19 de maio de 2014

O projeto Era dos Ventos e seus incríveis vinhos artesanais

Durante nossa viagem ao Vale dos Vinhedos em janeiro passado, conheci o projeto Era dos Ventos. Acompanhado pelo Alexandre Frias, do blog Diário de Baco, conversamos com o enólogo Luiz Henrique Zanini. A visita foi realizada no dia 23 de janeiro de 2014.

Comentário do Claudio

Depois de passar momentos agradáveis na companhia de Idalêncio e do Eduardo provando os vinhos Angheben, aquela tarde no Vale dos Vinhedos nos reservaria ainda mais surpresas agradáveis. Seguimos da Angheben em direção à Vallontano, onde encontramos o Luiz Henrique Zanini.

Esta visita começou a ser planejada no dia que não consegui ir ao evento de lançamento dos vinhos Era dos Ventos no restaurante Aprazível aqui no Rio de Janeiro. Pedro Hermeto, amigo e um dos donos do restaurante Aprazível, é sócio do Zanini e do Alvaro Escher no projeto Era dos Ventos. Como não consegui participar do lançamento, conversei com o Pedro, que gentilmente combinou com o Zanini para me receber e apresentar o projeto no Vale dos Vinhedos. Ainda não conhecia o Zanini, quando visitei a Vallontano em uma outra viagem, ele não estava por lá, assim o conheceria pessoalmente, além dos vinhos da Era dos Ventos. 
Chegamos um pouco atrasados, mas fomos muito bem recebidos pelo simpático Zanini, que é uma daquelas pessoas que parece ser seu amigo há muito tempo. Gentilmente ele nos contou um pouco do projeto e os desafios de se fazer um vinho artesanal, com o mínimo de intervenção, seguindo o estilo antigo de se produzir vinhos: fermentação em cubas abertas, de carvalho francês muito velho, pouquíssimo SO2 e leveduras indígenas. Os vinhedos estão em um local pouco explorado por uvas na região, os Caminhos de Pedra. De lá saíram Merlot, Tempranillo, Teroldego e Marselan, com as quais já produziram safras dos vinhos tintos.
A Era dos Ventos faz também um vinho da falada Peverella, uva branca que resulta em um vinho peculiar. A produção é muito pequena. Tudo é feito da forma mais artesanal possível. Durante o papo descontraído e animado, fomos provando algumas amostras dos vinhos. Não fiz anotações, mas posso dizer que os vinhos me empolgaram. 
É um estilo de vinho bem Velho Mundo. Pode-se perceber claramente vinhos delicados, elegantes, puros e verdadeiros. Vinhos que devem ser bebidos com calma para você apreciar as nuances e sutilezas. Estilo que gosto e que para mim é muito prazeroso.
Quando o papo é bom, o tempo passa rápido e já estávamos atrasados para pegar a Rafaela e a Vanessa no Spa do Vinho... Assim tivemos que nos despedir do Zanini, mas levamos um pouco da experiência que este projeto quer passar.

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