27 de agosto de 2015

Les Amis - Bourgogne 2011

Nome: Les Amis
Safra: 2011
País: França
Região: Bourgogne
Produtor: Maison Louis Max

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo Winebar
Degustado em:  7 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Frango e legumes cozidos
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentários do Produtor
Coloração de profundo rubi com reflexos púrpura. No nariz, aromas frescos de frutas vermelhas com um toque elegante de especiarias. Na boca, taninos suaves e muito frutados. Combina muito bem com carnes grelhadas e assadas, especialmente carnes bovinas. É um bom acompanhamento também para queijos curados.

Impressões da Rafaela
Decidimos abrir um vinho hoje em homenagem ao Dia do Jornalista. Preparei os ingredientes que tínhamos na geladeira. Para finalizar, ainda comemos alguns queijos que também estavam dando sopa. Foi um jantar bem caseiro, tranquilo e feliz. O vinho acompanhou bem tudo isso. Aproveitamos para conversar sobre Saint Emilion, cidadezinha francesa que pretendia conhecer na minha próxima viagem.

Comentário do Claudio
Este foi mais um vinho apresentado pelo Winebar. (Veja o video aqui) Importado pela Expand, é um Pinot bem agradável. Em boca: leve, equilibrado, fácil de se beber, um Pinot sem complexidade, mas que cumpre muito bem o seu papel. Leves notas de frutas vermelhas, boas características da cepa. Mostrou boa intensidade em boca, com final leve e agradável. Um Borgonha fácil de se beber e que foi bem com nosso jantar.

13 de agosto de 2015

Vistalba apresenta vinhos em excelente jantar no novíssimo Eleven

Na noite de 3 de agosto de 2015 tivemos o prazer de participar da apresentação dos vinhos da Vistalba realizada pelo enólogo Alejandro Cánovas no recém-inaugurado Restaurante Eleven, do chef alemão Joachim Koerper, no Rio de Janeiro.

Impressões da Rafaela
Chegamos pontualmente ao Eleven, no Jardim Botânico, e ficamos muito surpresos ao notar que praticamente todos os convidados já estavam ali trocando algumas palavras com os representantes da Domno do Brasil e da Vinícola Vistalba. Pouco depois estávamos acomodados em uma enorme mesa de 16 lugares montada no centro do restaurante.
Nelsir Carlos Kuffel, gerente de vendas nacional da Domno, abriu a noite com um brinde de .Nero Blanc de Blancs. Enquanto isso, eu estava provando o delicioso pãozinho alemão feito por Koerper. Segundo o maître, este pão remete à infância do chef alemão.
Depois da entradinha à base de peixe, partimos para uma lista de pratos com sabores especiais: tataki de atum com manga e gergelim, bacalhau confitado com feijão de Santarém e emulsão de laranja, leitão confitado com chutney de tomate, maracujá e batata ponte nova e, para fechar, brownie de chocolate caramelizado com frutos secos e sorvete de cumaru. Nem sei dizer do que gostei mais.
Com exceção do bacalhau, que foi acompanhado unicamente pelo Tomero Reserva Pinot Noir, os demais pratos foram servidos com duas opções de vinhos. Cabia a cada um avaliar qual vinho harmonizava melhor com o prato.
Sentei-me ao lado do enólogo Alejandro Cánovas, que havia saída naquela manhã mesmo de Mendoza e teria uma programação intensa também em São Paulo e Salvador nos dias seguintes. Antes de começarmos a degustar cada um dos pratos, Alejandro apresentava os vinhos e falava sobre as características da produção.
Foi uma noite muito agradável, com um jantar acompanhado por excelentes vinhos. O meu preferido foi o Tomero Reserva Pinot Noir.

Comentário do Claudio
Em uma agradável noite no novíssimo restaurante Eleven no Jardim Botânico provamos os vinhos da vinícola argentina Vistalba com a presença do enólogo, o simpático Alejandro Cánovas. Durante o excelente jantar preparado pelo chef Joachim Koerper provamos os vinhos da Linha Vistalba (com uvas da região de Luján de Cuyo) e da Linha Tomero (além de dois espumantes nacionais, .Nero.) Abaixo alguns comentários sobre os excelente vinhos provados.
Abrimos a noite com o espumante Blanc de Blancs .Nero. Os espumantes .Nero são todos feitos pelo método charmat, são muito bem feitos, sucesso de vendas. O Blanc de Blancs é muito elegante, delicado, envolvente, boa acidez e fácil de se beber. Acompanhou muito bem o couvert e os aperitivos do chef.
Com os comentários e as explicações do enólogo Alejandro, provamos os dois primeiros vinhos da linha Tomero. A ideia era provar um vinho branco e um rosé junto com um delicioso prato de atum e ver qual seria a melhor harmonização. Primeiro provamos o Torrontés, único vinho da linha Tomero que é produzido na região de Salta. O vinho surpreendeu pelo nariz bastante atraente, mais complexo que outros vinhos desta cepa. Em boca, mostrou bom corpo e estrutura aliado às notas florais características da cepa. Elegante e com complexidade, aguentaria até comidas um pouco mais pesadas. Ao mesmo tempo, provamos um rosé de malbec que também mostrou um nariz muito atraente. De cor mais clara que outros rosés argentinos. Alejandro explicou que Carlos Pulenta, dono da vinícola, adora os rosés da Provence, assim quis fazer um vinho mais elegante. Gostei deste rosé, bem gastronômico e como esperava algo mais intenso, me surpreendeu positivamente e na minha opinião casou muito bem com o prato.
Seguimos para o segundo prato da noite: um delicioso bacalhau com feijões de Santarém e para harmonizar um Pinot Noir Tomero. Foi a melhor dupla da noite: prato muito bem preparado e um Pinot Noir de respeito, vinho que merece ser degustado com calma para aproveitar todas as suas nuances. Fruta muito bem equilibrada, acidez perfeita, um grande vinho que deixou a vontade de beber mais um pouco.
Na sequência passamos por dois vinhos com mais potência e estrutura, Vistalba Corte B, elegante, estruturado e com muito potencial de guarda, e o jovem potente Tomero Petit Verdot. A harmonização para estes dois vinhos foi um prato de leitão, também muito bem preparado. Gostei muito dos dois vinhos, mas os considerei em estágios e perfis diferentes. O Corte B se mostrou mais equilibrado e mais pronto, um corte muito bem feito, mistura de intensidade em boca com elegância. Mostrou bom potencial de envelhecimento, mas já bastante agradável agora. O Petit Verdot mostrou as boas características da cepa, cor viva e intensa e muita potência em boca. Um belo vinho que, para o meu paladar, vai ficar ainda melhor com um tempo na garrafa.
Para finalizar a noite uma harmonização arriscada, o top Corte A com sobremesa. A harmonização não chegou a ser aquilo que foi imaginado, como o próprio enólogo comentou. A sobremesa, um brownie de chocolate caramelizado, precisava ser um pouco mais amarga. A harmonização não ficou ruim, mas apagou um pouco o brilho do excelente Corte A. O vinho segue a mesma busca de elegância/estrutura do corte B, só que com mais complexidade e ainda mais potencial de envelhecimento. Um belo vinho, de muita qualidade em uma noite de boas surpresas. Ainda provamos o espumante .Nero Moscatel, refrescante, doçura na medida. Foi um belíssimo jantar.

7 de agosto de 2015

Wines of Chile apresenta Vinhos da Costa Chilena no Rio de Janeiro

A Wines of Chile não poderia ter escolhido lugar melhor no Rio de Janeiro para realizar a masterclass "Vinhos da Costa Chilena - Diversidade e Consistência": o icônico Copacabana Palace, localizado em frente ao Oceano Atlântico. Esta foi a primeira ação da Wines of Chile no Rio, que pretende retornar no próximo ano com um evento ainda maior e aberto ao público consumidor. Desta vez, a masterclass sobre 11 rótulos chilenos foi apenas para convidados. Após a aula, realizada no dia 7 de agosto, houve ainda uma pequena feira com produtos de 16 vinícolas.

A masterclass foi conduzida pelo sommelier chileno Héctor Riquelme, mas teve participações de enólogos e representantes de algumas vinícolas. Mario Geisse apresentou o syrah Cool Coast da Casa Silva. O conhecido produtor dos espumantes Geisse aproveitou para dar uma ideia aos cariocas do frio que costuma fazer às margens do Pacífico. "Você olha para esta orla aqui em Copacabana e vê várias pessoas se exercitando simplesmente por prazer. Nas margens do Pacífico se você vir alguém correndo é porque a pessoa certamente está tentando se esquentar."

A degustação foi composta por quatro opções de sauvignon blanc, quatro de pinot noir, um shirah, um cabernet franc e um vinho da curiosa cepa Pedro Ximénez. "O foco nos vinhos com as uvas sauvignon blanc e pinot noir não pretende em nenhum momento desmerecer o passado - e outras uvas que marcam a história vitivinícola do Chile -, mas complementar o que já existe, abrindo novos caminhos e melhorando a cada dia", como afirmou Geisse. Riquelme aproveitou para dizer que não há a pretensão de copiar os vinhos de determinada região, mas alcançar uma boa tipicidade do lugar em que o vinho estiver sendo feito, opinião compartilhada pelo enólogo Ricardo Baetting da Morandé.

Riquelme destacou ainda que o vinho é resultado de três ingredientes: o solo, o clima e a interpretação humana. O sommelier aproveitou também para afirmar que não conhece no mundo um enólogo que levante da cama com o objetivo de fazer um vinho ruim. "Todos querem desenvolver um bom produto!"

Dos 11 vinhos degustados, os meus preferidos foram o Gran Reserva Pinot Noir 2014 da Morandé e o Floresta Cabernet Franc 2012 da Santa Rita.

A aula foi composta ainda pela apresentação de:
Falernia Pedro Ximénez 2013 (Viña Falernia, Valle de Elqui) - a Pedro Ximénez é bastante usada na fabricação de pisco. Estima-se que tenha chegado à América do Sul por volta de 1500, sendo primeiro ao Peru. É mais cultivada na Argentina. A Falernia foi criada em 1998 por dois primos italianos.

Siegel Special Reserve Sauvignon Blanc 2015 (Siegel Family Wines, Valle de Leyda) - para quem gosta de vinhos com muito vegetal, mas muito mesmo!

Montes Alpha Special Cuvée 2014 (Montes, San Antonio)

Terruyno Sauvignon Blanc 2012 (Concha y Toro,  Valle de Casablanca) - perto dos outros três SB bem característicos, este ficou até meio apagadinho.

Aconcagua Costa Chardonnay 2013 (Errazuriz, Manzanar) - Ótimo chardonnay!

Secreto de Viu Manent Pinot Noir 2013 (Viu Manent, Casablanca) - Eu tinha bastante curiosidade de provar este vinho, gostei.

Arboleda Pinot Noir 2013 (Arboleda, Aconcagua) - Este é um vinho muito bem feito. Provamos há algumas semanas, quando nos foi enviado pelo Winebar, e gostei bastante.

Duette Pinot Noir 2012 (Indomita, Valle de Casablanca) - Bom vinho. Segundo Héctor Riquelme, segue bem o estilo dos vinhos de Casablanca.

Cool Coast Syrah 2012 (Casa Silva, Costa do Vale de Colchagua).

Na feira que seguiu a masterclass, havia vinhos da Aresti, Bodegas y Viñedos de Aguirre, Cousiño Macul, Maquis e Requingua.

3 de agosto de 2015

Celebración 150 - Gran Cuvée, um impressionante uruguaio com 18 anos de vida

Nome: Celebración 150 Anõs Gran Cuvée
Safra: 1997
País: Uruguai
Região: Colônia
Produtor: Los Cerros de San Juan

Uvas/Corte: Tannat e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: -

Numeração da garrafa: 2941
Onde foi comprado: Devoto, em Punta del Este, no Uruguai
Quando foi comprado: Janeiro de 2015
Degustado em:  4 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa e molho caseiros
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Una cuvée de dos vinos emblemáticos del establecimiento, Tannat y Cabernet Sauvignon, representativos y de alta expresión. Un gran reserva con crianza mixta, en madera y botella por siete años. Nació en marzo de 1997 - excelente año vitícola - de uvas maduras y concentradas. Vivió sus dos primeros años en barricas nuevas de roble francés. Desde mayo de 1999 habita la botella que lo contiene hasta ver la luz en el 2004. Su tapón original de corcho natural de primera calidad, fue cambiado en mayo de 2003, para asegurar la larga vida que augura este vino. El perfil sensorial de este vino es evocador de años bien vividos. Su color permanece intacto. A la nariz destaca perfumes variados y profundos que se suceden sin pausa desde la primera olfacción al retrogusto. Se descubren uno a uno con la claridad de la edad madura. En la boca tiene un tacto suave y pleno porque la magia del tiempo fue capaz de moldear con sabiduría el temperamento fuerte de su juventud. Para disfrutar su plenitud desde el primer instante será mejor servirlo decantado. En el pasaje de la botella, que lo contuvo por tan largo tiempo, a una jarra decantadora recibe un abrazo de oxígeno que lo anima a mostrarse nuevamente con todo su color, olor y sabor. Refrescarlo si su temperatura fuera superior a los 18ºC. Servir en una copa grande que se estreche en los bordes para apreciarlo todo sin palidecer ninguna sensación.


Impressões da Rafaela
Este é um daqueles vinhos que dá gosto beber. Ainda mais porque harmonizou ricamente com a massa que o Claudio preparou para me esperar. Eu havia ficado duas semanas fora, uma a trabalho, outra acompanhando minha mãe que fez uma cirurgia no braço. Foi bom chegar em casa e ser recepcionada com um jantar feito com cuidado. O vinho harmonizou com tudo isso. 


Comentário do Claudio
Este vinho já entra para a seleção dos melhores de 2015. Em nossa estada em Punta del Este selecionei alguns vinhos para comprar e trazer ao Brasil. Fiquei muito curioso quando vi este vinho da safra 1997 sendo comercializado. Resolvi comprar para conhecer e foi uma excelente aquisição. Quem gosta de vinhos com alguns anos de vida vai adorar este corte de Tannat com Cabernet. Seu estilo lembra o Montchenot argentino. Apesar dos 18 anos, o vinho está vivo, mostrou que envelheceu muito bem. Elegante, levemente licoroso. Em boca ele é intenso, com taninos vivos, final longo e prazeroso. Belíssimo vinho e uma ótima surpresa. Gostaria de ter mais uma garrafa para beber novamente. Quem for para o uruguai, fica a dica.

Pizza e vinho, combinação perfeita!

Nome: Vivanco Crianza
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Dinastia Vivanco

Uvas/Corte: Tempranillo 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça

Degustado em: 21 de março de 2015
Onde Bebeu: Ferro e Farinha
Harmonizado com: Pizzas diversas
Com quem: Claudio, Rafaela, Nina e Marcel

Comentário do Produtor

Color cereza brillante. Aromas intensos a fruta fresca madura, con notas especiadas y de regaliz, acompañado de elegantes aromas tostados y ahumados. En boca se muestra fresco y goloso, con un paso de boca elegante, persistente y muy equilibrado.

Impressões da Rafaela
Há quem goste de comer pizza com cerveja ou mesmo ache que ela fica perfeita com uma coca-cola. Eu prefiro com vinho. Por isso, quando a Nina e o Marcel sugeriram conhecer a nova pizzaria que abriu no Catete logo pensamos em levar um vinho. Lá a taxa de rolha é bem convidativa: R$ 12,50 (em março/2015). Claudio escolheu este vinho, que apesar de estar um pouco fora da temperatura ideal foi muito bem com a pizza. A Ferro e 
Farinha tem apenas cinco meses de funcionamento. Uma portinha no Catete. Dentro há um balcão, de onde se pode assistir à preparação das pizzas. No lado de fora, três mesas longas. Chegamos bem cedo. Se não fosse assim, teríamos de entrar na longa fila de espera. Em determinado momento havia mais de 20 pessoas de pé à espera de uma mesa. Alguns até migraram para o boteco ao lado. A pizza é realmente muito boa, eu fiquei bastante satisfeita. Pretendemos voltar em breve. Acabamos pedindo quatro pizzas, mas três teriam dado conta da nossa fome facilmente. O cardápio é bem enxuto, mas as opções são tentadoras.

Comentário do Claudio
O dia foi cheio. Na hora do almoço fomos na Casa do Sardo, restaurante italiano que fica em São Cristóvão com ótimas massas e preços bem justos. Bebemos uma meia garrafa de um correto Montepulciano D'Abruzzo, o Ritratto di Costa 2013, vinho básico, mas feito para acompanhar um prato despretencioso de massa. Seria aquele típico vinho da casa em restaurantes na Itália. Uma refeição fica sempre melhor com vinho. À noite marcamos de encontrar os amigos Marcel e Nina que estavam no Rio. Eles sugeriram de provarmos as faladas pizzas da Ferro e Farinha, pequena pizzaria no Catete comandada por um norte-americano. Resolvi levar uma garrafa do sempre agradável e bem feito Vivanco Crianza. Apesar de estar fora da temperatura ideal, funcionou bem com as pizzas muito bem feitas da casa. Um vinho fácil de se beber e de se gostar. Recomendo. A noite foi muito agradável.