30 de novembro de 2013

7 anos do Le Vin au Blog

O Le Vin au Blog chegou aos sete anos no último dia 27 de novembro. Nesse tempo, perdemos as contas dos vinhos abertos e dos brindes realizados, mas não esquecemos de cada novo amigo que fizemos depois da criação do blog. A vida ficou muito mais animada!

Obrigado a todos pela companhia!
Claudio e Rafaela

25 de novembro de 2013

Almaviva - 2002, um belo vinho.

Nome: Almaviva
Safra: 2002
País: Chile
Região: Puente Alto
Produtor: Almaviva
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 67%, Carmenère 29% e Cabernet Franc 4%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 90.000 pesos
Onde foi comprado: Na própria vinícola, no Chile, durante uma visita
Quando foi comprado: Dezembro de 2008
Degustado em: 10 de outubro de 2013
Onde Bebeu: Brasserie Ameno, no Casarão Ameno Resedá
Harmonizado com: Risotto de camarão
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Deep red tinged with violet. The nose is filled with mineral notes, mesquite, nutmeg and profound aromas of black fruits, forest blackberries, and licorice root. The attack is deep and well sculpted while the evolution reveals tremendous balance. Bitter chocolate and licorice root fill the mouth, and a return of cassis, cherries and peach pips dominate the final. The vintage 2002 is remarkably dense and unctuous

Impressões da Rafaela
Nesta semana, estava havendo o Rio Wine and Food Festival, que incluía rolha zero em diversos restaurantes. Foi o que nos inspirou a tirar nosso Alma Viva da adega e ir jantar em um bom restaurante. Depois de muito debatermos, optamos pelo Brasserie Ameno, localizada no Casarão Ameno Resedá, bela construção restaurada ali no Catete. Fomos muito bem recebidos e a comida estava muito bem preparada. Foi uma boa experiência. O Almaviva realmente é um vinho surpreendente, delicioso, daqueles que dá vontade que a garrafa nunca chegue ao fim. Valeu a pena esperar tanto tempo para abri-lo.

Comentário do Claudio
Rótulo: 
-
Exame visual:
Exame olfativo:
Exame gustativo: Sem dúvida um grande vinho. Aproveitamos que alguns bons restaurantes do Rio estavam participando de um festival e durante uma semana não cobravam o valor da "rolha" para quem levasse seu vinho. A ideia era que as pessoas aproveitassem para abrir vinhos especiais em bons restaurantes. Este Almaviva já estava cerca de 5 anos repousando em nossa adega. Compramos esta garrafa quando visitamos a bela vinícola no Chile. Durante a visita provamos duas safras mais novas do vinho e dava para sentir toda a sua potência. Resolvi que deixaria a garrafa da safra 2002 que compramos guardada por um bom tempo. Assim, com 11 anos de vida, 5 deles em nossa adega resolvemos abrir e para isto fomos até a Brasserie Ameno. Grande expectativa ao abrir o vinho que foi devidamente decantado antes de ser servido. O vinho estava espetacular! Os anos de adega fez muito bem a ele, estava muito elegante, mais do que eu imaginava e uma grande complexidade de sabores em boca. Taninos redondods, acidez envolvente e com o tempo no decanter ele foi se abrindo deixando o vinho mais intenso, sem perder a sua elegância. Belo final de boca, um vinho que dá muito prazer em beber! Valeu a espera!
Nota: -

Tem suco no blog: 15 - Sete Irmãos

Suco de uva integral Sete Irmãos
Suco de uva tinto integral (sem conservantes, sem adição de açúcar, 100% natural)
Sociedade Florense de Bebidas, Flores da Cunha/RS
1l, R$ 8,00
140kcal em cada 200ml

Gostamos, tem doçura certa, sem amargor. Ele tem menos força, concentração e densidade que alguns dos sucos que bebemos, mas não perde em harmonia. Muito bem feito. Ótimo custo/benefício. Ideal para quem prefere sucos menos concentrado, para aquelas pessoas que costumam misturar o suco de uva com um pouco de água.
Recomendamos.

24 de novembro de 2013

Provei os espumantes da Garibaldi



Durante a visita que fiz à Cooperativa Vinícola Garibaldi, tive a oportunidade de provar quatro espumantes produzidos pela vinícola. Sempre lia comentários sobre esses espumantes, mas nunca havia provado nem um deles, tive boas surpresas. Vamos a eles:
- Acordes - o único espumante feito pelo método tradicional da vinícola. Pertence à linha premium recém-lançada e já comentada aqui no blog (leia aqui).

- Giuseppe Garibaldi - ótima surpresa, não conhecia este espumante, um charmat longo, corte de 85% Chardonnay e 15% de Pinot Noir. Muito agradável, muito fácil de se beber, de boa acidez e boa cremosidade em boca. A garrafa termina rapidamente. Vai bem sozinho e deve ir bem com comidas leves. Preço na faixa de R$ 35, ótima compra. Gostaria de provar novamente, com mais calma, e até testar algumas harmonizações.

- Garibaldi Chardonnay - Espumante de excelente relação custo/benefício. Também feito pelo método charmat, seu preço fica em torno de R$ 20. Difícil encontrar a qualidade que ele oferece em outros produtos por este preço. Boa dica para festas, gostei.

- Garibaldi Moscatel - Não bebo regularmente espumantes Moscatel. Este, na mesma faixa de preço do Chardonnay, se mostrou bastante equilibrado, notas doces sem exageros e agradável em boca. Mais uma boa pedida para quem curte Moscatel.

Boas surpresas, espumantes bem feitos, de bom preço. Vale experimentar!



17 de novembro de 2013

Inycon Grower's Selection - Shiraz 2012

Nome: Inycon Grower's Selection
Safra: 2012
País: Itália
Região: Sicília
Produtor: Inycon
Importador: -

Uvas/Corte: Shiraz 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Zona Sul Botafogo, no Rio
Quando foi comprado: Outubro de 2013
Degustado em: 8 de outubro de 2013
Onde Bebeu: Zona Sul Botafogo, no Rio
Harmonizado com: Pizzas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
These wines are a great favourite amongst our growers because they are a real taste of Sicily, each one very different and packed with the most intense aromas and flavours of the grapes that make them. Over the years our growers have come to understand which vineyards produce the best grapes.

Impressões da Rafaela
Terça-feira é o dia ideal para fazer o jantar em casa, pois na quarta é dia de nossa faxineira ir, mas neste dia eu estava sem muita disposição e sugeri irmos ao Zona Sul ou outro lugar perto de casa. Chegamos a pensar em ir no Botafogo Praia Shopping, mas acabamos indo ao Zona Sul mesmo. Já que estávamos lá, decidimos tomar um vinho para acompanhar a pizza. Escolhemos este italiano, o qual, acredito, é vendido há pouco tempo no mercado. Vinho bem gostoso, com bom custo/benefício.

Comentário do Claudio
Rótulo: 
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Para acompanhar nossa pizza no Zona Sul, escolhemos este Shiraz italiano. Um vinho de bom custo. Em boca, muita fruta, vinho fácil e sem complicação. Um vinho básico, bem feito, ideal para o seu dia-a-dia.

Guayquil - El Elegido 2006 / Icewine Inniskillin - Cabernet Franc 2007

Nome: Guayquil / Icewine
Safra: 2006 / 2007
País: Argentina / Canadá
Região: Mendoza / Niágara Península
Produtor: Huarpe Wines / Inniskillin
Importador: -

Uvas/Corte: Malbec, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Bonarda e Tannat / Cabernet Franc
Teor alcoólico: 14,8% / 9,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Buenos Aires / Presenteado por Regina Helena
Quando foi comprado: Dezembro 2012 / Agosto 2012
Degustado em: 5 de outubro de 2013
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Batatas bravas e frango ao curry
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Means “The Chosen One” in Huarpe. A blend of Malbec,  Cabernet Sauvignon, Bonarda, Petit Verdot and Tannat, aged in new oak. A unique wine in which each component lends its best characteristics.

Impressões da Rafaela
Nesta noite decidimos testar uma receita que faríamos na semana seguinte para nossas visitas: as batatas bravas da Rita Lobo, do Panelinha. Para acompanhar, Claudio me sugeriu alguns vinhos, mas acabei escolhendo este impressionada pelo rótulo e pelo nome. É um vinho pesadão, faz jus aos 14,8%. Embebeda fácil. Acho que é sempre bom ter um docinho ao final da refeição para dar uma equilibrada. Depois desse jantar, decidimos comer um pouco de doce de leite Lapataia que ganhei de aniversário e provar um icewine que estava há meses na geladeira. Sei lá, acho que foi demais.

Comentário do Claudio
Rótulo: 
-
Exame visual: -
Exame olfativo: Mistura de notas vindas da madeira com frutas maduras, algo levemente doce.
Exame gustativo: Compramos este vinho durante nossa última passagem por Buenos Aires. Entrei em uma loja em Palermo para procurar vinhos que ainda não conhecia. O vendedor se aproximou e percebendo que eu era brasileiro comentou que a grande maioria dos brasileiros entravam na loja para comprar marcas conhecidas e os vinhos mais caros. Ele comentou que vendia muito os vinhos da Catena. Expliquei que estava procurando pequenas vinícolas, vinhos desconhecidos, ou seja, coisas diferentes. Ele me mostrou muitos vinhos, comprei algumas garrafas inclusive esta, que ele falou que eu voltaria lá depois para comprar outra. É um corte bem equilibrado de cinco diferentes uvas. Boa intensidade em boca, encorpado e com um final de boca de boa presença. É um vinho bem argentino, taninos arredondados na madeira, bastante fruta e final longo. Acho que poderia ficar mais um tempo em garrafa, mas já está pronto para beber, um vinho moderno. Para fechar a noite, provamos mais uma garrafinha de icewine canadense que minha mãe me trouxe. Todos os vinhos que provei da Inniskillin são muito bons. Icewine equilibrado e envolvente e com esta Cabernet Franc não foi diferente. Vale muito provar.

16 de novembro de 2013

Tem suco no blog: 14 - Da Casa Orgânico Garibaldi

Suco de uva integral orgânico Garibaldi
Suco de uva tinto integral (sem conservantes, sem adição de açúcar, 100% natural)
Cooperativa Vinícola Garibaldi, Garibaldi/RS
500ml, R$ 6,50
130kcal em cada 200ml

Depois de vários dias bebendo uma bag in box de suco de uva Casa Madeira, difícil não comparar os dois produtos. Eles têm densidade parecida, mas este é mais suave e adocicado, com um final de boca de boa presença. É um suco orgânico, muito bem feito, com sabor equilibrado e boa acidez. Claudio comprou este suco no varejo da vinícola durante visita recente. Não vimos este suco no mercado do Rio de Janeiro, mas se você encontrar, recomendamos prová-lo.
Vale destacar um fato interessante: no rótulo, aparecem os nomes das famílias cooperadas que produzem as uvas orgânicas para a produção deste suco. Tive a oportunidade de conhecer uma dessas famílias, que estava presente durante a visita, e que falou um pouco sobre a produção orgânica, da acertada decisão de converter os vinhedos para este tipo de produção e os benefícios que eles e o meio ambiente têm por praticar este tipo de agricultura. Muito interessante.
Recomendamos.

Orus Rosé Pas Dosé, sempre um prazer em degustar

Nome: Orus Rosé Pas Dosé
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Garibaldi
Produtor: Adolfo Lona
Importador: -

Uvas/Corte: Chardonnay,  Pinot Noir e Merlot
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido por Adolfo Lona
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 9 de agosto de 2013
Onde Bebeu: Zot Gastrobar, em Copacabana, Rio
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio, Rafaela, Adolfo e Silvia

Comentário do Produtor
No dia 7 de dezembro, fizemos o lançamento de nosso espumante ORUS Rosé Pas Dosé, elaborado pela método tradicional ou champenoise e com ausência total de açúcares, o que equivale ao Nature. A produção deste pequeno lote de ORUS é feito em homenagem os clientes que nos privilegiam com sua preferência e possibilitam o crescimento constante de nosso carro-chefe o Brut Rosé Adolfo Lona. O lote de 608 garrafas anuais resulta de um volume de 500 litros que será a quantidade que irá caracterizar este produto durante toda sua trajetória. O ciclo de produção é de 12 + 12 meses, ou seja doze meses maturando sobre as leveduras onde ganha a complexidade aromática e gustativa que o tempo possibilita devido a autólises das leveduras e doze meses envelhecendo com a rolha definitiva quando ganha sutileza, elegância e potencia. O assemblage é uma mistura de vinhos de 3 variedades, Chardonnay, que participa com seu frescor, Pinot Noir em rosado que agrega força, e uma pequena parcela de Merlot em rosado, que complementa com elegância e ameniza a acidez. A cor é a típica dos rosados feitos pelo método tradicional, rosada laranja clara lembrando casca de cebola, seu aroma é intenso, complexo e convidativo e o gosto é longo, marcante e potente. É um espumante que dignifica o Rio Grande do Sul e nos deixa muito orgulhosos.

Impressões da Rafaela
Na sexta-feira, cheguei ao Aprazível no finalzinho da degustação realizada pelo sr. Adolfo Lona, mas ainda consegui tomar uma tacinha de Orus. Só não me lembro mais da safra, pois havia várias. No sábado, acompanhados da Silvia, fomos mais uma vez ao Zot, lugar que gostamos muito. Para acompanhar as empanadas e os acepipes gostosos preparados pelo novo chef argentino Gonzalo Vidal, duas garrafas de Orus. Bom demais! A conversa também foi animada com o casal.

Comentário do Claudio
Rótulo: 
O rótulo é feito em uma aplicação de metal gravada. Pendurada na garrafa, há uma etiqueta com a numeração e informações sobre o produto. Logo de cara, percebe-se que é um produto diferenciado.
Exame visual: Bela cor, um suave salmão, lembrando um pouco casca de cebola. A cor deste espumante é realmente marcante.
Exame olfativo:
Exame gustativo: Depois da memorável degustação da véspera, reencontramos o mestre Adolfo Lona, desta vez acompanhado da esposa Silvia, no Zot Gastrobar em Copacabana, onde o Márcio Martins inseriu empanadas no cardápio e queria que o Lona provasse. Mais uma vez, tivemos uma noite muito agradável, um bom papo, excelentes empanadas, o Orus prazeroso como sempre. Já estamos esperando as férias de verão dos Lona no Rio para repetirmos a dose!

15 de novembro de 2013

Degustação histórica: 6 safras do Baron de Lantier e todas as safras do Orus com a presença de Adolfo Lona

No último fim de semana, foi aniversário do mestre Adolfo Lona. Conhecemos Lona em uma visita a sua cantina em um dia 24 de dezembro anos atrás. Mesmo sendo um dia ingrato para visitações, fomos muito bem recebidos em Garibaldi, onde passamos um bom tempo conversando e trocando ideias.
Dias depois, voltaria a encontrar novamente o Lona, só que desta vez no Rio de Janeiro, em plena areia da Praia de Ipanema, onde degustamos duas garrafas do excelente espumante Orus, o top produzido por ele. Compramos empanadas (para quem não sabe, Lona é Argentino. Veio ao Brasil produzir vinhos em 1973, sendo um pioneiro dos vinhos finos no Brasil) e mais uma vez tivemos um final de tarde muito agradável.
Descobrimos também a paixão dele por Copacabana, bairro carioca onde costuma passar o verão com a família. Depois disto, nos encontramos mais algumas vezes. Em um dos encontros, ele revelou que tinha guardadas em sua adega algumas garrafas do histórico vinho Baron de Lantier e que estava com vontade de fazer uma degustação vertical, no Rio de Janeiro. Queria ver como estes vinhos suportaram ao tempo.
Começamos a planejar a degustação. Adolfo Lona enviou as garrafas ao Rio. Enquanto a data não era marcada, fiquei com a missão de cuidar dos vinhos aqui em casa. Depois de alguns cancelamentos,  finalmente, conseguimos encontrar uma data e Adolfo Lona veio ao Rio para a tão esperada degustação.
Assim começou a história de uma memorável noite no Restaurante Aprazível. Mais uma vez fomos muito bem recebidos pelo Pedro Hermeto e pelo Paul, na época ainda o sommelier do restaurante. Além deles, participaram da degustação o Alain Ingles, o Antonio Campos da Zahil, amigo e distribuidor dos espumantes do Lona aqui no Rio, e o Beto Duarte do Papo de Vinho, que veio de São Paulo especialmetne para a degustação.
O melhor é que naquela noite não seria uma vertical e sim duas! Começamos provando todas as safras já produzidas do Orus, um dos melhores espumantes feitos no Brasil. Provamos os espumantes que foram lançados entre os anos 2008 e 2013. Seis diferentes safras mostram que o Orus é um espumante que envelhece muito bem. Cada safra tinha sua característica e em comum um espumante de boa complexidade. Quanto mais antiga a garrafa, mais o Orus tem a te mostrar. Cremosidade, elegância equilíbrio, perfeita acidez.
Sempre perguntava quando seria o momento ideal de beber o Orus e o Lona me falava para abrir logo e beber... Depois desta vertical, acho que vale esconder uma garrafa para beber com mais tempo de vida. Na adega, tenho uma garrafa do lote 2013 e uma do lote 2012. São cerca de 600 garrafas produzidas em cada safra. O próprio Lona ficou positivamente surpreso e feliz com a bela evolução e longevidade do espumante. O Beto fez alguns videos com o Lona durante a degustação dos espumantes, vale dar uma olhada aqui.
Finalmente passamos para o grande momento da noite, provar seis diferentes safras do Baron de Lantier. Para quem não conhece, o Baron de Lantier foi um dos grandes vinhos brasileiros produzidos nas décadas de 80 e 90, um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot com passagem de cerca de oito meses por barricas francesas. Um projeto capitaneado pelo Adolfo Lona de fazer um grande vinho de guarda brasileiro. Neste outro vídeo feito pelo Beto, o próprio Adolfo conta a história deste vinho. Mas como estariam aqueles vinhos com mais de 20 anos de vida? Começamos a prova pelo mais jovem, 1996 até chegar ao grande vinho da noite, da histórica safra 1991.
Foi uma grande emoção provar um pouco da história do vinho no Brasil. Todos os vinhos estavam inteiros, pouquíssimo sinais de envelhecimento. Em geral, todos apresentaram grande elegância, boa acidez e estavam vivos. A cada garrafa provada, a certeza de que a ideia original do projeto, de fazer um vinho de guarda, foi atingida com louvor. Foi muito interessante ver a reação de todos ao provar aqueles vinhos e principalmente a satisfação do Adolfo Lona em comprovar que, mais de vinte anos depois, tinha feito um belíssimo trabalho.
Duas safras em especial me chamaram a atenção, exatamente as duas mais velhas. O 1992 estava perfeito, grande elegância e muito prazer em degustar. O grande destaque da noite foi 1991, a melhor safra que o Brasil já teve em virtude de condições climáticas perfeitas, pouca chuva, grande amplitude térmica. O vinho apresentava uma combinação perfeita de elegância e intensidade de sabores. Final longo e ainda potencial para envelhecer. Um vinho memorável!

Obrigado, Lona, pelos grandes vinhos e pela grande noite!

12 de novembro de 2013

Hex von Wein Reserva Especial 2011

Nome: Hex Von Wein Reserva Especial
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Picada Café, RS
Produtor: Vinícola Hex von Wein

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Tampa de rosca na garrafa de 187 ml
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 2 de fevereiro de 2009
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizzas caseiras
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
As parreiras da Hex baseiam-se na biodiversidade, ou seja, a eliminação da monocultura e cultivo de várias espécies no mesmo habitat. Em resumo, na nossa produção voltamos aos antigos modelos de produção agrícola, equilibrando o meio ambiente naturalmente e amenizando as mudanças no sistema biológico. Assim, o solo produz uma fruta mais autêntica, particular, caracterizando o produto de acordo com a região e expressando o real terroir. Quando o solo recebe quimicamente os nutrientes que lhe faltam, até chegar ao ponto ideal de produção, ocorre a massificação da variedade, ou seja, qualquer lugar do mundo o produto tem as mesmas características. A Coopernatural lançou o vinho Cabernet Sauvignon orgânico certificado Safra 2007 na Bio Fach em São Paulo. As uvas desta safra foram selecionadas a dedo, as melhores uvas as mais sadias e as mais maduras, somente o melhor da produção, compõem este vinho de alto padrão enológico. A fermentação foi com controle de temperatura, não ultrapasando os 25º, o envelhecido vai ser barricas de carvalho Frances. Com graduação alcoólica de 12,6%. A produção de 2007 está limitada a uma produção de 1.575 unidades. Um dos primeiros vinhos finos orgânicos do Brasil.

Comentário do Claudio
Rótulo: -
Exame visual: -
Exame olfativo:
Exame gustativo: Quem acompanha o blog sabe que venho degustando este vinho com regularidade. Desta vez, abri uma garrafa de 187 ml, um Reserva Especial, da safra 2011. Na primeira vez em que o provei, a safra era 2007 e se revelou um vinho surpreendente: um vinho orgânico brasileiro, estilo velho mundo, elegante e original. Dentro de sua proposta, um vinho envolvente. Uma alegria para quem gosta deste estilo de vinho. Recentemente, provei uma garrafa de 750 ml desta nova safra, 2011. O vinho estava menos atraente que a safra anterior. O produtor só vinifica este vinho quando é possível, como ele mesmo diz. Um vinho orgânico, sem intervenção, sofre muito a influência de cada safra, tinha sentido isto na garrafa que havia provado. Como estava sozinho em casa, resolvi abrir esta garrafinha, sem expectativa, mesmo sabendo que era um Reserva Especial. Mais uma vez o vinho me surpreendeu. Diferente da safra 2007 e da garrafa de 750 ml, este vinho apresentou muita fruta, fruta fresca e de boa presença em boca. Boa evolução na taça, parece que ainda pode evoluir na garrafa. Um vinho mais direto que a safra anterior, com um final de boca de boa intensidade. Gostei, deu vontade beber mais um pouquinho. Tenho uma garrafa de cada tamanho que vou esperar mais um pouco para abrir e ver sua evolução. Ainda tenho uma 2007 guardada.

10 de novembro de 2013

Punto Final - Malbec 2012

Nome: Punto Final
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodega Renacer
Importador: -

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 73
Onde foi comprado: Livraria Prefácio, em Botafogo, no Rio
Quando foi comprado: 8 de agosto de 2013
Degustado em: 25 de setembro de 2013
Onde bebeu: Livraria Prefácio, em Botafogo, no Rio
Harmonizado com: Frango ao curry
Com quem: Rafaela, Milena e Emília

Comentário do Produtor
-

Impressões da Rafaela
Milena veio mais uma vez para orientação de doutorado e aproveitamos para nos ver. Voltamos à prefácio e, como a Emília queria beber um vinho, acabamos escolhendo o mesmo rótulo do último encontro. Este vinho é bem gostoso e serve muito bem de companhia para um bom papo. Ficamos pouco mais de cinco horas na livraria e ainda teríamos assunto para mais algumas horas. Os assuntos foram os mais variados. Tão bom poder dividir histórias e também ouvir as dos outros. Tomara que consigamos repetir em novembro quando as meninas voltam ao Rio.

Casa Valduga Reserva Blush 2010

Nome: Casa Valduga Reserva Blush
Safra: -
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir e Chardonnay
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 31
Onde foi comprado: Cadeg
Quando foi comprado: Setembro de 2013
Degustado em: 21 de setembro de 2013
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Saladas variadas, quiche de cebola e salgadinhos árabes
Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel, Paula, Tatiana, Rodrigo, Marie, Julia, Tomás, Johanna, Débora, Tiago, Neusa, Angela, Ana Rosa, Antonio e Milena

Comentário do Produtor
Visão: Rosado claro e cristalino, perlage fino e constante.
Olfato: Aroma frutado lembrando frutas secas, brioche e um leve amanteigado.
Paladar: Elegante, com agradável frescor e cremosidade em boca.

Impressões da Rafaela
Se existe algo que gosto de fazer é aniversário. O dia 20 de setembro costuma ser o meu dia mais feliz do ano, independente se o tempo está bonito ou feio, se meu humor antes estava bom ou ruim, se estou enfrentando qualquer tipo de aborrecimento na época. Quando chega o dia, fico automaticamente feliz. Neste ano, fomos ao Bazzar na noite do meu aniversário. Como o Claudio estava dirigindo, eu tomei uma tacinha de Cave Geisse, que estava bem agradável. No dia seguinte, decidimos fazer uma pequena festinha em casa. Claudio foi à Cadeg e comprou um carregamento deste Casa Valduga. No final, meus convidados beberam apenas 30% do estoque. Foi uma noite legal, mas como convidei pessoas de grupos diferentes, acho que acabei não dando atenção direito para ninguém. Ganhei muitos presentes e fiquei feliz da companhia desses amigos que fiz nesses 7 anos de Rio de Janeiro.

Comentário do Claudio
Rótulo: -
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Já provamos este espumante em outras ocasiões e sempre ele se sai bem. É mais um belo espumante feito pela Casa Valduga e por um valor bem interessante: aqui no Rio, no Cadeg, podemos encontrar por R$ 31. Um ótimo valor pela boa complexidade deste espumante rosé. Desta vez resolvi apostar no Blush para a reunião de alguns amigos no aniversário da Rafaela. Mais uma vez, o Blush se saiu muito bem. Vai bem sozinho e tem estrutura para acompanhar comidas variadas. Sobraram algumas garrafas que vamos provar novamente. Recomendo.

9 de novembro de 2013

A.R.M.M - Mernett: merlot, cabernet um "dash" de tannat

Nome: A.R.M.M.
Safra: -
País: Brasil
Região: -
Produtor: Projeto A.R.M.M
Importador: -

Uvas/Corte: Merlot, cabernet e um "dash" de tannat
Teor alcoólico: 12,8%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pelo Marcel e pela Nina
Quando foi comprado: -
Degustado em: 19 de setembro de 2013
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: massa
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Mernett foi um dos cortes mais didáticos que enfrentamos. Tudo por causa do "dash de Tannat". É impressionante como 3% a mais ou a menos influenciam no vinho final. Aqui tínhamos amostras com extração um pouco mais intensa e para não fugir do estilo fresco e descomplicado adotamos a Merlot como casta dominante. E o toque de Tannat ajuda muito mais nos taninos do vinho que aromaticamente. Ainda estamos dentro da meta de vinhos abaixo de 13% de álcool (12,8% e sem pirazinas).
A ideia do rótulo foi traduzir o nosso conceito de referência de gosto. Não um gosto, estilo ou aromas, apenas a essência de algo que atue como referência (não para os outros, mas uma referência para nós mesmos). Pode parecer um pouco abstrato, mas um farol é a referência para os navegadores, a imagem ficou bacana e ponto.


Impressões da Rafaela
Na véspera de meu aniversário, decidimos começar as comemorações com este vinho que ganhamos dos queridos Nina e Marcel do Gourmandise. Este foi o dia da minha estreia como modelo fotográfica. :) Gostei bastante deste vinho.

Comentário do Claudio
Rótulo: 
-
Exame visual:
Exame olfativo:
Exame gustativo: Este é o segundo vinho do projeto A.R.M.M. que provamos (leia aqui primeiro). Este projeto do Marcel Miwa do Gourmandise junto com Alexandre Rodrigues tem o objetivo de fazer vinhos que na opinião deles expressem uma identidade brasileira. Este Mernett tem um estilo que me agrada bastante. Vinho apresenta notas de frutas maduras, sem excesso, taninos bem marcados, seca um pouco a sua boca. Na boca possui boa presença e intensidade, concentra sabores na língua. Bom equilíbrio, agradável, pede uma comida. Não acertamos na harmonização, nossa massa não funcionou muito bem com o vinho. Assim como o primeiro vinho provado gostei bastante da proposta. Já fiquei sabendo que eles vão repetir a empreitadada. Vamos esperar para ver o que vai vir agora!
Nota: -

8 de novembro de 2013

Acordes, o projeto de vinhos premium da Vinícola Garibaldi


Lançamento da linha Acordes da Cooperativa Vinícola Garibaldi

Quando: 25 de outubro de 2013, durante visita à vinícola

Vinhos degustados: Acordes Chardonnay 2012, Acordes Merlot 2010, Acordes Brut

Comentário do Claudio
No último fim de semana de outubro, fui convidado para um tour na Cooperativa Vinícola Garibaldi, para conhecer seus projetos e produtos. Para quem não conhece, a Garibaldi é uma cooperativa que reúne 327 famílias em 12 municípios gaúchos. Com 82 anos de história, estima-se que em 2013 tenha um faturamento de R$ 70 millhões. Sua produção baseia-se em espumantes produzidos pelo método charmat, mais de 1 milhão de garrafas produzidas em 2012 (em breve, colocarei um post aqui no blog falando dos espumantes provados por lá), 3 milhões de litros de suco integral  produzidos no ano passado, vinhos finos e um pouco de vinho de mesa.

Diante deste cenário, a vinícola resolveu tocar um novo projeto: uma linha de vinhos premium composta por um espumante feito pelo método champenoise e corte de Chardonnay e Pinot Noir, um vinho branco 100% Chardonnay e um tinto 100% Merlot. Para isso, a vinícola se preparou e recentemente inaugurou uma cave especial para armazenar vinhos e barricas. Ao lado desta cave, há uma bonita sala de degustação dentro de uma antiga pipa de madeira de 100 mil litros. Nesse cenário, e com a presença do enólogo, nos foi apresentado o projeto Acordes.

Desenvolver uma linha de vinhos ícone para a Vinícola Garibaldi é um grande desafio para o enólogo Gabriel Carissimi. Questionado sobre o que era mais prazeroso, criar uma linha premium ou desenvolver os vinhos de linha da Garibaldi, o enólogo apresentou na resposta um pouco da filosofia da vinícola. Carissimi disse que se sente contente ao desenvolver a linha especial. Porém, ao produzir vinhos e sucos da linha regular, pensa nas famílias dos cooperados que dependem que um bom produto chegue ao mercado, e sabe que tem uma grande responsabilidade, o que faz que sinta também grande prazer com esse trabalho.

Vamos aos vinhos: provei toda a linha naquela noite. Sem dúvida há vinhos muito bem feitos. Por ser a primeira safra de vinhos com este perfil, esta mostrou-se muito potencial. Começamos pelo Chardonnay. Um vinho branco de perfil bastante elegante, o que me agrada, uso moderado da madeira, notas de frutas. No início da degustação, apareceu uma leve nota amarga no final de boca. Deixei o vinho na taça para observar a evolução e não só a nota amarga sumiu, como o vinho cresceu muito, abrindo em aroma e em boca. Acho que ele ainda deve evoluir com mais um tempo de garrafa.
Passamos para o Acordes tinto, um Merlot, que mostrou grande potencial. Um vinho que ainda está jovem e que tudo para crescer. Já mostra boa fruta e grande equilíbrio, boa acidez. Vale provar este vinho e acompanhar a sua evolução a cada ano.
Por último, provamos o espumante. Nós voltamos a provar o espumante no dia seguinte durante a Fenachamp. Na segunda vez, a temperatura em que foi servido estava mais baixa, o que deixou o espumante mais agradável e harmônico. Apresentou boa cremosidade, notas de amêndoas, leve fruta. A temperatura de serviço fez toda a diferença.
Esta primeira "fornada" da linha Acordes mostrou que é um projeto muito bem nascido. Os produtos devem crescer com o tempo em garrafa e com a experiência que a Garibaldi tem com vinhos de alta gama. O preço dos vinhos deve ficar em torno de R$ 100. A produção é muito pequena, cerca de 3 mil garrafas. Os produtos serão vinificados somente em boas safras.

7 de novembro de 2013

Finísimo Canepa Gran Reserva - Carmenère 2010

 
Nome: Finísimo
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle de Rapel
Produtor: Canepa Wines
Importador: Wine

Uvas/Corte: Carmenère 90% e cabernet sauvignon 10%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Clube W
Quando foi comprado: julho de 2012
Degustado em: 17 de setembro de 2013
Onde Bebeu: Clube Paissandu
Harmonizado com: Petiscos
Com quem: Claudio, Miguel, Ricardo, Mario, Carlinhos, Marcelo e Wagner no Skype

Comentário do Produtor
De color rojo-púrpura muy profundo, presenta intensos aromas a frutos negros, arándanos y ciruelas negras, con notas a chocolate y pimienta blanca. En boca es concentrado, con taninos suaves y dulces. Posee una buena estructura y densidad.

Comentário do Claudio
Rótulo: -
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Mais um encontro dos colegas da faculdade no clube Paissandu. Desta vez, levei este vinho que recebi pelo Clube W e estava na adega há um ano. O ataque inicial deste vinho é bom: moderno, bem arredondado pela madeira, bom corpo, não tão vegetal como outros vinhos desta cepa. Porém, depois de um tempo em taça, o vinho estranhamente começou a cair. Perdeu um pouco de sua vivacidade, ficou estranho. Tirando isso, foi mais uma noite agradável na companhia de bons amigos.

6 de novembro de 2013

Fim de semana em Búzios com: House of Mandela / Lua Nova em Vinhas Velhas / Domingo Molina / Quinta da Bacalhôa

Nome: House of Mandela / Lua Nova em Vinhas Velhas / Domingo Molina / Quinta da Bacalhôa
Safra: 2012 / 2009 / 2010 / 2010
País: África do Sul / Portugal / Argentina / Portugal
Região: Malmesbury / Douro / Salta / Azeitão
Produtor: -
Importador: -

Uvas/Corte: Pinotage / - / Torrontés / -
Teor alcoólico: -
Rolha: RoscaCortiça / Cortiça / Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 6 a 8 de setembro de 2013
Onde Bebeu: Búzios
Harmonizado com: Peito de peru, batatas com cenouras e farofa preparado pelo Claudio / prato thailandês e bacalhau com batatas preparados pelo Rodrigo
Com quem: Claudio, Rafaela, Rodrigo e Tati

Comentário do Produtor
-

Impressões da Rafaela
Fazia um longo tempo que pensávamos em viajar com os colegas do mestrado. Os compromissos de todo mundo nunca permitiu. Então, nos últimos anos, quem conseguiu foi fazendo viagens com alguns dos integrantes do nosso grupo. Ana já viajou várias vezes com a Neusa. Ano passado, fomos, Claudio, Ana, Neusa, Angela e eu para Inhotim, Tati foi com a Ana para Buenos Aires... Desta vez, foi a minha vez de viajar com a Tati. Claudio e Rodrigo também foram. Inicialmente, iríamos para Arraial do Cabo, mas um imprevisto acabou nos levando a Búzios e não podia ter sido uma troca melhor. Ficamos numa casa bem legal. Acabamos ficando praticamente todo o tempo por lá, pois a praia ficava logo ali, não precisávamos nem pegar o carro. Claudio e eu preparamos o jantar da primeira noite. Depois, Rodrigo assumiu a cozinha e fez dois pratos maravilhosos. Primeiro um prato thai, maravilhoso. Depois, uma bacalhau dos céus! Os pratos sempre foram bem acompanhados por ótimos vinhos.

Comentário do Claudio
Rótulo: -

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Já tinha um tempinho que não íamos a Búzios. Para quem não conhece, Búzios é uma bela e pequena cidade de praia na Região dos Lagos no estado do Rio. Fomos com os amigos Tatiana e Rodrigo passar o fim de semana em uma casa alugada. Programamos de cozinhar em casa e levamos vinhos para acompanhar. O primeiro que abrimos foi o leve e agradável vinho sul-africano. Esta garrafa, nós recebemos para o Winebar, porém estávamos viajando no dia da transmissão e resolvemos esperar para abrir junto com outras pessoas. Na mesma noite, provamos um vinho do Douro, sobre o qual eu já tinha ouvido falar bem, o Lua Nova em Vinhas Velhas. Vinho muito interessante, bom corpo, fruta intensa, mas sem exageros, taninos redondos, um vinho que vale provar. No dia seguinte, depois de pegarmos uma praia, Rodrigo preparou uma comida Thai para o almoço e abrimos um Torrontés para acompanhar. Bem característico da cepa, bem perfumado e agradável em boca. Combinou bem com o ótimo prato. Por último, no jantar de sábado, Rodrigo novamente pilotou o fogão e preparou um bacalhau de primeira. Para acompanhar, um vinho também de primeira, o clássico Quinta da Bacalhôa, vinho que dispensa comentários. Foi um fim de semana de bom papo, boa companhia, bons pratos e vinhos.

4 de novembro de 2013

Maxime Blin Champagne Rosé #cbe #winebar

Nome: Maxime Blin Champagne Rosé
Safra: -
País: França
Região: Champagne
Produtor: R. Blin & Fils
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente nos enviado pela equipe do Winebar
Quando foi comprado: -
Degustado em: 28 de outubro de 2013
Onde Bebeu: Em casa
Harmonizado com: Frango com mostarda e batatas rústicas com alecrim
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
It has a brilliant, salmon-pink colour and fine chains of bubbles and a nose expressing notes of crushed red fruit punctuated by a touch of fresh figs. In the mouth, you will be entranced by its fullness, its length and its aromas of red fruit (cherry and blackcurrant) and you will have the sensation of drinking an ethereal champagne… Original, our Brut Rosé champagne will be the joy of a summer aperitif. It will blossom as accompaniment to white meats and above all with fruit desserts.

Impressões da Rafaela
Não estávamos em casa na noite em que foi realizado o Winebar, mas tão logo tivemos a oportunidade, abrimos nossa garrafa. Esta chance apareceu na véspera de minha viagem a Florianópolis. Gostamos muito deste champagne. Foi um dos melhores que já provei. Nesta noite, minha amiga Márcia me ligou para saber sobre a programação em Floripa. Este também foi o dia em que recebi o primeiro cartão-postal da Antônia, a filha fofa da Érika e do Gil. Fiquei muito feliz.

Comentário do Claudio
Rótulo: 
-
Exame visual: Bonita cor, uma mistura de salmão com casca de cebola.
Exame olfativo: Nariz típico, com leves notas doces e algo de amêndoas.
Exame gustativo: Começamos a semana bebendo um Champagne. Recebemos esta garrafa pelo Winebar, porém não conseguimos acompanhar a transmissão ao vivo. Em boca um gostoso Champagne feito apenas de Pinot Noir. Boa cremosidade, muito equilibrio e elegância. Acidez correta o que deixa ele bom para acompanhar comidas não muito pesadas. Realmente agradável, a garrafa vai rápido. Boa surpresa e uma boa maneira de tornar sua segunda feira especial. Recomendo. Também é o nosso vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs.
Nota: -

1 de novembro de 2013

Wines of Chile promove evento para mostrar a diversidade dos seus vinhos

No dia 23 de outubro, uma bela tarde de sol no Rio, a Wines of Chile promoveu um evento muito bem organizado no restaurante Vieira Souto, de frente para a praia de Ipanema, para apresentar a diversidade na produção de vinhos daquele país. Marcelo Copello comandou uma pequena palestra e a degustação de 8 vinhos de diferentes regiões chilenas.

Recentemente, o Chile reclassificou suas regiões produtoras com as seguintes sub-denominações:

- Andes - região com grande amplitude térmica. Vinhos com mais estrutura, região dos vinhos mais clássicos do Chile.

- Vales Centrais - região mais quente, produção de tintos e brancos, vinhos encorpados

- Região do Pacífico - recebe forte influência do oceano e suas correntes frias. Região onde o amadurecimento da uva é mais lento. Vinhos com maior frescor e ótima região para produção de Pinot Noir e Sauvignon Blanc.

Provamos na sequência 8 vinhos nos quais a diversidade chilena ficou bem evidente. Foram 8 tintos, sendo que 4 da uva Pinot Noir. Seguem os comentários sobre os vinhos provados:
Arboleda Pinot Noir 2012, Região Aconcágua - Nariz com fruta limpa e de boa intensidade, em boca perfil mais leve e fresco, boa elegância e acidez, final de médio e com boa característica da cepa. R$ 150
Cool Coast Pinot Noir 2012 -Casa Silva, Costa Colchagua - Um vinho mais sério em boca e o que mostrou maior evolução na taça. Merece e deve ser aberto com uma hora de antecedência. Muito equilibrado, perfil velho mundo. Aquele típico vinho que pede mais uma taça. Deve crescer também com comida. Belo vinho. R$ 100
Echeverria Pinot Noir Reserva 2011, Curicó Valley - Vinho de uma região um pouco mais quente que acaba refletindo no estilo do vinho: mais intenso, taninos mais macios, um pouco de madeira. Minha primeira impressão em boca foi ótima, mas com o tempo foi se apagando na taça. R$ 150
Herú Pinot Noir 2010, Vale Casablanca - Pinot Noir da linha de alta gama da Ventisqueiro. Vinho de pequena produção, mais estrutura, notas de frutas maduras e toque de madeira. Sem dúvida um grande vinho, muito bem feito e que pede comida. R$ 150
Memorias 2008, Vale do Maipo - Pirque - Um belo corte de Cabernet Sauvignon com Carmenere. Um vinho que traz muita potência em boca, mas com elegância. Boa presença em boca, intenso, acidez equilibra o conjunto. Um vinho que vai agradar. R$ 160

Viña Maipo Limited Edition Syrah 2008, Vale de Maipo - O vinho de perfil mais moderno da degustação, com muito corpo, muita extração da fruta. Para quem gosta do estilo vai certamente gostar dest. É um vinho bem feito, mas seu estilo não me cativou. R$ 188

Yali Carmenere 2010, Vale de Maipo - Um clássico Carmenere chileno com aquela típica mistura em boca de fruta com notas vegetais e algo de chocolate. Também não é o meu estilo favorito. R$ 82,

Terrunyo Carmenere 2009, Vale do Cachapal - Para fechar a degustação um grande vinho. Carmenere de perfil diferente do anterior, menos vegetal, taninos macios e redondos, notas de chocolates com muito volume sem perder a elegância. Boa complexidade. Um bom vinho que ainda vai crescer.

Foi um painel muito interessante. Podemos provar um pequeno exemplo entre diversos vinhos que o Chile produz. Muitos estilo e muita diversidade em cada região fazem do Chile um verdadeiro parque de diversão pra qualquer apreciador de vinhos. Após a palestra, foi servido um coquetel no segundo andar do Viera Souto com a bela vista para a praia de Ipanema. Podemos provar novamente os vinhos com diversas comidinhas gostosas do restaurante.

Um belo evento, bem organizado e instrutivo. O vinho que para mim melhor harmonizou com a discontraída tarde foi o Cool Coast.