30 de novembro de 2011

Degustação vinhos vinícola Campos de Cima

Nome: -
Safra: -
País: Brasil
Região: Camanha Oriental
Produtor: Vinícola Campos de Cima
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat / Ruby Cabernet / Tannat / Chardonnay e Pinot Noir
Teor alcoólico: 12% / 12% / 13% / 12,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 28 de outubro de 2011
Onde Bebeu: Restaurante Aprazível
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio, os produtores Hortência Brandão e José Ayub e demais convidados

Comentário do Produtor
-

Comentário do Claudio
Jantar muito agradável no restaurante Aprazível, durante o qual foi apresentada a linha de vinhos da novata vinícola Campos de Cima. Conduzido pelos simpáticos proprietários da vinícola, o casal Hortência Brandão e José Ayub, provei e aprovei 5 vinhos produzidos na região de Itaqui, na Campanha Oriental no Rio Grande do Sul. Mais uma nova área vinícola, sobre a qual, acredito, em alguns anos vamos ouvir falar ainda mais. A proposta da vinícola é bem interessante: 15 hectares nos quais várias cepas estão sendo plantadas e testadas. Os primeiros resultados apresentados são promissores. Primeiro vinho degustado foi o Primeiro Corte 2008, vinho de entrada da vinícola. Custa cerca de R$ 10. Um vinho jovem, fácil de se beber e equilibrado. Ótimo custo/benefício. Na sequência, provamos o interessante Ruby Cabernet. Tinha provado este vinho na véspera, durante o Circuito Brasileiro de Degustação. Um vinho frutado, levemente doce e que vai bem com comida. Vinho com personalidade. Vinho para se ficar de olho nas próximas safras. Na sequência, provamos dois Tannats, 2006 e 2011, que ainda não estão disponíveis para venda. A Tannat me pareceu a cepa mais bem adaptada à região. Dois vinhos interessantes: o 2006 já pronto, com boa presença em boca, estrutura e que pede uma comida. O 2011 ainda não está pronto, mas dá para perceber todo o potencial que este vinho vai ter. Boa surpresa. Para finalizar a noite, provamos o Espumante Brut Tradicional, o qual me agradou bastante. Um espumante muito refrescante, leve, fácil de beber. Vai funcionar muito bem em dias quentes. Fácil de agradar.  Proposta interessante da vinícola, desbravar uma nova área, com vinhos bem feitos e a preços justos. Apresentou todo o potencial que, com mais conhecimento e tempo, as próximas safras trarão. Vamos observar o desenvolvimento da região.

29 de novembro de 2011

Domaine de La Citadelle - Governeur St-Auban - 2006

Nome: Governeur St-Auban
Safra: 2006
País: França
Região: Luberon
Produtor: Domaine de La Citadelle
Importador: -

Uvas/Corte: Syrah, grenache e mourvedré
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 18,50 euros
Onde foi comprado: Ménerbes, na vinícola
Quando foi comprado: 5 de setembro de 2010
Degustado em: 6 de novembro de 2011
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Comida Thai
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Produced only in the best vintages and from selected parcels of vines. The blend is predominantly Syrah complemented with a little Grenache. This is a wine noted for its concentration and finesse and should be cellared for a minimum of ten years to be appreciated at its best.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este vinho compramos durante nossa viagem pela França no ano passado. Ele foi comprado no museu durante nossa passagem pelo Luberon. Trata-se de um vinho excelente! Adorei. É um vinho elegante, gostoso, equilibrado, ou seja, todas as características que tornam um vinho muito bom. Neste dia, o auge da minha gripe já havia passado, mas eu ainda estava um pouco mal. Nem comparação, porém, com o dia da entrevista. Minha nossa! Se tinha um dia em que eu precisava estar bem foi aquele, mas estava me sentindo péssima, nem sei direito como foi a entrevista. Primeiro que acordei sem voz. Depois, esperei das 9h até as 12h pela minha vez. Letra R, afinal! Bom é que deu para conhecer novas pessoas, mas eu estava querendo mesmo era me esconder embaixo das cobertas. A entrevista foi rápida. Lembro apenas de os professores dizerem que eu precisava ler muitas coisas. Pensei: tudo bem, farei isso até a próxima seleção... Eu estava totalmente sem esperanças, mas naquele dia eu não teria pensamentos positivos sobre coisa alguma. Depois da entrevista, comi 5 sushis e tentei voltar para casa, mas peguei o ônibus errado. Fui parar perto do Unibanco Arteplex. Bom, pensei, acho que vou parar aqui. Havia um filme alemão em cartaz: Das Lied in mir. Bom filme. Valeu a pena, mas quando cheguei em casa, finalmente me enfiei embaixo das cobertas e ali fiquei até o dia seguinte.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
 Uma garrafa clássica, equilibrada e bonita.
Exame visual: Grená vivo. límpido.
Exame olfativo: início um pouco fechado. Vai abrindo para algo de fruta madura.
Exame gustativo: Compramos este vinho quase que por impulso, depois de visitar o Museu do Saca Rolha na França. Estávamos viajando pelo Luberon quando vimos algumas placas na estrada. Resolvemos ir lá conhecer. Muito interessante. Conhecemos a vinícola que está junto do museo e no final da visita provamos os vinhos. Provamos e gostamos. Compramos duas garrafas: um vinho branco que bebemos durante a viagem mesmo e que comentamos aqui e este tinto. Vinho ainda jovem, com uma fruta bem fresca na boca. Sabor límpido, acidez viva. Vinho muito agradável e fácil de se beber. Sabor se concentra na boca. Vinho agradável, direto e equilibrado. Poderia apenas ter um final mais longo, mas de qualquer maneira gostei de provar este vinho.
Nota: 88.0

28 de novembro de 2011

Don Baltazar Reserva - Cabernet Franc 2009

Nome: Don Baltazar Reserva
Safra: 2009
País: Argentina
Região: San Juan
Produtor: Bodegas & Viñedos Casa Montes
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Cabernet Franc 100%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Sintética
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 29
Onde foi comprado: Zona Sul, no Rio
Quando foi comprado: 1º de novembro de 2011
Degustado em: 1º de novembro de 2011
Onde bebeu: Zona Sul, no Rio
Harmonizado com: Pizzas de atum (Rafaela) e portuguesa (Claudio)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor

Sight: this purplish-red-colored wine exhibits a great intensity and structure

Nose: this aromatic wine combines aromas of redcurrant, morello cherry, herbs and paprika. Vanilla and caramel hints, granted by its 9 -month- French oak aging, are also perceived 


Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Fazia tanto tempo que não íamos ao Zona Sul comer pizza e beber um vinhozinho, mas nesta noite, apesar de nossa insistência, acabou se revelando uma ideia não muito boa. Primeiro, havia uma fila enorme, todas as mesas ocupadas. Quando conseguimos uma mesa, ela era daquelas altas, perto dos congelados. Um frio! Pedi minha pizza de atum, mas ela veio alagada. Acho que agora vou ficar um longo tempo sem comer pizza de atum no Zona Sul... Claudio resolveu escolher um vinho. Quando vamos ao Zona Sul, raramente compramos um vinho muito caro, mas se arrependimento matasse... Vinho simples de mais, não vale os R$ 29, não mesmo. Trouxemos boa parte do vinho para casa - mas ninguém mais bebeu. Foi uma noite meio desastrada e para completar na manhã seguinte amanheci gripada. Tudo bem que quase pedi para ficar mal. Neste dia, fui à academia, saí com o corpo quente e decidi tomar um suco de morango geladíssimo na casa de sucos da esquina. Quando voltei caminhando para casa, estava um friozinho. Ao invés de tomar banho logo, resolvi lavar louça, com os pés descalços. Depois de tomar banho, resolvemos ir comer pizza no Zona Sul e saí com o cabelo molhado. Resultado: gripe na certa! E logo dois dias antes da entrevista que fazia parte da seleção de doutorado...
Nota: 85

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Fomos comer pizza no Zona Sul. Surgiram alguns novos vinhos nas gôndolas do Zona Sul e para testar acabei pegando este argentino. Escolhi esta garrafa por ser um Cabernet Franc. Sempre gosto de provar vinhos desta cepa e criou uma expectativa sobre esta garrafa. Mas, logo ao primeiro gole, veio a decepção. Não é um vinho ruim, mas um vinho sem personalidade. É aquele tipo de vinho padrão: fruta com um pouco de madeira, sabor muito parecido com uma série de outros vinhos e sem características da cepa. Muitas pessoas irão curtir este vinho, mas me decepcionou. Ficou o desejo de provar um bom Cabernet Franc.
Nota: 84.0

Circuito Brasileiro de Degustação













Participamos no dia 27 de outubro da edição carioca do Circuito Brasileiro de Degustação realizada no Iate Clube do Rio de Janeiro pelo Ibravin. Claudio foi convidado para participar de uma mesa-redonda sobre espumantes.

Comentário da Rafaela
Neste dia, eu estava supercansada. Cheguei da rua e resolvi dormir um pouco, antes de ir para o Iate. Claudio foi antes, pois iria participar da mesa-redonda sobre espumantes. Uma pena que perdi. Quando cheguei, a mesa-redonda havia recém-acabado. Provamos alguns vinhos e logo fomos assistir a palestra da Deise Novakoski, consultora de vinhos do Zona Sul e autora de uma coluna sobre bebidas todos as sexta-feiras no jornal O Globo. Foi bem interessante, pois compartilhamos algumas opiniões. Uma delas é de que beber vinho não é algo glamuroso - ou não deveria ser. Vinho bom é aquele que a gente gosta e fim de papo. E eu gostei bastante da seleção escolhida, mas confesso que provei só um pouquinho, pois a dor de cabeça começava a voltar. Depois da feira, jantamos no Iate mesmo, lembramos da tia Cremilda, que frequentou o clube por décadas. Fizeram-nos companhia Julia e Gilberto, Ricardo e Tatiana. Foi bem divertido.


Comentário do Claudio
Com atraso publico aqui as minhas impressões sobre o ótimo evento que aconteceu no Iate Clube do Rio de Janeiro, o Circuito Brasileiro de Degustação, organizado pelo Ibravin. Esta é uma iniciativa muito interessante e importante para a divulgação do vinho brasileiro. Depois de passar por Porto Alegre e São Paulo, o evento desembarcou no Rio de Janeiro e em um local muito bonito, em um dia de sol. Cerca de 500 pessoas visitaram participaram, provando vinhos de 25 vinícolas brasileiras. Foram aproximadamente 200 rótulos de algumas regiões vinícolas brasileiras. Muita novidade foi apresentada, inclusive muitos vinhos que não conseguimos achar para vender por aqui. Algumas surpresas, como o bom Syrah vindo do sul de Minas Gerais, alguns vinhos muito interessantes vindos do Nordeste, da vinícola Ducos, alguns ótimos vinhos das cepsa Marselan e Tannat, isto sem falar nos espumantes. Fui convidado a participar de uma mesa-redonda sobre espumantes brasileiros. Coube a mim degustar e comentar o Aurora Brut Pinot Noir. Participando da mesa estavam também Affonso Nunes, Rogerio Dardeau, Cacá Azevedo e Pedro Hermeto. Foi um bate-papo agradável e discontraído, como a bebida sugere. Na sequência, assisti a palestra  "Diversidade dos vinhos Brasileiros". Foi interessante provar vinhos de quatro regiões diferentes do Brasil e observar a reação dos participantes. Este evento é uma iniciativa importante para aproximar os vinhos e produtores dos consumidores. Conversando com o Diego Bertolini e com o Orestes de Andrade do Ibravin, fiquei sabendo que eles já estão programando duas edições para o próximo ano.

27 de novembro de 2011

Vinhos Salton no Winebar

Nome: Salton 100 anos Nature / Gamay / Salton Talento
Safra: - / 2011 / 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Vinícola Salton
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir 70% e Chardonnay 30% / Gamay 100% / Cabernet Sauvignon 60%, Merlot 30% e Tannat 10%
Teor alcoólico: 12% / 12% / 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: Gentilmente enviados pela Vinícola Salton, em parceria com Winebar
Degustado em: 24 de outubro de 2011
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Carne de forno com batatas assadas com alecrim e alho
Com quem: Claudio

Comentário do Produtor
Salton 100 anos Nature: Coloração amarelo ouro, com grande desenvolvimento de finas borbulhas, com geração de correta formação de espuma. Aromas que lembram: cevada tostada, pão torrado, mel, nozes, baunilha, avelã, café. Paladar cremoso com excelente acidez cítrica.
Gamay: Límpido com coloração cereja viva aroma de frutas como: amora, framboesa, cereja, romã e uva. Flores como: rosa, violeta e lavanda. Seu sabor é suave e leve.
Salton Talento: Límpido com coloração roxo intenso com bouquet que lembra ameixa e uvas passas, pequenos frutos negros (cassis, amora, mirtilo e framboesa), algo de violeta, chocolate, cogumelo, nozes. Seu sabor é penetrante canforado, com taninos macios, sedosos e marcantes. Excelente retrogosto de frutas e grande permanência do sabor no paladar.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Vale destacar os belos rótulos desenvolvidos pela Salton. Equilibrados, com personalidade.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Participei de mais uma edição do Winebar, projeto dos amigos Daniel Perches e Alexandre Frias. Quem ainda não conhece, vale a pena assistir o video da degustação realizada com os vinhos Salton. Foi uma das melhores edições, com transmissão direta da Cave de Pedra da Salton e com a participação do simpático enólogo Vinícius. Foi muito didático, vale a pena assistir. Começamos provando um espumante de edição limitada, criado para comemorar os 100 anos da vinícola. Espumante de bonita cor dourada, perlage fina e intensa. No nariz, notas como mel, maçã e algo cítrico. Na boca, possui boa acidez, muitas notas cítricas. Destaque para o sabor intenso no fim de boca. Um bom espumante, mas que não será produzido novamente. Série especial. Na sequência, provamos um lançamento da vinícola: o Gammay. Vinhos desta uva sempre causam uma boa discussão. Em geral, são vinhos muito leves, frescos, com muita vivacidade e frutas vermelhas em boca. Muita gente não gosta, mas ele agrada a quem busca vinho com estas características. Achei que este exemplar da Salton cumpre esta função. É bem feito, leve e agradável. Tem uma proposta bem definida e, pensando nesta proposta, acredito ser um vinho que irá agradar. Dias depois, durante o Circuito Brasileiro de Degustação, assisti a palestra da sommelier Deise Novakoski, na qual ela destacou estes aspectos. Para finalizar, foi degustado o Talento 2006. Um bom vinho, provado dias atrás durante a vertical de Salton Talento. Uma noite agradável. 
Nota: -

Vertical do Salton Talento

Nome: Salton Talento
Safra: 2002 - 2004 - 2005 - 2006 - 2007
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Salton
Importador: -

Uvas/Corte: 60% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 10% Tannat
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 13 de outubro de 2011
Onde bebeu: Restaurante Ícaro, no Rio
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio e demais convidados do evento

Comentário do Produtor
-

Comentário do Claudio
Participei de uma degustação vertical do Salton Talento, realizada aqui no Rio de Janeiro, a convite dos amigos, blogueiros e diretores da SBAV, Affonso Nunes e sua esposa Cacá. O evento ocorreu em um restaurante no shopping Rio Sul e contou com a presença do enólogo da vinícola, Lucindo Copat (eleito enólogo do ano em 2010). Na programação da noite, cinco safras diferentes do tão falado Salton Talento. Um vinho que logo em sua primeira safra tornou-se uma referência entre os vinhos brasileiros. Estava curioso para ver o comportamento e diferenças das safras.
Inicialmente, Lucindo falou um pouco dos 101 anos da vinícola e do início do projeto Talento. A Salton é uma gigante que produz vinhos de uvas vindas de mais de 500 hectares, não só de vinhedos próprios, mas também de 600 produtores cadastrados. Vínícola voltada à produção de grande quantidade de garrafas. O projeto Talento foi a tentativa de produzir um vinho de altíssima qualidade, buscando as melhores parcelas dos vinhedos para produzir um vinho premium. Foram 30 mil garrafas produzidas na primeira safra em 2002, que foi um sucesso de crítica.
Começamos a degustação pelo 2007. Um vinho ainda novo e que achei com um grande potencial para evolução. Paladar intenso, notas de frutas maduras como ameixa. Cresceu na taça. Um vinho que estará muito interessante com mais uns dois anos de garrafa. Vale ficar de olho. Partimos para o 2006, vinho que está sendo comercializado atualmente. Já pudemos notar as diferenças. No nariz, era um vinho bem aberto e franco. Na boca, mostrou-se um vinho de perfil novo mundo, com muita fruta, notas doces, fácil, estilo moderno. Na taça, não evoluiu tanto, mas é um vinho que tende a agradar. Partimos para o 2005, um perfil diferente do anterior. Já mostrava uma certa evolução, com boa presença em boca. Notas doces desapareceram, sobressaindo algo de pimenta preta. Nariz estava mais fechado. Um vinho interessante. Com o 2004 aconteceu um contratempo: uma das garrafas servidas estava bouchonné. Depois de ter a taça trocada, me pareceu o vinho mais difícil da noite. Paladar um pouco fechado e não deve evoluir mais. Por último, e para mim o campeão da noite, o Talento 2002, já bem evoluído, muito macio e em seu auge. Muito diferente dos mais jovens, um perfil mais velho mundo.  Foi interessante ver as diferenças entre os vinhos. Após a apresentação, degustamos também o gostoso Salton Desejo.

24 de novembro de 2011

Amadeu Brut Rosé


Nome: Amadeu Brut Rosé

Safra: -
País: Brasil
Região: Pinto Bandeira
Produtor: Vinícola Cave de Amadeu
Importador: -

Uvas/Corte: 50% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon e 20% Pinot Noir
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 70
Onde foi comprado: Oui Oui
Quando foi comprado: 20 de outubro de 2011
Degustado em: 20 de outubro de 2011
Onde bebeu: Oui Oui
Harmonizado com: Diversas comidinhas
Com quem: Claudio, Rafaela, Tatiana e Rodrigo

Comentário do Produtor
Amadeu: O Espumante Amadeu Brut Rosé é elaborado pelo método champenoise, trazendo um caráter mais jovial. NOTAS DE DEGUSTAÇÃO:Apresenta uma bela coloração cereja claro, com excelente perlage. Boa intensidade aromática lembrando frutas vermelhas, como morango. No paladar, apresenta uma boa acidez; agradável e versátil para comida.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Se existe alguém que gosta de comemorar aniversário tanto quanto eu - e que adora tirar fotos também -, esta pessoa é a Tati, minha colega de mestrado que se tornou uma grande amiga nos últimos anos. Tati é dessas pessoas fáceis de se gostar. Ela é alegre, positiva, trata as pessoas com delicadeza e é sempre gentil. Além de tudo isso, é daquelas pessoas que sentem prazer em ajudar os outros. E eu precisei e abusei dessas ajudas ao longo do mestrado - e depois dele também. Por isso, a alegria não poderia ser maior quando o Rodrigo, namorado à altura da Tati, nos chamou para comemorar o aniversário dela no Oui Oui. Sentimo-nos honrados. :-) No começo até pensei se não seríamos meio intrusos, se não estragaríamos uma comemoração romântica, mas depois me lembrei que era o aniversário da Tati e ela, no final, ficaria feliz por compartilhar um momento especial desses com outras pessoas. O jantar foi muito bom, comidinhas deliciosas do Oui Oui, companhia especial. E ainda teve este espumante, que adoramos, para acompanhar. Não poderia ter sido um encontro mais feliz. :-)
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo um pouco fechado e pesado devido ao preto. Poderia ser mais atraente e leve. Não espelha a bonita cor do espumante.
Exame visual: Linda cor, algo de pêssego rosado.
Exame olfativo: Morango, muito agradável.
Exame gustativo: Noite especial em comemoração do aniversário da Tatiana. Rodrigo escolheu este espumante, velho conhecido aqui do blog. Por sinal em uma vez que eles vieram aqui em casa nós tínhamos degustado este mesmo espumante rosé. Foi uma boa escolha que acompanhou muito bem as várias comidinhas que pedimos no Oui Oui, um restaurante que recomendamos. Este espumante é tiro certo: boa presença em boca, tem uma certa estrutura que faz ser uma boa companhia para comida. Paladar agradável, leve fruta em boca. Vale provar!
Nota: -

17 de novembro de 2011

Conversa 2008 / Simonsig Pinotage 2007 / Perez Cruz Cabernet Sauvignon 2007

Nome: Conversa / Simonsig / Pérez Cruz
Safra: 2008 / 2007 / 2008
País: Portugal / África do Sul / Chile
Região: Douro /Stellenbosch / Valle del Maipo
Produtor: Niepoort / Simonsig / Viña Párez Cruz
 Importador: Mistral / Pacific / Abflug

Uvas/Corte: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e outras / Pinotage / 91% C.Sauvignon, 6% Merlot,2% Syrah and 1 % Carménère
Teor alcoólico: 13% / 14,5% / 14%
Rolha: Cortiça / Cortiça / Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado:  -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 11 de outubro de 2011
Onde Bebeu: Clube Paysandú,  no Rio
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio, Marcelo, Miguel e Ricardo

Comentário do Produtor

Cor rubi muito viva, com notas de fruta vermelha e especiarias, juntamente com um leve carácter
xistoso. Na boca é vibrante e apetecível, com taninos suaves e uma excelente acidez permitindo um
longo final.

Dark Persian Red. Youthful sweet notes of raspberry and red berries. The silky smooth tannins carries the magical flavours of this unpretentious grape, saturating your palate with red berry fruit flavours and a touch of spice.

Este vino es un típico Cabernet Sauvignon del valle del Maipo, que re!eja muy bien la tipicidad del Maipo Alto, con notas a frutas rojas maduras, pimienta negra, vainilla, frutos secos y una clásica nota de aromas de "nas hierbas como estragón y laurel. En boca es graso, concentrado y con taninos redondos, es un vino que transmite muy bien nuestro Terroir re!ejando al mismo tiempo el paisaje donde se encuentran nuestros viñedos. Estas características hacen que sea una excelente alternativa para los amantes del buen vino que buscan un vino abordable para compartir.

Comentário do Claudio
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Mais uma edição do encontro mensal dos colegas de faculdade. Fomos para a varanda do clube Payssandu. Lá podemos levar nossas garrafas e a taxa de roha é de honestos R$ 10,00. Começamos a noite com uma meia garrafa do Douro, o Conversa. Este vinho possui um rótulo bem inusitado e interessante em forma de História em quadrinhos. Tinha provado alguns vinhos da Niepoort no recente evento "Douro Boys" que esteve aqui no Rio. Assim como os outros, gostei muito da qualidade deste vinho do Douro. Um vinho de corpo médio, com um perfil que me agrada com taninos redondods e sem excessos na boca. Gostei bastante. Já não bebia um Pinotage há algum tempo e o nosso segundo vinho da noite foi este Sul Africano levado pelo Marcelo. Um vinho com um perfil diferente do primeiro, com muita fruta na boca. Para mim um pouco de geléia demais, mas os outros gostaram. É um vinho bem feito, mas não é o meu estilo preferido. Para fechar a noite um Cabernet da ótima vinícola Perez Cruz. Já havia provado este vinho em um evento onde toda a linha da vinícola foi apresentada. Um Cabernet chileno misturado com um pouquinho de outras cepas. Vinho muito equilibrado, paladar agradável em boca e fácil de se gostar. É uma boa compra. Foi mais uma noite agradável na varanda do clube.
Nota: -

16 de novembro de 2011

Casal Mor / Doña Dominga

Nome: Casal Mor / Doña Dominga
Safra: -
País: Portugal / Chile
Região: -
Produtor: Caves Primavera / Viña Casa Silva
Importador: -

Uvas/Corte: -
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pela Rosa Ana
Onde foi comprado:  -
Quando foi comprado:
Degustado em: 7 de outubro de 2011
Onde Bebeu: Casa da Ana Rosa
Harmonizado com: Delícias variadas
Com quem: Claudio, Rafaela, Tatiana, Antonio, Ana Rosa, Maurício, Neusa e Angela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este encontro estava marcado desde junho, quando nos reunimos pela última vez em nossa festa junina. Estávamos contando os dias. Finalmente, a sexta-feira tão esperada chegou. Eu adoro reencontrar meus colegas de mestrado. Há sempre uma energia muito boa, damos muita risada e saímos de lá nos sentindo muito leves. Adoro muito. Sempre há um vinhozinho para acompanhar. Desta vez, a nossa anfitriã, a Ana Rosa, caprichou e escolheu um ótimo português. Ela sempre tem boas dicas portuguesas e este vinho estava excelente.
Nota: -

Comentário do Claudio
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Começamos a noite com um português muito agradável que a Ana Rosa nos ofereceu. Esta garrafa foi rápido e depois abrimos o segundo vinho da noite, o Doña Dominga. Este corte de Cabernet/Carmenere já foi comentado aqui no blog. É um vinho fácil, com notas doces e corpo médio. Irá agradar quem não costuma beber vinhos regularmente. Não fiz anotações sobre os vinhos pois o papo e as comidas estavam ótimos.
Nota: -

13 de novembro de 2011

Sfursat 2006

Nome: Sfursat
Safra: 2006
País: Itália
Região: Sforsato de Valtelina, Chiuro
Produtor: Nino Negri
Importador: -

Uvas/Corte: Nebiolo (Chiavennasca) 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça 100%
Numeração da garrafa: -
Preço: 19,88 euros
Onde foi comprado: Verona, na Itália
Quando foi comprado: 14 de setembro de 2010
Degustado em: 15 de outubro de 2011
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa com molho de carne
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Intense garnet colour, with brick red hues; heady, very distinctive, complex bouquet, with
a strong spiciness (cloves, cinnamon, pepper) and with hints of plum preserve, dried grapes
and tar; dry, warm, savoury, well balanced flavour, with an elegant, lingering aftertaste of
toasted hazelnuts and liquorice.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Estou tentando perder alguns quilos, o que tem se revelado bem difícil. Então durante a semana tenho evitado consumir álcool, mas no sábado, resolvemos aproveitar o tempinho frio, a chuva lá fora, para preparar um jantar gostoso em casa e abrir um vinho. Para acompanhar a massa, nada melhor do que um italiano. Este vinho, compramos no ano passado, durante nossa passagem por Verona. É um vinho muito gostoso. Combinou perfeitamente com o clima. Mesmo que meu coração seja dos Amarone, este nebbiolo estava fantástico. É leve no início, mas depois você vai sentindo os 14,5%.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
O rótulo deste vinho foi trocado recentemente. Está mais elegante que esta garrafa que degustamos agora.
Exame visual: Cor clássicas dos vinho feitos de Nebbiolo. Leve atijolado e com aspecto de vinho antigo.
Exame olfativo: Não me pareceu muito rico. Difícil definição.
Exame gustativo: Um vinho italiano muito interessante e no ponto para ser bebido. Boas características da cepa. Evoluiu bem com um tempo na taça. Apresentou notas de cacau e frutas, mas algo diferente, com um sabor bem peculiar. Boa acidez e final mais presente na garganta. Vinho bom para acompanhar comida. Boa experiência.
Nota: 88,0 +

1 de novembro de 2011

Vallontano Brut #cbe

Nome: Vallontano Brut
Safra: -
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Vallontano Vinhos Nobres
Importador: -

Uvas/Corte: 75% Chardonnay, 25% Pinot Noir
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Mistral, na Gávea
Quando foi comprado: 17 de outubro de 2011
Degustado em: 18 de outubro de 2011
Onde Bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Frango com legumes e arroz
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Apresentando nuances e aromas cítricos e florais com cor límpida e brilhante, o elegante espumante VALLONTANO BRUT, elaborado a partir de um corte das variedades Pinot Noir e Chardonnay, revela-se um espumante de grande personalidade.
Sua perlage é fina e persistente, com boa espuma, excelente corpo e acidez correta. A elegância e harmonia são marcantes neste espumante que mescla delicadeza e persistência para brindar os seus melhores momentos.
HARMONIZAÇÃO: Aperitivos e entradas, carnes brancas, frutos do mar, ostras, caviar e cozinha japonesa.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor de champagne.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este espumante chamou a minha atenção por apresentar um gosto doce combinado com um leve amarguinho. Ou seja, doce na medida certo, amargo na medida certa. Claudio achou que poderia ter comprado a garrafa normal, mas eu sou a favor das meias garrafas, especialmente para serem bebidas assim, descompromissadamente em um dia de semana. Servem para acompanhar uma refeição, sem alterar o ânimo, especialmente sem alterar o dia seguinte.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Vale um redesign. Não empolga.
Exame visual: Dourado levemente escuro.
Exame olfativo: Nariz com muita intensidade, com destaque para frutas como pêssego. Leve notas de pão. Muito bom.
Exame gustativo: Passei pela Mistral dia desses e vi esta meia garrafa do Vallontano Brut. Deveria ter escolhido a garrafa inteira. É um espumante muito agradável, muito bem feito, fácil de beber. Espumante de boa acidez, pede mais uma taça e a garrafa acaba rápido. Bem refrescante, não é muito complexo, mas com boa presença em boca, vai agradar. Final de boca com algumas notas doces. Vai acompanhar bem uma comida leve. É uma boa opção, vale provar. De prefência em um dia quente. Boa compra.
Nota: 87.0 +

Caravana dos Vinhos Tricolores

Caravana dos Vinhos Tricolores foi o nome dado à degustação de vinhos franceses realizada com apoio do governo francês em três cidades brasileiras. Aqui no Rio, o evento ocorreu em 6 de outubro, no antigo Le Méridien, que agora chama-se Windsor Atlântica.

Havia 13 expositores. Ao entrar na degustação, os convidados recebiam um livreto, em português, com informações sobre a vinícola e a produção.

Comentário da Rafaela
Começamos provando os espumantes, mas foi na segunda mesa que encontrei os vinhos que mais gostei, da Domaine Pierre Chauvin. Atendidos por uma simpática francesa, que na infância morou em São Paulo e falava perfeito português, provamos dois rosés que passaria um ano bebendo sem problemas. Ela falou sobre a vinícola, mas especialmente sobre o vinho fantástico feito por ela, o Le Rosé de Madame, 2010. Tentamos comprar uma garrafa, mas, infelizmente, ela não estava vendendo ali. Agora, teremos de ir à França para comprar. Todos os produtores eram bem simpáticos, mas um deles superou os outros. Tratava-se de Mamadou, um senegalês muito simpático. Claudio e ele engataram uma conversa sobre branding bem interessante. Eu fiquei por ali, aproveitando o ótimo rosé que ele me serviu. Acho que ele acabou notando o quanto eu havia gostado do vinho, pois me presenteou com uma garrada, superquerido o moço bonito do Senegal. :) Esta foi uma degustação diferente, pois havia menos pessoas, acreditamos que a maioria convidados. Algumas das vinícolas procuram importadores, inclusive a ótima Domaine Pierre Chauvin e a rebuscada Gemcellar, representada pelo Mamadou. Se eu fosse um importador, não perderia tempo e fazia logo contato com eles! :-)

Comentário do Claudio
A Caravana de vinhos franceses foi marcada por ser uma feira não muito grande, com bons vinhos focados em custo/benefícios e cheia de expositores simpáticos. Provamos alguns bons vinhos, que ainda não tem importadores para o Brasil. Vinhos com um perfil de acompanhar uma refeição descompromissada. Provamos boas coisas do Loire, do Domaine Pierre Chauvin, da novata Cave Chevalier do Rhône,  Champagne Chapentier e o grande destaque ficou para um Champagne Pierre Chauvin. Estamos na torcida para que alguns destes vinhos cheguem ao Brasil e principalmente com bom custo.