22 de abril de 2013

Como evolui um vinho? Nossa experiência com o Primus 2006

Nome: Primus
Safra: 2006
País: Chile
Região: Valle de Colchágua
Produtor: Veramonte
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Cab. Sauvignon, Syrah, Merlot, Carmenère
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 38
Onde foi comprado: Zona Sul
Quando foi comprado: julho de 2010
Degustado em: 13 e março de 2013
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Porco, salada, chips de batata doce
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Confesso ter certa implicância com este vinho. Há anos que o consumimos. Normalmente gosto, mas sempre que o Claudio sugere que o bebamos, encontro uma desculpa. Talvez porque ficasse sempre a primeira impressão, que me remetia a um vinho pesadão, daqueles que provoca dor de cabeça no dia seguinte. Bom, devo dizer que desta vez tive de dar o braço a torcer. Este Primus estava muito bom, conseguindo dobrar minha implicância. Estava equilibrado, pronto para ser apreciado sem preconceitos. Fizemos este jantar depois de eu ter voltado de minha primeira aula sobre texto editorial. Ao ler todos os posts sobre o Primus, confirmei que minha implicância é realmente sem fundamento, pois nas minhas anotações anteriores sempre gostei de tê-lo bebido. Vá entender porque sempre me traz uma lembrança ruim...
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Exame visual: -
Exame olfativo: Um mix de notas de goiaba, bem típicas do Chile com algo de especiarias, pimenta. Depois de um tempo aberto aparece leve fruta.
Exame gustativo: Acompanhamos a evolução deste vinho desde a safra 2005. Logo depois de bebermos esta ótima safra, chegou ao Zona Sul a safra 2006. Logo compramos uma garrafa para provar e, para nossa surpresa, não estava tão interessante quanto o da safra anterior. Lembro que o vinho era bom, mostrava potencial, mas estava muito vivo na boca. Tive a ideia de comprar uma garrafa para ser esquecida por um tempo na adega, e assim foi feito. Em julho de 2010, comprei a tal garrafa e depois de quase 3 anos guardada a abrimos para ver o resultado. Vale lembrar que neste meio tempo bebemos outras garrafas da safra 2006 e da safra 2008. A última de degustada, de 2008, estava no ponto perfeito. Voltando à nossa experiência, o vinho evoluiu bem, como imaginava, e estava muito interessante. Bom corpo. Na boca, repete o nariz com especiarias presentes e leve fruta em seu final. Taninos bem mais domados e potência equilibrada, valeu a pena esperar este tempo para bebê-lo. A safra 2009 já chegou ao mercado. Vamos provar e, se achar interessante, podemos repetir a experiência.
Nota: -

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