30 de abril de 2012

Union de Grands Crus de Bordeaux


Colocando os posts em dias aqui no blog, não poderia deixar de falar sobre um evento que já se candidata a ser um dos melhores do ano: a apresentação da safra 2009 pela Union de Grands Crus de Bordeaux. No início de março, o evento passou pelo Rio e estive por lá para conferir.

Com uma organização impecável no salão do Hotel Sofitel  era possível provar tranquilamente os vinhos, assim como conversar com os produtores e representantes das vinícolas participantes, o que foi facilitado pela presença de tradutores.
Outra boa novidade em termos de organização foi colocar as cuspideiras fora das mesas dos expositores.
Um catálogo muito bem feito foi entregue para todos os participantes.
O evento contou com a participação de cerca de 80 importantes Châteaux de 13 diferentes denominações de origens da região de Bordeaux, vinícolas associadas à Union de Grands Crus de Bordeaux, criada em 1973 para promover os vinhos dos membros.
Consegui provar diversos vinhos, cerca de 40 diferentes. Todos os vinhos provados apresentavam uma qualidade muito alta. Deu para perceber e confirmar tudo aquilo que os principais críticos falam da safra 2009, excelente na região de Bordeaux. Um traço interessante foi perceber que muitos vinhos provados já poderiam ser consumidos já. Em boca, se mostravam amáveis para consumo. Era de se esperar que todos os vinhos apresentados estivessem muito jovens, mas, para minha surpresa, muitos exemplares estavam excelentes e já "prontos". De qualquer forma, o potencial de envelhecimento desta safra será grande e com certeza muitos vinhos apresentados vão ser vinhos memoráveis em alguns anos.
Alguns destaques que provei na feira: Château Lascombes, Chateau du Tertre; Chateau Dauzac; Château Clinet (que para mim foi um dos melhores do evento, incrivelmente pronto para se beber e com um potencial incrível para evoluir); Chateau Gazin; Chateau Figeac; Chateau Angelus; Chateau Gloria entre outros.
Um belo evento, com belos vinhos de uma safra histórica.

28 de abril de 2012

Terranova - Shiraz 2010

Nome: Terranova
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco - Vinícola Ouro Verde
Produtor: Miolo
Importador:-

Uvas/Corte: Shiraz
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa:-
Preço: R$ 15
Onde foi comprado: Hotel Ibis Moinhos de Vento, em Porto Alegre
Quando foi comprado: 14 de março de 2012
Degustado em: 14 de março de 2012
Onde Bebeu: Hotel Ibis Moinhos de Vento, em Porto Alegre
Harmonizado com: Risotto de camarão miúdo e salada verde
Com quem: Rafaela

Comentário do Produtor
Análise Visual: Apresenta uma ótima intensidade de cor e uma tonalidade que vai do vermelho rubi. Análise Olfativa: Aroma frutado, ressaltando frutas vermelhas, trufas, tabaco, nozes, couro e tostado, com leve toque floral fino e complexo. Análise Gustativa: Levemente estruturado, macio e redondo, refletindo a tipicidade do shiraz, com equilibrio entre aroma e paladar.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Foram quatro dias intensos em viagem pelo Rio Grande do Sul. Vim para cá para divulgar um programa de bolsas de estudos do governo brasileiro, do qual a Alemanha é parceira. Estive em Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas. Hoje, ao voltar para Porto Alegre e depois de ter sido enganada por um taxista, achei que merecia um boa taça de vinho. Fiquei com preguiça de andar até um winebar existente aqui na rua e acabei ficando no hotel mesmo. Para acompanhar o risotto, resolvi investir nesse Terranova, já sabendo que seria simples, mas satisfatório. E foi assim mesmo, bom para acompanhar para a comida, nada de especial, mas ok. Amanhã, sigo para Vacaria, para visitar minha mãe e devo ter mais três dias de felicidade - sem contratempos - no RS.
Nota: 87.0

19 de abril de 2012

Casa Valduga 130



Nome: 130
Safra: -
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir e Chardonnay
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: Dezembro de 2012
Degustado em: 9 de março de 2012
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Voilà
Com quem: Rafaela, Márcia, Marie e Nicolas

Comentário do Produtor
Visão: Límpido e brilhante, de coloração dourada e fascinante perlage. Olfato: Bouquet elegante e intenso de frutas secas, amêndoas e um leve tostado. Paladar: Persistente e cremoso, de amplo e pleno sabor, harmônico.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois da visita dos amigos de Campinas e de Uberlândia, neste fim de semana recebemos meu afilhado Nicolas e a comadre Márcia. Nossa programação vespertina começou com café e macarrons em uma nova loja de Copacabana, a Paradis. Depois, viemos para casa e resolvi preparar comidinhas Voilá. Claudio não ficou muito feliz, mas achei que era uma troca justa. Ele ia ao show do Morrisey. Então eu ficaria bem acompanhada em casa, tomando um 130 e comendo os deliciosos risottos preparados pelo Emerson. A noite foi muito agradável. Nicolas não quis saber de ficar conosco na sala - tudo bem, confesso que se eu fosse um garotinho de seis anos também iria preferir jogar no computador.
Nota: -

L. H. Zanini Extra Brut 2008

Nome: L.H. Zanini Extra Brut 2008
Safra: -2008
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Vallontano

Uvas/Corte: Chardonnay e Pinot Noir
Teor alcoólico: 12,0%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 2.245/2.500
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente deixado aqui em casa pelo Gil, do Vinho para Todos
Quando foi comprado: 6 de março de 2012
Degustado em: 6 de março de 2012
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Frango com Legumes
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Gostei muito deste espumante, bem feito, muito gostoso. No fim de semana anterior, recebemos o amigo Gil aqui em casa e ele trouxe vários vinhos, muitos mesmo. Este acabou sobrando em nossa geladeira e não resistimos. Neste começo de março, tivemos dois fins de semanas com visitas. Também gostaria de registrar que nesta semana chegava ao fim a novela Mulheres de Areia. Fazia anos que eu não acompanhava uma novela, mas esta roubou minha atenção - e minhas tardes.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo: 
Bonita garrafa, com logotipo em uma letra manuscrita. Gostei.
Exame visual: Amarelo claro e perlage intensa.
Exame olfativo:Nariz com muita presença e que impressionou. Notas de amêndoa e tostado.
Exame gustativo: Ainda não tinha provado este espumante da Vallontano. Gil trouxe para o Rio para bebermos durente o final de semana que eles estivessem por aqui, mas não conseguimos beber. Acabamos provando sozinhos. É mais um espumante muito bem feito pela vinícola (que faz um excelente Brut pelo método charmat longo), primeiro feito pelo método tradicional. Espumante de ótima acidez, muito elegante, delicado e bem feito. Acompanhou bem o nosso frango. Um espumante de estilo clássico e muitíssimo agradável. Boa presença e vivo em boca, final agradável Vale provar! Mais um produto que mostra que os vinhos brasileiro, feitos com cuidado e dedicação, não precisa de salvaguardas para competir.
Nota: 89.0 +

Cave Geisse Nature / Moët & Chandon Impérial / Don Melchor 2001 / Tignanello 2007/ Pizzato Merlot 1999 / Bettú Malvásia de Candia


Nome:
 Cave Geisse Nature / Moët & Chandon Impérial / Don Melchor / Tignanello / Pizzato / Bettú
Safra: 2004 / - / 2001 / 2007 / 1999 / -
País: Brasil / França / Chile / Itália / Brasil / Brasil
Região: Pinto Bandeira / Reims / Puente Alto / Toscana / Vale dos Vinhedos / Vale dos Vinhedos
Produtor: Cave Geisse / Möet & Chandon / Concha y Toro / Antinori / Pizzato / Bettú

Uvas/Corte: Chardonnay e Pinot Noir / Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay / Cabernet Sauvignon / Sangiovese e Cabernet Sauvignon /  Merlot / Malvásia de Candia
Teor alcoólico: 12,5% / 12% / 14% / 14% / 12,5% / -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 004441/
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido por Alexandre e Vanessa / Gentilmente oferecido por Gil e Érika / Gentilmente oferecido por Gil e Érika / Vinho da Promoção "Quem será o primeiro a visitar a Maison Le Vin au Blog, vencida por Gil e Érika / Loja no Barra Square / Na Vinícola Bettú
Quando foi comprado: -
Degustado em: 3 de março de 2012
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Tomate recheado em forma de joaninha, preparado pela Érika. Massa com molho vermelho e, de sobremesa, morangos cobertos por creme à base de iogurte, ambos preparados pela Vanessa
Com quem: Claudio, Rafaela, Érika, Gil, Vanessa e Alexandre

Comentário do Produtor
Cave Geisse - Este espumante, que não tem adição de açúcar, vem conquistando cada vez mais admiradores. Para se chegar a um espumante Nature o mesmo deve ter um nível de qualidade muito alto, pois o fato de não ter adição de açúcar faz com que qualquer possível defeito do espumante se torne muito notório. E é graças ao seu incrível equilíbrio que este espumante vem ganhando tantos adeptos, além de que pelo fato de ser mais seco, acompanha perfeitamente qualquer tipo de prato.
Don Melchor - Don Melchor, Chile’s first ultra-premium wine, is the only one with 21 vintages to its credit, all prize-winning and reknowned by world critics. Don Melchor is the maximum exponent of Chilean Cabernet Sauvignon from Puente Alto, and places Chile as one of the world’s great producers of Cabernet Sauvignon.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois do espumante na L'Orangerie, decidimos comer uns pastéis em Santa Teresa e rumamos em direção ao Sobrenatural. Por sorte, a Érika pediu também uma salada. Dali, resolvemos passar no supermercado para fazer algumas compras para a noite. Foi uma odisseia até encontrarmos todos os produtos necessários. Alguns não conseguimos achar de jeito algum. Feitas as compras, metade da turma ficou em casa descansando. Claudio, Vanessa e eu fomos fazer algumas entregas de brigadeiros em Ipanema e Copacabana, e comprar uma massa na Veronese para nosso jantar. O plano era ir beber um espumante na praia, mas teve de ficar para outra vez, pois o tempo revelou-se muito curto. Começaram então os preparativos para o jantar. Arrumei a mesa enquanto Vanessa, Érika e Claudio cuidavam da preparação dos pratos. Alexandre e Gil começaram a dar atencao aos vinhos. Prova disso é este vídeo aqui, no qual o Alexandre ensina a abrir com classe uma garrafa de espumante. Vale assistir! O jantar seguiu muito bem, com ótimos vinhos e conversa animada. Bateu até uma saudade agora. Queridos amigos, muito obrigada pelo ótimo fim de semana! Espero que possamos repetí-lo muitas e muitas vezes.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Para fechar o dia de passeios pelo Rio, nada melhor que um bom jantar com amigos e ótimos vinhos. Enquanto ainda estávamos preparando os pratos, Alexandre e Gil abriram a primeira garrafa da noite: o espumante Cave Geisse Nature Terroir. No nariz, estava muito rico, porém na boca começava a dar leves sinais de estar perdendo sua força. De qualquer modo, estava muito gostoso e foi ótimo cartão de visitas para o jantar. Na sequência, um champagne, Moet & Chandon, trazido pelo Gil. Bom champagne, que não decepciona. Acompanhou o bonito prato feito pela Érika. Chegou a hora dos tintos: um Don Melchor e um Tignanello. Passada uma pequena confusão do Gil com o decanter, provamos o Don Melchor. Vinho com 11 anos de vida, em ótima forma e num momento perfeito para ser bebido. Potencia aliada a elegância e taninos muito macios em boca. Belo vinho! Na sequência, o Tignanello. Ao abri-lo, percebi que a rolha estava toda manchada mostrando que o vinho poderia ter vazado. Eu achei que ele estava levemente diferente em função disto, mas acho que só eu achei... Apesar disto, gostei também. Seguindo a noite, abrimos mais dois vinhos que estavam na adega, o brasileiro e famoso Pizatto Merlot 1999 e um vinho de sobremesa do Bettú. Estava com medo de o Pizzato não estar bom. É um vinho muito famoso e quando estivemos lá visitando o Flávio Pizzato, ele falou que pouquíssimas garrafas ainda estavam fechadas. O vinho estava bom, já envelhecido, mas ainda gostoso. Valeu a experiência de provar este ícone. Por último, um vinho que deu uma decepcionada, o Malvásia doce do Bettú. Havíamos provado e gostado deste vinho durante a visita que fizemos à vinicola no ano passado, mas desta vez não mostrou ao que veio. Acho que foi um ótimo jantar. Noite para se guardar na memória.
Nota: -

16 de abril de 2012

Joaquim Brut

Nome: Joaquim Brut
Safra: - 
País: Brasil
Região: São Joaquim
Produtor: Villa Francioni

Uvas/Corte: Chardonnay e Pinot Noir
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 45
Onde foi comprado: L'Orangerie, em Laranjeiras
Quando foi comprado: 3 de março de 2012
Degustado em: 3 de março de 2012
Onde Bebeu: L'Orangerie, em Laranjeiras
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio, Rafaela, Érika, Gil, Vanessa e Alexandre

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Tomamos café na Casa da Tata antes de seguirmos para o Cristo. Só que chegando na estação de onde sai o trem em direção ao Corcovado, vimos que havia neblina. Decidimos então dar uma volta em Laranjeiras. Estava um calor danado. Quando entramos na L'Orangerie, o Gil falou sobre abrirmos um espumante. Topamos, claro. Esperamos pelo Alexandre e pelo Claudio, que haviam ido estacionar o carro, e partimos para a ação. O espumante é bom, mas sem grande destaque.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo: 

Exame visual: 
Exame olfativo: Delicado com notas de amêndoas e mel. Muito agradável.
Exame gustativo: Depois de uma tentativa frustrada de subir no Cristo Redentor, em função do tempo, seguimos para dar uma rápido passeio pela feira livre que estava acontecendo na Rua General Glicério. Ali fomos mostrar para nossos convidados a Lorangerie, ótimo winebar e loja. Logo surgiu a ideia de abrir um espumante para refrescar do calor. Assim o escolhido foi este Joaquim Brut. Já havia provado este espumante em duas ocasiões. A cor dele é muito clara, lembrando um espumante Moscatel. Na boca ele é leve e refrescante, bem feito sem ser muito complexo. Cumpriu sua função no Pit Stop que fizemos em Laranjeiras.
Nota: -

9 de abril de 2012

Protos Verdejo 2010 / Us de La Meng 2009 / Marcel Lapiere - Morgon 2009

Nome: Protos / Us de la meng / Morgon
Safra: 2010 / 2009 / 2009
País: Espanha / Alemanha / França
Região: - / Dernau / Villiè Morgon
Produtor: Bodegas Protos Weinhaus Werner Näkel AHR / Marcel Lapierre

Uvas/Corte: Verdejo / Spätburgunder, Dornfelder und Frühburgunder / Gamay
Teor alcoólico: 13% / 13,5% / 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Restaurante Entretapas / Galeria Kaufhof, em Saarbrücken / Vinícola Lapierre, na França
Quando foi comprado: Março 2012 / Setembro de 2010 / Agosto de 2011
Degustado em: 2 de março de 2012
Onde Bebeu: Entretapas e em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães Los Paderos
Com quem: Claudio, Rafaela, Érika, Gil, Vanessa e Alexandre

Comentário do Produtor
The freshness of this wine will not leave you indifferent. Its secret? The verdejo grape variety, its balance between alcohol content and acidity, its maceration and its fermentation at 14 °C. A complete process!.
Look: yellow/straw colour with hints of green. Smell: served at 7 °C, it evokes apple and tropicals…
Taste: unmistakeable as it is full, fruity, and has good acidity. Its verdejo heart will make you like slightly bitter endings…

Us de la meng - Die Cuvée für diesen Rotwein stellen wir durch probieren zu einem harmonischen, fruchtigen Rotwein mit runden Tanninen zusammen. In der Nase als auch am Gaumen dominieren Pflaume, Heidelbeere und Brombeere in Kombination mit Gewürzen wie Nelke, Zimt und Lorbeer mit einem Hauch Zartbitterschokolade.

Morgon - Le MORGON en général à trois arômes dominants: Cerise, réglisse et violette.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Na noite anterior, depois do Encontro de Vinhos, fomos todos para o Cervantes, acompanhados de mais alguns amigos locais. Na sexta-feira, tive de ir trabalhar normalmente. De manhã, Claudio conseguiu tomar café com as visitas no La Bicyclette. Depois, eles foram passear no Jardim Botânico, fechando a manhã com almoço na CT Boucherie, no Leblon. À tarde, fomos, sem o Claudio, ao Pão de Açúcar. O passeio foi bem agradável. Para a noite, programamos ir ao Entretapas. O lugar é legal, mas confesso que eu esperava mais. As meninas beberam uma sangria e os meninos provaram um vinho branco. Como a noite estava apenas começando, voltamos para casa e tomamos esses dois vinhos. Os dois estavam muito bons, especialmente o sempre especial Morgon. Depois fomos dormir, pois o sábado seria de programação intensa.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo: -

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Programamos ir ao Entretapas nesta noite de sexta feira com nossas visitas, os amigos e blogueiros Alexandre, Vanessa, Gil e Érika. Criamos uma expectativa grande do bar espanhol, talvez a expectativa foi maior que o bar poderia entregar. O lugar é bacana, comidas gostosas, mas não chegou a surpreender. O Alexandre sugeriu um vinho espanhol branco. Quando a garrafa chegou à mesa, o garçom não conseguiu sacar a rolha, ela se partiu ao meio. Depois de muito tempo conseguiram tirar a rolha e colocaram nosso vinho em um decanter. Muito provavelmente o vinho estava não bem acondicionado e ele pareceu não estar no seu auge. Depois, voltamos para casa e escolhi este Pinot alemão para servir às cegas. Ninguém acertou qual era a uva e nem de onde era. O vinho alemão era gostoso, bem feito, mas acho que eu esperava um pouco mais dele. Por último, abrimos um vinho que eu aprecio muito, o Morgon do saudoso produtor Marcel Lapierre. Esta garrafa, trouxemos da França e foi comprada na própria vinícola durante nossa visita. É um vinho surpreendente, com complexidade aromática incrível. Este vinho mostra o que pode ser feito com a uva Gamay nas mãos de um excelente produtor. É um vinho para se beber com calma e aproveitar todas as suas delicadas nuances. Límpido e envolvente na boca. Fechamos muito bem o ótimo dia com os amigos aqui no Rio.
Nota: -

7 de abril de 2012

Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro

O Encontro de Vinhos, organizado pelos amigos Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Beto Duarte (Papo de Vinho), ocorreu pela primeira vez no Rio de Janeiro em 1º de março de 2012. O local escolhido pela dupla não poderia ter sido melhor, o restaurante Real Astoria, que tem uma bela vista da Baía de Guanabara. No Encontro, foram apresentados mais de 150 rótulos.

Comentário da Rafaela
Nunca esperei tanto por uma degustação de vinhos quanto esperei por esta. As razões eram várias. Primeiro, seria a primeira vez do Encontro de Vinhos no Rio e estava ansiosa para participar - Claudio já havia ido a outros encontros em São Paulo e sempre falou bem. Segundo, receberíamos a visita de alguns amigos que viriam para o Encontro: Vanessa e Alexandre, Érika e Gil, e Deco. Terceiro, Beto e Daniel disseram para convidarmos alguns amigos do Rio para o encontro e queria encontrá-los no Encontro: Tati e Rodrigo, Rebeca, Sabrina e Rodrigo, Marie, Raquel e Ricardo, Stephan. Cheguei lá pelas 17h e logo encontrei a Vanessa e a Érika. Na mesa do Senhor Brigadeiro, restavam ainda algumas poucas amostras de Senhor Brigadeiro. Provei vários vinhos bons, mas não tantos quanto eu gostaria. O encontro foi um sucesso. Particularmente, gostei de tudo e torço para que logo seja realizado outro por aqui. Obrigada, Dani e Beto! O Encontro de Vinhos nos proporcionou muito mais do que uma tarde de degustação.

Comentário do Claudio
Como estamos atrasados com nossos posts aqui no blog, só agora vamos falar do sucesso que foi o Encontro de Vinhos, organizado pelos amigos e blogueiros Beto Duarte e Daniel Perches, aqui no Rio. O local escolhido foi um sucesso: o restaurante Real Astoria com sua bela vista para a Baía da Guanabara. A organização foi impecável e tudo correu bem. O Encontro de Vinho foi uma boa oportunidade de diversos amigos e blogueiros de fora virem ao Rio. Pude reencontrar Adolfo Lona, que estava expondo seus ótimos espumantes. Conheci também o pessoal da importadora Au Vin com seus interessantes vinhos libaneses da Vinícola Massaya. Ótimos vinhos apresentados e um público recorde para os Encontros de Vinhos - 800 pessoas - garantiram o sucesso do evento. Deu para perceber um pouco a importância do mercado carioca de vinhos. Estamos esperando a próxima edição aqui no Rio. Por enquanto, aproveito para convidar para o Encontro de Vinhos Off que será realizado em SP no próximo dia 23 de Abril. Evento imperdível. Estarei por lá!

3 de abril de 2012

Maria Valduga Brut 2006

Nome: Maria Valduga
Safra: 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga

Uvas/Corte: Chardonnay e Pinot Noir
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 3763
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente nos presenteado pela Casa Valduga
Quando foi comprado: Junho de 2011
Degustado em: 24 de fevereiro de 2012
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Orienthai
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Safra: 2006 Variedade: Pinot Noir Origem: Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves / RS - Brasil Envelhecimento/Autólise: 48 meses Visual: Espumante límpido e brilhante, de coloração amarelo palha. Possui perlage fino e persistente culminando em uma nobre e generosa coroa. Olfativa: Bouquet elegante e intenso com notas de frutas em calda, remetendo principalmente à pera e maçã. Os aromas de brioche amanteigados e pão delicadamente tostados expressam a complexidade adquirida durante a lenta maturação deste espumante. Gustativa: Em boca possui excelente complexidade gustativa, com acidez equilibrada e ótimo frescor. Apresenta alta cremosidade, ampla intensidade, persistência e retrogosto que remete à análise olfativa. Consumo: 6 – 8 ºC.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Claudio ganhou este espumante durante a visita ao Vale dos Vinhedos, em junho do ano passado. A garrafa, porém, foi enviada pelo correio, algumas semanas depois. Quando chegou, fiquei impressionada com a embalagem, mas algo me incomodou desde o momento. A assinatura na garrafa. Não me incomoda a letra de dona Maria Valduga, mas o resultado, creio que a empresa pecou na escolha do material ou de quem fez a peça. A garrafa é bonita, os rótulos também, mas aquela assinatura em material de má qualidade destoa. Espero que em outras edições, eles troquem de fornecedor. No mais, o espumante é muito bom. Ainda sou mais o 130, que gosto muito, mas este também é bom. Nesta noite, começamos a planejar a programação do fim de semana seguinte, quando receberíamos nossos amigos Gil e Érika, de Uberlândia, e Vanessa e Alexandre, de Campinas. No Instagram, foram 55 comentários para os acertos finais. :)
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Para falar no rótulo temos que falar em todo o material gráfico criado para este espumante. Ele vem dentro de uma bela caixa, muito bem produzida. Um material feito com todo o cuidado. Muitos detalhes em dourados e uma garrafa em formato diferenciado, criam ainda mais imponência para o espumante. A solução encontrada para colocar a assinatura da Maria Valduga, não está na mesma qualidade do restante do material. Tudo isto coloca a expectativa de provar o espumante muito alta.
Exame visual: Bonito amarelo claro
Exame olfativo: Delicado com notas de amêndoas e mel. Muito agradável.
Exame gustativo: Mais um espumante muito bem feito pela Casa Valduga. Considero a linha de espumantes da Casa Valduga muito bem feito, consistente e de ótima qualidade. São exemplos de que não precisamos de salvaguardas para os vinhos brasileiros. Um belo trabalho, produtos de consistência e um bom relacionamento com os consumidores: o melhor caminho para solidificar uma posição duradoura no mercado brasileiro de vinhos. Voltando ao Maria Valduga é um espumante muito elegante, delicado, estilo clássico, com boa cremosidade e presença em boca. Boa complexidade, um ótimo e gostoso espumante. O seu grande pecado é que o grande marketing envolvido nele coloca uma expectativa altíssima antes de se provar. Em uma análise mais fria, a distância em termos de qualidade para o excelente 130 não é tão grande, mas sua diferença de preço é bem alta. Mas, focando exclusivamente no espumante, é sem dúvida um belo produto.
Nota: 90.0

2 de abril de 2012

Freixenet Cordon Negro Brut

Nome: Freixenet Cordon Negro Brut
Safra: -
País: Espanha
Região: Penedés
Produtor: Freixenet

Uvas/Corte: Macabeo, Xarello e Parellada
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido pelo Cássio e Janayna
Quando foi comprado: -
Degustado em: 21 de fevereiro de 2012
Onde Bebeu: Casa da Janayna e do Cássio, em Ivinhema
Harmonizado com: Churrasco
Com quem: Claudio, Rafaela, Cássio, Janayna e meninas

Comentário do Produtor
De coloração amarelo palha com tons esverdeados, brilhante. Borbulhas abundantes, finas e persistentes, muito integradas, bom desprendimento de gás carbônico formando bela coroa. Aromas finos e delicados, predominando tons de fruta verde (maçã, pêra) leves matizes de fruta tropical madura (banana, notas de abacaxi), fundos cítricos e de ervas frescas, muito bem harmonizados com aromas de criança média. Fresco em boca, bom comportamento do gás carbônico, amplo em sabores aparecendo novamente as notas de fruta verde e cítricos. Ligeiro, com vía retronasal limpa e elegante.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Bebemos este espumante sob árvores no quintal da casa do meu irmão, com nossas sobrinhas J. e I. correndo atrás do gato Floquinhos. Enquanto meu irmão cuidava dos animais da chácara, Claudio ficou dando atenção ao churrasco. Era terça-feira de carnaval e mais tarde iríamos ao concurso de fantasias. A sobrinha menorzinha, J., ganhou o segundo lugar como banhista. Passamos o carnaval lá, na tranquilidade. Foi muito bom. Obrigada, Janayna e Cássio pela recepção calorosa.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo: -

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Passamos o Carnaval em Ivinhema, cidade no Mato Grosso do Sul, na casa do Cássio e da Janayna. Em uma das tardes preparamos um churrasco e eles gentilmente nos ofereceram este espumante espanhol.  Como estava encarregado de preparar o churrasco: um pedaço de lombo de porco, um pedaço de cupim e frango, não prestei atenção para descrever aqui. De qualquer maneira foi muito agradável a tarde e todo o Carnaval em Ivinhema.
Nota: -

La Joya Reserve Cabernet Sauvignon 2006 / Don Nicanor Malbec 2009

Nome: Casa La Joya Reserve / Don Nicanor
Safra: 2006 / 2009
País: Chile / Argentina
Região: Colchagua Valley / Mendoza
Produtor: Viña Bisquertt / Bodegas Nieto Senetiner

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon / Malbec
Teor alcoólico: 14,5% / 14,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 17 de fevereiro de 2012
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Arroz, feijão, carne de porco e legumes cozidos
Com quem: Claudio, Rafaela, Zé Rodrigo e Sabrina

Comentário do Produtor
Casa La Joya Reserve: Rojo violeta. Frutos negros, moras y crema de cassis, acompañan notas a clavo de olor y nuez moscada. Gran volumen e intensidad. Maridar carnes con salsas fuertes o salsas de vino rojo.
Don Nicanor: Variedad 100% Malbec. Origen Agrelo, Luján de Cuyo, Mendoza. 1050 m.s.n.m. Suelo Franco arcilloso con presencia de cantos rodados. Suelos de poca profundidad. Edad del viñedo 30 años. Producción por Ha 70 qq. Vinificación Cosecha manual y selección de uvas. Maceración en frío y remontajes diarios. Fermentación maloláctica completa sin inducción. Crianza 12 meses en barricas de roble francés de segundo uso. Notas de degustación Vino de perfil definido e intenso, de color rojo profundo con marcados matices violetas y azules. En nariz presenta intensos aromas de ciruelas y cassis con sutiles notas avainilladas. En boca se presenta elegante, fresco, delicado y de estructura media. Servicio 16 – 18º C. Se sugiere decantarlo 30 minutos antes de degustarlo para permitir su correcta oxigenación. Recomendamos beberlo con Carnes rojas grilladas o al horno, carnes de caza, quesos semicurados y pastas rellenas o secas con salsas especiadas. Potencial de guarda 7 años. Conservar en lugar fresco, oscuro, y sin vibraciones.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Como iríamos viajar na noite de sábado para Ivinhema/MS, resolvemos cozinhar tudo que estivesse na geladeira. Estávamos no meio desse processo, quando nossos amigos Sabrina e Zé Rodrigo ligaram para convidar para sair. Sair não podíamos, mas eles poderiam vir jantar conosco, se não se importassem do jantar nada elaborado. Assim, esses dois vinhos acompanharam um arrozinho com feijão feito em casa. Nesta noite, resolvemos testar o abridor super high tech que havíamos ganhado deles. O aparelho estava com um defeito e Sabrina logo resolveu investigar o que estava ocorrendo. Desmontou o abridor e passamos boa parte da noite, tentando fechar o negócio, que, é justo dizer, voltou a funcionar direitinho! :) (Valeu, Sabrina!) Ah, sim, sobre os vinhos... Creio que foram bons, mas confesso que não me lembro de detalhe algum.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo: 

Exame visual:
Exame olfativo:
Exame gustativo: O Zé Rodrigo e a Sabrina estavam no Rio e nos ligaram para saírmos. Estávamos preparando algumas comidas que estavam em nossa geladeira e acabamos convidando-os para jantar conosco. Para esta noite, escolhi duas garrafas que havia ganhado no meu aniversário. Começamos com um Cabernet Sauvignon do Chile, presente do meu primo Oswaldo. Foi difícil sacar a rolha e ela acabou partindo-se ao meio. O vinho se mostrou já evoluído e com aquelas características clássicas de Cabernet chileno. Em boca muita goiaba e alguma coisa de figo. Há muito tempo não bebia um Cabernet chileno com tanta goiaba assim.  Mesmo muito característico e marcante, o vinho agradou: taninos bem macios, acidez um pouco em queda, mas agradável e fácil de beber. Segundo vinho da noite foi o Don Nicanor, presente do próprio Zé Rodrigo. Tentamos abrir com um saca-rolha eletrônico, que eles nos tinham dado de presente, mas algo aconteceu e parou de funcionar. Passamos boa parte do jantar tentando arrumar. O Don Nicanor é um bom Malbec argentino, sem exageros, mas também bem característico da cepa e do país. Noite muito agradável!
Nota: 88.0 +

1 de abril de 2012

Pisano RPF - Syrah 2007 #cbe

Nome: Pisano RPF
Safra: 2007
País: Uruguai
Região: Progreso
Produtor: Pisano

Uvas/Corte: Syrah
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Vinícola Pisano, no Uruguai
Quando foi comprado: 2 de janeiro de 2012
Degustado em: 28 de março de 2012
Onde Bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: massa com molho vermelho
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vino místico de tiempos remotos y orígenes inciertos. Tal vez proveniente de la ciudad persa de Schiraz, en el actual Irán, o de Siracusa (Sicilia). Historias y relatos derivados de la similitud de los nombres –Sirac, Syra, Sirah y Syrac- y de la antigüedad de este cepaje. El sello de la tradición lo encuentra en Francia, en la zona norte del valle del Ródano y la versión del Nuevo Mundo en tierras australianas, donde ha se ha erigido como variedad emblemática. Aquí se cultivan no muchas hectáreas, adaptándose en forma optima a nuestras condiciones, desarrollando un vino de personalidad propia. COLOR: Intenso y profundo, su color vistoso se expande desde el rojo granate al púrpura oscuro. AROMA:Detrás del cuero, chocolate, café y cassis se presentan aromas de frutas especias y flores como la mora, trufas, cerezas, cedro, canela, pimienta negra, anís, comino, violetas y rosas. SABOR: Persistente. Una gran persistencia en boca, ricos y maduros sabores de frambuesa, moras y ciruelas negras. Ahumados y tabaco rubio propios del paso por barrica nueva francesa. Taninos redondos y dulces con un final muy pulido GASTRONOMIA: Gran vino de estructura delicada, muy indicado para acompañar las cálidas reuniones de familia y amigos. El Syrah es un vino que va muy bien con una amplia variedad de cocinas del mundo: desde los explosivos sabores orientales acaramelados y picantes, hasta los platillos suaves de la gastronomía mediterránea. Algunos expertos en maridajes recomiendan el Syrah para carnes frías, carnes rojas salseadas con vino, hígado, quesos de pasta dura, pato y pavo en sus versiones orientales. La uva fresca es una excelente compañía para las recetas condimentadas de la cocina mexicana. Sugerimos servirlo en el entorno de los 18 y 20º C.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Algo que já aprendi é que vinho tem que ser servido na temperatura adequada. E este Pisano não estava na temperatura adequada quando começamos a bebê-lo. Por isso, de início, dei uma estranhada. Tinha gostado tanto do vinho quando o provamos em janeiro na vinícola. Feitos os ajustes, melhorou. Só que não foi adequado para a suavidade da comida, uma massa com molho vermelho. Depois que comemos e resolvemos prová-lo com um queijo gorgonzola, ele respondeu de maneira mais interessante. Assim, quem for prová-lo, recomendo que seja com um prato mais parrudo, uma carne ou comida forte.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Busca uma aparência rústica.
Exame visual: Violeta vivo.
Exame olfativo: No início deste ano, estivemos no Uruguai. Lá fizemos uma agradável visita à vinícola Pisano. Daniel Pisano nos recebeu e, ao final da visita, lhe perguntei qual era o seu vinho preferido. Depois de pensar um pouco, ele disse que atualmente estava gostando muito do syrah. Resolvi comprar uma garrafa e trazer para beber com calma o vinho "preferido" do Daniel. Aproveitando o tema do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs, que foi escolhido pelo nosso amigo Gil do blog Vinho para Todos, escolhemos abrir esta garrafa. Já tínhamos provado durante a visita. Logo que abrimos, a temperatura estava um pouquinho abaixo da ideal. Pouco tempo depois, tendo respirado mais um pouco, o vinho já estava na temperatura ideal. Um vinho bastante vivo na boca, com seus taninos bem marcados que com mais um tempinho de garrafa vão ficando mais macios. Apesar de não ter harmonizado com nosso prato de massa com molho de tomate, é um vinho gostoso, descomplicado, fácil de beber e bom para acompanhar uma conversa entre amigos. Em boca mostra certa elegância e repete as notas de especiarias. Vinho que tende a evoluir com mais alguns anos ou com um prato mais adequado. Vale experimentar.
Nota: 87.0 +