17 de maio de 2012

Massaya - Vinhos Libaneses


No dia 4 de abril, Claudio participou de degustação à convite da importadora Au Vin

Comentário do Claudio
No início de março, durante o Encontro de Vinhos que aconteceu aqui no Rio de Janeiro, conheci os vinhos libaneses da vinícola Massaya e o simpático casal João Felipe e Vanessa, da importadora Au Vin, que apostaram em trazer vinhos estes vinhos libaneses para o Brasil. A todos os amigos que chegavam na feira eu indicava provar os vinhos e todos voltavam surpresos com a qualidade dos vinhos vindos de um país, que para nós, não é um produtor tão tradicional.

Um mês depois, no início de abril, fui convidado para um almoço de apresentação dos vinhos com a presença do produtor, Sami Ghosn. O almoço foi realizado no restaurante Bottega del Vino, no Leblon, e um menu especial foi preparado para a harmonização. Pudemos testar os vinhos com diversas e ótimas comidas. Enquanto ouvíamos um pouco sobre a história dos vinhos no Vale do Bekaa, provamos o vinho de entrada da vinícola: Massaya Classic. O vinho surpreende pela sua versatilidade. Um vinho jovem, mas com personalidade e boa capacidade de harmonização. Um corte de Cinsault 60%, Cabernet Sauvignon 20% e Syrah 20%. Um vinho fácil de se gostar.

Segundo vinho do almoço foi o Massaya Silver Selection 2007. Vinho que considerei pronto para beber e com muita qualidade. Sami explicou um pouco da influência francesa no histórico do vinho libanês, assim como da parceria que a vinícola com famílias francesas da região de Saint Emilion e Chateauneuf du Pape. Estas parcerias emprestam um pouco de conhecimento técnico ao vinho, mas a personalidade é toda libanesa. O silver é um corte de 40% Cinsault, 30% Grenache, 15% Cabernet Sauvignon e 15% Mourvèdre. Bom corpo, gastronômico, belo vinho.

Fechamos o almoço com chave de ouro ou melhor com vinho de ouro: uma vertical da linha Gold. Provamos as safras 2005, 2007 e 2008 da linha Massaya Gold Reserve. Este é o vinho top da vinícola, vinho intenso e com grande potencial de evolução. Provamos inicialmente o 2008, é possível ver toda a qualidade do vinho que irá fica ainda melhor com mais algum tempo de garrafa. É um vinho de guarda. A safra 2005 já mostrava uma boa evolução, mas ainda com bom potencial de guarda. Um belo vinho com muita estrutura. Corte de 50% Cabernet Sauvignon, 40% Mourvèdre e 10% de Syrah.

Foi um almoço muito agradável, com vinhos que realmente surpreendem. Uma bela escolha para quem gosta de provar vinhos com personalidade, de regiões diferentes. Impossível ficar indiferente a eles. Recomendo. A vinícola tem ainda um corte branco e um rosé que não são importados para o Brasil, mas que o João Filipe me confidenciou estar tentando trazer por ser ainda mais surpreendente. Vamos aguardar.

Um comentário:

Beto Duarte disse...

São ótimos vinhos! O consumidor tem que deixar de ser bitolado. Quanta gente me pergunta: que vinho voce prefere? Chileno, Francês???
Não dá pra escolher vinho por nacionalidade, por estilo sim. Esse é um frances do Líbano.