris e da Val e da comemoração do Dia das Mães.

Comentários do Claudio
Belíssimo espumante rosé produzido pela Salton. Em mais uma série especial que homenageia um dos integrantes da família Salton, foi produzido pouco mais de 5.000 garrafas de um espumante muito delicado e elegante, de boa cremosidade em boca e acidez agradável. notas elegantes de frutas com toques de amêndoas. Espumante envolvente e muito bem feito. Um belo espumante que já figura entre os principais espumantes feitos no Brasil. Vale provar.