13 de agosto de 2015

Vistalba apresenta vinhos em excelente jantar no novíssimo Eleven

Na noite de 3 de agosto de 2015 tivemos o prazer de participar da apresentação dos vinhos da Vistalba realizada pelo enólogo Alejandro Cánovas no recém-inaugurado Restaurante Eleven, do chef alemão Joachim Koerper, no Rio de Janeiro.

Impressões da Rafaela
Chegamos pontualmente ao Eleven, no Jardim Botânico, e ficamos muito surpresos ao notar que praticamente todos os convidados já estavam ali trocando algumas palavras com os representantes da Domno do Brasil e da Vinícola Vistalba. Pouco depois estávamos acomodados em uma enorme mesa de 16 lugares montada no centro do restaurante.
Nelsir Carlos Kuffel, gerente de vendas nacional da Domno, abriu a noite com um brinde de .Nero Blanc de Blancs. Enquanto isso, eu estava provando o delicioso pãozinho alemão feito por Koerper. Segundo o maître, este pão remete à infância do chef alemão.
Depois da entradinha à base de peixe, partimos para uma lista de pratos com sabores especiais: tataki de atum com manga e gergelim, bacalhau confitado com feijão de Santarém e emulsão de laranja, leitão confitado com chutney de tomate, maracujá e batata ponte nova e, para fechar, brownie de chocolate caramelizado com frutos secos e sorvete de cumaru. Nem sei dizer do que gostei mais.
Com exceção do bacalhau, que foi acompanhado unicamente pelo Tomero Reserva Pinot Noir, os demais pratos foram servidos com duas opções de vinhos. Cabia a cada um avaliar qual vinho harmonizava melhor com o prato.
Sentei-me ao lado do enólogo Alejandro Cánovas, que havia saída naquela manhã mesmo de Mendoza e teria uma programação intensa também em São Paulo e Salvador nos dias seguintes. Antes de começarmos a degustar cada um dos pratos, Alejandro apresentava os vinhos e falava sobre as características da produção.
Foi uma noite muito agradável, com um jantar acompanhado por excelentes vinhos. O meu preferido foi o Tomero Reserva Pinot Noir.

Comentário do Claudio
Em uma agradável noite no novíssimo restaurante Eleven no Jardim Botânico provamos os vinhos da vinícola argentina Vistalba com a presença do enólogo, o simpático Alejandro Cánovas. Durante o excelente jantar preparado pelo chef Joachim Koerper provamos os vinhos da Linha Vistalba (com uvas da região de Luján de Cuyo) e da Linha Tomero (além de dois espumantes nacionais, .Nero.) Abaixo alguns comentários sobre os excelente vinhos provados.
Abrimos a noite com o espumante Blanc de Blancs .Nero. Os espumantes .Nero são todos feitos pelo método charmat, são muito bem feitos, sucesso de vendas. O Blanc de Blancs é muito elegante, delicado, envolvente, boa acidez e fácil de se beber. Acompanhou muito bem o couvert e os aperitivos do chef.
Com os comentários e as explicações do enólogo Alejandro, provamos os dois primeiros vinhos da linha Tomero. A ideia era provar um vinho branco e um rosé junto com um delicioso prato de atum e ver qual seria a melhor harmonização. Primeiro provamos o Torrontés, único vinho da linha Tomero que é produzido na região de Salta. O vinho surpreendeu pelo nariz bastante atraente, mais complexo que outros vinhos desta cepa. Em boca, mostrou bom corpo e estrutura aliado às notas florais características da cepa. Elegante e com complexidade, aguentaria até comidas um pouco mais pesadas. Ao mesmo tempo, provamos um rosé de malbec que também mostrou um nariz muito atraente. De cor mais clara que outros rosés argentinos. Alejandro explicou que Carlos Pulenta, dono da vinícola, adora os rosés da Provence, assim quis fazer um vinho mais elegante. Gostei deste rosé, bem gastronômico e como esperava algo mais intenso, me surpreendeu positivamente e na minha opinião casou muito bem com o prato.
Seguimos para o segundo prato da noite: um delicioso bacalhau com feijões de Santarém e para harmonizar um Pinot Noir Tomero. Foi a melhor dupla da noite: prato muito bem preparado e um Pinot Noir de respeito, vinho que merece ser degustado com calma para aproveitar todas as suas nuances. Fruta muito bem equilibrada, acidez perfeita, um grande vinho que deixou a vontade de beber mais um pouco.
Na sequência passamos por dois vinhos com mais potência e estrutura, Vistalba Corte B, elegante, estruturado e com muito potencial de guarda, e o jovem potente Tomero Petit Verdot. A harmonização para estes dois vinhos foi um prato de leitão, também muito bem preparado. Gostei muito dos dois vinhos, mas os considerei em estágios e perfis diferentes. O Corte B se mostrou mais equilibrado e mais pronto, um corte muito bem feito, mistura de intensidade em boca com elegância. Mostrou bom potencial de envelhecimento, mas já bastante agradável agora. O Petit Verdot mostrou as boas características da cepa, cor viva e intensa e muita potência em boca. Um belo vinho que, para o meu paladar, vai ficar ainda melhor com um tempo na garrafa.
Para finalizar a noite uma harmonização arriscada, o top Corte A com sobremesa. A harmonização não chegou a ser aquilo que foi imaginado, como o próprio enólogo comentou. A sobremesa, um brownie de chocolate caramelizado, precisava ser um pouco mais amarga. A harmonização não ficou ruim, mas apagou um pouco o brilho do excelente Corte A. O vinho segue a mesma busca de elegância/estrutura do corte B, só que com mais complexidade e ainda mais potencial de envelhecimento. Um belo vinho, de muita qualidade em uma noite de boas surpresas. Ainda provamos o espumante .Nero Moscatel, refrescante, doçura na medida. Foi um belíssimo jantar.

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