18 de maio de 2014

Visita à Vinícola Angheben, no Vale dos Vinhedos

Durante nossa viagem ao Vale dos Vinhedos em janeiro passado, visitei a Vinícola Angheben. Acompanhado pelo Alexandre Frias, do blog Diário de Baco, tive algumas horinhas na presença de Idalêncio e Eduardo. A visita foi realizada no dia 23 de janeiro de 2014.

Comentário do Claudio
Há tempos que eu queria visitar a vinícola Angheben. Já provamos alguns vinhos feitos pela dupla de pai e filho, Idalêncio e Eduardo Angheben, mas não os conhecia pessoalmente. Aproveitei os dias que passamos no Vale dos Vinhedos para finalmente marcar uma visita à vinícola. Almoçamos no restaurante da Casa Valduga. Depois, Alexandre Frias e eu, seguimos para as visitas do dia. Primeira parada seria na Angheben no Vale dos Vinhedos.

Bater um papo com os Ahgheben é uma bela oportunidade para aprender um pouco mais sobre a região e sobre vinhos. Professor Idalêncio, há mais de 30 anos trabalhando entre os vinhedos e cantinas, é um senhor de bom papo, fala mansa e muito conhecimento para passar. Além de cuidar de seus próprios vinhos, ele é muito chamado para dar consultoria a outras vinícolas. Eduardo, seu filho, personalidade forte e muito focado na qualidade de seus vinhos e na situação dos pequenos produtores brasileiros. A dupla consegue imprimir esta mesma personalidade forte e experiência em seus vinhos.
Durante a nossa conversa, conseguimos provar todos os vinhos que eles produzem. Foi muito didático provar todos os vinhos juntos, pois conseguimos perceber uma proposta muito bem definida e clara em toda a linha: vinhos gastronômicos, com potencial de guarda, de estilo próprio e muito bem feitos.
De uvas vindas da região de Encruzilhada do Sul, provamos alguns vinhos: um ótimo espumante brut, bem seco e de boa acidez, e um Gewurztraminer, com nariz encantador e acidez marcante já apontando que seria um bom par para peixes ou comida levemente condimentada.
Partimos para os tintos e a vocação gastronômica se mostrou mais presente. São vinhos de estilo bem definidos, de cepas diferentes, mas com a mesma alma. Provamos um excelente Pinot Noir de muita tipicidade, um Barbera, cepa que não encontramos muito em vinhos brasileiros, mas que os Angheben apostam e conseguem um ótimo vinho. Na sequência, um vinho que gosto muito, o Touriga Nacional, vinho envolvente, com muita presença em boca e mais uma vez ótima acidez. Um belo vinho. Por último, provamos o Teroldego, um vinho que na minha opinião tem muita estrada pela frente, aquele tipo de vinho que vale comprar e esquecer na adega. Muita estrutura, taninos vivos e muita fruta em boca. Fiquem de olho neste vinho!
Foi uma visita didática e muito interessante. Recomendo os vinhos da Angheben, que atualmente é distribuído pela importadora Vinci.

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