18 de novembro de 2010

Prosecco Agostinetto Valdobbiadene / Cabernet La Manzane - 2008


Nome: Prosecco Agostinetto Valdobbiadene / Cabernet La Manzane
Safra: - / 2008
País: Itália
Região: Valdobbiadene / Treviso - Vêneto
Produtor: Agostinetto - La Manzane
Site: http://www.agostinetto.com/ / http://www.lemanzane.it/
Importador: -

Uvas/Corte: Prosecco / Cabernet Franc
Teor alcoólico: 11,5% / -
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: 2 euros cada taça
Onde foi comprado: Ristorante Taverna, em Belluno
Quando foi comprado: 15 de setembro de 2010
Degustado em: 15 de setembro de 2010
Onde bebeu: Ristorante Taverna, em Belluno
Harmonizado com: Gnochi di Zucca con Riccota affumicata (Rafaela) e Pappardele ao mirtilo con ragú di cinghiale (Claudio) e Skiz Pastin e funghi con polenta (Claudio)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Prosecco: Spumante extra dry piuttosto secco con particolare attenzione verso la struttura e la durata nel tempo; canali di vendita quasi esclusivamente ristoranti ed enoteche.

Cabernet: Colore rosso rubino che invecchiando diviene granato. Profumo vinoso intenso, gradevole. Sapore asciutto, corposo, lievemente erbaceo, aromatico e deciso.
E’ indicato con piatti di carne e formaggi.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este post precisa começar um dia antes, quando chegamos a Belluno sem hotel reservado. Olhamos na internet e achamos a indicação de alguns. Um deles, descobrimos logo em seguida, estava fechado, apesar da placa enorme na fachada. Outro, lotado. Ciclistas costumam ir a Belluno para passeios pelas montanhas e havia um grupo deles nesse segundo hotel. Já meio desesperados, fomos a uma agência de viagem. Gastamos nosso italiano. No final, a moça da agência desceu até a rua para nos explicar onde poderíamos encontrar duas opções. A primeira era uma casa de férias, da igreja católica. Fomos até lá, como havia vagas, acabamos ficando ali mesmo, mesmo com os horários rígidos - tínhamos de voltar até as 23h, senão ficaríamos para fora. Deixamos as malas e saímos atrás de um restaurante. Cidade pequena, havia poucas opções. Acabamos indo a uma pizzaria onde tinha mais movimento. Foi uma boa escolha, pois a pizza era ótima. Pedimos um vinho da casa. Claudio detestou o vinho. Eu estava gostando do clima do jantar, com direito a cantor italiano, cantando músicas em italiano! Lembrei-me do cara que canta(va) na Macarronada Italiana em Florianópolis. :) A pizza foi um presente da minha mãe, "para comermos por ela a pizza tão boa da Itália". Voltamos a tempo ao hotel. Ufa! Na manhã seguinte, era o dia especial, de visitar as cidadezinhas dos parentes. Acordamos cedo. Na frente da casa de férias, havia um grupo de brasileiros, logo reconheci o (meu) sotaque, mas fiquei calada no meu canto. Depois de um imenso café com leite na praça central de Belluno, partimos para Cesiomaggiore, Anzaven e Feltre. Cesiomaggiore, como já disse, foi onde nasceu meu avô paterno. Anzaven foi onde meus bisavós moraram até se mudar para o Brasil. Feltre, não na cidade, foi onde nasceu minha bisavó. Foi um dia emocionante. Fiquei imensamente feliz de ter feito essa viagem. Foi realmente especial. Na volta para Belluno, passamos em um museu, o Museo Etnografico della Provincia di Belluno, destino certo de todo descendente de italianos da região do Vêneto, basta dar uma olhadinha no livro de visitas. Vale mesmo a visita, ali eu entendi vários dos costumes que fizeram parte da minha infância no Rio Grande do Sul. Lembrei também da professora Luci, que em 1989 foi quem pela primeira vez alertou para a ascendência italiana. De volta a Belluno, fomos procurar um lugar para jantar. Acabamos no Taverna, que não tínhamos visto na noite anterior. Restaurante antigão, tradicional, mas com pratos 'modernos' e deliciosos. Comi um nhoque que deixou saudades. Voltaria lá só para provar novamente. Claudio escolheu uns pratos menos convencionais. Para acompanhar meu nhoque, escolhi esse prosecco, bem gostoso. Depois, enquanto Claudio comia o secondo, pedi mais uma tacinha. Claudio pediu sugestão de um tinto para o garçom. Ótima escolha. Dali, no dia seguinte, partimos para a Áustria. Ah, sim, antes que eu me esqueça. Depois que voltamos do restaurante, havia um grupo na recepção da casa de férias, falando gauchês, claro. Conversamos um pouco e, para ver como esse mundo é pequeno, uma das integrantes do grupo de brasileiros de Erechim também era de Esmeralda! Ficamos todos impressionados.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Um dos jantares mais saborosos que fizemos durante nossa viagem foi na pequena cidade de Belluno no restaurante Taverna. Chegamos lá na véspera e na primeira noite resolvemos comer uma pizza. Foi divertido, a pizza estava boa, um cantor italiano bem animado cantava boas músicas. Pedimos um vinho da casa, que durante toda a viagem tinha sido boa opção, porém o vinho que pedimos para acompanhar a pizza foi o mais fraco da viagem, uma pena. Na noite seguinte, saímos caminhando pela cidade para ver as (poucas) opções de restaurantes. Por acaso, escolhemos o Taverna e foi uma das melhores escolhas que fizemos. O cardápio do restaurante não era extenso, mas recheado de opções muito atraentes. Foi difícil escolher qual prato comer. Para acompanhar, resolvi pedir vinhos em taça, assim poderíamos provar mais de uma opção. Como estávamos ali, colados à região de Valdobbiadene, resolvemos abrir a noite com um Prosecco. O espumante estava delicioso, boa acidez, agradável e muito bem feito. Foi uma grata surpresa, assim como os surpreendentes pratos. A Rafaela resolveu pedir mais uma taça do Prosecco e eu pedi a ajuda para um garçom, que parecia dono do restaurante, para escolher uma taça de vinho tinto. Ele sugeriu um Cabernet. Sugestão aceita, segundo prato chegando, quando fui provar o vinho, a surpresa, esperava um Cabernet Sauvignon e na boca o vinho tinha todas as características de um Cabernet Franc. Confirmei com o garçom que confirmou: "Sim, claro, Cabernet Franc." Como eu gosto muito de Cabernet Franc, a surpresa não poderia ser melhor. Passei a observar os tintos da região e muitos rótulo feitos apenas com esta uva. Vinho com boa tipicidade, com notas vegetais e leve fruta finalizando o agradável conjunto. Fiquei com vontade de provar outros Cabernet Francs italianos. Belo jantar, bela noite.
Nota: 89.0

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