1 de maio de 2010

Montchenot 20 años - 1988 #cbe



Nome: Montchenot 20 años
Safra: 1988
País: Argentina
Região: Mendoza - Maipú
Produtor: Bodegas Lopez
Site: www.bodegaslopez.com.ar
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec
Teor alcoólico: 12,9%
Rolha: Cortiça
Numeração da garrafa: 1.127 - Estiba nº 23
Preço: -
Onde foi comprado: Buenos Aires, pelo Marcelo e Carol
Quando foi comprado: Fevereiro de 2010
Degustado em: 30 de Abril de 2010
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Queijos ementhal, brie, grana padano e gouda com cominho com ciabatta, baguette e baguette com provolone
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Referencia al vino.
Elaborado con uvas cuidadosamente seleccionadas provenientes de nuestra finca La Marthita, de antiguos viñedos plantados en 1940. El corte que constituye a este vino corresponde a las variedades Cabernet Sauvignon, Merlot y Malbec, con gran predominio de la primera.
Añejamiento. El añejamiento se produce en toneles de roble Francés, de 5.000 a 20.000 litros de capacidad, donde el vino evoluciona favorablemente durante largos años adquiriendo una notable complejidad de sabores y aromas. En 1998 este vino fue puesto en botellas de 750ml donde comienza un largo proceso de evolución, al cabo de 10 años de estiba es vestido y se encuentra disponible para ofrecer todas sus virtudes a un exigente amante del vino.
Notas de degustación. Vino de color rubí intenso, con marcados tonos caoba. Se manifiestan aromas complejos. En boca revela una excelente estructura con taninos suaves y untuosos, presentando un largo final.
Degustación. Nosotros hemos tenido la paciencia de custodiar este especial vino que ha llevado más de una generación de cuidados. Merece ser tomado con tiempo. Para poder degustarlo en su plenitud se necesita la misma paciencia y decantarlo con tranquilidad. Vertirlo despacio en una jarra decánter lamiendo sus paredes, le permitirá apreciar la profundidad de su color rubí oscuro con matices caoba y su transparencia. La aireación ayuda a despertarlo de la estadía de tantos años en botella enalteciendo sus cualidades. Agitando suavemente el decánter y a medida que transcurren los minutos se van liberando sus intensos aromas producto de la evolución del Cabernet Sauvignon en vasijas de roble y completando su complejo sabor. Por sus características es un vino ideal para acompañar carnes rojas y comidas con salsas suaves, o disfrutarlo en una prolongada sobremesa. “El tiempo y la paciencia dedicados al añejamiento no se los pedimos a usted, los ponemos nosotros”

Comentário da Rafaela
Exame visual: Tom alaranjado.
Exame olfativo: Eu senti álcool no início, mas depois foi perdendo o álcool e ganhando um cheiro mais licoroso.
Exame gustativo: Nem me lembro mais, mas acho que é esta é a terceira ou quarta vez que degustamos um Montchenot. A expectativa em relação a ele sempre costuma ser alta. Desta vez, motivamos pelos "20 años" estampados no rótulo, a expectativa estava lá em cima. Ele não decepcionou. Trata-se de um vinho leve, mas intenso, com gosto bem marcado. Como o Claudio costuma dizer, é um vinho mais com cara de velho mundo, apesar da procedência argentina. De início, senti um gosto ligado à fazenda e não ao lado mais glamuroso de uma fazenda... Depois, foi melhorando, passou para gosto de rabanete, cereja e foi se encaminhando para frutas vermelhas mais ao final. Lá pelo meio da degustação, Claudio me perguntou o que havia acontecido em 1988. Lembrei de algumas coisas, mas algo bem marcante para aquela pré-adolescente foi a novela Bebê a Bordo. Este Montchenot foi o vinho mais velho que já bebi. Para ele, agora pelo menos, o ditado tão batido - e nem sempre verdadeiro - serve direitinho: quanto mais velho, melhor.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Tradicional, assim como o estilo do vinho.
Exame visual: Vinho demostra a sua idade pela cor alaranjado, mas muito leve e límpido.
Exame olfativo: Depois de 40 minutos no decanter ainda um poucoi fechado. Realmente foi abrir depois de 1h30 aerando. Notas delicadas e sutis de fruta licorosa, um pouco de terra e oxidação e ainda apareceram notas de carne. Instigante.
Exame gustativo: Este foi o vinho que escolhemos para ser degustado para a 41ª edição da Confraria Brasileira de Enoblogs. O perfil do vinho (vinho de corte com três uvas diferentes) que seria bebido foi indicado pelo meu amigo e blogueiro Daniel, do Vinhos de Corte. Aproveitamos a indicação e resolvemos escolher o Montchenot 1988 que estava em nossa adega. Provar um vinho com 22 anos é sempre um momento especial. Para quem não conhece a linha de vinhos Montchenot, ela é feita "à moda antiga". Diferente da grande maioria dos vinhos argentinos atuais (fruta em excesso, potência e álcool elevado), o Montchenot prima pelo equilíbrio, longevidade e principalmente elegância. Um vinho com muitas características de velho mundo. Os vinhos Montchenot são colocados no mercado com 10, 15 ou 20 anos de idade. O vinho fica em tonéis de carvalho francês de 5.000-20.000 litros de capacidade durante 10 anos. Aí eles são engarrafados. A linha "20 años" fica mais 10 anos repousando na Bodega antes de ir ao mercado. No início do ano, meu amigo Marcelo foi a Buenos Aires e aproveitei para encomendar esta garrafa (ele não é importado para o Brasil). Gosto muitíssimo do estilo deste vinho. Já tínhamos provado outras 3 garrafas (da série 10 anos) 1994, 1996 e 1997. Este foi o mais velho que abrimos. Vamos ao vinho: este vinho precisa decantar. Começamos a degustar com 40 minutos do vinho no decanter. Só a partir daí ele foi abrindo. Meu conselho, se for degustar uma garrafa desta, é deixar ao menos 1h30 respirando. É um clássico estilo de vinho velho mundo. Corpo médio para leve e com ainda uma boa acidez. É um vinho para escoltar comida, ele irá crescer. Provamos com 4 tipos de queijos diferentes e pães. Funcionou bem. Mostrou ainda uma boa evolução na taça. Muito equilíbrio e elegância. Seus 12,9% de álcool estão na medida para este estilo. Um vinho prazeroso, rico na boca. Um argentino com alma francesa. Ainda vivo e com fôlego para mais um tempinho na garrafa. Notas delicadas de frutas, saboroso. É um estilo de vinho que eu gosto muito e recomendo.
Nota: 91.0

4 comentários:

Anônimo disse...

Cláudio,

Sem dúvida o seu "vinho do mês" foi o mais interessante da CBE em
maio. Pelo visto, começamos bem!

abraço e parabéns pelo post, muito bem redigido.


Jeriel

Enoleigos disse...

Cláudio e Rafaela,

Meus parabéns pelo belíssimo post e, é claro, pelo belíssimo vinho escolhido.

Concordo em gênero, número e grau com o Jerial. O Vinho de vocês foi o mais interessante do mês de maio. Na minha próxima visita a BsAs com certeza trarei uma garrafa!

Enoabraços,
Gustavo

http://enoleigos.blogspot.com

Alexandre (Diário de Baco) disse...

é...pelo jeito foi bom mesmo né?

vou ter que encomendar um ou viajar logo pra lá e trazer umas garrafas.

pergunta indiscreta: sabe qto custa lá?

abs
Ale

Vinho para Todos disse...

Confrades,

assino embaixo: foi o vinho mais interessante da CBE esse mês.

Saúde!

VPT