31 de dezembro de 2015

Boa opção catarinense: Zelindo 2008

Nome: Zelindo
Safra: 2008
País: Brasil
Região: São Joaquim

Produtor: Vinícola Suzin

Uvas/Corte: Merlot 70% e cabernet sauvignon 30%

Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 49,50

Onde foi comprado: Supermercado Prix, em Copacabana
Degustado em: 30 de maio de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Comida árabe
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor 
Vermelho rubi intenso, nuances violáceas, profundas. Aromas bastante intensos e complexos lembrando amora, cereja, e geleia de frutas silvestres, com um toque de especiarias, com final em tabaco, cravo e defumados. A fruta da Merlot harmoniza muito bem com o toque de chocolate trazido pela Cabernet Sauvignon. Vinho envolvente, com taninos e álcool corretos, vivos. De bom corpo, início de boca agradável, harmônico e com boa persistência no final de boca. Acidez agradável que dá sustentação ao estágio em barrica francesa. Estágio de 10 meses em barricas de carvalho francês o que trouxe muita estrutura e harmonia ao vinho. Colheita manual. Bom para consumo, porém irá melhorar com mais 4 ou 5 anos de garrafa. Harmoniza bem com carnes como cordeiro, avestruz e gado, massas com base de molhos madeira e funghi não muito condimentados. Acompanha bem queijos de média maturação. Temperatura de serviço: 16 a 20º C. 

Impressões da Rafaela
Durante a viagem à França eu fiquei bastante resfriada por não ter me agasalhado bem durante um dia específico. Quando voltei para casa, a gripe ainda estava nos finalmentes. Neste dia tínhamos a festa de aniversário do querido Lucas, filho da Carol e do Marcelo, mas eu realmente ainda não estava me sentindo bem. Decidimos então ficar em casa. Claudio comprou uma comida pronta, no árabe do Largo do Machado, e abrimos este vinho para provarmos. Vinho bem gostoso. 


Comentário do Claudio

Sempre fico de olho nos vinhos catarinenses. Boas surpresas têm vindo de lá e sempre gosto de provar vinhos novos de regiões promissoras. Já estava atento aos vinhos desta vinícola e aproveitei uma oferta em um supermercado em Copacabana. Já tinha lido bons comentários sobre este vinho e estava curioso para prová-lo. Mostrou um bom potencial, muito intenso em boca com uma mistura de frutas maduras e de notas picantes. Precisa de um tempo em taça para abrir. Um vinho com muita estrutura e que apresentou muito depósito na taça. Vinícola para ficar de olho.

Angheben diferente para acompanhar uma boa massa

Nome: Angheben
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos

Produtor: Angheben Vinhos Finos

Uvas/Corte: Rebo
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente nos presenteado pela Vinícola Angheben

Degustado em: 13 de maio de 2015
Onde Bebeu: Pizza Park, na Cobal Humaitá, no Rio
Harmonizado com: Massas
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
À primeira vista, ou ao primeiro gole, este vinho pode ser desconcertante. Você imagina algo, mas é surpreendido. Eu senti até mesmo gosto de uvas passificadas no início, mas foi mesmo apenas uma primeira impressão, após respirar um pouco ele foi ficando mais redondo e gostoso. Fizemos um brinde à Luiza, que havia chegado a este mundo dois dias antes. 


Comentário do Claudio

Ganhamos este vinho do simpático Eduardo Angheben em uma visita feita ao Vale dos Vinhedos em janeiro de 2014 - na qual tivemos a companhia do Alexandre e da Vanessa do Diário de Baco. Eduardo e seu pai Idalêncio receberam a mim e ao Alexandre muito bem durante a visita à vinícola. Provamos todos os vinhos que eles produzem, leia aqui. Na saída, Eduardo nos presenteou com uma garrafa sem rótulo de um vinho que ele pediu para provarmos feito de uma uva pouco conhecida, a Rebo. Esta uva é originária da região do Trento na Itália, é um cruzamento entre a Merlot com a Teroldego. Não sei se está nos planos da vinícola lançar um vinho com esta uva, deve ser difícil comercializar um vinho de uma uva pouco conhecida, mas se depender apenas do líquido, poderia ser lançado sem susto. Um vinho com perfil bem italiano, gastronômico (acompanha bem uma boa massa), de boa acidez e notas de frutas escuras na boca. Cresceu na taça. Um vinho muito bem feito, como todos que eles produzem e fácil de se beber.

30 de dezembro de 2015

Vou ali na França e já volto

Saint Emilion

Neste ano, porque muitas colegas de trabalho iriam tirar férias em julho, Claudio e eu decidimos deixar as férias grandes para o final do ano. Ou seja, nada de viagens distantes até dezembro.

Lá por abril, recebi um e-mail da Lufthansa com uma promoção imperdível. E-mail marketing sempre se traveste de promoção imperdível, mesmo quando não é. Bom, mas neste caso realmente era uma promoção bastante boa - exatamente o que eu estava precisando naquele momento.

Pensei durante algumas horas e tomei a decisão de comprar uma passagem para Paris para visitar a Milena, que estava fazendo doutorado-sanduíche na cidade e dar uma passeadinha.

Claudio ficou um pouco triste, porque em maio não poderia viajar, mas "se é algo que você quer realmente fazer, vá em frente". Como estou no meio de um doutorado, poder mesmo, eu não poderia viajar, mas uns 15 dias de férias para a cabeça não fariam mal.

Além de rever Milena e Rodrigo em Paris, aproveitei para ir a Bordeaux e também para passar um dia em Saint Emilion. Depois, reencontrei o casal de amigos em Saint Malo, de onde iríamos visitar o Mont Saint Michel. Na volta a Paris, realizei o antigo desejo de conhecer Chartres.

Durante a estadia na França, a maior parte das refeições foi acompanhada por uma tacinha de vinho. Vinhos "sem nome", mas deliciosos. Esta é uma das alegrias de se estar na França, mesmo nos lugares mais simples, sempre é possível tomar uma taça de bom vinho junto com a comida. O preço de uma taça de vinho por lá é parecido com os praticados no Brasil, normalmente a partir de 4 euros.

Nos dias em que passeei junto com a Milena, sempre pedimos uma garrafa de vinho para acompanhar a refeição e a conversa. Na maior parte das vezes conversamos tanto que esqueci de anotar o nome do vinho. Nenhum desagradou. Os vinhos escolhidos cumpriram seu papel: acompanhar o encontro, a conversa e a comida, sem incomodar, mas também sem querer dominar a conversa.

Rever fotos da França atiça ainda mais a vontade de retornar em breve.

Estação de trem de Saint Emilion
A caminho de Saint Emilion. Da estação de trem até a cidade são uns bons 10 minutos de caminhada



  

Loja de vinhos, em Saint Emilion

Ah, se elas sobrevivessem à viagem. E se fosse permitido...

Ruazinha de Saint Emilion

Saint Emilion

Saint Emilion vista da torre do castelo

Centrinho de Saint Emilion





Belo rosé da Salton: Lucia Canei Brut Rosé #winebar #cbe

Nome: Lucia Canei Brut Rosé
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton

Uvas/Corte: Pinot noir
Teor alcoólico: 11,5%
Rolha: Cortiça
Número da garrafa: 140/5075
Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pela Salton por meio do programa #winebar
Degustado em: 10 de maio de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães caseiros, queijos e azeite
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Esposa de Antonio Domenico Salton, Lucia Canei foi a mãe de todos os fundadores da vinícola. A matriarca foi referência para os negócios da família e sempre era consultada antes de qualquer decisão. Neste rótulo, sua personalidade é representada pela Flor de Cardo, que combina a beleza, proteção e o carinho incondicional de mãe, presente na história de dedicação e conquistas da Vinícola Salton. Elaborado a partir do método Champenoise com uvas Pinot Noir, o espumante Lucia Canei passou 18 meses em contato com as leveduras. Cremoso e de coloração rosa-salmão, tem abundante desprendimento de finas borbulhas. Destacam-se aromas de flores brancas, frutas cítricas, rosas, frutas vermelhas, frutas secas, além de notas de amêndoas tostadas, pão, mel e leveduras.

Impressões da Rafaela
Se você quiser presentear alguém com um belo espumante, aqui está a opção perfeita. Não apenas porque a bebida é excepcional, mas porque a Salton caprichou na apresentação deste belo espumante. O formato da garrafa é bonito, mas o diferencial é o rótulo feito em metal. Muito bem feito, com classe. O espumante tem uma bela cor. O sabor é todo redondinho, gostoso, cremoso. Daqueles que você bebe com grande prazer. Este espumante, Claudio e eu degustamos no dia do aniversário de 2 anos do Antonio, filho do Dani e da Tati, um dia antes da chegada da fofinha Luiza, filha do Alexandre e da Vanessa, após a visita do Cris e da Val e da comemoração do Dia das Mães.

Comentários do Claudio
Belíssimo espumante rosé produzido pela Salton. Em mais uma série especial que homenageia um dos integrantes da família Salton, foi produzido pouco mais de 5.000 garrafas de um espumante muito delicado e elegante, de boa cremosidade em boca e acidez agradável. notas elegantes de frutas com toques de amêndoas. Espumante envolvente e muito bem feito. Um belo espumante que já figura entre os principais espumantes feitos no Brasil. Vale provar.

11 de novembro de 2015

Depois do Malbec Day no Consulado Argentino, mais uns goles no Lima em boa companhia

Nome: Leyda Reserva / Niederösterreich
Safra: 2005 / -
País: Chile / Áustria
Produtor: 

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc /Riesling
Teor alcoólico: -
Onde foi comprado: Restaurante Lima / Oferecido pelo Alain

Degustado em: 29 de abril de 2015
Onde Bebeu: Restaurante Lima
Harmonizado com: Várias entradinhas
Com quem: Claudio, Rafaela, Deco, Alain e Bruno


Impressões da Rafaela

Pela segunda vez fui ver a palestra do Deco no Consulado Argentino aqui no Rio. Desta vez foi mais animada porque o Claudio e o Bruno estavam participando também. Depois de provarmos alguns vinhos argentinos, partimos para o Lima. Estávamos já na metade do Leyda quando o Alain chegou com a garrafa de um "dos seus vinhos". Alain é campeão na escolha de vinhos orgânicos. Ele mesmo sonha em fazer seu próprio vinho livre de porcarias. Torcemos para que a primeira safra seja muito boa. Neste dia, provamos várias comidinhas gostosas do Lima. Conversa muito animada e companhia de primeira. 

Comentário do Claudio
A noite começou com um ótimo evento no Consulado da Argentina com direito a palestra do nosso amigo 
Deco, que é representante da Wines of Argentina no Brasil. Além de provar bons vinhos, encontramos outro amigo, Bruno Agostini. Com o fim da palestra veio a pergunta, que tal sair para jantar? Proposta aceita, seguimos para o ótimo restaurante peruano em Botafogo, o Lima. No caminho ligamos para outro amigo, o Alain. Noite de ótimo papo e acompanhado por dois vinhos: o refrescante e correto Sauvignon Blanc chileno Leyda e a ótima surpresa da noite, um vinho austríaco, natural, levado pelo Alain. Por falar nisto, o Alain é um apaixonado por vinhos naturais e sempre ele tem uma novidade, algum vinho com paladar muito particular e envolvente para apresentar. Esta paixão resultou na importadora Gavinho, com uma seleção incrível de vinhos naturais. Vale conhecer.

2 de novembro de 2015

Vega Sauco Crianza 2011 e Norton Reserva Malbec 2011


Nome: Vega Sauco Crianza / Norton Reserva
Safra: 2011 / 2011
País: Espanha / Argentina
Região: Toro / Mendoza
Produtor: Bodegas Vega Sauco / Bodega Norton

Uvas/Corte: Tempranilo / Malbec

Teor alcoólico: - / 14,5%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: La Botella, em Ipanema, Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 27 de abril de 2015
Degustado em: 27 de abril de 2015
Onde Bebeu: 
La Botella, em Ipanema
Harmonizado com: Frios e sanduíches
Com quem: Claudio, Miguel, Marcelo e Ricardo


Comentário do Claudio
Mais um encontro com meus amigos de faculdade. Mais uma vez fomos ao La Botella, simpática loja de vinhos em Ipanema de que gostamos muito. Nesta noite escolhemos beber dois vinhos certeiros. Abrimos a noite com o ótimo Vega Sauco. Além de ter um rótulo marcante, com uma foto de pedrinhas, é um vinho de excelente custo e de ótima qualidade. Feito da uva Tempranillo, é um vinho que nunca me decepcionou: bem feito, boa estrutura, álcool bem integrado, sem exageros.

Na sequência fomos para um vinho argentino. Há vários anos, no mesmo La Botella, bebemos este mesmo vinho da safra 2002, um malbec bem marcante, um vinho que estava em um nível superior. Ficamos sempre com a lembrança deste vinho. Resolvemos abrir este 2011, também um bom vinho, muito bem feito, um clássico malbec argentino sem exageros na fruta. Mas não sei se o nosso paladar evoluiu ou se realmente o 2002 era de outro nível. Este 2011 não chegou a surpreender. Mais uma noite agradável, de bom papo e bons vinhos no La Botella.

22 de outubro de 2015

Villa de Vinhas - Merlot 2011

Nome: Villa de Vinhas
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Antônio Prato
Produtor: Vinícola Zanella

Uvas/Corte: Merlot
Onde foi comprado: Aeroporto de Caxias do Sul

Degustado em: 25 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pizza do bairro
Com quem: Claudio, Rafaela e Eliane


Comentário do Produtor

Visual: Vermelho rubi com boa intensidade de cor. Nariz: Maduro e complexo ressaltando as especiarias, coco queimado, baunilha, café, tabaco, leve tostado e final de frutas passas e aromas terrosos. Boca: Paladar equilibrado, textura aveludada, boa acidez e estrutura adequada. Harmonização: Vinho orientado a pratos como risotos de cogumelos, cordeiro e carnes bem temperadas.

Impressões da Rafaela
Depois de um dia que incluiu ida à feira de orgânicos, que todo sábado se instala ali perto do metrô na esquina da São Clemente com Muniz Barreto, e uns passeios pela cidade, resolvemos comprar uma pizza na "pizzaria do bairro", como a chamamos, uma pizzaria pequena, quase de garagem que tem aqui perto de casa. A pizza é bem honesta e foi bem com este vinho que comprei com curiosidade no aeroporto de Caxias do Sul no ano passado. 


Comentário do Claudio
Sabe quando você abre um vinho, sem nenhuma informação sobre ele e sem colocar grandes expectativas e ao prová-lo é surpreendido. Assim foi a experiência com este Merlot de Antônio Prado. É aquele tipo de vinho em que está tudo no lugar e não ele tenta ser aquilo que não é. Um vinho agradável, correto, de perfil gastronômico, simples e gostoso. Foi bem com nossa pizza. Um vinho para beber sem compromisso e que deu vontade provar novamente.

20 de outubro de 2015

Winebar da Salton: Salton Desejo Merlot e Salton Prosecco Brut #winebar

Nome: Salton Desejo e Salton Prosecco Brut
Safra: 2011 / 2014
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Salton

Uvas/Corte: Merlot 100%, oriundo da Serra e da Campanha / 100% Prosecco
Teor alcoólico: 13,5% / 11,5%
Rolha: Gentilmente nos presenteados pelo Winebar

Degustado em: 22 e 26 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Hambúrguer feito em casa para o Claudio e salada de atum para a Rafaela
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor

Salton Desejo - Coloração roxo intenso, aromas de frutas negras (mirtilo, amora, framboesa), café, chocolate, tabaco, nozes, pimenta negra. Seus taninos são macios, conferindo grande estrutura e permanência do sabor no paladar.
Salton Prosecco - Brilhante com coloração claro esverdeada, perlage abundante de finas borbulhas e excelente formação de espuma. Perfume agradável de flores e frutas, como pêra, maçã verde e pêssego. Possui sabor fresco, equilibrado e cremoso. 

Impressões da Rafaela
Recebemos estes vinhos da Salton via Winebar, projeto bem bacana desenvolvido pelos amigos Daniel Perches e Alexandre Frias. Eu gostei particularmente do espumante, levinho, festivo, ótimo companheiro para um brinde animado. Recomendo para quem está procurando uma bebida com ótimo custo/benefício para sua comemoração. O Salton Desejo é sempre uma boa pedida. A Salton tem promovido vinhos com qualidade muito boa e com preços convidativos. Vale provar. 


Comentário do Claudio
A Salton é uma grande parceira do projeto Winebar. Em mais uma edição transmitida on-line, pudemos provar mais alguns vinhos da vinícola. Os vinhos da Salton vêm constantemente crescendo em qualidade e o que é melhor, a política de preços da empresa deixa os vinhos muito competitivos. Provamos mais uma vez o bom e agradável espumante Prosecco. Confesso que bebo pouco os espumantes desta uva italiana, mas esta garrafa da Salton se mostrou muito agradável e bem feita. Um espumante bem descontraído, para beber sem compromisso, apenas curtir o momento. Na sequência, provamos o sempre interessante Desejo, um merlot que vem mostrando consistência a cada safra. Intenso, de perfil moderno, com notas claras de café e frutas maduras, mas sem exageros. Um vinho de qualidade que vai agradar. Vivo em boca, acidez correta, um vinho muito agradável, para comprar sem sustos. Recentemente visitamos a Salton e provamos novamente o Desejo, que mais uma vez mostrou todo o seu valor.

Almendra - Douro 2011

Nome: Almendra
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Douro

Uvas/Corte: Touriga franca 45%, tinta roriz 25% e touriga nacional 30%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 35

Degustado em: 19 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Pizzas da Ferro e Farinha
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
Depois uma viagem quase de bate-volta ao Rio Grande do Sul, cá estou de novo em casa. Claudio foi me buscar no Santos Dumont e no caminho para casa tivemos a ideia de comprar pizzas no Ferro e Farinha, pizzaria que conhecemos recentemente ali no Catete. Por sorte estava aberta e a espera pelas nossas pizzas não demorou muito. Estavam deliciosas e foram bem com este vinho português despretensioso. Uma noite muito agradável, para se sentir novamente em casa. 


Comentário do Claudio
Um típico vinho do Douro, jovem e bastante agradável. O Almendra é de cor rubi, vivo e brilhante. No nariz apresenta notas de frutas doces com algo de compota. Em boca se mostrou um vinho com boa fruta, sem exageros. Um vinho alegre, divertido e fácil de se beber e de se gostar. Boa presença em boca e final bem presente. Um vinho correto do Douro.

19 de outubro de 2015

Aracuri Brut - Chardonnay 2014

Nome: Aracuri Brut
Safra: 2014
País: Brasil
Região: Campos de Cima da Serra
Produtor: Aracuri

Uvas/Corte: Chardonnay
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 35

Numeração da garrafa: 1000/9300
Onde foi comprado: Supermercado Bortolon, em Vacaria
Quando foi comprado: -
Degustado em: 16 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Comida thai do Orienthai
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor

Espumante elegante e refrescante de perlage fina e abundante. No aroma destacam-se as notas de damasco, raspas de limão e pão fresco. O paladar é envolvente e cremoso com acidez cativante. 

Impressões da Rafaela
Gostoso demais deste espumante. Foi ótimo poder comemorar um longo dia, que teve trabalho, orientação, trabalho de aula, entrega de frila, acupuntura, arrumação de mala... Ufa! Não posso nem reclamar, pois deu tudo certo e o dia ainda terminou com um ótimo jantar. 


Comentário do Claudio
Este espumante da Aracuri é muito interessante. Já o provamos mais de uma vez em situações diferentes e sempre com um bom resultado. Feito pelo método charmat com uvas da região dos Campos de Cima da Serra, mostrou boa acidez e vivacidade em boca. É um espumante muito bem feito, fácil de se beber e fácil de se harmonizar. Foi muito bem com nossa comida thai. Boa presença em boca. É um espumante que vai te surpreender no paladar e pelo ótimo preço. Recomendo.

Chandon Réserve Brut para celebrar a felicidade da Claudine

Nome: Chandon Réserve Brut
País: Brasil
Região: Garibaldi
Produtor: Chandon

Uvas/Corte: Riesling Itálico, chardonnay e pinot noir
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente oferecido pela Claudine

Degustado em: 11 de abril de 2015
Onde Bebeu: Donna, em Jurerê Internacional, Florianópolis
Harmonizado com: Comidinhas saborosas
Com quem: Claudio, Rafaela, Claudine e mais outras tantas pessoas


Comentário do Produtor

Resultado da harmonização das melhores uvas Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico, o Chandon Réserve Brut revela uma grande sutileza aromática lembrando frutas cítricas, maçã verde e frutas secas em um paladar perfeitamente equilibrado. Elaborado a partir do clássico “assemblage” de três variedades da Serra Gaúcha: Riesling Itálico, Chardonnay e Pinot Noir. Caracteriza-se por sua delicada cor amarela com reflexos dourados, sua espuma abundante e persistente com formação de um colarinho no contorno da taça e seu “perlage” de borbulhas finas, ativas e numerosas. O aroma apresenta características florais (flores brancas) e frutadas (cítricos, maçã e um toque de abacaxi) com uma nuance de pão fresco. O paladar começa por um ataque franco de uma acidez equilibrada, continua com uma nítida sensação de redondeza e frescor; e finaliza com notas de frutas secas e cítricas com uma persistência média. É apropriado como aperitivo e para acompanhar toda a refeição. Destaca-se com peixes grelhados, frutos do mar, saladas de verão e tem uma harmonização toda especial com sushis e sashimis.

Impressões da Rafaela
Inicialmente até pensamos que não conseguiríamos ir à festa de 40 anos da Claudine, mas quando refletimos de novo, chegamos à conclusão de que não poderíamos perder a festa da pessoa que nos apresentou. Se não fosse pela Claudine, eu nunca teria conhecido o Claudio. Assim, não restavam dúvidas: iríamos a Florianópolis para comemorar junto com ela o seu aniversário. A festa foi maravilhosa, em um lugar lindo de Jurerê Internacional, com comidinhas deliciosas e muitas e muitas taças de espumante. Adoramos!


Comentário do Claudio
Muitos espumantes para comemorar os 40 anos de minha prima Claudine. Fomos até Florianópolis para participar da bela festa que ela preparou em Jurerê. Nada melhor do que celebrar a vida com espumantes. Bebemos o Chandon Réserve Brut, o qual eu já não bebia há algum tempo. Funcionou perfeitamente com o clima do lugar e da festa, um espumante versátil e bem agradável. Foi uma bela noite!

22 de setembro de 2015

Villaggio Bassetti Rosé - Merlot e Pinot Noir 2013

Nome: Villaggio Bassetti Rosé
Safra: 2013
País: Brasil
Região: São Joaquim, Santa Catarina
Produtor: Villaggio Bassetti

Uvas/Corte: 50% Merlot, 50% Pinot Noir
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: Gentilmente oferecido pelo Jacy

Degustado em: 10 de abril de 2015
Onde Bebeu: Casa da comadre Márcia e do compadre Jacy, em São José
Harmonizado com: Boa conversa depois de sairmos para comer fora na Crazy Friday
Com quem: Claudio, Rafaela, Jacy, Márcia e Nicolas


Comentário do Produtor

A coloração deste vinho denuncia a eleboração por prensagem direta, permitindo manter as caracterisiticas de frescor e de aromas de um vinho alegre. A melhor harmonização para este vinho é uma boa companhia! Características organolépticas: límpido, de coloração pêssego à salmão, macio em boca e retrogosto agradável e persistência mediana. Temperatura de serviço: 9°C Harmonização: Peixes, frutos do mar, massas com molhos à base de ervas.

Impressões da Rafaela
Claudine resolveu comemorar seus 40 anos e nós não poderíamos perder a festa. Aproveitamos então para ir um dia antes e passar algumas horas com meus queridos amigos Márcia e Jacy e meu afilhado belo e inteligente Nicolas. Chegamos cedo e fomos recebidos com um almocinho tardio. Depois de uma tarde de conversa e após os apelos do Nicolas, fomos comer hambúrgueres em um local bem bonito no Kobrasol. Ao voltarmos para casa, o Jacy decidiu abrir este rosé catarinense para provarmos. Estava muito bom. Foi uma viagem bem rápida, mas valeu muito a pena termos ido.


Comentário do Claudio
Gosto dos vinhos de Santa Catarina. A produção no estado ainda é nova, mas bom vinhos estão saindo de lá, mostrando que o estado e sua altitude/frio podem produzir bons resultados e certamente em um futuro próximo vamos ouvir falar bastante da região. Villaggio Bassetti é um produtor que vem se mostrando bem interessante. Já provei um de seus tintos e um sauvignon blanc muito interessantes. Este rosé se mostrou muito agradável. Como estávamos batendo papo, não fiz nenhuma anotação do vinho. A garrafa acabou rapidamente e ficou a vontade de prová-lo novamente.

8 de setembro de 2015

Do #winebar: irRosso di Casanova di Neri

Nome: irRosso di Casanova di Neri
Safra: 2013
País: Itália
Região: Sant'Antimo Doc Rosso, Montalcino, Toscana
Produtor: Casanova di Neri

Importadora: Expand

Uvas/Corte: Sangiovese e colorino
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça

Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pelo Winebar
Degustado em: 20 de agosto de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa caseira com manteiga e sálvia
Com quem: Claudio e Rafaela


Produtor:
Questo vino nasce dalle nostre uve dei vigneti de "Le Cetine" posti a sud di Montalcino dove nascono il Brunello Tenuta Nuova ed il Rosso di Montalcino. E' ottenuto da uve Sangiovese Grosso e Colorino (impiantato riproducendo delle vecchie piante che trovammo nei nostri vigneti più vecchi). Abbiamo cercato di produrre un vino di grande tipicità e legame con la nostra terra ma con lo stile e le caratteristiche dei vini di Casanova di Neri. Si lascia bere subito o conservato qualche anno potrà dare maggiori soddisfazioni.

Impressões da Rafaela
Um belo dia o Claudio chegou em casa e havia uma caixa na recepção nos esperando. Dentro dela, este vinho de Montalcino. Uns dias depois descobrimos que ele seria o tema do próximo Winebar. Quando chegou o dia da apresentação, não conseguimos abri-lo. Aproveitamos que faríamos uma massa caseira no sábado para prová-lo. Talvez a harmonização ideal seja com carne, mas o que posso dizer é que gostei muito dele acompanhando a nossa massa ao "burro e sálvia". É um vinho muito gostoso. Bateu uma saudade de nosso passeio por Montalcino. Creio que está na hora de voltarmos.

Comentário do Claudio

Mais um belo vinho apresentado no Winebar. Além deste, mostrou-se os excelentes vinhos da vinícola Casanova di Neri importados pela Expand. Este irRosso é um vinho com o espírito italiano. Um corte de Sangiovese e Colorino, típico italiano que cresce com um belo jantar. Mesmo não escolhendo a harmonização perfeita, nosso molho ao burro e sálvia não fez feio e ajudou a criar o espírito italiano na noite. Vinho bem feito, de boa intensidade em boca, ainda jovem e com potencial para envelhecer um pouco, tem um estilo que me agrada muito. Em boca mostra boa fruta vermelha misturado com algo levemente picante, gostoso de beber, é daqueles vinhos que a garrafa acaba rápido e você fica com vontade de beber mais uma taça. Boa experiência. Recomendo.

Boschi Brut - Chardonnay, Riesling e Merlot

Nome: Boschi Brut
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Maximo Boschi

Uvas/Corte: Chardonnay 25%, riesling 55% e merlot 20%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 38

Numeração da garrafa: 0947/5000
Onde foi comprado: Cadeg
Quando foi comprado: abril de 2015
Degustado em: 9 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Bruschettas, cogumelos
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentário do Produtor
- Visão: coloração levemente amarelo-palha e rosáceo, límpida, brilhante e com reflexos. 

- Olfato: fino, elegante, fresco e ressaltando notas de frutas tropicais, como pêssego, abacaxi maduro e goiaba. 
- Paladar: com persistência longa e acidez bem refrescante. No retrogosto, ressalta a jovialidade.

Impressões da Rafaela
Gostei muito deste espumante. Ele tem todas as características que me agradam em um espumante. Não é amargo, nem doce em demasia, bastante equilibrado nos aromas e no sabor. Além disso, tem ótimo custo/benefício. Foi ótimo! 


Comentário do Claudio

Não conhecia esta linha de espumante da Máximo Boschi. Os vinhos e espumantes desta vinícola são conhecidos por envelhecer bem e entrarem no mercado com alguns anos de vida. Outros espumantes que provei deles se mostraram com grande evolução e muito complexos. Este brut mostrou características diferentes dos outros vinhos. Bem fresco, jovem, acidez marcante com notas levemente doces e algo de maçã verde, se mostrou fácil de beber. Um espumante refrescante e para beber sem compromissos.

27 de agosto de 2015

Les Amis - Bourgogne 2011

Nome: Les Amis
Safra: 2011
País: França
Região: Bourgogne
Produtor: Maison Louis Max

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo Winebar
Degustado em:  7 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Frango e legumes cozidos
Com quem: Claudio e Rafaela


Comentários do Produtor
Coloração de profundo rubi com reflexos púrpura. No nariz, aromas frescos de frutas vermelhas com um toque elegante de especiarias. Na boca, taninos suaves e muito frutados. Combina muito bem com carnes grelhadas e assadas, especialmente carnes bovinas. É um bom acompanhamento também para queijos curados.

Impressões da Rafaela
Decidimos abrir um vinho hoje em homenagem ao Dia do Jornalista. Preparei os ingredientes que tínhamos na geladeira. Para finalizar, ainda comemos alguns queijos que também estavam dando sopa. Foi um jantar bem caseiro, tranquilo e feliz. O vinho acompanhou bem tudo isso. Aproveitamos para conversar sobre Saint Emilion, cidadezinha francesa que pretendia conhecer na minha próxima viagem.

Comentário do Claudio
Este foi mais um vinho apresentado pelo Winebar. (Veja o video aqui) Importado pela Expand, é um Pinot bem agradável. Em boca: leve, equilibrado, fácil de se beber, um Pinot sem complexidade, mas que cumpre muito bem o seu papel. Leves notas de frutas vermelhas, boas características da cepa. Mostrou boa intensidade em boca, com final leve e agradável. Um Borgonha fácil de se beber e que foi bem com nosso jantar.

13 de agosto de 2015

Vistalba apresenta vinhos em excelente jantar no novíssimo Eleven

Na noite de 3 de agosto de 2015 tivemos o prazer de participar da apresentação dos vinhos da Vistalba realizada pelo enólogo Alejandro Cánovas no recém-inaugurado Restaurante Eleven, do chef alemão Joachim Koerper, no Rio de Janeiro.

Impressões da Rafaela
Chegamos pontualmente ao Eleven, no Jardim Botânico, e ficamos muito surpresos ao notar que praticamente todos os convidados já estavam ali trocando algumas palavras com os representantes da Domno do Brasil e da Vinícola Vistalba. Pouco depois estávamos acomodados em uma enorme mesa de 16 lugares montada no centro do restaurante.
Nelsir Carlos Kuffel, gerente de vendas nacional da Domno, abriu a noite com um brinde de .Nero Blanc de Blancs. Enquanto isso, eu estava provando o delicioso pãozinho alemão feito por Koerper. Segundo o maître, este pão remete à infância do chef alemão.
Depois da entradinha à base de peixe, partimos para uma lista de pratos com sabores especiais: tataki de atum com manga e gergelim, bacalhau confitado com feijão de Santarém e emulsão de laranja, leitão confitado com chutney de tomate, maracujá e batata ponte nova e, para fechar, brownie de chocolate caramelizado com frutos secos e sorvete de cumaru. Nem sei dizer do que gostei mais.
Com exceção do bacalhau, que foi acompanhado unicamente pelo Tomero Reserva Pinot Noir, os demais pratos foram servidos com duas opções de vinhos. Cabia a cada um avaliar qual vinho harmonizava melhor com o prato.
Sentei-me ao lado do enólogo Alejandro Cánovas, que havia saída naquela manhã mesmo de Mendoza e teria uma programação intensa também em São Paulo e Salvador nos dias seguintes. Antes de começarmos a degustar cada um dos pratos, Alejandro apresentava os vinhos e falava sobre as características da produção.
Foi uma noite muito agradável, com um jantar acompanhado por excelentes vinhos. O meu preferido foi o Tomero Reserva Pinot Noir.

Comentário do Claudio
Em uma agradável noite no novíssimo restaurante Eleven no Jardim Botânico provamos os vinhos da vinícola argentina Vistalba com a presença do enólogo, o simpático Alejandro Cánovas. Durante o excelente jantar preparado pelo chef Joachim Koerper provamos os vinhos da Linha Vistalba (com uvas da região de Luján de Cuyo) e da Linha Tomero (além de dois espumantes nacionais, .Nero.) Abaixo alguns comentários sobre os excelente vinhos provados.
Abrimos a noite com o espumante Blanc de Blancs .Nero. Os espumantes .Nero são todos feitos pelo método charmat, são muito bem feitos, sucesso de vendas. O Blanc de Blancs é muito elegante, delicado, envolvente, boa acidez e fácil de se beber. Acompanhou muito bem o couvert e os aperitivos do chef.
Com os comentários e as explicações do enólogo Alejandro, provamos os dois primeiros vinhos da linha Tomero. A ideia era provar um vinho branco e um rosé junto com um delicioso prato de atum e ver qual seria a melhor harmonização. Primeiro provamos o Torrontés, único vinho da linha Tomero que é produzido na região de Salta. O vinho surpreendeu pelo nariz bastante atraente, mais complexo que outros vinhos desta cepa. Em boca, mostrou bom corpo e estrutura aliado às notas florais características da cepa. Elegante e com complexidade, aguentaria até comidas um pouco mais pesadas. Ao mesmo tempo, provamos um rosé de malbec que também mostrou um nariz muito atraente. De cor mais clara que outros rosés argentinos. Alejandro explicou que Carlos Pulenta, dono da vinícola, adora os rosés da Provence, assim quis fazer um vinho mais elegante. Gostei deste rosé, bem gastronômico e como esperava algo mais intenso, me surpreendeu positivamente e na minha opinião casou muito bem com o prato.
Seguimos para o segundo prato da noite: um delicioso bacalhau com feijões de Santarém e para harmonizar um Pinot Noir Tomero. Foi a melhor dupla da noite: prato muito bem preparado e um Pinot Noir de respeito, vinho que merece ser degustado com calma para aproveitar todas as suas nuances. Fruta muito bem equilibrada, acidez perfeita, um grande vinho que deixou a vontade de beber mais um pouco.
Na sequência passamos por dois vinhos com mais potência e estrutura, Vistalba Corte B, elegante, estruturado e com muito potencial de guarda, e o jovem potente Tomero Petit Verdot. A harmonização para estes dois vinhos foi um prato de leitão, também muito bem preparado. Gostei muito dos dois vinhos, mas os considerei em estágios e perfis diferentes. O Corte B se mostrou mais equilibrado e mais pronto, um corte muito bem feito, mistura de intensidade em boca com elegância. Mostrou bom potencial de envelhecimento, mas já bastante agradável agora. O Petit Verdot mostrou as boas características da cepa, cor viva e intensa e muita potência em boca. Um belo vinho que, para o meu paladar, vai ficar ainda melhor com um tempo na garrafa.
Para finalizar a noite uma harmonização arriscada, o top Corte A com sobremesa. A harmonização não chegou a ser aquilo que foi imaginado, como o próprio enólogo comentou. A sobremesa, um brownie de chocolate caramelizado, precisava ser um pouco mais amarga. A harmonização não ficou ruim, mas apagou um pouco o brilho do excelente Corte A. O vinho segue a mesma busca de elegância/estrutura do corte B, só que com mais complexidade e ainda mais potencial de envelhecimento. Um belo vinho, de muita qualidade em uma noite de boas surpresas. Ainda provamos o espumante .Nero Moscatel, refrescante, doçura na medida. Foi um belíssimo jantar.

7 de agosto de 2015

Wines of Chile apresenta Vinhos da Costa Chilena no Rio de Janeiro

A Wines of Chile não poderia ter escolhido lugar melhor no Rio de Janeiro para realizar a masterclass "Vinhos da Costa Chilena - Diversidade e Consistência": o icônico Copacabana Palace, localizado em frente ao Oceano Atlântico. Esta foi a primeira ação da Wines of Chile no Rio, que pretende retornar no próximo ano com um evento ainda maior e aberto ao público consumidor. Desta vez, a masterclass sobre 11 rótulos chilenos foi apenas para convidados. Após a aula, realizada no dia 7 de agosto, houve ainda uma pequena feira com produtos de 16 vinícolas.

A masterclass foi conduzida pelo sommelier chileno Héctor Riquelme, mas teve participações de enólogos e representantes de algumas vinícolas. Mario Geisse apresentou o syrah Cool Coast da Casa Silva. O conhecido produtor dos espumantes Geisse aproveitou para dar uma ideia aos cariocas do frio que costuma fazer às margens do Pacífico. "Você olha para esta orla aqui em Copacabana e vê várias pessoas se exercitando simplesmente por prazer. Nas margens do Pacífico se você vir alguém correndo é porque a pessoa certamente está tentando se esquentar."

A degustação foi composta por quatro opções de sauvignon blanc, quatro de pinot noir, um shirah, um cabernet franc e um vinho da curiosa cepa Pedro Ximénez. "O foco nos vinhos com as uvas sauvignon blanc e pinot noir não pretende em nenhum momento desmerecer o passado - e outras uvas que marcam a história vitivinícola do Chile -, mas complementar o que já existe, abrindo novos caminhos e melhorando a cada dia", como afirmou Geisse. Riquelme aproveitou para dizer que não há a pretensão de copiar os vinhos de determinada região, mas alcançar uma boa tipicidade do lugar em que o vinho estiver sendo feito, opinião compartilhada pelo enólogo Ricardo Baetting da Morandé.

Riquelme destacou ainda que o vinho é resultado de três ingredientes: o solo, o clima e a interpretação humana. O sommelier aproveitou também para afirmar que não conhece no mundo um enólogo que levante da cama com o objetivo de fazer um vinho ruim. "Todos querem desenvolver um bom produto!"

Dos 11 vinhos degustados, os meus preferidos foram o Gran Reserva Pinot Noir 2014 da Morandé e o Floresta Cabernet Franc 2012 da Santa Rita.

A aula foi composta ainda pela apresentação de:
Falernia Pedro Ximénez 2013 (Viña Falernia, Valle de Elqui) - a Pedro Ximénez é bastante usada na fabricação de pisco. Estima-se que tenha chegado à América do Sul por volta de 1500, sendo primeiro ao Peru. É mais cultivada na Argentina. A Falernia foi criada em 1998 por dois primos italianos.

Siegel Special Reserve Sauvignon Blanc 2015 (Siegel Family Wines, Valle de Leyda) - para quem gosta de vinhos com muito vegetal, mas muito mesmo!

Montes Alpha Special Cuvée 2014 (Montes, San Antonio)

Terruyno Sauvignon Blanc 2012 (Concha y Toro,  Valle de Casablanca) - perto dos outros três SB bem característicos, este ficou até meio apagadinho.

Aconcagua Costa Chardonnay 2013 (Errazuriz, Manzanar) - Ótimo chardonnay!

Secreto de Viu Manent Pinot Noir 2013 (Viu Manent, Casablanca) - Eu tinha bastante curiosidade de provar este vinho, gostei.

Arboleda Pinot Noir 2013 (Arboleda, Aconcagua) - Este é um vinho muito bem feito. Provamos há algumas semanas, quando nos foi enviado pelo Winebar, e gostei bastante.

Duette Pinot Noir 2012 (Indomita, Valle de Casablanca) - Bom vinho. Segundo Héctor Riquelme, segue bem o estilo dos vinhos de Casablanca.

Cool Coast Syrah 2012 (Casa Silva, Costa do Vale de Colchagua).

Na feira que seguiu a masterclass, havia vinhos da Aresti, Bodegas y Viñedos de Aguirre, Cousiño Macul, Maquis e Requingua.

3 de agosto de 2015

Celebración 150 - Gran Cuvée, um impressionante uruguaio com 18 anos de vida

Nome: Celebración 150 Anõs Gran Cuvée
Safra: 1997
País: Uruguai
Região: Colônia
Produtor: Los Cerros de San Juan

Uvas/Corte: Tannat e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: -

Numeração da garrafa: 2941
Onde foi comprado: Devoto, em Punta del Este, no Uruguai
Quando foi comprado: Janeiro de 2015
Degustado em:  4 de abril de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa e molho caseiros
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Una cuvée de dos vinos emblemáticos del establecimiento, Tannat y Cabernet Sauvignon, representativos y de alta expresión. Un gran reserva con crianza mixta, en madera y botella por siete años. Nació en marzo de 1997 - excelente año vitícola - de uvas maduras y concentradas. Vivió sus dos primeros años en barricas nuevas de roble francés. Desde mayo de 1999 habita la botella que lo contiene hasta ver la luz en el 2004. Su tapón original de corcho natural de primera calidad, fue cambiado en mayo de 2003, para asegurar la larga vida que augura este vino. El perfil sensorial de este vino es evocador de años bien vividos. Su color permanece intacto. A la nariz destaca perfumes variados y profundos que se suceden sin pausa desde la primera olfacción al retrogusto. Se descubren uno a uno con la claridad de la edad madura. En la boca tiene un tacto suave y pleno porque la magia del tiempo fue capaz de moldear con sabiduría el temperamento fuerte de su juventud. Para disfrutar su plenitud desde el primer instante será mejor servirlo decantado. En el pasaje de la botella, que lo contuvo por tan largo tiempo, a una jarra decantadora recibe un abrazo de oxígeno que lo anima a mostrarse nuevamente con todo su color, olor y sabor. Refrescarlo si su temperatura fuera superior a los 18ºC. Servir en una copa grande que se estreche en los bordes para apreciarlo todo sin palidecer ninguna sensación.


Impressões da Rafaela
Este é um daqueles vinhos que dá gosto beber. Ainda mais porque harmonizou ricamente com a massa que o Claudio preparou para me esperar. Eu havia ficado duas semanas fora, uma a trabalho, outra acompanhando minha mãe que fez uma cirurgia no braço. Foi bom chegar em casa e ser recepcionada com um jantar feito com cuidado. O vinho harmonizou com tudo isso. 


Comentário do Claudio
Este vinho já entra para a seleção dos melhores de 2015. Em nossa estada em Punta del Este selecionei alguns vinhos para comprar e trazer ao Brasil. Fiquei muito curioso quando vi este vinho da safra 1997 sendo comercializado. Resolvi comprar para conhecer e foi uma excelente aquisição. Quem gosta de vinhos com alguns anos de vida vai adorar este corte de Tannat com Cabernet. Seu estilo lembra o Montchenot argentino. Apesar dos 18 anos, o vinho está vivo, mostrou que envelheceu muito bem. Elegante, levemente licoroso. Em boca ele é intenso, com taninos vivos, final longo e prazeroso. Belíssimo vinho e uma ótima surpresa. Gostaria de ter mais uma garrafa para beber novamente. Quem for para o uruguai, fica a dica.

Pizza e vinho, combinação perfeita!

Nome: Vivanco Crianza
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Dinastia Vivanco

Uvas/Corte: Tempranillo 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça

Degustado em: 21 de março de 2015
Onde Bebeu: Ferro e Farinha
Harmonizado com: Pizzas diversas
Com quem: Claudio, Rafaela, Nina e Marcel

Comentário do Produtor

Color cereza brillante. Aromas intensos a fruta fresca madura, con notas especiadas y de regaliz, acompañado de elegantes aromas tostados y ahumados. En boca se muestra fresco y goloso, con un paso de boca elegante, persistente y muy equilibrado.

Impressões da Rafaela
Há quem goste de comer pizza com cerveja ou mesmo ache que ela fica perfeita com uma coca-cola. Eu prefiro com vinho. Por isso, quando a Nina e o Marcel sugeriram conhecer a nova pizzaria que abriu no Catete logo pensamos em levar um vinho. Lá a taxa de rolha é bem convidativa: R$ 12,50 (em março/2015). Claudio escolheu este vinho, que apesar de estar um pouco fora da temperatura ideal foi muito bem com a pizza. A Ferro e 
Farinha tem apenas cinco meses de funcionamento. Uma portinha no Catete. Dentro há um balcão, de onde se pode assistir à preparação das pizzas. No lado de fora, três mesas longas. Chegamos bem cedo. Se não fosse assim, teríamos de entrar na longa fila de espera. Em determinado momento havia mais de 20 pessoas de pé à espera de uma mesa. Alguns até migraram para o boteco ao lado. A pizza é realmente muito boa, eu fiquei bastante satisfeita. Pretendemos voltar em breve. Acabamos pedindo quatro pizzas, mas três teriam dado conta da nossa fome facilmente. O cardápio é bem enxuto, mas as opções são tentadoras.

Comentário do Claudio
O dia foi cheio. Na hora do almoço fomos na Casa do Sardo, restaurante italiano que fica em São Cristóvão com ótimas massas e preços bem justos. Bebemos uma meia garrafa de um correto Montepulciano D'Abruzzo, o Ritratto di Costa 2013, vinho básico, mas feito para acompanhar um prato despretencioso de massa. Seria aquele típico vinho da casa em restaurantes na Itália. Uma refeição fica sempre melhor com vinho. À noite marcamos de encontrar os amigos Marcel e Nina que estavam no Rio. Eles sugeriram de provarmos as faladas pizzas da Ferro e Farinha, pequena pizzaria no Catete comandada por um norte-americano. Resolvi levar uma garrafa do sempre agradável e bem feito Vivanco Crianza. Apesar de estar fora da temperatura ideal, funcionou bem com as pizzas muito bem feitas da casa. Um vinho fácil de se beber e de se gostar. Recomendo. A noite foi muito agradável.

8 de abril de 2015

Jantar perfeito: Il Borgo del Conte harmonizado com Chianti

Nome: Chianti Colline Pisane Podere il Ceno
Safra: 2011
País: Itália
Região: Chianti Colline Pisane
Produtor: Sorelle Palazzi

Uvas/Corte: Sangiovese 85%, Malvasia Nera e Canaiolo 15%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça
Preço: -  

Onde foi comprado: Lavinia, Paris
Quando foi comprado: Maio de 2014
Degustado em:  14 de março de 2015
Onde Bebeu: Restaurante Il Borgo del Conte, em Botafogo, Rio de Janeiro, que cobrou R$ 35 de taxa de rolha
Harmonizado com: Camembert aquecido com figo e mel, tagliatele al ragú e gnochi al ragú
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vendemmia: manuale , fine settembre; Vinificazione: tradizionale con rimontaggi giornalieri; Colore: rosso rubino intenso con leggeri riflessi violacei; Profumo: intenso di frutta rossa matura dove l’amarasca predomina su tutto; Sapore: morbido con buona intensità tannica.


Impressões da Rafaela
Escolhemos este sábado para um jantar especial no ótimo Il Borgo del Conte, restaurante italiano relativamente novo que fica em Botafogo, perto da Cobal. O restaurante é conduzido pelo dono, o simpático italiano Angelo, que recebe os clientes com um aperto de mão e que faz você se sentir como se estivesse sendo recebido na casa dele. E o mais importante: a comida é saborosa! Ao saber que a taxa de rolha custava R$ 35, pensamos em levar nosso próprio vinho. Eu havia comprado este vinho em uma viagem à França - sou daquelas que está numa ótima loja de franceses, mas não resiste a um Chianti. O vinho estava bom, mas tinha um amarguinho chato no final, sabor que desapareceu tão logo chegaram os pratos. Aí ficou redondinho, prova de que foi feito para acompanhar a comida. Eu fiquei muito satisfeita com tudo. Espero voltar em breve ao restaurante.

Comentário do Claudio
Um ótimo e típico jantar italiano no agradável restaurante Il Borgo del Conte em Botafogo. Resolvemos levar nossa garrafa de vinho e o escolhido foi este Chianti que a Rafaela tinha comprado na Europa. Uma coisa que eu gosto muito nos vinhos italianos é que muitos deles foram feitos para acompanhar a comida. Este Chianti é um típico exemplo disto. Antes de nossos pratos chegarem, se mostrou um vinho interessante, mas sem um brilho especial. Quando os pratos chegaram, o vinho mostrou a que veio. Uma perfeita harmonização, que valorizou tanto o prato quanto o vinho. Equilibrado e agradável, um vinho sem dúvida gastronômico. Foi um ótimo jantar.

30 de março de 2015

Leopoldina Merlot 2011 - Casa Valduga

Nome: Leopoldina
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 68

Onde foi comprado: Restaurante La Forneria em Vitória da Conquista, BA
Quando foi comprado: 13 de março de 2015
Degustado em:  13 de março de 2015
Onde Bebeu: Restaurante La Forneria em Vitória da Conquista, BA
Harmonizado com: Filet au Poivre
Com quem: Claudio e Gilberto

Comentário do Produtor
Visão: Coloração rubi com tons violáceos. Olfato: Aromas de amora, cacau, especiarias doces e baunilha. Paladar: Encorpado, taninos macios e retrogosto longo com notas amadeiradas. Excelente persistência gustativa, com revelador toque de frutas maduras.


Comentário do Claudio
Depois de três dias rodando pelo sul da Bahia em função de um trabalho, para fechar a viagem fomos jantar no restaurante La Forneria em Vitória da Conquista. Local de ótima comida, ambiente agradável e serviço perfeito. Dei uma olhada na carta de vinhos e dentre algumas opções vi este Merlot da Casa Valduga. Já tinha algum tempo que não bebia um vinho tinto deles e resolvi arriscar este Merlot. Muito agradável e equilibrado, escoltou bem os pratos. Não fiz anotações, mas foi um vinho fácil de se beber, bem feito, um interessante Merlot nacional. Vale provar.

20 de março de 2015

Brindando a vida com .Nero Rosé

Nome: .Nero Rosé
Safra: -
País: Brasil
Região: Garibaldi
Produtor: Domno do Brasil

Uvas/Corte: : Chardonnay 60% e Pinot Noir 40%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Preço: R$ 34,90

Onde foi comprado: Egg Show, Cadeg, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 9 de março de 2015
Degustado em:  9 de março de 2015
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Comida thai, do Orienthai
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Análise sensorial: Coloração vermelho cereja, perlage fino e persistente. Aroma com notas de frutas vermelhas como morango e framboesa. Frutado, equilibrado e com boa persistência. Consumo: 06º a 08ºC Harmonização: Saladas, pratos frios, peixes, camarão, massas com molhos pouco condimentados e sobremesas não muito doces, a base de frutas vermelhas.


Impressões da Rafaela
No ano passado fizemos uma recepção no trabalho, na qual foi servido este .Nero Rosé, vinho de qualidade boa e ótimo preço. Claro que no ano passado, quando havia menos impostos no Rio, o preço era bem melhor. De R$ 26,90 em outubro passou para R$ 34,90 agora. Mesmo assim ainda continua sendo uma compra com bom custo/benefício. Inspirados pela boa experiência, além de comprarmos garrafas para uma nova recepção, aproveitamos, nós a equipe, para encomendarmos também algumas garrafas. Eu comprei uma e logo já a abrimos em casa. É um espumante leve, refrescante, mas com um sabor marcante. Eu gosto bastante. Esta é uma bebida ideal para momentos felizes. 


Comentário do Claudio
A Domno é uma empresa da família Valduga que, além de importar vinhos, produz espumantes pelo método Charmat. Enquanto a Casa Valduga só produz espumantes pelo método tradicional, a Domno ficou com os feitos pelo método Charmat, com resultados bastante consistentes. Este .Nero Rosé se mostrou um ótimo espumante, com uma boa relação custo/benefício. No nariz, leves notas de morango e framboesa. Cor salmão intenso e perlage fina este equilibrado corte de Pinot com Chardonnay, em boca mostrou ser fresco, agradável, de acidez moderada e boa cremosidade. Tem uma estrutura que o deixa versátil, podendo-se bebê-lo sozinho ou acompanhando comidas leves. Uma boa opção que vai agradar.

18 de março de 2015

Sábado com inspiração argentina: empanadas e malbec

Nome: Altos Las Hormigas
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Altos Las Hormigas

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 13,9%
Rolha: Cortiça

Degustado em: 7 de março de 2015
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Empanadas de carne e empanadas de camarões
Com quem: Claudio e Rafaela


Impressões da Rafaela
Havíamos prometido à Érika que enviaríamos a receita de empanadas para ela. Então resolvemos testar novamente um recheio inventado pelo Claudio. Depois de algumas horas de estudos, passamos outras tantas na cozinha para preparar nossa empanadas. Ficaram excelentes! :) Na hora de degustá-las, resolvemos abrir um vinho argentino para harmonizar. O vinho é simples, mas bem gostoso. Foi uma boa recompensa para todo o trabalho.

Comentário do Claudio

Noite de empanadas caseiras. Resolvemos fazer nossa receita de empanadas e nada melhor que abrir um malbec argentino para acompanhar a iguaria portenha. O escolhido foi este clássico Alto de las Hormigas, vinho bastante conhecido e com uma boa reputação. É um vinho descomplicado, fácil de se beber e que vai agradar. Um malbec sem muita potência, frutado e agradável, um vinho que não compromete. Na noite de inspiração argentina a estrela foi a empanada!

17 de março de 2015

Vinhos excelentes à altura da companhia: Ave Julio Caesar e Il Rosso dell'Abazia

Nome: Ave Julio Caesar / Il Rosso dell'Abazia
Safra: 2010 / 2004
País: Argentina / Itália
Região: Mendoza / Nerveza della Bataglia, Montello
Produtor: Italian Winemakers in the New World / Serafini & Vidotto

Uvas/Corte: Cabernet Franc 70% e Malbec 30% / Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot
Teor alcoólico: 14,2% / 13%
Rolha: Rosca
Onde foi comprado: Gentilmente aberto por Déco Rossi / Itália

Quando foi comprado: - / Julho de 2013
Degustado em: 6 de março de 2015
Onde Bebeu: La Bottega del Vino, no Leblon, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Massa com molho de tomates (moças) e ravioli de cordeiro (rapazes)
Com quem: Claudio, Rafaela, Déco e Juli

Comentário do Produtor
Il Rosso dell'Abazia - Our Rosso is of a ruby red bright color with slight reflections of pomegranate and it has an optimum texture. The first impression in the nose is captivating and shows a complex fruitiness including a hint of dried red plums, sour cherries and candied citrus fruits. After that you can observe a hint of herbs of hay, aromatic herbs, myrtle berries and bay as well as impressions of flowers as for example bloomed violets and eucalyptus. In the mouth the perception is fresh and at the same time warm, comfortable and pleasant. The wine opens to its “young” but soft and harmoniously integrated tannins; the finish is long, fruity and spicy with a harmonic and persistent body. Serve with tasty meals like red meat, pheasant or mature mountain-cheese.


Impressões da Rafaela
Nos últimos anos, o início do mês de março vem sendo marcado pelo Encontro de Vinhos, feira organizada pelos amigos blogueiros Beto Duarte e Daniel Perches. Desta vez, a feira ocorreu na sede do Fluminense, palacete bonito que fica ali em Laranjeiras - onde eu costumava almoçar quando trabalhava no prédio do consulado alemão. Se não me falha a memória, todos os anos o Déco está presente. Desta vez, ele veio com a esposa, a simpática Juli. Combinamos então de jantar na noite seguinte. Por sugestão da Juli, escolhemos La Bottega del Vino, restaurante que fica no Leblon. Levamos nossos próprios vinhos, que foram bem recebidos pelo sommelier da casa. Realmente os vinhos eram excelentes. É tão bom provar vinhos bons. Duro depois é voltar à realidade dos vinhos apenas bonzinhos. Gostei especialmente do Ave, talvez por ter sido o primeiro a ser degustado. O prato que pedi, por influência da Juli, estava também excelente. Foi um jantar muito agradável. Tomara que possamos repeti-lo em breve.

Comentário do Claudio
As últimas vezes em que o Déco veio ao Rio, ele trouxe na bagagem uma garrafa de algum vinho argentino da uva Cabernet Franc para bebermos juntos. Desta vez não foi diferente. Por indicação da Juli, fomos jantar do Bottega del Vino no Leblon. Além do vinho que o D trouxe, levei uma garrafa de um vinho italiano que já queria provar há algum tempo. Ao chegar ao restaurante, o sommelier da casa era argentino e engrenou em um papo com o Déco. Além de conhecer o Ave Julio Caesar, ele irá importar os vinhos desta vinícola para o Brasil. Primeira dúvida da noite: qual vinho beber primeiro? Imaginamos que o argentino estaria mais potente, enquanto o italiano ganharia em complexidade pela sua idade. Abrimos as duas garrafas e logo no primeiro gole tivemos a certeza que a noite seria com dois diferentes e excelentes vinhos. Optamos por iniciar com o argentino. Já tinha provado um vinho desta vinícola lá em Buenos Aires. Este corte de Cabernet Franc (predominante) com Malbec estava muito interessante. A Cabernet Franc se mostrou muito presente, com intensidade e elegância. Um belo vinho que ainda vai ganhar com tempo em garrafa. Passamos para o vinho italiano, que estava no Decanter. Comprei este vinho na última vez em que estivemos na Itália. Escolhi este rótulo por ter a Cabernet Franc no corte e por ser da safra 2004, já com alguns anos de vida. O vinho não decepcionou. Mostrou muito equilíbrio e boa complexidade. Vinho de estilo Velho Mundo, do estilo que gosto e na idade certa para ser bebido. Belo vinho. A noite foi muito agradável, bom papo e dois vinhos bem diferentes, mas excelente em seus estilos.

16 de março de 2015

Visita ao Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro

No dia 5 de março de 2015, Beto Duarte e Daniel Perches fizeram mais uma bem-sucedida edição do Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro. Desta vez, a feira de vinhos foi realizada no belo palacete do Fluminense em Laranjeiras. O público superou as expectativas.

Impressões da Rafaela
Chegamos apenas no final do dia, mas o encontro estava bombando, como se diz aqui no Rio. Provei alguns vinhos de que gostei muito: como o espumante Luiz Argenta e a coleção completa de Carmelo Patti. Este produtor me lembra a viagem que fiz a Mendoza em 2008. A todo lugar que eu ia, em cada loja que entrava, lembro-me que todo mundo comentava sobre Carmelo Patti. Fiquei muito contente de provar os vinhos novamente. No encontro também tomei um golinho de um novo vinho da Guatambu, gentilmente oferecido pela Ju Gonçalves, uma apaixonada por esta vinícola. Valeu, Ju! Agora só nos resta esperar a edição do próximo ano.

Comentário do Claudio
Acompanho o Encontro de Vinhos aqui no Rio de Janeiro desde sua primeira edição. Desta vez o evento cresceu, mudou de lugar e bateu recorde de visitantes. Tive um dia cheio de compromissos e só pude chegar depois de 18h. Quem costuma ir a eventos de vinho sabe que esta é a hora mais cheia de visitantes, mas mesmo assim o amplo salão do clube suportou bem o público. Acabei não provando muitos vinhos, mas dentro do que provei destaco a linha completa dos excelentes vinhos do Carmelo Patti. Provei também alguns vinhos da vinícola brasileira Luiz Argenta. Já não experimentava esses vinhos há algum tempo e fiquei muito surpreso com a bela evolução em qualidade. Fiquei com vontade de prová-los novamente com calma. O evento foi bom para rever alguns amigos e bater papo. Parabéns ao Beto e ao Daniel pelo sucesso do Encontro de Vinhos no Rio.

10 de março de 2015

Leve e gostoso: Yali Three Lagoons Syrah 2012

Nome: Yali Three Lagoons
Safra: 2012
País: Chile
Região: Valle de Maipo
Produtor: Viña Ventisquero

Uvas/Corte: Syrah
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Rosca
Preço: -

Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo importador, Domno
Quando foi comprado: Fevereiro de 2015
Degustado em:  25 de fevereiro de 2015
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizzas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
This Syrah is deep bluish-black in colour, with ripe blueberries and blackberries on the nose and subtle aromas of black pepper, toast, tobacco and chocolate. Full-bodied and concentrated, the wine has excellent structure provided by firm tannins that have mellowed out with bottle aging. The finish is long and complex. Serve at 16-18ºC. Pairs well with game meats such as deer, ostrich, and wild boar, as well as with pork and lamb. Drink now or within 5 years.


Impressões da Rafaela
Este dia foi bem puxado, teve trabalho das 8h às 20h. Eu tenho um horário de trabalho ideal, este dia foi realmente uma exceção, nem posso reclamar. Participei de uma feira de estudantes e atendi mais de 100 pessoas em duas horas e meia. Claudio chegou em casa logo depois de mim. Ele já tinha até feito um mate (que não é chimarrão, mas o chá mate gelado de que gostam os cariocas) quando sugeri abrirmos este vinho que recebemos da Domno. É um vinho bem gostoso, leve, amigável, bom para ser bebido de forma espontânea. 

Comentário do Claudio

Mais um vinho Yali que nos foi enviado pela Domno para provarmos. Desta vez um tinto da uva Syrah. Produzido no Valle del Maipo, um vinho de corpo médio, bem equilibrado que traz boas características da cepa. Apresenta uma fruta fresca misturada com notas de especiarias. De acidez moderada, mostrou notas de algo picante no final de boca. Pareceu-me ser um vinho bem versátil, foi bem com nossa pizza e acho que suportaria algo um pouquinho mais pesado. Um vinho bem feito pela Viña Ventisqueiro e que vai agradar.

2 de março de 2015

E o nosso vinho do mês foi: Osiris Reserva Merlot 2007 #cbe

Nome: Osiris Reserva
Safra: 2007
País: Uruguai
Região: Canelones
Produtor: Antigua Bodega Stagnari


Uvas/Corte: Merlot
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Preço: 1030 pesos

Onde foi comprado: Viños del Mundo, em Punta del Este
Quando foi comprado: Janeiro de 2015
Degustado em: 28 de fevereiro de 2015
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Massa caseira com molho vermelho e almôndegas inspiradas na receita do Claude Troisgois
Com quem: Claudio e Rafaela

Impressões da Rafaela

Eu não sou muito de comer carne vermelha, mas com o tempo estou me tornando mais tolerante, especialmente com almôndegas e afins. Claudio viu dia desses uma receita feita pelo Claude Troisgois e ficou empolgado. Como iríamos abrir um vinho especial neste sábado, escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs, decidimos então colocar em prática a receita. Claudio fez praticamente tudo, pois eu estava aqui refém dos meus estudos. Ele fez inclusive uma massa com molho vermelho - bom, eu ajudei a cortar os tomates e as cebolas. A comida estava tão deliciosa quanto o vinho. Foi uma ótima escolha. Acredito que acertamos bem na hora de abri-lo. O sabor já tinha um quê de adocicado, que o Claudio me disse talvez ser do envelhecimento. Eu gostei muito de tudo. Foi uma ótima escolha para o sábado de chuva e para fazer um brinde especial aos 450 anos do Rio de Janeiro. 

Comentário do Claudio

Escolhemos este vinho para ser o nosso vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs. Em fevereiro o Vitor Beltrame, do ótimo blog Balaio do Vitor, indicou que deveríamos beber um vinho uruguaio varietal, sendo que a única cepa proibida seria a Tannat. Como acabamos de voltar de uma viagem a Punta del Este, voltamos com alguns bons vinhos de lá (quem quiser dicas de onde comprar vinhos em Punta pode ler este post aqui). Dentre as garrafas que trouxemos escolhemos um Merlot de respeito. Produzido pela Antigua Bodega Stagnari, é um vinho que impressiona. Seu estilo chega a lembrar alguns Bordeaux mais intensos. De cor violeta vivo e com 8 anos de vida, se mostrou um vinho maduro, bastante intenso, mas lembrando algo de velho mundo. Leves notas adocicadas, levemente licoroso, de bom corpo e boa estrutura. Um vinho que vale deixar respirando no decanter por um tempinho. Final de boca longo concentrando os sabores na língua com notas de pimenta preta. Ele está ótimo para beber agora, muito prazeroso. Um belo vinho que vale muito provar. Recomendo.

28 de fevereiro de 2015

Yali Wetland Reserva, um gostoso Sauvignon Blanc chileno

Nome: Yali Wetland Reserva
Safra: 2013
País: Chile
Região: Valle de Casablanca
Produtor: Viña Ventisquero

Uvas/Corte: 100% Sauvignon Blanc
Teor alcoólico: 12.6%
Rolha: Rosca
Preço: -

Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pelo importador, Domno
Quando foi comprado: Fevereiro de 2015
Degustado em:  21 de fevereiro de 2015
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Peixe e batatas assados
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Aging potential: Drink now or within 3 years. Colour: crystalline, with pale green highlights. Aroma: complex and elegant nose of fresh lime, grapefruit, pineapple and pear, rounded off by delicate floral notes. Palate: elegant with well-balanced acidity, citrus and tropical fruit nuances appear on the long finish. Food Pairing: Ideal serving temperature: 10-12° C. This wine is delicious as an aperitif, but its freshness also pairs well with salads, shellfish, ceviches and fish.


Impressões da Rafaela
Apesar de toda a minha implicância com a Sauvignon Blanc, devo admitir que gostei bastante deste vinho. Ele tem aquele gosto herbáceo, o azedinho no retrogosto, mas também consegue ser bastante refrescante. Talvez tenha sido porque seguimos a dica do amigo Cris, de servi-lo geladinho, mas não passando do ponto. Acompanhou bem nosso jantar. No final da tarde sugeri ao Claudio que fôssemos ao supermercado comprar um pedaço de peixe e algumas batatas. Ele topou e menos de uma hora depois estávamos com nosso jantar delicioso servido na varanda. O dia foi quente, mas a noite estava bem agradável. Foi mais um dia de estudos. Espero realmente ver resultados no futuro, pois trocar praticamente todos os sábados de aventuras lá fora por estudo não é moleza - para a cabeça e para o corpo.


Comentário do Claudio
Os vinhos Yali estão lançando o novo design dos rótulos (muito equilibrado e bem feito). Recebemos esta garrafa da importadora para provar a nova safra. Um Sauvignon Blanc chileno, da região de Casablanca, de boa acidez, leve, descomplicado e agradável. Em boca mostrou equilíbrio, notas verdes sem exageros e algo picante em seu final. Foi muito bem com nosso peixe. Uma boa opção para se beber em um dia quente. Bom vinho.