1 de novembro de 2010

Domaine La Suffrene 2009 - Bandol


Nome: Domaine La Suffrene
Safra: 2009
País: França
Região: Bandol
Produtor: Domaine La Suffrene
Site: http://www.domaine-la-suffrene.com/domainea.html
Importador: -

Uvas/Corte: Mourvèdre 40 %, Cinsault 30 %, Grenache 20 % e Carignan 10 %
Teor alcoólico:14%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: -
Preço: 11 euros
Onde foi comprado: Bandol Wines, em Bandol
Quando foi comprado: 8 de setembro de 2010
Degustado em: 10 de setembro de 2010
Onde bebeu: Lavagna, Itália
Harmonizado com: Focaccias e pizzas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Notre vin rosé, tout aussi fidèle à la typicité du Bandol, est composé de Mourvèdre (40%), de Cinsault (30%), de Grenache (20%), et de Carignan (10%)Les fermentations malo-lactiques sont généralement bloquées pour garder de la fraîcheur et de la vivacité. C'est un vin complexe, gras, long en bouche, qui se veut aussi bien un vin de repas qu'un vin d'apéritif.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Durante alguns dias, provamos apenas vinhos da casa nos lugares que escolhíamos para jantar ou almoçar. Foi assim em Cannes, em Nice e em Gênova. Também provamos vinhos em uma loja da cidade de Bandol. Aliás, ótimos vinhos. Outra coisa que nos impressionou foi a simpatia do vendedor. Estávamos realmente muito esculhambados quando entramos na loja, vindos da praia... Na loja, havia já algumas pessoas bem arrumadas. Para o vendedor não fez a mínima diferença... Provei um vinho rosé fantástico, este que seria bebido dias depois na véspera de conhecer Cinque Terre, na Itália. Nesse dia em que passamos em Bandol, começamos com um rápido passeio por Manosque, depois seguimos para a fábrica da L'Occitane, onde visitamos um museu e fiz algumas comprinhas. Dali, fomos em direção ao Mar Mediterrâneo e passamos por Bandol - havia ali um grupo de brasileiros. Nosso destino era Toulon. Nesse dia, passamos por uma praia pequena, de pedras e encostada contra um penhasco, bem bonita. Em Toulon, à noite, passeamos por um parque que parece ficar bem movimentado no verão. No dia seguinte... Bom, o dia seguinte foi meio ruim. Pegamos em Toulon um protesto contra o aumento da idade para se aposentar, que nos atrapalhou bastante. Depois, mais trânsito em Saint-Tropez. Fiquei com uma péssima impressão. Só volto lá em baixa temporada. Chegamos a Nice só no final do dia, já meio cansados. A cidade é tão linda que anima! Há noite, há muitas pessoas pela rua e o clima da cidade é fantástico. Eram nossos últimos dias na França. No dia seguinte, fomos a Cannes, cidade bonita. Foi lá que provei pela primeira vez mexilhões com batatas fritas, acompanhados por um bom rosé. Adorei! Nesse dia, antes de irmos a Cannes, fomos conhecer Saint-Paul de Vence. Pequena cidade, também no alto de uma montanha, que respira arte. De pouco em pouco, há uma estátua ou uma obra artística, além de as casas serem todas de pedras e a vista de lá ser impressionante. Recomendo! Foi dali que fomos a Cannes e até pegamos uma prainha à tarde. Na volta a Nice, jantamos em um italiano. Pizza, acompanhada pelo vinho da casa. O dia seguinte foi de belas paisagens à beira do Mediterrâneo. A cor daquela água é linda! Antes de chegarmos à Itália, ficamos algumas horas em Mônaco. Trata-se de um país menor que uma cidade, bem apertadinho contra as montanhas. Os carros que circulam pelas ruas são bem bonitos. Claudio ficou o tempo todo identificando o circuito da F-1. :) Depois, passamos por Sanremo e seguimos para Gênova. Estávamos meio preocupados, pois não tínhamos hotel reservado. Na Itália, não encontramos tantas redes de hotéis como havia na França. Depois de mais de 10 dias viajando pela França, à primeira vista, achamos a Itália meio bagunçada, mas logo nos acostumamos com esse novo ritmo. Acho que essa é uma reação é meio natural, como em qualquer mudança. Depois de perguntar em vários hotéis se havia vaga, encontramos um de nosso agrado, chamado Hotel Vittoria. O senhor que nos atendeu era uma figura. Pareceu ser um hotel familiar. O irmão dele, tão velhinho quanto, era o mensageiro. O banheiro parecia o de casa de tia que nunca fez reforma, com azulejos bem coloridos. Não achei ruim não. O chuveiro era bem bom. Em frente ao hotel, jantamos em um restaurante indicado pelo senhor da recepção. Comi uma massa diferente com pesto genovese. Afinal, estava em Gênova. Aliás, antes que eu me esqueça, foi dali que saíram meus antepassados, rumo ao Brasil, há mais de 100 anos! Fizemos fotos no porto. De Gênova, seguimos passeando pela costa italiana até Lavagna, uma cidade antes das Cinque Terre. No dia seguinte nos dedicaríamos a elas. Como já havíamos aprendido que tudo pode fechar bem cedo na Europa, compramos uma coisinhas para nosso jantar. E, para acompanhar, abrimos o rosé comprado lá em Bandol. Antes de viajar, várias pessoas me perguntaram se estava prepara para enfrentar os italianos, que eles não eram simpáticos com turistas... Em Lavagna tivemos uma experiência que comprovou exatamente o contrário. Queríamos resfriar o vinho, mas não encontramos gelo para fazer isso nos supers locais. Claudio viu uma peixaria e sugeriu vermos se lá vendia. Não vendia, mas a moça que nos atendeu apontou para um freezer onde estavam legumes congelados e perguntou se queríamos um pouco do gelo que estava ali. Chamou então um outro funcionário, que, com uma faca, raspou pedaços de gelo e os colocou em um saco. Saímos de lá agradecidos. Nosso vinho geladinho estava garantido. :) Para terminar, vale dizer que o vinho é realmente muito bom.
Nota: 91.0

Comentário do Claudio
Rótulo:

Exame visual: Leve rosado, bonito.
Exame olfativo: Nariz rico e de difícil definição. Prazeroso.
Exame gustativo: Alguns complementos ao relato da Rafaela: Já tinha planejado beber um bom rosé quando estivéssemos à beira do Mediterrâneo. Um dos primeiros locais de praia que fomos foi Bandol. Bandol é um lugar interessante. Os vinhedos ficam muito próximos ao mar. Depois de um mergulho nas lindas águas do Mediterrâneo, voltamos para a cidade, onde avistamos uma loja de vinhos. Resolvemos parar por lá e conhecer a loja. Tivemos ótima surpresa. O vendedor da loja fui muito simpático, falou bastante sobre os vinhos e a região. Ele nos ofereceu alguns vinhos. Provei quatro deles e todos fantásticos. O mais interessante é que os vinhos de Bandol não têm o preço de outras regiões mais badaladas. Os vinhos realmente impressionaram. Era para comprar uma garrafa e acabamos saindo de lá com 3. E com vontade de ter levado outras tantas. Um dos vinhos comprados foi este que comentarei aqui. Durante estes dias degustamos alguns vinhos dos restaurantes que passamos. Destaque para um rosé que bebemos em um lindíssimo dia de sol, acompanhado por um prato que gosto: moules et frites. Fomos abrir esta garrafa de rosè já na Itália, na véspera de visitar Cinque Terre. Conseguimos um pouco de gelo, compramos pães italianos, queijos e degustamos em nosso hotel este delicioso Bandol. Vinho com bastante corpo e sabor muito intenso na boca. Muito bem feito, prazeroso de final marcado e intenso. Vinho pedia um prato de comida. Foi uma excelente surpresa. Fiquei fã dos vinhos de Bandol. Quem não os conhece, recomendo provar.
Nota: 90.0 +

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