18 de janeiro de 2015

Prova de um Pinot Noir acompanhados por um especialista

Nome: Las Moras / Hum
Safra: 2014 / 2010
País: Argentina / Uruguai
Região: San Juan / Punta del Este
Produtor: Finca Las Moras / Bodega Marichal e Hijo

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc / Pinot Noir
Teor alcoólico: - / 14%
Preço: 590 pesos
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido por Michael / Grand Cru
Quando foi comprado: Dezembro de 2014
Degustado em: 30 de dezembro de 2014
Onde bebeu: Sítio do Michael, em Pan de Azucar, Uruguai
Harmonizado com: Empanadas e salada de ovos feita pelo Michael
Com quem: Michael, Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
La finca Yellow Rose se encuentra donde se une el arroyo Maldonado con el Océano Atlántico, una ubicación privilegiada en Uruguay. En un entorno de parque natural, espacios verdes y jardines se disfruta una atmósfera apacible ideal para el desarrollo de este proyecto vitivinícola. Siguiendo un estilo de vinificación tradicional, el objetivo en la elaboración de este vino fue buscar elegancia, equilibrio y potencial de envejecimiento. Pinot Noir es una variedad de vid de temprana maduración que necesita condiciones de temperatura muy especiales para lograr su desarrollo. Son muy pocas las regiones en el mundo donde este cepaje puede alcanzar su punto óptimo de madurez. Por las condiciones climáticas y topográficas de esta pequeña zona tenemos esos veranos cálidos a frescos que generan el "terroir" que el Pinot Noir necesita para dar su máxima expresión. Color: rojo rubí.
Nariz: Es complejo lleno de fruta roja fresca, aromas de cereza mezclado con chocolate negro y tabaco. Boca: Intenso de fruta roja fresca con un volumen muy agradable, aterciopelado y con un buen final en boca.

Impressões da Rafaela
Alugamos o apartamento em que ficamos em Punta pelo site Airbnb. Foi nossa primeira experiência e ficamos bem satisfeitos. Por acaso o nosso locador foi um alemão produtor de vinhos. Michael mora por seis meses no Uruguai e durante o tempo da colheita das uvas vai para a Alemanha. Nos meses que sobram ele viaja de moto pelo mundo. Sabendo de nosso interesse por vinhos, combinamos com o Michael de tomarmos um vinho juntos durante os dias em que estaríamos em Punta. Fomos até o sítio onde ele mora e tão logo chegamos foi aberto este vinho branco comprado por ele em um supermercado local. O vinho revelou-se muito bom, fresco, muito bom para espantar o calor daquele final de tarde. Como o Michael produz pinot noir na Alemanha, Claudio decidiu levar um pinot uruguaio para análise. Bom, o resultado foi um pouco diferente do esperado. Acabamos bebendo a garrafa toda porque a conversa estava boa, mas o vinho foi meio decepcionante.

Comentário do Claudio
Exame gustativo: Por acaso, o proprietário do apartamento que alugamos em Punta é um enólogo e de uma família produtora de vinhos na Alemanha. No dia em que pegamos a chave do apartamento conversamos um pouco e ele falou dos Pinots que produz por lá. Devido a este papo, combinamos de nos encontrar no sítio dele para bebermos um vinho. Para o encontro resolvi escolher uma garrafa de Pinot Noir uruguaio para ouvir a opinião dele sobre o comportamento desta uva no Uruguai. Na véspera tinha visto um Pinot uruguaio na loja da Grand Cru, de um produtor desconhecido. Resolvi arriscar e comprei uma garrafa. Chegamos ao sítio, que ficava em Pan de Azucar, e começamos os trabalhos com um Sauvignon Blanc argentino gentilmente oferecido pelo Michael. Vinho fresco, leve, jovem e bem agradável. Enquanto bebíamos o vinho branco, abrimos a garrafa do pinot, por conselho do vendedor da Grand Cru, que disse que o vinho precisava respirar. É interessante provar um vinho com um especialista, pois ele é capaz de observar cada característica do vinho e definir exatamente o tipo de problema ou a qualidade do vinho. No caso do que levamos, o vinho deixou muito a desejar. No rótulo indicava que o vinho era da região de Punta del Este. Michael comentou que muitos entusiastas por vinho acabam plantando vinhedos em terras uruguaias nem sempre ideais para a produção de uvas. Então fazem a vinificação em alguma vinícola maior e quase sempre são parcelas pequenas. Muito provavelmente é o caso deste vinho. Em boca se mostrou fechado, com poucas características da cepa e morreu rapidamente na taça. O Pinot deixou a desejar, mas o encontro e a conversa foram ótimos.

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