18 de setembro de 2014

Interfood apresenta os vinhos de alta gama da chilena Santa Helena

Fomos convidados a participar do jantar de apresentação dos vinhos top da vinícola Santa Helena com a presença do jovem enólogo da vinícola, Matias Cruzat.

Impressões da Rafaela 
Já pensou em jantar no fundo do mar? Eu nunca tinha pensado até dias atrás, quando participamos da degustação do vinhos top da Santa Helena, vinícola chilena representada pela Interfood aqui no Brasil. O fundo do mar em questão (que não é exatamente dentro d'água, mas estando lá, você nem vai se lembrar deste pequeno detalhe) é o Restaurante Marius Crustáceos, um lugar incomum, localizado no Leme. Tão logo você adentra no salão, é tomado por uma indecisão cruel. Para onde olhar primeiro? Difícil se decidir, pois as informações são muitas. E quando digo muitas, pense em muitas, muitas mesmo! As paredes, assim como o teto, são "cravejadas" de tudo que se possa imaginar. Taças, pratos, garrafas, escafandros, pedaços de navios, entre tantas outras coisas que de início você fica torcendo para estarem bem presas. Eu mesma passei o jantar sob uma pesada e antiga mala de viagem... Nos primeiros dez minutos, é impossível não ficar escaneando o ambiente. Depois disso, porém, de forma perfeitamente orquestrada, a atenção do visitante é desviada para a outra parte do espetáculo: a comida. E, no nosso caso, especificamente, também os vinhos. Garçons muito bem treinados serviram diferentes opções de frutos do mar, mas não só isso, os carnívoros puderam provar cordeiro, bife ancho, kobe beef... Eu me deliciei com camarões, lagostins, lagostas e vieiras. Estava tudo ótimo. Para completar uma noite perfeita, havia os vinhos Santa Helena. Aqui no Brasil, a marca é muito conhecida, mas talvez mais por seus vinhos mais básicos. O propósito da noite foi justamente apresentar os vinhos top da vinícola. Eu fiquei muito bem impressionada. Provamos cinco vinhos excelentes e ainda pudemos tirar nossas dúvidas com o simpático enólogo Matias Cruzat. O meu preferido foi o D.O.N.  

Comentários do Claudio
Fomos convidados para o jantar de apresentação dos vinhos top da vinícola Santa Helena, que são importados pela Interfood. A apresentação dos vinhos ficou por conta do jovem e simpático enólogo chileno Matias Rivera. A vinícola Santa Helena é uma gigante do Vale do Colchagua, muito conhecida pelos vinhos de sua linha de entrada. Começamos a noite com um Sauvignon Blanc da linha Vernus. Um vinho perfeito para acompanhar os frutos do mar oferecidos no restaurante. Um vinho que apresentou notas vegetais misturado com algo de maracujá, ótima acidez, fresco. Um ótimo Sauvignon Blanc chileno, feito de uvas de vinhedos Costeiros  no Vale do Colchagua, região que sofre influência do Oceano Pacífico. Matias revelou que para a próxima safra a vinícola fez uma parceria com Pedro Parra e estão trabalhando o conceito de microterroirs, com estudos dos tipos de solo e assim colhendo e vinificando diversas parcelas em momentos distintos e fazendo um blend para o vinho final. Fiquei muito curioso para ver o resultado. Partimos para os tintos que acompanharam muito bem as carnes servidas. O primeiro vinho top que provamos foi o Parras Viejas, vinho muito bem feito, fácil de se gostar, com taninos redondos e macios, madeira bem integrada, corpo médio. Um Cabernet que vai agradar, bem equilibrado. O segundo tinto da noite foi o Notas de Guarda, um tinto feito com 85% de Carmenère cortado com Syrah, Petit Verdot e Malbec. Um vinho mais encorpado que o primeiro, com boa fruta, notas levemente adocicadas. Um Carmenère que não apresenta aquela a nota vegetal tão comum nos vinhos desta uva. Em boca, ele é muito sedoso e de bom volume. Tem potencial para envelhecer bem, um belo vinho. O último tinto que provamos foi o D.O.N., um corte de 80% de Cabernet Sauvignon com Petit Verdot e Syrah. Dos vinhos que provamos, este foi o mais encorpado, intenso e tânico dos três. Um vinho que tem, com toda certeza, muita vida pela frente. Um vinho intenso sem ser exagerado e sem dúvida um vinho muito prazeroso. Fico curioso para provar novamente este vinho com mais alguns anos de vida. Fiquei muito bem impressionado com os três tintos provados: vinhos que merecem ser provados. Para fechar a agradável e divertida noite ainda provamos um Late Harvest, o Vernus, corte de 85% de Riesling com um pouco de Semillon e Gewurztraminer, perfeito para acompanhar a sobremesa. Gostei muito de conhecer estes vinhos, foram boas surpresas.

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