17 de outubro de 2010

Domaine Pansiot 2008 - Hautes-Côtes de Nuits



Nome: Domaine Pansiot
Safra: 2008
País: França
Região: Bourgogne
Produtor: Domaine Pansiot
Site: http://www.domaine-pansiot.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça aglomerada
Numeração da garrafa: -
Preço: 6,50 euros (375ml)
Onde foi comprado: Naveau Fagon, Nuits-Saint-Georges
Quando foi comprado: 31 de agosto de 2010
Degustado em: 31 de agosto de 2010
Onde bebeu: Place de la Republique, em Nuits-Saint-Georges
Harmonizado com: Quiche Lorraine, Salada de tomate, pepino e queijo com pimenta-rosa e salada de batatas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do ProdutorRouge : avec un tempérament raisonnable, ni trop carré de tanins, ni trop charnu, il plaît aux viandes blanches comme le lapin mais aussi à l'agneau et au canard. Il supportera une cuisine très légèrement épicée et surprendra sur des plats salés/sucrés (canard à l'orange, tajines...). Un vin recommandable sur de nombreux mets car d'un équilibre très aimable. Fromages : soumaintrain affiné, nuits d'or, reblochon fermier, morbier.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Deixamos o hotel cedo na segunda-feira. Com nossas malas, ainda leves, caminhamos até a estação onde pegaríamos o metrô que nos levaria ao nosso carro - com apenas 7km rodados. Dali, seguimos para uma cidade muito bonitinha: Troyes. Não falo francês, Claudio arrisca algumas frases. Quando a moça da locadora nos perguntou para onde íamos, respondemos prontamente: "Troiê". Ela riu e falou: "Ah, Trrrôá". De uma forma ou de outra, e com a ajuda de nosso querido Manoel, o GPS emprestado pela Cris e pelo Flávio, chegamos lá. Que beleza aquela cidade. Chegamos com fome, para variar, mas logo encontramos uma espécie de padaria que servia saladas gostosas e quiches - neste ponto, eu ainda não havia enjoado de quiche Lorraine. :) Comemos também uma saborosa torta/cuca de cerejas. Que delícia! Era só o começo de uma dia muito legal. Dali, seguimos para Auxerre, cidade que nem ouso pronunciar. Bem bonita também, maior, mas menos charmosa do que "Trrrôá". Para este dia, ainda havíamos programado uma passadinha em Chablis. A cidade é bacana, bem pequena, mas depois das seis da tarde, você só encontra gatos pelas ruas, nem sinal de que alguém mora ali. Resolvemos dar uma volta, pois o dia ainda estava claro. Numa última ruazinha, havia uma casa com uma placa dizendo que ali havia venda de vinho e degustação. E que estava aberto. Tocamos a campanhia. Já estávamos quase indo embora, com o Claudio todo desapontado, quando surgiu um homem comendo um pedaço de pão. Era o dono da vinícola. Ele foi bem amável, apesar de não falar inglês e nós não falarmos francês. Claudio e ele conversaram alguma coisa muito além da minha compreensão. :) Compramos dois vinhos - um era para beber lá, mas acabamos trazendo ambos. Dali, seguimos para Dijon, onde iríamos dormir. Chegamos tarde e por pouco, muito pouco, não ficamos sem jantar. Estava tudo fechado naquela hora da segunda-feira, 23h. Na manhã seguinte, conhecemos melhor a cidade e a impressão melhorou. Dijon tem um mercado fantástico. Havia chegado a hora de nos embrenharmos pela Borgonha e lá fomos nós. Depois de uma passadinha por Gevrey-Chambertin, onde provamos vinhos, seguimos pelo meio dos vinhedos até o muro do Romanée Conti. Havia ali um grupo com guia e chegaram ainda outras pessoas para fazer o mesmo que a gente: tirar uma fotinho em frente à placa famosa. A fome bateu forte nesta hora e resolvemos parar na próxima cidadezinha: Nuits-Saint-Georges. Comprei umas comidinhas, enquanto Claudio escolhia um vinho na loja ao lado. Nos instalamos na pequena praça central. Achei que seríamos até multados por isso, mas lá pelas tantas um guarda passou por ali e falou: "Bon Appétit!" Relaxei. Foi um ótimo almoço. Dali, seguimos para a bela Beaune. O vinho era leve, bom, a seguir o Claudio fala algo sobre ele. Confiram!
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:

Exame visual: Rubi leve
Exame olfativo: Bem típico de Pinot Noir
Exame gustativo: Antes de falar sobre o vinho, vou completar o que a Rafaela escreveu. Os vinhedos ao redor de Chablis são vastos e muito bonitos. E acabaram criando uma boa expectativa de comprarmos alguma garrafa quando chegássemos na cidade. Porém, quando chegamos na pequena e charmosa Chablis tudo estava fechado e ninguém na rua. Primeira lição da viagem: no interior da França, as coisas fecham na hora do almoço e também cedo no final do dia. Mesmo assim resolvemos andar pela cidade. Tinha que provar algum Chablis em Chablis. Encontramos a cave de Thierry Laffay, ótimo produtor, aberta. Ele demorou a aparecer... Quando estávamos quase desistindo, ele apareceu. Parecia que estava jantando. Ele nos recebeu muito bem, contou detalhes da propriedade e da produção. Provamos vários de seus vinhos, todos muito bons e saímos de lá felizes e com duas garrafas na mala. Seguimos para Dijon. Chagamos bem tarde e foi difícil conseguir um local para comer. Conseguimos no L'imprimerie. Lá provei o primeiro Pinot Noir da viagem, uma taça do Bourgogne Pinot Noir Paillard. Muito agradável. Pela manhã, fizemos um passeio que gosto muito: visitamos o mercado de Dijon. Seguimos para um belo passeio em um dia lindo, Côte-d'Or, de Dijon até Beaune. O caminho no meio dos parreiras é lindo e empolgante. As uvas estavam grandes, às vesperas de serem colhidas. Depois de diversas paradas, entramos em Gevrey-Chambertin onde degustamos alguns ótimos vinhos de Philippe Leclerc. Seguimos para fazer umas fotos junto ao muro que demarca as parreiras do famoso Domaine de la Romanée Conti. Nosso almoço foi em Nuits-Saint-Georges. Resolvi comprar uma meia garrafa para acompanhar nossa comidinha. Um Pinot leve, frutado e bastante agradável. Fácil de se beber e de se gostar, combinou bem com o clima do nosso almoço, em plena praça de Nuits-Saint-Georges. Um bom vinho. O passeio por essa região é muito bonito. Quem gosta de vinhos, deve um dia passar por lá.
Nota: 88.0

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