31 de maio de 2010

Convite - 18ª Harmonização Virtual entre Blogs

Um Chianti foi o ponto de partida para a proposta da 18ª Harmonização Virtual entre Blogs. Le Vin au Blog escolheu qual seria o vinho e Gourmandise respondeu com uma tradicional receita italiana: Fettuccine Bolognese. Uma combinação irresistível.

Para receber as receitas e o nome do vinho, basta enviar um e-mail para Gourmandise (gourmandisebrasil@hotmail.com) e/ou para o Le Vin au Blog (levinaublog@gmail.com). O resultado da harmonização será publicado em 14 de junho de 2010 em homenagem à estreia da Itália na Copa do Mundo 2010. Participe!

Convidamos todos os amigos blogueiros e também quem gosta de cozinhar e de beber vinhos para participar. Se você não tiver um blog, não se preocupe, pode usar os nossos para mostrar o resultado da experiência.

30 de maio de 2010

One - Shiraz IGT 2008


Nome: One Shiraz IGT
Safra: 2008
País: Itália
Região: Lazio
Produtor: Cantine San Marco
Site: http://www.sanmarcofrascati.it/
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Shiraz 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 16,50
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul, Botafogo, Rio
Quando foi comprado: 8 de maio de 2010
Degustado em: 8 de maio de 2010
Onde bebeu: Supermercado Zona Sul
Harmonizado com: Pizzas de calabresa (Claudio) e Mussarela (Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu já nem lembrava mais detalhes deste dia em que bebemos essa meia garrafa, mas Claudio acabou de me lembrar. Foi um dia em que o Zona Sul estava muito cheio, com famílias inteiras jantando lá. Apesar da fila quilométrica e da barulheira, resolvemos ficar e a noite acabou não sendo das piores. Do vinho mesmo, infelizmente, não lembro mais e também não fiz anotações.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo: Gráfico e simples. De cara você não diz que é um vinho italiano.
Exame visual: grená.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Compramos esta meia garrafa deste Shiraz italiano para acompanhar uma pizza. Como não tinhamos nenhuma expectativa em cima do vinho, ele até surpreendeu. É um vinho simples, mas bem feito, com corpo médio, final de boca bem agradável. Notas de frutas maduras sem excesso com cereja, ameixa e final com café, leve acidez. vinho correto e que vai agradar.
Nota: 87,0

27 de maio de 2010

Pergunta da Semana - 170

Muitas vezes, na dúvida sobre qual vinho comprar, somos influenciados por uma garrafa bonita, um rótulo bem trabalhado ou, ainda, uma logomarca impactante, uma identidade visual bem feita. Vamos iniciar uma série de perguntas para saber suas preferências estéticas no mundo dos vinhos. Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- Qual das três garrafas de espumante brasileiro abaixo você acha mais atraente?


19 de maio de 2010

Morandé Edición Limitada 2005 - Clos Apalta 2007



Nome: Morandé Edición Limitada - Clos Apalta
Safra: 2005 - 2007
País: Chile - Chile
Região: Valle Central - Colchagua Valley
Produtor: Morandé - Casa Lapostolle
Site: http://www.morande.cl/ www.casalapostolle.com/ClosApaltaWinery/home.php
Importador: Carvalhido - Mistral

Uvas/Corte: Syrah 50%, Cabernet Sauvignon 50% - 61% Carmenère, 24% Cabernet Sauvignon, 12% Merlot e 3% Petit Verdot.
Teor alcoólico: 13,9% - 15%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 75 - -
Onde foi comprado: Alipão - Mistral
Quando foi comprado: 5 de maio de 2010
Degustado em: 5 de maio de 2010
Onde bebeu: Barra da Tijuca
Harmonizado com: Contra filé na brasa
Com quem: Claudio e demais participantes da reunião

Comentário do Produtor
Colour: Deep burgundy-red with shades of violet, Aroma: Forest fruits with hints of bittersweet dark chocolate and vanilla. Flavour: Sweet fruit with a warm rounded finishMatch Food: Red meats and mature cheeses
COLOR: Rich and dark inked purple red.NOSE: Very expressive nose with the typical expression coming from our old Carmenère grapes from Apalta. Ripe aromas of black fruit, wild berries combined with rich mocha, vanilla and delicate touches of sage and white sweet spices.MOUTH: It opens with concentrated and velvety tannins towards a juicy mid palate and a long lasting finish. Alive in the mid palate with good acidity and soft, elegant yet concentrated structure. Very long finish full of more fruit flavors.SERVICE AND PAIRING: Decant minimum 1 hour ahead and enjoy at room temperature (16 to 18ºC). Ideal companion for game, lamb, and entrecote fillet. Also good with rich cocoa chocolate desserts.

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: Durante um jantar de trabalho degustamos dois excelentes vinhos. Abrimos a noite com um corte de Cabernet e Syrah, o Edición Limitada. Vinho foi uma bela surpresa. Bom corpo, taninos presentes e elegantes, fruta e madeira na medida certa. Vinho bastante prazeroso, que pedia mias uma taça. Está ótimo para degustar,mas ainda suporta mais tempo em garrafa. É uma ótima compra, vale experimentar. Seguimos para o Clos Aplata que já estava decantando por pelo menos uma hora. Sem dúvida nenhuma é um grande vinho. Extrema mente rico em aromas ele já seduz antes mesmo de você provar. É aquele tipo de vinho que encanta pela potência de sabores combinada com uma extrema elegância. Tem uma vida longa na garrafa e deve evoluir bastante. Noite de dois excelentes vinhos.
Nota: 90.0 +; 93.0 +

16 de maio de 2010

Armador Cab. Sauv. 2006 - Catena Cab. Sauv. 2007 - Cordillera 2006


Nome: Armador - Catena - Cordillera
Safra: 2006 - 2007 - 2006
País: Chile - Argentina - Chile
Região: Vale del Maipo - Mendoza - Valle Central
Produtor: Odfjell - Bodega Catena Zapata - Miguel Torres
Site: http://www.odfjellvineyards.cl/ http://www.catenawines.com/ - http://www.migueltorreschile.com/
Importador: World Wine - Mistral - Reloco

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100% - Cabernet Sauvignon 100% - Cariñena 54%, Merlot 24% e Shiraz 22%
Teor alcoólico: 14% - 13,5% - 14,5%
Rolha: As três de cortiça, tamanho médio.
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 49 - R$ 60 - R$ 89
Onde foi comprado: La Botella, em Ipanema, no Rio
Quando foi comprado: 3 de maio de 2010
Degustado em: 3 de maio de 2010
Onde bebeu: La Botella, em Ipanema, no Rio
Harmonizado com: Queijos, Parma, pães
Com quem: Claudio, Miguel, Marcelo e Ricardo

Comentário do Produtor
Su color rubí está rodeado por un aura violeta. Siguiendo con las características de las vendimias anteriores, hay aromas anisados, vainilla, ciruelas, higos, arándanos y las típicas notas de regaliz del terroir de Odfjell. La faceta distintiva es el paladar; la vendimia 2005 es más fuerte, más concentrada y más rica que años anteriores. El vino crece y evoluciona en el paladar siendo jugoso y fresco al mismo tiempo. Sabores a frutas y taninos maduros persistentes en boca.

Entre dos países, entre dos culturas, las montañas de la Cordillera marcan la frontera chileno-argentina, símbolo muy presente en todas las viñas chilenas.El "assemblage" de este vino reúne las excelencias de sus variedades. Las viejas cepas de Cariñena de los altos valles de la cordillera andina, producen cosechas limitadas pero extraordinariamente concentradas, intensas, convertidas en fruta madura y puro terciopelo.

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: Três bons vinhos em uma noite bastante agradável no La Botella. Iniciamos a noite com o sempre correto Armador. É um vinho mito bem feito, bastante redondo, e um bom equilibrio com notas de café e leves toques vegetais. Um vinho fácil de se gostar. Não mostrou muita evolução em boca. Passamos para um Catena Cabernet Sauvignon. Os últimos vinhos da Catena que degustei senti uma leve mudança de estilo, deixando um pouco de lado a fruta em excesso e madeira. Este Cabernet Sauvignon não apresentou isto. É um bom vinho, boa estrutura, mas para o meu paladar sobrou um pouco de fruta, poderia ter um pouco mais de elegância. Por último seguimos para o Cordillera, vinho de boa estrutura feito de um corte pouco comum e com um resultado bastante interessante. Vinho que ainda pode evoluir e que pode acompanhar muito bem um prato com estrutura. Um vinho que vale provar novamente.
Nota: 88.0; 87.0; 89.0

Pergunta da Semana - 169

- Você compra regularmente alguma revista sobre vinhos? Qual?

Toda quarta-feira, publicamos aqui uma pergunta relacionada ao mundo do vinho para saber mais sobre os seus hábitos e gostos.

14 de maio de 2010

Viña Tarapacá Gran Reserva - Cabernet Sauvignon 2007


Nome: Viña Tarapacá Gran Reserva
Safra: 2007
País: Chile
Região: Isla de Maipo
Produtor: Tarapacá - Viña San Pedro
Site: http://www.tarapaca.cl/
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 39,90
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul, Botafogo, Rio
Quando foi comprado: 26 de abril de 2010
Degustado em: 26 de abril de 2010
Onde bebeu: Supermercado Zona Sul
Harmonizado com: Pizzas de calabresa (Helton) e Mussarela (Rafaela)
Com quem: Rafaela e Helton

Comentário do Produtor
Color: Guinda roja, intenso y firme, con matices anaranjados.
Aroma: Berries maduros (cassis, frambuesa y mora), con muchas especias (clavo de olor, vainilla y una nota de canela), pimienta negra, hojas de tabaco y chocolate negro. También aparecen notas de trufa, humo y olivas negras. Vino de nariz intensa y compleja.
Sabor: Estructurado, de cuerpo intenso, taninos maduros y equilibrados, gran armonía entre los taninos provenientes de la madera y el vino. Aparecen los sabores de frutilla, cassis y mora. Luego hay un buen ataque de chocolate y humo, surgiendo una untuosidad que lo hace cálido y largo. En retrogusto el vino es persistente y complejo.
Vinificación: Uvas cosechadas a mediados de Abril. Se vinificó en estanques de acero inoxidable para luego ser criado en barricas de roble francés por 12 meses. Luego reposa por 1 año en botellas hasta completar su maduración.
Recomendaciones Gastronómicas: Carnes rojas sola o con salsa suave y comida francesa. Temperatura recomendada: entre 18º C y 20º C

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Havia tido um dia exaustivo no trabalho quando fui me encontrar com o Helton no Zona Sul. Ele estava prometendo uma vinda ao Rio havia muito tempo. Deu o acaso de ser justamente no dia da Expovinhoff e o Claudio já havia se programado para ir a São Paulo. Apesar da baixa, foram duas boas horas de conversa, acompanha por este bom Taparacá escolhido pelo Helton. Comentários sobre o vinho, fizemos poucos, pois a conversa estava com meses de atraso. Pena que o Claudio não estava, pois foi um encontro muito agradável, leve e alegre. Uma boa conversa tem o poder de curar qualquer exaustão. Obrigada, Helton. Volte mais vezes - quem sabe com a Cecília e a Lu.
Nota: -

Pergunta da Semana - 168

- Você conhece o Enoblogs? Costuma usá-lo para localizar blogs novos? Costuma acessar seus blogs preferidos via Enoblogs?

Toda quarta-feira, publicamos aqui uma pergunta relacionada ao mundo do vinho para saber mais sobre os seus hábitos e gostos.

13 de maio de 2010

Aracuri - Cabernet Sauvignon 2007



Nome: Aracuri
Safra: 2007
País: Brasil
Região: Campos de Cima da Serra
Produtor: Aliprandini e Meyer Vinhos Finos Ltda
Site: http://www.aracuri.com.brImportador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 337/6.244
Preço: -
Onde foi comprado: Em Vacaria, RS pela mãe da Rafaela
Quando foi comprado: 25 de janeiro de 2010
Degustado em: 22 de abril de 2010
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Penne à bolonhesa
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
O Vinho Aracuri é elaborado com uvas colhidas manualmente, de vinhedo próprio, conduzido em espaldeira, localizado no município de Muitos Capões, nos Campos de Cima da Serra, RS. Está próximo à Reserva Ecológica do Aracuri - área de preservação de lindas araucárias e do papagaio Charão. As características geográficas únicas da região, com elavada altitude (960m) e clima frio, permitem a elaboração de um vinho autêntico, com um sentido do lugar (sense of place). É o resultado da primeira colheita sendo, por isso, vinificado em um estilo jovem. Tem um aspecto límpido, brilhante, com intensidade médio-alta e tonalidade rubi. No aroma destacam-se as notas de amora, cereja, româ, e sutis especiarias. Paladar com acidez equilibrada, com médio corpo e estrutura.

Comentário da Rafaela

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: A primeira vez que ouvi falar deste vinho foi quando fomos à Vacaria no ano passado. Estávamos tomando café em uma padaria perto da casa da mãe e ali eram vendidos alguns vinhos locais. O nome Aliprandini já me era familiar, pois minha mãe já o havia mencionado algumas vezes, especulando se os vinhedos lá de perto do sítio eram os dele. Na época, não compramos o vinho, mas Claudio acabou ganhando-o de presente de aniversário. Aracuri, para quem não sabe é o nome de uma estação ecológica, que, na minha infância, ficava no município de Esmeralda. Com as divisões de terras para criação de novos municípios, a reserva acabou ficando para Muitos Capões. Basta fechar os olhos para a "ecológica", como chamávamos, desenhar-se na minha mente. No segundo grau, minha turma de Biologia foi até lá para coletar folhas e observar plantas. Foi uma aventura para aquele bando de adolescentes caminhar em meio áquelas araucárias morrendo de medo de se perder e de ficar lá para sempre. Depois dessa nostálgica viagem, voltando ao Aracuri, trata-se de um vinho levinho e gostoso, apesar do toque meio rústico. Mostra bem a uva, com seu gosto bem vegetal. Revelou-se uma boa experiência.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples, sem grandes atrativos. Equilibrado.
Exame visual: Rubi leve.
Exame olfativo: Notas vegetais, pimenta leve.
Exame gustativo: Um cabernet jovem, leve, para ser bebido logo. Se não me engano, esta é a primeira safra que é vinificada destes vinhedos que ficam na interessante região dos Campos de Cima da Serra, no município de Muitos Capões. Mostra bom potencial da uva. Li no blog do Álvaro Galvão sobre um vinho superior que foi lançado agora. Vale ficar de olho nos vinhos da região.
Nota: 86.0

10 de maio de 2010

Fabre Montmayou Grand Vin - 2004



Nome: Fabre Montmayou Gran Vin
Safra: 2004
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo
Produtor: Bodega Fabre-Montmayou
Site: http://www.domainevistalba.com/

Uvas/Corte: 85% Malbec, 10% Cabernet Sauvignon e 5% Merlot
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 2.758/12.940
Preço: 148 pesos
Onde foi comprado: Ligier, Buenos Aires
Quando foi comprado: 12 de fevereiro de 2008
Degustado em: 17 de abril de 2010
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Massa bolognesa da Veronese
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
de color rojo oscuro con tonos violáceos intensos.En nariz es atractivo y seductor, con aromas de frutos rojos como cerezas y ciruelas. El roble francés está delicadamente integrado, aportando notas como vainilla, café y una interesante complejidad. En boca se muestra rico y estructurado, con taninos maduros. Posee un elegante y persistente final.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô, indo para o violeta.
Exame olfativo: Cheiro forte, que em alguns momentos lembrava cigarro.
Exame gustativo: Se alguém tem dúvidas do que é um vinho intenso, então deveria provar esse argentino. Gosto "amorangado", frutado, que permanece longamente na boca. Ele é bastante encorpado, parece que nunca vai 'abrir'. Não foi tão bem com a massa à bolognesa e, pelo que me lembro, foi uma das poucas vezes em que a massa da Veronese ficou deslocada em um jantar. O vinho tornou-se o protagonista sem esforço.
Nota: 92.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Uso de dourado e hot stamp e azul escuro criou uma atmosfera antiga.
Exame visual: Intenso bordô indo para violeta
Exame olfativo: Aromas se abriram aos poucos. Surgiu, fruta madura e tabaco.
Exame gustativo: Alguns dias antes da última viagem que fizemos à Buenos Aires, provamos um vinho deste produtor. O resultado tinha sido ótimo. Acabei encontrando este Grand Vin por lá e resolvi comprar. Abrimos somente agora. É um vinho com muita estrutura e bastante inteso, com muita extração de fruta. É um vinho que se aberto agora precisa decantar, pois evoluiu muito na taça. Predomina a Malbec, que se apresenta com estilo e bastante encorpado com taninos firmes. Boa permanência. Notas de madeira ainda aparecem. Caso tenha uma garrafa desta aconselho não abrir agora, esperar mais alguns anos. Se for abrir agora, aconselho escolher uma comida com bastante peso para suportar toda a força do vinho e beba bastante água.
Nota: 91.0

9 de maio de 2010

Maycas del Limari Reserva Syrah 2005- Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon 2006


Nome: Maycas del Limari Reserva- Marques de Casa Concha
Safra: 2005 - 2006
País: Chile - Chile
Região: Limari - Maipo
Produtor: Viña Maycas del Limari - Concha y Toro
Site: http://www.maycasdellimari.com/ - http://www.conchaytoro.com/
Importador: Fasano -

Uvas/Corte: Syrah 100% - Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 14,5% -
Rolha: Cortiça - Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 85 - -
Onde foi comprado: Alipão, -
Quando foi comprado: 7 de abril de 2010
Degustado em: 7 de abril de 2010
Onde bebeu: -
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio e demais participantes da reunião.

Comentário do Produtor
Esse Syrah 2005 de 57 junkas (570 dias da data da colheita até o engarrafamento) é uma expressão exuberante de aromas de frutos negros e especiarias. Apresenta uma bela cor púrpura escura e densa. Ao nariz os aromas são de amora, cereja, toques de pimenta preta e especiarias. Denso e aveludado com sabor de frutas muito maduras o paladar é envolvente e elegante ao final. Delicioso para se beber agora e continuará a se desenvolver ate 2015.

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: Durante um jantar de trabalho, foram degustadosestes dois vinhos. Estava com uma grande expectativa com relação ao Maycas del Limari. Havia degustado um Cabernet Sauvigno dele e o resultado tinha sido muito bom. O Syrah é um bom vinho, mas não surpreendeu. O paladar ficou muito preso à uma futa madura em excesso, faltou um pouco mais de complexidade e elegância. Pretendo provar novamente para confirmar. O segundo vinho da noite foi um Cabernet Casa Concha. Também um bom vinho, mas que não surpreendeu. Bom corpo, correto, mas Pareceu um pouco fechado. Acho que esperávamos mais dos vinhos.
Nota: 88.0 + - 88.0

Pergunta da Semana - 167

- Qual foi o vinho mais velho que você já degustou? Quantos anos o vinho tinha quando foi aberto?

Esta pergunta foi inspirada em uma de nossas últimas degustações, a do Montchenot 20 Años. Toda quarta-feira, publicamos aqui uma pergunta relacionada ao mundo do vinho para saber mais sobre os seus hábitos e gostos.

5 de maio de 2010

La Ina Jerez Fino - 17ª Harmonização Virtual

Batatas bravas com molho picante e Figo com queijo azul e presunto tipo parma

Esta foi a 17ª Harmonização Virtual entre Blogs, organizado pelo Le Vin au Blog junto com o Gourmandise. Os comentários, tanto aqui quanto no Gourmandise, estão sendo publicados a partir de hoje. Outros blogs aderiram à ideia e já colocaram no ar seus comentários, como Pequenos Prazeres e o Vinhos de Corte.

Nome: La Ina
Safra: -
País: Espanha
Região: Jerez de la Fronteira
Produtor: La Ina
Site: http://www.lustau.es/
Importador: Vinci Vinhos

Uvas/Corte: -
Teor alcoólico: 15%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 70,00
Onde foi comprado: Vinci Vinhos em São Paulo pelo Daniel
Quando foi comprado: -
Degustado em: 2 de maio de 2010
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com:Higos con Jamón y queso azul e Patatas Bravas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
one-dry with a lovely pale-straw hue, this medium-bodied sherry features fresh apple, almond and yeast flavours from its biological aging under a protective layer of flor yeast. La Ina is an ideal companion for olives, nuts, cheese, anchovies, sardines, shrimp or grilled sausages, and should always be served well chilled.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Superclarinho.
Exame olfativo: Cheiro adocicado no início. Lembrava cheiro de vinho do porto.
Exame gustativo: Fizemos a 17ª harmonização virtual ao som da banda espanhola Jarabe de Palo, uma das preferidas do Claudio. A preparação desta harmonização foi relativamente simples, apesar da dificuldade de se encontrar figos em um domingo à noite. Eu não me preocupei muito com isso, pois passei o dia todo debruçadas nos livros, enquanto o Claudio providenciava os ingredientes. Além de descascar as batatas, fiquei responsável pela preparação dos figos com queijo azul e presunto tipo parma. Foi bem fácil. E gostei bastante do resultado. As três texturas formam uma boa combinação. O sabor delas misturado também é algo a ser provado. Foi o que harmonizou melhor com esse jerez. Já as batatas bravas, apesar de ficarem saborosas, na minha opinião, não devem ser misturadas com o La Ina. Ficou horrível. Preferi comê-las separadamente. O molho está fantástico. Agora, se for falar do vinho sozinho, espero não precisar tocar naquela meia garrafa que sobrou na geladeira. Tomei menos de uma minitacinha e foi mais do que o suficiente. Parecia puro álcool e com um sabor detestável. Claudio ainda fez várias tentativas. Eu resolvi parar logo na saída.
Nota: 79.0
Nota: 86.0 (para o figo) e 79.0 para as batatas

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples e equilibrado.
Exame visual: Bastante claro e límpido. Leve dourado.
Exame olfativo: Nariz rico. Leve álcool no início. Mistura de notas minerais com algo de madeira adocicada, alguma coisa de pêra. Elegante.
Exame gustativo: Depois de várias ideias sobre qual vinho escolher para esta harmonização virtual, resolvemos escolher um Jerez. Tínhamos algumas receitas de tapas, com ingredientes distintos e optamos por um vinho que pudesse funcionar com esses aperitivos, além de entrar no clima espanhol. O La Ina não é um vinho tão fácil. Ao primeiro gole, você instintivamente vai esperanto algo adocicado na boca e o que você encontra é o extremo oposto. Um vinho bastante seco e com notas até levemente salgadas. Passado o susto inicial, você vai entendendo o vinho e é possível observar suas qualidades e sutilezas. Uma experiência diferente. Partimos para fazer os testes de harmonização, além dos figos e batatas, tínhamos alguns pedaços de queijos. O figo fresco, com queijo azul e presunto se mostrou uma excelente entrada, boa mistura de sabores, fácil de se fazer e surpreendente. O leve adocidado do figo, deu um quebrada no vinho e achei que funcionou bem. Não chegou a ser uma harmonização perfeita, mas agradou. As batatas ficaram ótimas. Dei uma segurada um pouco na pimenta e o molho não ficou tão forte, mas para o meu paladar, o picante do molho estava acentuando o álcool do vinho e mostrando um desequilíbrio. Não funcionou muito bem. Vale provar um pedaço de pão com o molho de tomate... Ficou muito bom. Dos queijos testados, o Jerez funcionou bem com um gouda com cominho. Ao fundo, a música do Jarabe de Palo harmonizou com todo o jantar. Valeu a experiência.
Nota: 87.0+
Nota Harmonização: 87.0

4 de maio de 2010

Laurent Miquel Père et Fils - Syrah / Grenache 2007


Nome: Laurent Miquel Père et Fils
Safra: 2007
País: França
Região: -
Produtor: Laurent Miquel
Site: www.laurent-miquel.com
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Syrah 75% e Grenache 25%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Sintética
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 22,98
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul, em Botafogo
Quando foi comprado: 13 de abril de 2010
Degustado em: 13 de abril de 2010
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizza Dominos três queijos e cogumelos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Typical Southern French blend with dominant spicy Syrah and juicy full grenache. This wine offers a ripe nose of red fruits, with delicious mocha herbs and spices. The palate is mellow with intense berry flavourw and characteristic rosemary, thyme and floral notes. A real taste of the garrigue.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi. Cor de vinho em capa de livro.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Finalmente nos lembramos de pedir pizza numa terça-feira para aproveitar a promoção de pizza em dobro da Dominos. Para acompanhar a pizza, Claudio deu um pulinho no Zona Sul para comprar um vinho da promoção. Este vinho francês tem bom custo/benefício. Gostamos. Ele tem um adocicado que vai do início ao fim. Presença de saber de frutinhas vermelhas, bem agradável.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Existe uma impressão de branco sobre branco que dá um charma ao rótulo.
Exame visual: -
Exame olfativo: Leve nariz com notas de amora e toques de embutido. Conjunto leve.
Exame gustativo: Vinho francês básico e bem feito. Corpo médio/leve, elegante com notas leves de fruta como cereja na boca. Acidez presente e cresceu um pouco na taça, ganhando mais fruta e deixando seu final mais presente. Final com notas doces. É um vinho correto e agradável para o dia-a-dia.
Nota: 86.0+

1 de maio de 2010

Montchenot 20 años - 1988 #cbe



Nome: Montchenot 20 años
Safra: 1988
País: Argentina
Região: Mendoza - Maipú
Produtor: Bodegas Lopez
Site: www.bodegaslopez.com.ar
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec
Teor alcoólico: 12,9%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 1.127 - Estiba nº 23
Preço: -
Onde foi comprado: Buenos Aires, pelo Marcelo e Carol
Quando foi comprado: Fevereiro de 2010
Degustado em: 30 de Abril de 2010
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Queijos ementhal, brie, grana padano e gouda com cominho com ciabatta, baguette e baguette com provolone
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Referencia al vino.
Elaborado con uvas cuidadosamente seleccionadas provenientes de nuestra finca La Marthita, de antiguos viñedos plantados en 1940. El corte que constituye a este vino corresponde a las variedades Cabernet Sauvignon, Merlot y Malbec, con gran predominio de la primera.
Añejamiento. El añejamiento se produce en toneles de roble Francés, de 5.000 a 20.000 litros de capacidad, donde el vino evoluciona favorablemente durante largos años adquiriendo una notable complejidad de sabores y aromas. En 1998 este vino fue puesto en botellas de 750ml donde comienza un largo proceso de evolución, al cabo de 10 años de estiba es vestido y se encuentra disponible para ofrecer todas sus virtudes a un exigente amante del vino.
Notas de degustación. Vino de color rubí intenso, con marcados tonos caoba. Se manifiestan aromas complejos. En boca revela una excelente estructura con taninos suaves y untuosos, presentando un largo final.
Degustación. Nosotros hemos tenido la paciencia de custodiar este especial vino que ha llevado más de una generación de cuidados. Merece ser tomado con tiempo. Para poder degustarlo en su plenitud se necesita la misma paciencia y decantarlo con tranquilidad. Vertirlo despacio en una jarra decánter lamiendo sus paredes, le permitirá apreciar la profundidad de su color rubí oscuro con matices caoba y su transparencia. La aireación ayuda a despertarlo de la estadía de tantos años en botella enalteciendo sus cualidades. Agitando suavemente el decánter y a medida que transcurren los minutos se van liberando sus intensos aromas producto de la evolución del Cabernet Sauvignon en vasijas de roble y completando su complejo sabor. Por sus características es un vino ideal para acompañar carnes rojas y comidas con salsas suaves, o disfrutarlo en una prolongada sobremesa. “El tiempo y la paciencia dedicados al añejamiento no se los pedimos a usted, los ponemos nosotros”

Comentário da Rafaela
Exame visual: Tom alaranjado.
Exame olfativo: Eu senti álcool no início, mas depois foi perdendo o álcool e ganhando um cheiro mais licoroso.
Exame gustativo: Nem me lembro mais, mas acho que é esta é a terceira ou quarta vez que degustamos um Montchenot. A expectativa em relação a ele sempre costuma ser alta. Desta vez, motivamos pelos "20 años" estampados no rótulo, a expectativa estava lá em cima. Ele não decepcionou. Trata-se de um vinho leve, mas intenso, com gosto bem marcado. Como o Claudio costuma dizer, é um vinho mais com cara de velho mundo, apesar da procedência argentina. De início, senti um gosto ligado à fazenda e não ao lado mais glamuroso de uma fazenda... Depois, foi melhorando, passou para gosto de rabanete, cereja e foi se encaminhando para frutas vermelhas mais ao final. Lá pelo meio da degustação, Claudio me perguntou o que havia acontecido em 1988. Lembrei de algumas coisas, mas algo bem marcante para aquela pré-adolescente foi a novela Bebê a Bordo. Este Montchenot foi o vinho mais velho que já bebi. Para ele, agora pelo menos, o ditado tão batido - e nem sempre verdadeiro - serve direitinho: quanto mais velho, melhor.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Tradicional, assim como o estilo do vinho.
Exame visual: Vinho demostra a sua idade pela cor alaranjado, mas muito leve e límpido.
Exame olfativo: Depois de 40 minutos no decanter ainda um poucoi fechado. Realmente foi abrir depois de 1h30 aerando. Notas delicadas e sutis de fruta licorosa, um pouco de terra e oxidação e ainda apareceram notas de carne. Instigante.
Exame gustativo: Este foi o vinho que escolhemos para ser degustado para a 41ª edição da Confraria Brasileira de Enoblogs. O perfil do vinho (vinho de corte com três uvas diferentes) que seria bebido foi indicado pelo meu amigo e blogueiro Daniel, do Vinhos de Corte. Aproveitamos a indicação e resolvemos escolher o Montchenot 1988 que estava em nossa adega. Provar um vinho com 22 anos é sempre um momento especial. Para quem não conhece a linha de vinhos Montchenot, ela é feita "à moda antiga". Diferente da grande maioria dos vinhos argentinos atuais (fruta em excesso, potência e álcool elevado), o Montchenot prima pelo equilíbrio, longevidade e principalmente elegância. Um vinho com muitas características de velho mundo. Os vinhos Montchenot são colocados no mercado com 10, 15 ou 20 anos de idade. O vinho fica em tonéis de carvalho francês de 5.000-20.000 litros de capacidade durante 10 anos. Aí eles são engarrafados. A linha "20 años" fica mais 10 anos repousando na Bodega antes de ir ao mercado. No início do ano, meu amigo Marcelo foi a Buenos Aires e aproveitei para encomendar esta garrafa (ele não é importado para o Brasil). Gosto muitíssimo do estilo deste vinho. Já tínhamos provado outras 3 garrafas (da série 10 anos) 1994, 1996 e 1997. Este foi o mais velho que abrimos. Vamos ao vinho: este vinho precisa decantar. Começamos a degustar com 40 minutos do vinho no decanter. Só a partir daí ele foi abrindo. Meu conselho, se for degustar uma garrafa desta, é deixar ao menos 1h30 respirando. É um clássico estilo de vinho velho mundo. Corpo médio para leve e com ainda uma boa acidez. É um vinho para escoltar comida, ele irá crescer. Provamos com 4 tipos de queijos diferentes e pães. Funcionou bem. Mostrou ainda uma boa evolução na taça. Muito equilíbrio e elegância. Seus 12,9% de álcool estão na medida para este estilo. Um vinho prazeroso, rico na boca. Um argentino com alma francesa. Ainda vivo e com fôlego para mais um tempinho na garrafa. Notas delicadas de frutas, saboroso. É um estilo de vinho que eu gosto muito e recomendo.
Nota: 91.0