28 de outubro de 2010

Domaine Doussot-Rollet - 2007 - Chorey-les-Beaune


Nome: Domaine Doussot-Rollet
Safra: 2007
País: França
Região: Chorey-les-Beaune - Côte d'Or
Produtor: Domaine Doussot-Rollet
Site: -
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico:13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 12 euros
Onde foi comprado: Nicolas, em Beaune
Quando foi comprado: 1 de setembro de 2010
Degustado em: 5 de setembro de 2010
Onde bebeu: Hotel Campanille, em Manosque
Harmonizado com: Pizza de queijos, comprada em um trailer, na rua principal de Manosque
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vin pouvant être suivi de la mention Côte de Beaune et sont élaborés à partir de Pinot Noir.Couleur brillante, un attaque au nez sur les fruits rouges telque la mûre, la cerise, la framboise, qui, en bouche, est très équilibré, peu tannique.

Comentário da Rafaela

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Tiramos o domingo para conhecer um pouco mais do Luberon. Visitamos nesse dia Gordes, Roussilon e Menerbes. Gordes é bonita, fica no alto de uma montanha. Caminhamos um pouco por lá, almoçamos e seguimos para a avermelhada Roussilon. Acho que estávamos meio cansados nesse dia e estava muito quente, pois resolvemos ficar apenas pelo centro da cidade, com preguiça de ir caminhar mais longe. É interessante notar que nessa região, as casas costumam ser feitas de pedra e tem uma tonalidade clara. Não em Roussilon. Como a terra é avermelhada, as construções todas seguem esse tom. É bonito de se ver. Gostei muito. Para encerrar o dia, visitamos também Menerbes, onde paramos para tomar uma bebida gelada. No caminho para Manosque, onde dormiríamos por ser perto da fábrica da L'Occitane, onde iríamos cedo no dia seguinte, passamos por um museu bem interessante: de saca-rolhas. Foi bem interessante, pois mostra a evolução dos abridores. No mesmo local, fica uma vinícola. Aproveitamos para comprar dois vinhos que degustamos. Dali, seguimos para Manosque. Chegar no domingo à noite, já meio tarde, nos deixou preocupados, mas relaxamos ao avistar um trailer onde eram vendidas pizzas feitas na hora. Beleza! Depois de nos instalarmos no hotel, fomos lá buscar nossa bela pizza! O vinho era bom, mas não inesquecível.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: Típica cor de Pinot Noir, claro.
Exame olfativo: Um pouco fechado e com leve álcool aparente.
Exame gustativo: Chegamos a Manosque e já estava anoitecendo. Passamos por um trailer que fazia pizza em forno à lenha e como as coisas estavam fechadas por lá, resolvemos provar a pizza com um vinho que havíamos comprado em Beaune. É um Pinot de corpo leve Um pouco de gás carbônico no início. Sabor clássico de Pinot Noir, com um final bem marcado e de boa permanência. Um vinho agradável que acompanhou bem a nossa pizza feita no forno à lenha.
Nota: 87.0

27 de outubro de 2010

Pergunta da Semana - 192

Nas últimas semanas, temos feito posts sobre os vinhos que bebemos em nossa última viagem. Inspirados por esse assunto, nesta semana o Le Vin au Blog pergunta:

- Quando você viaja, provar comidas e vinhos diferentes faz parte dos seus objetivos?

26 de outubro de 2010

Convite 19ª Harmonização Virtual entre Blogs - Participe.

Depois de meses de pausa, uma receita leve e criativa, sugerida pelo Gourmandise, e um vinho branco francês, indicado pelo Le Vin au Blog, marcam a retomada das Harmonizações Virtuais entre Blogs.

Para receber a receita e o nome do vinho, envie um e-mail para Gourmandise gourmandisebrasil@hotmail.com) e/ou para o Le Vin au Blog (levinaublog@gmail.com).

O resultado da harmonização será publicado no dia 16 de novembro de 2010.

Convidamos todos os amigos blogueiros e também quem gosta de cozinhar e de beber vinhos para participar. Se você não tiver um blog, não se preocupe, pode usar os nossos para mostrar o resultado da sua experiência.

Participe!

Domaine Combe Juliere - Rasteau 2007


Nome: Domaine Combe Juliere
Safra: 2007
País: França
Região: Rasteau AOC Côtes du Rhône Villages
Produtor: Domaine Combe Juliere
Site: http://www.combe-juliere.com/
Importador: -

Uvas/Corte: 70% grenache, 20% mourvedre e 10% carignan
Teor alcoólico:14,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 7 euros
Onde foi comprado: Festa Les 15eme Ban des Vendanges
Quando foi comprado: 4 de setembro de 2010
Degustado em: 4 de setembro de 2010
Onde bebeu: Festa Les 15eme Ban des Vendanges, em Avignon
Harmonizado com: Frango assado e pães, comprados na própria festa
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Ce vin se présente sous une très belle robe, soutenue et sombre, aux reflets violacés. Le nez de réglisse et de fruits rouges cuits est intense, riche et complexe. La bouche révèle une belle concentration avec une structure tannique ronde et soyeuse. Les arômes de confiture de fraise sont très présents

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois de um belo dia no Luberon, passeando por aquelas cidadezinhas charmosas, chegamos de volta a Avignon para uma festa que havíamos visto o cartaz na noite anterior ao andar pela praça central. Ficamos curiosos e bem animados. Quando chegamos ao centro de Avignon, avistamos várias pessoas com tacinhas de vinhos. Ficamos meio nervosos... Será que já havia acabado? Subimos quase correndo a ladeira que levava ao parque Cathédrale de Notre Dame des Doms, onde estava sendo realizada a festa. Quando chegamos mais perto, logo vimos que a festa ainda ia longe. Compramos nossas tacinhas, dois euros cada, ainda conseguimos degustar alguns vinhos que estavam sendo apresentados pelos produtores da região. Feito isso, resolvemos dar uma olhada em algo para comermos. Gostamos do frango e, principalmente, das batatas. Compramos o vinho e fomos para a fila do frango. Quando chegou nossa vez, depois de longa, mas agradável, espera, não havia mais batatas, mas mesmo assim o jantar foi tribom. O astral do lugar, da festa, da vista para o rio Rhône, tudo ajudou a termos uma noite fantástica. Para completar, a banda tocava rock e depois de termos jantado, fomos para lá dançar. Acho que nunca tinha dançado tanto. Tocou até uma música que adoro, do filme Pretty in Pink. Amei! Saímos felizes.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo comemorativo com a identidade visual da festa.
Exame visual: Rubi intenso
Exame olfativo: Forte e interessante com muitas especiarias.
Exame gustativo: O dia começou com um programa que gosto muito: fomos à cidade de Apt para a grande feira livre que tem na cidade nas manhãs de sábado. A feira é muito bacana, compramos várias coisas gostosas para o nosso almoço. Valeu o passeio. De lá, seguimos para visitar outras cidades da bela região do Luberon. Depois seguimos para visitar Châteauneuf-du-Pape. Visitamos algumas caves, degustamos vinhos e resolvemos ir até o Domaine du Pegau, pois queria comprar uma garrafa para trazer. Começamos um bate-papo com o senhor que estava tranquilamente sentado na cave esperando por algum cliente. Falamos em todas as línguas existentes, começávamos em espanhol, emendava em um italiano, passava para francês e ainda teve português e inglês. Degustamos uma taça do ótimo vinho que foi aberta na hora para a gente. Resolvemos pedir uma garrafa para levar. Aí o senhor perguntou: "Vocês estão viajando de carro?" "Sim." "Ainda vão viajar por muitos dias?" "Sim." "Então não vou vender para vocês. O vinho vai sofrer durante essa viagem e quando vocês forem abrir ele não estará bom!" Acabamos comprando outros vinhos em uma loja perto dali... De lá, seguimos para a festa de início da colheita em Avignon. Não há nada melhor que quando você está viajando, chega a algum lugar e encontra uma festa local, algum evento inesperado ou alguma celebração tradicional do lugar. Isto é muito bacana e acaba sendo sempre momentos únicos nas viagens. Já havia passado por esta situação na Espanha e agora participamos desta festa em Avignon. A noite estava bonita, o visual do Rio Rhône e do Palais du Pape perfeito e o clima das pessoas, ótimo. Todos estavam bebendo vinhos. Depois de comprar as taças do evento, provamos alguns vinhos que estavam sendo oferecidos pelos produtores locais e compramos uma garrafa oficial do evento. O vinho bem feito, com bom corpo, notas de especiarias e final com algo de pimenta. Muito interessante e harmonizou perfeitamente com o clima, a música, o local e toda a festa. Foi uma ótima noite, aproveitamos bastante.
Nota: 87.0+

25 de outubro de 2010

Domaine Le Malaven - Côtes du Rhône 2008


Nome: Domaine Le Malaven
Safra: 2008
País: França
Região: Côtes du Rhône
Produtor: Domaine Le Malaven
Site: http://www.domainelemalaven.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Grenache noir, syrah, mourvédre e cinsault
Teor alcoólico:13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 12 euros (375ml)
Onde foi comprado: Restaurante Le Lutrin, em Avignon
Quando foi comprado: 3 de setembro de 2010
Degustado em: 3 de setembro de 2010
Onde bebeu: Restaurante Le Lutrin, em Avignon
Harmonizado com: Menu Provença (terrine + carne marinada no vinho tinto - Claudio) e Menu Vegetariano (salada + macarroni - Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Typologie des sols : Terroir de Galets
Encépagement : Grenache noir,Syrah, Mourvèdre, Cinsault
Qualités visuelles : Une robe rubis pourpre sombre
Qualités olfactives : le nez intense et flatteur évoque les fruits noirs avec des notes florales, de réglisse et d’épices.
Qualités gustatives : En bouche, un équilibre harmonieux s’établit grâce à des tannins fins, du gras, une longueur sur le fruit.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Caminhamos pelo centro de Avignon, à procura de um restaurante. Queríamos ir ao La Fourchette, mas era impossível sem reserva. Então, fomos para a praça central. Claudio tem horror a restaurante para turistas. Fiquei argumentando que não éramos outra coisa senão turistas ali... Acabamos num menos apelativo, o Le Lutrin. A comida estava muito boa. Adoro essas saladas com molhos bacanas. Sempre volto para casa pensando que deveria aprender a fazer molhos para minhas saladas... O vinho não fez feio diante dos pratos. No dia seguinte, partiríamos para o Luberon!
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Degustamos esta meia garrafa durante nosso jantar na cidade de Avignon. É um Côtes du Rhône com corpo leve, notas de especiarias e com um final marcado por fruta madura. Um vinho que pede comida, cresceu muito com o prato. Bem feito, correto e agradável. O clima estava bem agradável na noite de Avignon.
Nota: 87.0

24 de outubro de 2010

Marcel Lapierre MMIX


Nome: Marcel Lapierre MMIX
Safra: 2009
País: França
Região: Villié-Morgon
Produtor: Marcel Lapierre
Site: http://www.marcel-lapierre.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Gamay 100%
Teor alcoólico: -
Rolha: Sintética
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido por Mathieu Lapierre, filho de Marcel Lapierre
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: 1º de setembro de 2010
Degustado em: 3 de setembro de 2010
Onde bebeu: Nîmes e Bonnieux, no Luberon, Provence
Harmonizado com: Saladas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Antes de partirmos para Pont du Gard, uma impressionante construção de mais de 2 mil anos existente na região de Nîmes, passamos em um Carrefour para comprar nosso café da manhã. Seguindo nosso regime de engorda, escolhemos uma baguette, uma manteiga président (que, aliás, é a mais barata nos supermercados franceses, pagamos menos de um euro...) e um suco de laranja. Eu fico muito impressionada com construções antigas. Neste caso não foi diferente. Poderia ficar horas e horas apenas olhando para aquele aqueduto e pensando todo tipo de gente que já havia parado ali para contemplá-lo. Olhando para as águas cristalinas que passavam por baixo da ponte, chegamos à conclusão que os rios são muito mais limpos por lá do que por aqui. Encontramos muitos assim por onde passamos. Acabamos indo almoçar em Nîmes, ainda com os vinhos dos Lapierre. Desta vez, o mais poderoso, que é feito só com as melhores safras. Fantástico! Durante a tarde, visitamos Nîmes e Arles. No final da tarde, fomos até Les Baux de Provence, onde se paga ingresso para entrar, pois a própria cidade é um museu a céu aberto. Pena que estava muito tarde e tudo já estava fechando. A cidade é toda de pedra, linda, linda! Dali, fomos direto para Avignon.
Nota: 92.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Clássico estilo francês.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este é um vinho especial. Ele foi aberto durante a visita à vinícola na quarta feira na parte da tarde, degustamos uma taça ali. Naquela noite (leia os posts anteriores) provamos mais uma tacinha dele. No dia seguinte, uma taça foi provada durante o almoço e depois mais uma à noite. Finalmente, no almoço de sexta feira, finalizamos a garrafa. Ela estava fechada apenas com a rolha e viajou conosco balançando no carro e sofrendo variação de temperatura. Surpreendentemente em todos os momentos em que provamos o vinho, ele se apresentou cada vez melhor. Este é o vinho produzido pelos Lapierre com maior complexidade e corpo sem perder as característica de fruta e pureza. Este vinho é produzido com uvas de parcelas especiais dos vinhedos e apenas em anos de boa safra. E o resultado é realmente impressionante. Na boca é um vinho complexo, muito rico e com um final longo com um belo desfile de frutas. Feito 100% com a uva Gamay, é um vinho feito com muito cuidado, daqueles vinhos que você guarda na memória. Trouxemos uma garrafa que está repousando em nossa adega. Tem todo o potencial para crescer muito. É possível entender tantas manifestações na imprensa internacional pela morte de Marcel Lapierre.
Nota: 93.0-94.0

23 de outubro de 2010

Pergunta da Semana - 191

Inspirados nos sites de compras coletivas e no vinho que compramos através do Winetag, nesta semana o Le Vin au Blog quer saber:

- Você já comprou alguma oferta em sites de compras coletivas? Compraria vinhos através deste sistema? Gostaria de ver ofertas de rótulos nestes sites?

22 de outubro de 2010

Marcel Lapierre - Morgon 2009


Nome: Marcel Lapierre, com adição de sulfitos
Safra: 2009
País: França
Região: Villié-Morgon
Produtor: Marcel Lapierre
Site: http://www.marcel-lapierre.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Gamay 100%
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido por Mathieu Lapierre, filho de Marcel Lapierre
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: 1º de setembro de 2010
Degustado em: 2 de setembro de 2010
Onde bebeu: Parque central, em Vienne
Harmonizado com: Saladas, baguette
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Desta vez, nosso piquenique foi de alto nível, com direito a mesa e cadeiras. Quase à beira do Rhône. De manhã, conhecemos melhor Lyon. Depois de almoçar, seguimos pelo meio dos vinhedos que ficam à beira do Rio. Eu gostei mais da Borgonha, confesso, mas o lugar ali também era bem bonito. Gastamos várias horas por ali, fazendo fotos e olhando a vista. Inicialmente, pensamos em parar em Orange e seguir para Avignon somente no dia seguinte, mas mudamos de planos no meio do caminho e acabamos reservando um hotel em uma cidade vizinha a Avignon. Ao chegar lá já era começo da noite, o que, com horário de verão, significa quase 21h. Resolvemos então comer em outra cadeia de restaurantes francesa, a Hippopotamus. Havia um restaurante do lado do hotel. Na volta, matamos a terceira garrafa - Marcel Lapierre MMIX - presenteada por Mathieu. E dormimos felizes.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Estilo clássico.
Exame visual: -
Exame olfativo: -.
Exame gustativo: Seguimos na degustação dos vinhos que nos foram presenteados pelo Mathieu. Tinha preocupação sobre como os vinhos iriam se comportar, pois haviam sido aberto na véspera e estavam viajando conosco dentro do carro: balançando, variando temperatura etc. Passeamos pela manhã em Lyon e depois seguimos viagem beirando o Rhône, perto das suas encostas cobertas por vinhedos carregados. Paramos na cidade de Vienne. Sentamos em um belo parque, bem pertinho do Rhône e fizemos mais um "picnic". Bebemos o restante da garrafa do Morgon com pequena adição de sulfitos. O vinho continuava excelente, com sabor limpo e puro. Verdade que é possível perceber uma pequena diferença em relação ao mesmo vinho sem sulfitos, mas nada que tire o prazer de degustar os vinhos dos Lapierre. Funcionou bem com as comidinhas, o lugar e o clima. Definitivamente, são vinhos que deixam saudades. Como na véspera, provei um pouquinho do MMIX. Este é realmente um vinho especial e como fui bebendo-o aos poucos deu para ver a sua incrível evolução, mas isto é assunto para o próximo post. Dali seguimos pelo meio dos vinhedos da Côtes du Rhône. Mais um bonito passeio.
Nota: 91.0

20 de outubro de 2010

Marcel Lapierre - Morgon 2009 / Raisins Gaulois - 2009



Nome: Marcel Lapierre, sem adição de sulfitos / Raisins Gaulois
Safra: 2009 / 2009
País: França
Região: Villié-Morgon
Produtor: Marcel e Mathieu Lapierre
Site: http://www.marcel-lapierre.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Gamay 100%
Teor alcoólico: 12,5% -
Rolha: Cortiça e tampa de rosca
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido por Mathieu Lapierre, filho de Marcel Lapierre
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: 1º de setembro de 2010
Degustado em: 1º de setembro de 2010
Onde bebeu: Terraço do Hotel Au Patio Morand, em Lyon na França
Harmonizado com: Queijos e baguette comprados em uma loja de Villefranche-sur-Saone
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Chegou enfim o dia tão esperado de visitar uma vinícola. Antes, porém, passeamos um pouco por Autun e Tournus. Quando vimos, ainda não tínhamos almoçado e estávamos longe de Villié Morgon, onde fica a propriedade dos Lapierre. A alternativa mais rápida foi comer algo no Quick, uma rede de fast food francesa. Sempre que cometo esse atentado ao meu estômago, de ir a um fast food, sempre me arrependo. Sempre juro ser a última vez... Seguimos então para Villié Morgon, um lugar bem pequenininho. Chegamos à vinícola e fomos recebidos pelo simpático Mathieu. Não ficamos exatamente desapontados, mas havíamos marcado de encontrar o próprio Marcel. Havíamos conhecido aqui no Rio, quando fomos à apresentação de seus vinhos no Hotel Fasano e também dos vinhos de Philippe Pacalet. Comentamos isso com Mathieu, ele disse que Pacalet era seu primo. Ele falou que o pai estava viajando, mas que nos receberia e mostraria a vinícola. Percorremos os vinhedos, visitamos o galpão onde as uvas são fermentadas, fomos até onde estão as barricas. Tudo bem simples, mas bem arrumado. Depois, voltamos à sede, onde fizemos a degustação. Experimentamos quatro vinhos diferentes: um Morgon puro, um outro que recebe pequena adição de sulfitos, um Raisins Gaulois e um Marcel Lapierre MMIX. Todos excelentes. No final, Claudio perguntou se podíamos comprar um daqueles vinhos abertos, com a intenção de bebê-lo à noite, no jantar. Mathieu então falou: "- Os quatro são de vocês!" Eu fiquei toda sem jeito, mas Claudio quase me chutou quando eu estava prestes a dizer que não precisava... Mathieu providenciou uma caixa e saímos de lá com as garrafas que compramos mais essas. Quando disse para Mathieu incluir na conta as duas visitas, ele foi novamente direto: "Eu vendo vinhos, não visitas!" E sorriu. Na saída, nos indicou um passeio para fazermos na região, visitar o lugar mais alto, de onde se pode ter uma vista fantástica de todos os vinhedos. Lá em cima, tomamos uma tacinha do Morgon puro e fizemos um brinde aos Lapierre. Este vinho mais jovem é muito bom! Mal podíamos adivinhar que semanas mais tarde, ficaríamos sabendo que Marcel Lapierre havia morrido. Ficamos muito tristes. Talvez ele até estivesse em casa naquele dia em que estivemos lá, mas já incapacitado de atender a visitas. Depois de deixar a região dos Morgon, seguimos para Villefranche-sur-Saône, onde compramos queijos e uma baguette. Ao chegar a Lyon, percebemos que o quarto do hotel não tinha espaço nem para nossas malas todas, que dirá para armar nosso jantar. Porém, o hotel tinha um terraço, bem bacana, com mesas e cadeiras e ali sim deu para fazermos a nossa festa. Ainda deu para darmos uma volta pelo centro de Lyon, onde tudo fervilhava. A cidade é muito bacana. Quem sabe numa próxima viagem passemos por lá novamente.
Nota: 93.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
O Raisins tem um rótulo divertido e leve, combina com o vinho. O Morgon tem estilo clássico.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Nossa visita à vinícola de Marcel e Mathieu Lapierre foi muito especial. A região é bonita e as instalações da vinícola são simples e funcionais. As uvas já estavam grandes e em mais alguns dias eles iriam começar a colheita 2010. Estavam se preparando para isto. Quem nos recebeu foi o simpático Mathieu. Ao final da visita, fizemos uma degustação com os 4 vinhos que eles produzem, os excelentes: Marcel Lapierre - Morgon sem adição de sulfito; Marcel Lapierre - Morgon com pequena adição de sulfito; o jovem Raisins Gaulois; e o complexo Marcel Lapierre MMIX. Fomos presenteados pelo Mathieu com as 4 garrafas abertas para nossa degustação na vinícola. Saindo de lá, passamos pela simpática e ensolarada cidade de Villefranche-sur-Saône, onde compramos algumas coisas para comermos junto com nossos vinhos. Fomos a uma loja excelente de queijos, onde escolhemos alguns da região para acompanhar os vinhos. Rumamos para Lyon, onde dormiríamos. Nosso "jantar" foi no agradável terraço de nosso hotel, numa noite estrelada. Resolvemos beber primeiro o Morgon sem sulfitos e o jovem Raisins Gaulois. Dois excelentes vinhos feitos da uva Gamay. Em boca, o Morgon sem sulfitos, mesmo sendo próximo, é superior ao mesmo vinho com adição de sulfitos. São vinhos que devem ser provados. Contêm boa fruta, são "limpos", frescos e com boa complexidade. O Raisins é um vinho para ser bebido jovem, de forma descompromissada, tem boa fruta e é divertido como seu rótulo. É aquele tipo de vinho que você beberia uma taça todas as noites e ficaria feliz. Os queijos escolhidos estavam ótimos. Foi um belíssimo "jantar". Foi um dia especial de nossa viagem. E o melhor: ainda tinhamos mais duas garrafas para degustar nos outros dias, faleremos deles no próximo post.
Nota: 91,0+, 89.0+

18 de outubro de 2010

Domaine Claude Noveau 2008 - Hautes-Côtes de Beaune



Nome: Domaine Claude Noveau
Safra: 2008
País: França
Região: Bourgogne - Hautes-Côtes de Beaune
Produtor: Claude Noveau
Site: http://www.claudenouveau.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Sintética
Numeração da garrafa: -
Preço: 11 euros (375ml)
Onde foi comprado: Le Petit Rolin, em Autun
Quando foi comprado: 31 de agosto de 2010
Degustado em: 31 de agosto de 2010
Onde bebeu: Le Petit Rolin, em Autun
Harmonizado com: Crepe Ementhal (5,50) e Crepe de cogumelos, presunto e ovo (8 euros)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Ce vin, vinifié comme les grands Bourgognes est éraflé totalement. L'équilibre de ce vin lui permet de vieillir de 5 à 10 ans suivant les millésimes.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Beaune é pequena, bonita. O mais legal da cidade é o telhado do Hôtel-Dieu. A visita toda vale a pena, pois há réplicas de como eram os móveis na idade média. Muito bacana. Chegamos a Autun ainda de dia, mas logo nos vimos diante do mesmo problema enfrentado em Dijon: será que encontramos algum lugar aberto para comer algo. Perto da igreja, há dois ou três restaurantes. Escolhemos o que servia crepes. Apesar de o garçom esquecer nossa garrafa de água e dos guardanapos, a comida era boa e o restaurante merece uma visita. Era um restaurante que aceita cachorros. Eu gosto muito de cachorros, mas nem sempre dos donos sem noção de cachorros. Um deles - dos cachorros - quase subiu no colo do Claudio e o cara que o estava segurando sequer puxou o fio que prendia a coleira. Foi ruim. O vinho era bom.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Clássico estilo da borgonha
Exame visual: Claro
Exame olfativo: Típico Pinot Noir da Borgonha
Exame gustativo: Depois do belo passeio do dia, seguimos para passar a noite em Autun. A cidade é bem pequena e existiam poucas opções para jantar. Resolvemos comer em um restaurante que servia crepes. Pedimos este Côtes de Beaune, tínhamos acabado de chegar de lá. Vinho agradável, com boa tipicidade. Início com leve adstringência e final um pouco fechado. Fácil de beber, Um Pinot mais para o simples, mas que cumpriu bem o seu papel.
Nota: 88.0

17 de outubro de 2010

Domaine Pansiot 2008 - Hautes-Côtes de Nuits



Nome: Domaine Pansiot
Safra: 2008
País: França
Região: Bourgogne
Produtor: Domaine Pansiot
Site: http://www.domaine-pansiot.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça aglomerada
Numeração da garrafa: -
Preço: 6,50 euros (375ml)
Onde foi comprado: Naveau Fagon, Nuits-Saint-Georges
Quando foi comprado: 31 de agosto de 2010
Degustado em: 31 de agosto de 2010
Onde bebeu: Place de la Republique, em Nuits-Saint-Georges
Harmonizado com: Quiche Lorraine, Salada de tomate, pepino e queijo com pimenta-rosa e salada de batatas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do ProdutorRouge : avec un tempérament raisonnable, ni trop carré de tanins, ni trop charnu, il plaît aux viandes blanches comme le lapin mais aussi à l'agneau et au canard. Il supportera une cuisine très légèrement épicée et surprendra sur des plats salés/sucrés (canard à l'orange, tajines...). Un vin recommandable sur de nombreux mets car d'un équilibre très aimable. Fromages : soumaintrain affiné, nuits d'or, reblochon fermier, morbier.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Deixamos o hotel cedo na segunda-feira. Com nossas malas, ainda leves, caminhamos até a estação onde pegaríamos o metrô que nos levaria ao nosso carro - com apenas 7km rodados. Dali, seguimos para uma cidade muito bonitinha: Troyes. Não falo francês, Claudio arrisca algumas frases. Quando a moça da locadora nos perguntou para onde íamos, respondemos prontamente: "Troiê". Ela riu e falou: "Ah, Trrrôá". De uma forma ou de outra, e com a ajuda de nosso querido Manoel, o GPS emprestado pela Cris e pelo Flávio, chegamos lá. Que beleza aquela cidade. Chegamos com fome, para variar, mas logo encontramos uma espécie de padaria que servia saladas gostosas e quiches - neste ponto, eu ainda não havia enjoado de quiche Lorraine. :) Comemos também uma saborosa torta/cuca de cerejas. Que delícia! Era só o começo de uma dia muito legal. Dali, seguimos para Auxerre, cidade que nem ouso pronunciar. Bem bonita também, maior, mas menos charmosa do que "Trrrôá". Para este dia, ainda havíamos programado uma passadinha em Chablis. A cidade é bacana, bem pequena, mas depois das seis da tarde, você só encontra gatos pelas ruas, nem sinal de que alguém mora ali. Resolvemos dar uma volta, pois o dia ainda estava claro. Numa última ruazinha, havia uma casa com uma placa dizendo que ali havia venda de vinho e degustação. E que estava aberto. Tocamos a campanhia. Já estávamos quase indo embora, com o Claudio todo desapontado, quando surgiu um homem comendo um pedaço de pão. Era o dono da vinícola. Ele foi bem amável, apesar de não falar inglês e nós não falarmos francês. Claudio e ele conversaram alguma coisa muito além da minha compreensão. :) Compramos dois vinhos - um era para beber lá, mas acabamos trazendo ambos. Dali, seguimos para Dijon, onde iríamos dormir. Chegamos tarde e por pouco, muito pouco, não ficamos sem jantar. Estava tudo fechado naquela hora da segunda-feira, 23h. Na manhã seguinte, conhecemos melhor a cidade e a impressão melhorou. Dijon tem um mercado fantástico. Havia chegado a hora de nos embrenharmos pela Borgonha e lá fomos nós. Depois de uma passadinha por Gevrey-Chambertin, onde provamos vinhos, seguimos pelo meio dos vinhedos até o muro do Romanée Conti. Havia ali um grupo com guia e chegaram ainda outras pessoas para fazer o mesmo que a gente: tirar uma fotinho em frente à placa famosa. A fome bateu forte nesta hora e resolvemos parar na próxima cidadezinha: Nuits-Saint-Georges. Comprei umas comidinhas, enquanto Claudio escolhia um vinho na loja ao lado. Nos instalamos na pequena praça central. Achei que seríamos até multados por isso, mas lá pelas tantas um guarda passou por ali e falou: "Bon Appétit!" Relaxei. Foi um ótimo almoço. Dali, seguimos para a bela Beaune. O vinho era leve, bom, a seguir o Claudio fala algo sobre ele. Confiram!
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:

Exame visual: Rubi leve
Exame olfativo: Bem típico de Pinot Noir
Exame gustativo: Antes de falar sobre o vinho, vou completar o que a Rafaela escreveu. Os vinhedos ao redor de Chablis são vastos e muito bonitos. E acabaram criando uma boa expectativa de comprarmos alguma garrafa quando chegássemos na cidade. Porém, quando chegamos na pequena e charmosa Chablis tudo estava fechado e ninguém na rua. Primeira lição da viagem: no interior da França, as coisas fecham na hora do almoço e também cedo no final do dia. Mesmo assim resolvemos andar pela cidade. Tinha que provar algum Chablis em Chablis. Encontramos a cave de Thierry Laffay, ótimo produtor, aberta. Ele demorou a aparecer... Quando estávamos quase desistindo, ele apareceu. Parecia que estava jantando. Ele nos recebeu muito bem, contou detalhes da propriedade e da produção. Provamos vários de seus vinhos, todos muito bons e saímos de lá felizes e com duas garrafas na mala. Seguimos para Dijon. Chagamos bem tarde e foi difícil conseguir um local para comer. Conseguimos no L'imprimerie. Lá provei o primeiro Pinot Noir da viagem, uma taça do Bourgogne Pinot Noir Paillard. Muito agradável. Pela manhã, fizemos um passeio que gosto muito: visitamos o mercado de Dijon. Seguimos para um belo passeio em um dia lindo, Côte-d'Or, de Dijon até Beaune. O caminho no meio dos parreiras é lindo e empolgante. As uvas estavam grandes, às vesperas de serem colhidas. Depois de diversas paradas, entramos em Gevrey-Chambertin onde degustamos alguns ótimos vinhos de Philippe Leclerc. Seguimos para fazer umas fotos junto ao muro que demarca as parreiras do famoso Domaine de la Romanée Conti. Nosso almoço foi em Nuits-Saint-Georges. Resolvi comprar uma meia garrafa para acompanhar nossa comidinha. Um Pinot leve, frutado e bastante agradável. Fácil de se beber e de se gostar, combinou bem com o clima do nosso almoço, em plena praça de Nuits-Saint-Georges. Um bom vinho. O passeio por essa região é muito bonito. Quem gosta de vinhos, deve um dia passar por lá.
Nota: 88.0

15 de outubro de 2010

Château Candastre 2007 - Gaillac

Nome: Château Candastre
Safra: 2007
País: França
Região: Gaillac
Produtor: Château Candastre
Site: -
Importador: -

Uvas/Corte: Merlot, Braucol e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 3,45 euros
Onde foi comprado: Mercadinho em frente ao hotel, Paris
Quando foi comprado: 29 de agosto de 2010
Degustado em: 29 de agosto de 2010
Onde bebeu: Hotel Ibis, em Paris
Harmonizado com: Baguette, queijo St-Marcellin e quiche Lorraine
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Neste dia, pensamos em comer no Cremerie, mas estava lotada. Então, fomos correndo, ou quase, para o Marais, para comprar algo para comermos em nossa última noite em Paris. Compramos comidinhas, mas acabamos pegando todas as lojas de vinhos já fechadas. Por sorte, um mercadinho em frente ao hotel ainda estava aberto e foi lá que compramos um dos vinhos mais fraquinhos da viagem. Deixar para comprar determinadas coisas de última hora em Paris pode não dar muito certo, especialmente nos fins de semana. Já aprendemos. De qualquer forma, estávamos em Paris, estávamos juntos e só isso já transformou nosso jantar em uma boa experiência. :) No dia seguinte, partiríamos para nossa aventura através da França.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:

Exame visual: Violeta vivo
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Ficamos na dúvida sobre o jantar de domingo. Resolvemos ver se conseguíamos uma mesa no La Cremerie, mas estava lotado. Voltamos correndo para o Marais e conseguimos comprar algumas coisas para comer, mas não achamos lojas de vinhos abertas. Lembrei que perto do hotel tinha um Carrefour que fechava bem tarde e que tinha boas garrafas de vinhos à venda. Rumamos para lá. Porém, domingo ele fechava mais cedo. Só nos restou o "mercadinho da esquina". Quem já foi a Paris sabe que em todo canto tem um mercadinho pequeno e que costuma fechar muito tarde. As opções de vinhos não eram muito atraentes. Na sorte e buscando uma região diferente, tentei este Gaillac. Todos os vinhos bebidos até então eram muito bons, de estilos diferentes, mas todos em um bom nível. Já este, foi o mais básico de todos. Rolou uma frustração... Estar em Paris, com milhares de opções de vinhos excelentes, e acabar escolhendo um não tão bom assim... De qualquer modo, aproveitamos a noite, comendo queijos, que até ajudaram o vinho.
Nota: 86.0

Pergunta da Semana - 190

Nesta semana o Le Vin au Blog quer saber:

- Qual o melhor vinho brasileiro que você já provou?

14 de outubro de 2010

Clos de la Fontaine Vieilles Vignes 2009


Nome: Clos de la Fontaine
Safra: 2009
País: França
Região: Muscadet Sevre et Maine
Produtor: Bresseau Hervonet Vincent
Site: http://lafoliette.pagesperso-orange.fr/vieilles.htm
Importador: -

Uvas/Corte: Melon de Bourgogne 100%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Sintética
Numeração da garrafa: -
Preço: 3,45 euros (375ml)
Onde foi comprado: Cave des Abesses, em Montmartre, Paris
Quando foi comprado: 29 de agosto de 2010
Degustado em: 29 de agosto de 2010
Onde bebeu: Place des Vosges, em Paris
Harmonizado com: Saladinhas com a baguette campeã do concurso de baguettes 2010, comprada em Montmartre, na padaria 'Le Grenier à Pain'
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor* Robe limpide aux reflets jaune vert
* Nez intense de fleurs blanches (rose, acacia, chèvrefeuille)
* Représentant typique d'un grand Muscadet par sa bonne attaque, sa longueur, sa persistance en bouche et sa finale minérale : "l'expression d'un terroir"
* Il accompagne délicatement les poissons et viandes blanches, les fromages de chèvre affinés au Muscadet (curé), au marc de Bourgogne (époisses)...

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Domingo foi o dia programado para ir a Montmartre. Quando eu fui a Paris, anos atrás, não tive tempo de ir até lá. Depois de Amélie Poulain, esse era meu sonho dourado em Paris. :) A igreja é impressionante mesmo. As pessoas realmente gostam de ir lá aos domingos. Estava beeemmm cheio, mas não insuportável. Optamos por subir pela ruazinha lateral e não pelo caminho do parque. Decisão acertada, pois vimos cada lugar lindo. Feita a visita, fomos ver o Moulin Rouge, descarregar as fotos da máquina num café ali perto e então saímos à procura do Café 2 Moulins. Sim, aquele do filme! Como procuramos. Esquecemos de pegar o endereço e nosso internet no telefone ainda não estava ativada. Depois de pedir informações, conseguimos chegar! Aprendi durante essa viagem que não devemos ter muita expectativa em relação a locações de filmes, mas posso dizer que esse valeu a pena. O café é bem agradável. Dali, com o tempo já ficando feio de novo, resolvemos procurar um lugar para comer. Acabamos indo até o Marais, que estava bem movimentado. Compramos uns quitutes e nos instalamos na bela Place des Vosges. Este vinho está entre os tops da viagem. Que delicioso! Adorei. Deveria ter comprado um para trazer. Ele tem a doçura certa, lembra um espumante em alguns momentos. Foi realmente uma ótima experiência. Satisfeitos, voltamos para o agito do Marais, onde passeamos mais um pouco e já fomos pensando no que faríamos em nossa última noite em Paris.
Nota: 93.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Clássico estilo francês, com desenho da propriedade.
Exame visual: -
Exame olfativo: Muito bom, perfumado, com notas claras de maçã e mel.
Exame gustativo: Resolvemos que nosso almoço de domingo seria mais um picnic. Durante o passeio pela manhã em Montmartre, compramos a baguette que foi considerada a melhor de Paris em 2010. Além disso, visitamos duas ótimas lojas de vinhos. Resolvemos escolher uma meia garrafa de um vinho branco. O escolhido foi este Muscadet. Decidimos ir para o Marais e lá escolhemos a simpática e agradável Place des Vosges. O vinho foi uma ótima e agradável surpresa. Ótima acidez, leve doçura no final. Notas de maçãs e mel. Funcionou muito bem com a salada de nosso picnic. Fácil de se beber, boa presença em boca, com notas diferentes e interessantes. Muito bom vinho, degustado em um lindo local, em um ótimo domingo. Depois do almoço, seguimos passeando pelas ruas agitadas do Marais.
Nota: 90.0 +

13 de outubro de 2010

Cuvée du Vieux Pressoir 2008


Nome: Cuvée du Vieux Pressoir
Safra: 2008
País: França
Região: Saint-Nicolas-de-Bourgueuil
Produtor: Cuvée du Vieux Pressoir
Site: -
Importador: -

Uvas/Corte: 100% Cabernet Franc
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 17,50 euros (375ml)
Onde foi comprado: Coté Bergamote, em Paris
Quando foi comprado: 28 de agosto de 2010
Degustado em: 28 de agosto de 2010
Onde bebeu: Coté Bergamote, em Paris
Harmonizado com: Massa com legumes (Rafaela) e Peito de pato (Claudio)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Les Gascons ont toujours aimé les « tuquets » qui sont de petites collines. Elles permettent de voir assez loin et surtout de planter de la vigne sur leurs pentes bien drainées, situation très favorable aux ceps qui s’y enracinent de bonheur. Sol de graves et bonne exposition donnent un vin doté d’un aimable et beau caractère. Idéalement charpenté, élégant, au goût fruité fort plaisant. Sa fraîcheur en bouche le désigne comme le vin idéal d’un repas joyeux entre amis et parentèle. Les Gascons d’ici disent qu’il « a de la race ». Comment dire mieux ? En précisant peut-être qu’il pourra vieillir 6 à 8 ans sans problème.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois do almoço em plena avenida, fomos fazer uma foto junto ao Arco do Triunfo logo ali. Passeamos antes pelas lojas. Engraçado observar no que virou a loja da Virgin. Parece uma papelaria mal engembrada. E o pior é que não dá nem para sentir pena, pois se fosse uma loja de discos ainda nem movimento teria. Depois de observar o arco de perto, fomos para os arredores de outro ícone: a Torre Eiffel! O dia passou por uma transformação. Já havíamos pegado chuva, frio, vento, mas nesta hora o tempo abriu e quando chegamos à torre, fazia uma sol lindo. Caminhamos muito, para variar. Acabamos voltando para a região de Saint-Germain-des-Prés e por lá escolhemos um restaurante. Claudio já havia lido vários blogs que falavam do Bergamote. Foi mesmo uma ótima escolha. Gostei. Bom mesmo é poder beber um vinho gostoso em cada refeição. Sinto falta disso, dessa tradição francesa. Minha comida estava deliciosa. É um lugar para recomendar para todo mundo. Gostei muito!
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples e tradicional
Exame visual: Violeta leve
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Para acompanhar a gostosa comida do restaurante Bergamote, resolvemos pegar mais uma meia garrafa (já tínhamos degustado uma na hora do almoço). Seguindo a ideia de provar vinhos de diferentes regiões, resolvi pegar um do Loire. Este Cabernet Franc se mostrou muito agradável, com boa tipicidade, leve e gastronômico. Boa acidez e final bem característico da cepa. Vinho bem gostoso e muito fácil de beber. Combinou bem com o momento. Foi um ótimo jantar depois de um dia de caminhadas.
Nota: 89,0

12 de outubro de 2010

La Tuque de Gueyze 2007 - Buzet



Nome: La Tuque de Gueyze
Safra: 2007
País: França
Região: Buzet
Produtor: Les Vignerons de Buzet
Site: -
Importador: -

Uvas/Corte: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 29.684
Preço: 4 euros (375ml)
Onde foi comprado: Nicolas, Saint-German-des-Près, Paris
Quando foi comprado: 28 de agosto de 2010
Degustado em: 28 de agosto de 2010
Onde bebeu: Av. Champs-Élysées, Paris
Harmonizado com: Baguette, queijos e salada
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do ProdutorLes Gascons ont toujours aimé les « tuquets » qui sont de petites collines. Elles permettent de voir assez loin et surtout de planter de la vigne sur leurs pentes bien drainées, situation très favorable aux ceps qui s’y enracinent de bonheur. Sol de graves et bonne exposition donnent un vin doté d’un aimable et beau caractère. Idéalement charpenté, élégant, au goût fruité fort plaisant. Sa fraîcheur en bouche le désigne comme le vin idéal d’un repas joyeux entre amis et parentèle. Les Gascons d’ici disent qu’il « a de la race ». Comment dire mieux ? En précisant peut-être qu’il pourra vieillir 6 à 8 ans sans problème.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Saímos cedo do hotel, mas tínhamos que resolver o acesso à internet e somente quase ao meio-dia é que finalmente entramos no museu D'Orsay, que pegamos fechado no dia anterior. Que linda a exposição do Van Gogh. É emocionante ver de perto quadros tão bonitos. O que mais me chamou a atenção foi um autorretrato. Ficamos ali por um tempo, olhamos tudo. Fiquei muito impressionada com o realismo de algumas pinturas. Pensamos então em visitar o Arco do Triunfo. Atravessamos pela ponte Alexandre III que fica em frente a Les Invalides. Depois, pelo Grand Palais e pelo Petit Palais. Já na Champs-Élysées, entramos em um Monoprix para comprar uma salada. Na noite anterior, compramos itens para formar um "kit": abridor (esquecemos de levar o nosso!), copos de plásticos, guardanapos e talheres. Assim, sem cerimônias, nos sentamos em um dos bancos da famosa avenida e comemos nossos sanduíches e saladinha, acompanhados por uma bela tacinha de vinho. Durante os últimos quatro anos, eu estava me preparando para este momento de "encarar" os vinhos franceses - sempre me senti mais à vontade com os argentinos :). Acho que nunca estarei totalmente pronta, mas creio que estou no caminho.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Mais um rótulo de estilo simples, bem francês, com desenho da propriedade
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Para acompanhar nosso "picnic" de almoço, nada melhor que uma tacinha de vinho. Resolvemos comprar uma meia garrafa. Existem boas opções de rótulos neste tamanho na França. Escolhi uma garrafa de uma região menos badalada: Buzet, que fica no sudoeste da França e recebe influência dos vinhos de Bordeaux. Mais um bom vinho, com fruta bem aberta na boca, final com notas levemente doces, vinho bem franco. Bastante agradável e bem feito. Degustado em plena Champs-Élysées.
Nota: 88.0

11 de outubro de 2010

Morreu Marcel Lapierre



Acabamos de saber de uma notícia que nos deixou extremamente tristes: morreu Marcel Lapierre, um dos melhores produtores de Morgon. Durante nossa viagem à França, no último mês, visitamos a vinícola, na região de Beaujolais. Marcamos para encontrá-lo, mas fomos recebidos por seu filho, o simpático e atencioso Mathieu.

Lemos agora no site do New York Times que Marcel Lapierre morreu no domingo à noite depois de uma longa batalha contra com câncer. Ele ficou conhecido por seu empenho em melhorar a ‘moral’ dos vinhos feitos na região. Ele produzia e defendia vinhos biodinâmicos.

Nós o conhecemos pessoalmente durante um almoço oferecido pela World Wine no Rio de Janeiro justamente para apresentar seu delicioso Morgon. Neste mundo do vinho tão metido à besta – e naquele dia presenciamos vários exemplos disso –, nos deparamos com um senhorzinho mais para calado, muito simpático, e que nos deu seu cartão e disse que se um dia fôssemos à França era para irmos visitar a sua vinícola.

Acabamos não o revendo, quem sabe porque estava mesmo viajando, como nos disse Mathieu, talvez porque já estivesse recolhido em casa doente. Saímos, porém, da visita muito bem impressionados com a forma gentil como fomos recebidos na vinícola localizada na pequena Villié-Morgon. Os vinhos degustados lá foram inesquecíveis.

Foi um dos momentos mais especiais da viagem.

Realmente sentimos muito.

10 de outubro de 2010

Chatêau Duplessis 2006 - Moulis-en-Medoc


Nome: Chatêau Duplessis
Safra: 2006
País: França
Região: Moulis-en-Medoc
Produtor: Marie Laure Lurton
Site: http://www.marielaurelurton.com/files/Duplessis_2006_FR.pdf
Importador: -

Uvas/Corte: 64% Merlot, 25% Cabernet Sauvignon, 9% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: - /64.838
Preço: 15,80 euros
Onde foi comprado: Nicolas, Quartier Latin, Paris
Quando foi comprado: 27 de agosto de 2010
Degustado em: 27 de agosto de 2010
Onde bebeu: Hotel
Harmonizado com: Baguette e os queijos: bleu d'auvergne, reblochon de savoie e munster geromé
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
VINIFICATION
· Durée de macération de 15 jours en moyenne selon adaptées aux parcelles
· Elevage en barriques de chêne
· Mise en bouteilles les 18 et 19 juin 2008: 64 838 équivalents bouteilles

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Começamos o dia comendo um croissant com Oasis, uma bebida de laranja que o Claudio adora. Estava bom. A padaria ficava perto do primeiro hotel que ficamos - acabamos ficando em dois hotéis diferentes durante nossos dias em Paris. Só precisávamos fazer o check-out às 12h, então resolvemos dar umas voltas. Descemos caminhando até Opera Garnier et Molieré. Dali, seguimos para o Louvre, onde queríamos comprar meu presente de aniversário - presenteado pelo Claudio, pela mãe dele Regina Helena e pela minha mãe Luci. Belo presente, diga-se de passagem. Andamos um pouco pela Rue de Rivoli. Aproveitei para dar uma olhadinha no meu e-mail e estava lá um e-mail, em italiano, dizendo que nossa (segunda) reserva havia sido cancelada. Fiquei preocupada e comecei a dizer que tínhamos que resolver logo nossa saída de um hotel e entrada no próximo. Pegamos o metrô, apanhamos nossas coisas e seguimos para o novo hotel. Chegando lá, fomos fazer o check-in e o recepcionista falou: há algo de errado com sua reserva, ela foi cancelada. Como assim? Aí veio a parte cômica e que tivemos sorte. No dia anterior, uma garota com meu sobrenome havia cancelado uma série de reservas, pois não ficaria mais no hotel. Nessa leva, a minha acabou indo junto. A parte da sorte é que o funcionário que fez isso estava lá naquele momento e se lembrava de ter perguntado para a moça se ela sabia que perderia o dinheiro já pago e que ela repetia não ter pagado nada ainda... Resolvida essa situação, deixamos nossas malas e seguimos passeando. O engraçado dessa história é que fui à Europa para 'encontrar parentes' e acabei me envolvendo com uma delas sem querer. :) Bom, depois caminhamos pela Boulevard Haussmann, comprei umas coisinhas nas Galerias Lafayette - aquela com uma bela cúpula -, passamos pela Madeleine (fiquei bem impressionada), cruzamos o Sena, pensando em ir ao Museu d'Orsay, mas já estava fechado. O tempo estava meio esquisito, mas mesmo assim fomos ao Jardim de Luxemburgo, depois de dar umas voltas pela rua principal de Saint-Germain-des-Prés, uma espécie de Leblon. Entramos na igreja Saint Sulpice, do Código da Vinci. No Quartier Latin, compramos os queijos que comporiam nosso jantar e fomos voltando para 'casa'. Os queijos estavam fantásticos e o vinho combinou muito bem com tudo. Que saudade.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Clássico estilo francês, com desenho da propriedade
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: A tarefa mais difícil quando você está na França é entrar em uma loja e escolher um único vinho para beber naquela noite. São tantas opções, de várias regiões que temos vontade de provar, que fica uma missão bastante difícil. Para esta noite, acabei escolhendo um Bordeaux, de Moulis-en-Medoc, para acompanhar alguns queijos que compramos. Esta é outra missão dificílima na França: escolher apenas 3 tipos diferentes de queijos em meio a tantos outros que você gostaria de provar. Gostei bastante deste vinho. Ainda jovem e intenso, com taninos presentes e bem marcados, com sinais de que ainda podem evoluir na garrafa. Sabores intensos na boca, misturando potência com elegância. Evolui na taça. Final bem marcado. Vale provar. Fica melhor ainda com uma baguette e bons queijos.
Nota: 90.0 +

7 de outubro de 2010

Pergunta da Semana - 189

Em outros momentos em que o dólar caiu, perguntamos se alguém havia notado variação nos preços dos vinhos. Desta vez, com o dólar atingindo o patamar mais baixo em dois anos, o Le Vin au Blog pergunta:

- Você já notou alguma diferença?

6 de outubro de 2010

Paradilys - Madiran 2005


Nome: Paradilys
Safra: 2005
País: França
Região: Madiran
Produtor: Le Cru du Paradis
Site: http://www.madirancruduparadis.com/nosvins.htm
Importador: -

Uvas/Corte: Tannat e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: -
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 19,80 euros (500ml)
Onde foi comprado: Le Marché, Marais, Paris
Quando foi comprado: -
Degustado em: 26 de agosto de 2010
Onde bebeu: Le Marché, Marais, Paris
Harmonizado com: Porco com molho de mel e batatas gratinadas (Claudio) e peixe com brócolis, arroz e vagem (Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
La genèse de PARADILYS est le reflet d'une vinification moderne sur une base de
tannins doux aux saveurs élégantes. C'est un vin subtil avec des arômes voluptueux et des notes de fruits noirs et rouges. Il est issu des cépages TANNAT et CABERNETS.

Il accompagnera à merveille tous les plats traditionnels et enchantera vos convivesà l'apéritif. A consommer entre 16 et 18°

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Chegamos! Cansados, mas bem felizes por estar em Paris. Na verdade, acontece um fenômeno interessante quando chegamos à Europa. Todo aquele cansaço da viagem some feito mágica. E nem bem largamos as malas no hotel e tomamos um banho rápido, já estávamos bem animados para sair para a rua. Como ainda era verão, os dias estavam longos. Caminhamos pela rua Sébastopol até o Centre Pompidou. Ali, paramos um pouquinho para admirar a arquitetura diferente do lugar. Seguimos então até o Hôtel de Ville. Nesse momento, começou a dar uma fome! Caminhamos então até o Marais, onde escolhemos o Le Marché. Claudio tinha algumas referências. Muito bom, gostamos muito. Fica em uma pracinha muito agradável. A comida estava gostosa, o vinho foi perfeito para dar início a nossa viagem de férias enogastronômica.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho que degustamos em Paris. Durante o jantar, em um agradável restaurante no Marais. Dentre as opções de vinhos do restaurante, resolvi escolher um de uma região menos badalada, o Madiran. É um um vinho de um estilo que gosto, mais rústico, bem Velho Mundo. A Tannat se mostra presente: taninos bem marcados e boa presença na boca. Funcionou bem com a carne de porco que eu estava degustando. Foi uma boa escolha este primeiro vinho de muitos que estavam por vir.
Nota: 88+

3 de outubro de 2010

Graffigna Malbec 2007


Nome: Graffigna
Safra: 2007
País: Argentina
Região: San Juan
Produtor: Bodegas Y Viñedos Santiago Graffina Ltda
Site: www.graffignawines.com
Importador: -

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: Oferecido pela TAM
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 25 de agosto de 2010
Onde bebeu: No voo Rio-Paris
Harmonizado com: Frango
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Intenso violeta al púrpura. Especiado, frutos secos y rojos
Taninos integrados, complejo al final con notas a vainilla y tostado
Carnes rojas, guisos y comidas fuertes

Comentário da Rafaela
Exame visual: Violeta.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu apenas provei o vinho. Acho que nunca pedi uma tacinha de vinho durante um voo. Depois de um dia de muita correria, para terminar tudo que precisava ser feito antes da nossa viagem de férias, finalmente era hora de respirar aliviado, pois finalmente estavam começando dias de descanso e nada de muito sério para se fazer, só passear, comer bem, beber bons vinhos... Quanto mais velha eu fico, mais medo de viajar de avião eu tenho. Sei lá se tem a ver com o ato de viajar de avião ou pelo fato de que quanto mais velhos ficamos, mais nos damos conta de nossa finitude. Durante o voo aproveite para ver um filme que queria ver há tempos, mas não tinha conseguido: "The Ghost-writer". Bem feito, gostei. Também filmes com Ewan McGregor são bem fáceis de me agradar. Assisti outro filme, mas meio bomba, "Quando em Roma". Bem bobo, até para alguém como eu, que adora comédias românticas. A viagem passou rápida. E logo chegamos ao nosso primeiro destino: Paris!
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Última vez que havia viajado para Paris, fui de Air France. Na Air France, os vinhos servidos são garrafinhas de 187ml, de vinhos franceses, o que é ideal para já ir entrando no clima da viagem. Desta vez, fomos de TAM e, para dar início as férias, pedi este Malbec argentino para acompanhar o jantar servido a bordo. Vinho bem feito, com aquele perfil dos malbecs argentinos: intenso, frutado, sem grandes novidades. Valeu para marcar o início da viagem.
Nota: -

1 de outubro de 2010

Núbio - Sauvignon Blanc 2009 #cbe


Nome: Núbio
Safra: 2009
País: Brasil
Região: São Joaquim
Produtor: Sanjo
Site: www.sanjo.com.br
Importador: -

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc
Teor alcoólico: 12,5% ou 13,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 0287
Preço: R$ 29
Onde foi comprado: Eggshow, na Cadeg
Quando foi comprado: 10 de julho de 2010
Degustado em: 17 de agosto de 2010
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Peixe com legumes batidos e batata
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Rico em aromas, pimentão com especiarias da metade em diante, cheiro adocicado
Exame gustativo: Vinho com personalidade! Acidez equilibrada. Quando provado junto com a tilápia, causava um gosto de xaxim na boca. Foi evoluindo ao longo da noite, ficando menos amarguinho, mais redondo. Gostei e será um desses que levaremos quando o Flavio preparar aquela moqueca para nós. Bom e, aparentemente, leve. Achamos curioso porque o vinho têm duas indicações de graduação alcoólica.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
A garrafa mudou suas formas e o seu rótulo ficou mais leve. Não encontrei nenhuma foto da nova garrafa
Exame visual:Amarelo muito claro
Exame olfativo: Ataque inicial algo como pimentão e algo doce ao fundo. Nariz intenso, bastante perfumado abrindo para frutas frescas.
Exame gustativo: Sauvignon Blanc de bastante personalidade e interessante. Início com notas vegetais presentes, meio de boca com algo que lembrava maracujá. Final bem marcado. Boa acidez, acomapnhou bem o peixe. Vinho que será uma boa companhia para pratos de frutos do mar bem temperados. Evolui bem na taça. Vinho com muita presença. Já havia provado e gostado da safra 2008, a safra 2009 segue o bom caminho deste vinho.
Nota: 88.0 +