30 de abril de 2009

Argento - Bonarda 2007



Nome: Argento
Safra: 2007
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Argento
Site: http://www.argentowine.com/
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Bonarda 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Sintética, cinza.
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 16,98 (achei que estaria menos de R$ 15, mas creio que este Bonarda não estava na promoção. Só percebi que tinha sido mais caro ao chegar em casa, talvez tivesse trocado por outro dentro da promoção do dia)
Onde foi comprado: Zona Sul, em Botafogo
Quando foi comprado: 7 de abril de 2009
Degustado em: 7 de abril de 2009
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizza de quatro queijos da Sadia
Com quem: Rafaela

Comentário do Produtor
An intense nose of fresh raspberries with light floral notes. Ripe red berry fruit flavours are combined with a touch of violet and lead into a soft, round finish.

Comentário Rafaela
Exame visual: Bem bordô.
Exame olfativo: Não consegui identificar um cheiro, mas senti que fazia o nariz arder.
Exame gustativo: Claudio viajou para São Paulo nesse dia. Aproveitei para ir ao cinema com a Marcela - vimos Quem quer ser um milionário. Na volta para casa, estava uma chuvinha e eu resolvi passar no supermercado. De frente para a prateleira de vinhos, pensei: por que não compro um vinho baratinho para eu beber com uma pizza? Liguei para o Claudio, que sempre ajuda os amigos a escolher seus vinhos por telefone diante das prateleiras dos supermercados, mas infelizmente ele não podia falar naquele momento. Assim, resolvi ir no que já era conhecido, o bom e velho Argento, com bom custo benefício. E ainda estava em promoção - mas só descobri em casa que o bonarda escolhido não estava... Pizza pronta, abri o vinho (depois que ganhamos do Marcel o abridor com dois tempos, eu passei a ser a abridora oficial aqui de casa), coloquei meia taça e me preparei para o jantar. Só que beber sozinha em casa não é muito divertido. Achei bem chato, para ser sincera. O vinho até nem pareceu tão bom. Não sei se foi a situação ou se ele estava diferente da outra vez em que havia bebido. Só sei que comi a pizza, tomei o que havia colocado e guardei o vinho na geladeira com 90% do conteúdo. Quando fui para Mendoza, eu até sai sozinha e tomei umas tacinhas, mas lá foi diferente...
Nota: 87.0

29 de abril de 2009

Vieja Parcela Sauvignon Blanc 2007


Nome: Vieja Parcela Reserva de la Familia
Safra: 2007
País: Uruguai
Região: San José
Produtor: Bodegas Castillo Viejo
Site: http://www.castilloviejo.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pelo Mauro
Onde foi comprado: No Uruguai, pelo Fernando
Quando foi comprado: -
Degustado em: 05 de abril de 2009
Onde bebeu: Na casa da Marcela e do Mauro
Harmonizado com: Moqueca de camarão
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro e Regina Helena

Comentário do Produtor:
Color: Verde suave vivaz.
Aroma: Muy intenso, con gran concentración a frutos tropicales, (melón, guayaba, mango), mas un soporte herbal, desarrollando notas muy agradables.
Boca: Ataque muy potente, sobresaliendo con mucha intensidad los frutos tropicales y herbales con un sutil toque de vainilla. Con un soporte ácido importante, que le da un equilibrio muy agradable al beberlo. Su persistencia es muy grata y prolongada.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Fomos convidados para esta moqueca no final da tarde de sábado e, apesar de estarmos com milhares de atividades marcadas para o domingo, tiramos duas horinhas para aproveitar o almoço na casa da Marcela e do Mauro. Moqueca feita pelo Mauro não é algo que se deva perder. Estava ótima. Bom, quanto ao vinho, lembro que gostei, mas infelizmente o sabor, aroma e afins se perderam entre tantas outras informações que preciso guardar na minha cabeça no momento. De qualquer forma, foi um ótimo almoço. Obrigada aos anfitriões.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples e correto. Sem grandes atrativos visuais.
Exame visual: Claro, límpido, leve dourado.
Exame olfativo: Muito agradável, com frutas como pêssego, melão e final com toque herbáceo.
Exame gustativo: Um Sauvignon Blanc uruguaio bastante agradável, com boa acidez e álcool equilibrado. Na boca repete o aroma, com uma boa mistura de frutas e um toque vegetal. Suportou bem a moqueca. Corpo médio assim como o seu final. Foi muito agradável assim como o almoço. Mais um bom vinho vindo do Uruguai.
Nota: 87.0

27 de abril de 2009

Casa Silva Colección - Cabernet Sauvignon 2007



Nome: Casa Silva Colección
Safra: 2007
País: Chile
Região: Colchagua Valley
Produtor: Casa Silva
Site: http://www.casasilva.cl/
Importador: Vinhos do Mundo

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 19,80 (375ml)
Onde foi comprado: Alipão, em Botafogo, no Rio
Quando foi comprado: 3 de abril de 2009
Degustado em: 3 de abril de 2009
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pães com azeites aromatizados em casa
Com quem: Claudio, Rafaela, Julia e Gilberto

Comentário do Produtor
Dark red with violet hues. Elegant aromas of red fruit and spices. Round structure and nicely balanced. On the palate notes of chocolate, black cherries and dried plums. Good concentration, persistent while soft tannins lead to a good finish.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Na garrafa, tinha cheiro de picolé de uva e de pó de sorvete. Depois, ficou bem diferente.
Exame gustativo: Melhor o cheiro que o gosto. Este foi o vinho que escolhi para bebermos com os azeites, antes de experimentarmos os vinhos da 12ª harmonização virtual, que viria depois. Achei um vinho simples, não ruim, mas sem muito destaque.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Segue a linha tradicional da Casa Silva. A logomorca poderia sofrer uma nova leitura.
Exame visual: Violeta vivo, jovem e claro.
Exame olfativo: No início algo doce, que lembrava algum tipo de sorvete da infância. Depois apareceu álcool e decaiu um pouco.
Exame gustativo: Este é um Cabernet básico da Casa Silva. Simples, de estilo frutado e leve. Vinho feito para agradar. Levemente "fake". Beba sem maiores pretenções.
Nota: 86.0

25 de abril de 2009

Pergunta da Semana - 114

Toda semana o Le Vin au Blog publica uma nova pergunta para conhecer um pouco mais dos seus gostos e hábitos. Inspirados em nossa ida a um wine bar na semana passada, onde sempre tentamos escolher vinhos diferentes para provar, nesta semana, o Le Vin au Blog pergunta:

- E você? Procura sempre experimentar novos rótulos? Ou acaba comprando sempre aqueles que você já provou e tem certeza de que são bons? Os novos rótulos, você costuma comprar sem ter nenhuma informação sobre eles?

24 de abril de 2009

Luna - Syrah 2004


Nome: Luna
Safra: 2004
País: Argentina
Região: Alto Agrelo, Mendoza
Produtor: Bodega Finca la Anita
Site: http://www.fincalaanita.com/
Importador: Bodega Barra

Uvas/Corte: Syrah 100%
Teor alcoólico: 14,7%
Rolha: Cortiça, tamanho médio
Numeração da garrafa: - / 9.333
Preço: R$ 47
Onde foi comprado: Supermercado Prezunic, em Botafogo, no Rio
Quando foi comprado: 31 de Março de 2009
Degustado em: 31 de março de 2009
Onde bebeu: Casa do Helton
Harmonizado com: Pizza de cogumelos e quatro queijos
Com quem: Claudio, Rafaela e Helton

Comentário da Rafaela
Exame visual: Ambiente muito escuro para poder analisar a cor.
Exame olfativo: Desde o primeiro momento, desde a primeira sessão para descobrir cheiros, este vinho mostrou-se muito interessante. Cheiro adocicado.
Exame gustativo: Apesar de eu apreciar bastante este vinho, não fiz anotações sobre ele. De qualquer forma, é um vinho que recomendo muito experimentar.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
A Finca la Anita mudou o rótulo do Luna. Sinceramente, acho que não houve evolução. Acho que já estava acostumado com o outro rótulo e o novo me pareceu que deu um ar de "vinho mais barato" ao Luna. Com certeza, o vinho é melhor que o rótulo.
Exame visual: Rubi alaranjado
Exame olfativo: Especiarias com leve toque de ameixa e chocolate. Abriu com tempo.
Exame gustativo: Última vez que degustamos este vinho tinha sido em um restaurante em Buenos Aires. O vinho na ocasião estáva ótimo. Sempre via o Luna sendo vendido no Supermercado Prezunic. Este supermercado não tem nenhuma tradição em vander vinhos, o armazenamento é ruim e o preço do vinho estava em torno de R$ 72,00. Ou seja, acredito que as garrafas de Luna já estavam parados por ali há algum tempo. Estive ali e vi que o vinho estava em promoção, por R$ 47,00. Mesmo sendo bem mais caro do que pagamos em Buenos Aires, e sabendo das condições de armazenamento, resolvi arriscar e comprar uma garrafa. É um bom vinho, mas esta garrafa não estava tão interessante quanto a bebida anteriomente. Acredito que a forma como ele estava no supermercado tenha afetado sua qualidade. Corpo médio, boa estrutura, é um vinho com personalidade e estilo próprio, o que me agrada bastante. Sabor intenso de fruta madura. Precisa decantar. Finca la Anita é uma vinícola muito interessante da Argentina. Vale ficar atento aos vinhos produzidos por lá.
Nota: 88.0

23 de abril de 2009

Primus 2006


Nome: Primus
Safra: 2006
País: Chile
Região: Valle Casablanca
Produtor: Veramonte
Site: http://www.veramonte.cl/
Importador: Zona Sul
Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 36%, Syrah 31%, Merlot 17% e Carmenère 16%
Teor alcoólico: 14,5 %
Rolha: De cortiça, tamanho médio, com logomarca gravada.
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pelo Helton
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul
Quando foi comprado: -
Degustado em: 31 de março de 2009
Onde bebeu: Casa do Helton
Harmonizado com: Queijos e frios
Com quem: Claudio, Rafaela e Helton

Comentário do Produtor
Un vino poderoso, contundente con notas de especies exóticas y fruta madura. Aterciopelado con sabores a mora y cerezas se combinan con taninos intensos pero suaves.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô forte.
Exame olfativo: Cheiro de café, de maçã e de canela.
Exame gustativo: Depois de muitos meses combinando, finalmente fomos visitar o Helton em seu novo apartamento aqui no Rio. O lugar é pequeninino, mas a hospitalidade do Helton não tem medida. E os vinhos daquela noite ficaram à altura do encontro. Este primeiro, o Primus, mostrou-se bastante equilibrado e delicioso. Depois, até compramos uma garrafa para nossa adega. Ele tinha um gosto de fruta, lichia talvez, forte, gostoso. Helton, muito obrigada!
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo equilibrado, estilo antigo remetendo a algo religioso.
Exame visual: Bordô bem escuro. Bonita cor.
Exame olfativo: Intenso, algo de embutido, especiarias e toques vegetais. Leve azeitona. Interessante e estilo velho mundo.
Exame gustativo: Sempre via este vinho nas prateleiras do Zona Sul, mas nunca me atentava para ele. O Helton comprou uma garrafa e provamos pela primeira vez o Primus da vinícola Veramonte. Passamos na porta desta vinícola durante nossa visita ao Chile no ano passado. O vinho foi uma bela surpresa. Bom corpo e boa intensidade de sabores. Um blend de 4 uvas muito bem feito com um estilo chileno, bastante interessante. Madeira bem leve ao fundo. Vinho de boa estrutura, funcionou bem com os queijos degustados e será uma bela companhia para um jantar. Final um pouco fechado ainda, mas o vinho tem pontencial para evoluir. Taninos macios e toques de especiarias na boca o fazem muito agradável e instigante. Aproveitamos a promoção do Supermercado (R$ 39!!) para comprar uma garrafa para guardar por um tempo. Irá evoluir com toda certeza. Belo vinho, vale provar.
Nota: 89.0 +

21 de abril de 2009

Valpolicella Classico Montresor 2006 / A. Mano Primitivo ITG 2005


Nome: Valpolicella / A. Mano Primitivo
Safra: 2006 / 2005
País: Itália
Região: Verona / Puglia
Produtor: Montresor / Vinícola A. Mano
Site: http://www.vinimontresor.it/
Importador: -

Uvas/Corte: 40-70% Corvina Veronese, 20-40% Rondinella, 5-25% Molinara / 100% Primitivo
Teor alcoólico: 12,5 % /
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: em média, R$ 54 cada um
Onde foi comprado: Pomodorino, na Lagoa Rodrigo de Freitas
Quando foi comprado: 29 de março de 2009
Degustado em: 29 de março de 2009
Onde bebeu: Pomodorino, na Lagoa Rodrigo de Freitas
Harmonizado com: Massa caseira com molho de tomates (Rafaela) e Massa com ragú de cordeiro (Claudio)
Com quem: Claudio, Rafaela, Mauro, Marcela, Regina Helena, Roberto, Claudine e Marcus

Comentário do Produtor
ANALISI ORGANOLETTICADi colore rosso rubino, ha profumo intenso ed un sapore asciutto con retrogusto leggermente amarognolo.
ABBINAMENTI GASTRONOMICISi accompagna con arrosti di carni rosse, pollame nobile, formaggi, salumi e cacciagione di piuma.

Made from 100% Primitivo (Zinfandel's ancestor) from Puglia. A. Mano (meaning "made by hand") is made from 70-100 year-old, hand-cultivated, low-yielding vines. This is a fruit-packed, food-friendly, modern wine, an excellent value and a great alternative to American Zinfandel. It pairs exceedingly well with a variety of dishes—grilled meats, rich pastas, spicy foods and barbecue."

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Gostei dos dois vinhos, um escolhido pela Claudine, outro pelo Claudio. Ambos combinaram bem com o clima leve e animado do almoço. Aproveitamos para dizer que agradecemos pelo convite e que gostamos muito de tudo. O Pomodorino é um restaurante que apreciamos, preços honestos, comida de ótima qualidade, ambiente agradável e com vista para a Lagoa. Para se ter uma ideia, enquanto em outros restaurantes do mesmo nível, os pratos já custam acima de 40 reais, ali ainda se pode encontrar pratos muito bons de massa a 20 e poucos reais. Assim, dá até para pensar em comprar um vinho para acompanhar a comida.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo: -

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Dois bons e agradáveis vinhos italianos degustados durante o almoço de aniversário do Tio Roberto no ótimo restaurante italiano Pomodorino na Lagoa. O primeiro vinho foi um Valpolicella, leve e agradável. O vinho bem feito, sem arestas. O segundo vinho do almoço foi o A.Mano, com um sabor mais peculiar e intenso, feito da uva Primitivo na região de Puglia. Um paladar que difere um pouco dos vinhos que degustamos rotineiramente. Esta uva é demoninada Zinfandel na Califórnia. Um vinho interessante que vale ser provado.
Nota: -

20 de abril de 2009

Pergunta da Semana - 113

Toda semana o Le Vin au Blog publica uma nova pergunta para conhecer um pouco mais dos seus gostos e hábitos. Nesta semana, o Le Vin au Blog pergunta:

- Qual foi o melhor Cabernet Sauvignon degustado por você recentemente? O que ele tinha de especial?

16 de abril de 2009

Errazuriz Reserva - Carmenère 2007


Nome: Errazuriz Reserva
Safra: 2007
País: Chile
Região: -
Produtor: Viña Errazuriz
Site: http://www.errazuriz.com/
Importador: Vinci

Uvas/Corte: Carmenère 100%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: Cortiça, tamaho médio
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 95
Onde foi comprado: Ponderox, na Barra da Tijuca
Quando foi comprado: 21 de março de 2009
Degustado em: 21 de março de 2009
Onde bebeu: Ponderox, na Barra da Tijuca
Harmonizado com: Frango desossado com batata assada (Rafaela) e Baby beef com farofa de banana da terra (Claudio)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vinho exótico e especial com grande corpo e notas de cereja e amoras.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô.
Exame olfativo: Logo que senti o primeiro aroma, apesar de não identificá-lo, achei que seria um vinho que eu gostaria. Lá pelas tantas, senti cheiro de pano de prato limpo, mas pode ter sido a minha imaginação. Sei lá...
Exame gustativo: Raramente bebemos vinho em restaurante, pois nos sentimos lesados quando fazemos isso - achamos os preços praticados muito fora da realidade. Bom, mas neste dia, tínhamos algumas razões para escolher um vinho e aproveitamos. Quando senti o primeiro aroma, achei que iria gostar muito, mas não foi bem assim. Um pouco porque não harmonizou em nada com o frango. Já com o prato do Claudio, carne, ele se saiu bem melhor. Não se trata de um vinho fácil como um Callia, por exemplo. Apesar de eu não ter gostado tanto, acho que se trata de um bom vinho - mesmo que eu ache R$ 95 um pouco demais para ele. Eu preferia ter bebido apenas com uns pãezinhos. Com o frango, realmente ficou esquisito. Prova de que às vezes a comida estraga o vinho.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo correto, equilibrado e bem feito. Sem grandes atrativos.
Exame visual: Bordô escuro.
Exame olfativo: Amoras, intenso e frutado.
Exame gustativo: Vinho de estilo moderno. Corpo médio, teve um pouco de álcool aparente no início, desapareceu depois de um tempo aberto. Vinho feito para agradar: agradável, taninos macios, equilibrado e tudo bem arredondado pel amadeira. Na boca toques achocolatados, amoras e cerejas. Não é um Carmenère muito típico. Funcionou bem com a minha ótima carne do restaurante Ponderox e não deu certo com o galeto da Rafaela. É um conjunto agradável desta boa vinícola Chilena. Vale conhecer seus vinhos.
Nota: 88.0+

Domus Aurea no Empório Santa Maria, SP


Nome: Domus Aurea
Safra: 2006
País: Chile
Região: Maipu Alto
Produtor: Viña Quebrada de Macul
Site: www.domusaurea.cl
Importador: -

Uvas/Corte: 94% Cabernet Sauvignon & 6% Cabernet Franc
Teor alcoólico: 14 %
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: taças de 30ml com preços variando entre R$ 4 e R$ 15
Onde foi comprado: Empório Santa Maria
Quando foi comprado: 18 de março de 2009
Degustado em: 18 de março de 2009
Onde bebeu: Empório Santa Maria
Harmonizado com: Massa com cogumelos selvagens (Claudio), risoto com champagne e camarão (Gilberto) e massa com molho vermelho e osso buco (Marcel)
Com quem: Claudio, Gilberto e Marcel

Comentário do Produtor
Domus Aurea es la crema de nuestros vinos, el resultado de la una larga expertisa, y de las mejores condiciones naturales.Su textura, su sabor, taninos golosos y amables, no se pueden olvidar nunca, tanto que los felizes bebedores de esta obra de arte dicen conocer los segredos del valle del Maipo. Notas de eucalyptos, balance y frescor de sus notas a berries y chocolate son las promesas que ofrece Domus Aurea. Sin embargo, el hecho de que el proceso respete la tradición del "terroir", hace de cada cosecha un vino único. Domus Aurea no está filtrado, y como resultado puede desarollar un sedimento natural durante el envejecimiento en botella

Comentário do Claudio
Rótulo:
Marcante. É o tipo de imagem que você sempre se lembrará.
Exame visual: -
Exame olfativo: Intenso, complexo e instigante. Assim que utilizei a máquina e o vinho caiu na taça, o buquet já dominou o ambiente.
Exame gustativo: Já queria conhecer o Empório Santa Maria em SP há algum tempo. Uma outra vez que estive em São Paulo, cheguei a ir até lá, mas já estava tarde e iria fechar. Desta vez conseguimos ir. O local é bastante interessante e as "máquinas" de vinho são ótimas. Os vinhos disponíveis para serem bebidos em pequenas doses são de ótima qualidade. Achei muito interessante a experiência, degustei 4 vinhos diferentes entre eles o Domus Aurea. Por ser apenas um "dose" na taça, acredito que você degusta com muito mais atenção o vinho, tentando tirar o máximo dele. O mais difícil é escolher qual vinho você irá provar. Meu erro foi ter escolhido o Domus como o primeiro vinho da noite e acabou ofuscando um pouco os outros. É um grande vinho. Paladar rico, complexo, repleto de nunces, taninos firmes, final longo...ou seja, tudo o que você quer encontrar em um grande vinho. Um excelente Cabernet que merece ser degustado. Recomendo, e se você não quiser desembolsar o dinheiro para comprar uma garrafa, o Empório Santa Maria é uma boa pedida.
Nota: 94.0

15 de abril de 2009

Doña Dominga Reserva - Cabernet Sauvignon 2007


Nome: Doña Dominga Reserva
Safra: 2007
País: Chile
Região: Conchagua
Produtor: Vinha Casa Silva
Site: http://www.casasilva.cl/
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: De cortiça, tamanho médio, com logotipo Casa Silva
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 29
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul de Botafogo
Quando foi comprado: 20 de março de 2009
Degustado em: 20 de março de 2009
Onde bebeu: Supermercado Zona Sul de Botafogo
Harmonizado com: Pizza Quatro Estações
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Red with violet hues. On the nose, concentrated, with aromas of ripe red fruits. On the palate, full bodied, good tannins, excellent acidity and great balance between fruit and oak.
Agreeable finish.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor de framboesa esmagada.
Exame olfativo: Cheiro de oficina mecânica.
Exame gustativo: Às vezes, pode-se sentir gosto de pêssego. Forte álcool no começo. Não sei por que, mas o gosto me fez lembrar em alguns momentos lá do sítio do Bom Retiro. Tive de concordar com o Claudio, o vinho apresentou também um leve gosto de pimentão. Eu não acho isso um mérito, mas não chega a afetar a qualidade do vinho. Longa permanência. Evolui depois de aberto. Toda sexta-feira, procuramos fazer algo fora de casa. Como tenho aula até as 22h40min, já fica meio tarde para alguns restaurantes. Resolvemos tentar o Zona Sul - antes desse horário é quase impossível conseguir uma mesa ali. A pizzaria funciona até a meia-noite. Foi uma boa opção. Estava bem tranquila a essa hora.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Design simples, sem grandes atrativos.
Exame visual: Violeta leve
Exame olfativo: Característico de Cabernet. Boa intensidade e com notas vegetais presentes. Pimentão.
Exame gustativo: Toda a linha de vinhos Doña Dominga é facilmente encontrada nos supermercados Zona Sul aqui no Rio. Resolvemos comer na pizzaria do próprio supermercado e abrir este Cabernet para acompanhar. No início, o vinho estava levemente "quente" e com um leve amargor. Evoluiu bem depois de um tempo aberto. Vinho de corpo médio, com notas de pimenta/pimentão e um pouco de ameixa preta. É bem feito, taninos macios, depois de evoluido, passou a apresentar notas vegetais mais presentes, característica de alguns Cabernets. Madeira bem integrada. Talvez funcione bem com um prato de sabor mais intenso, à base de carne. Não chega a ser um grande vinho, mas é correto, bem feito e agradável. Não chegou a harmonizar, mas caiu bem com a nossa pizza.
Nota: 87.0

14 de abril de 2009

Pergunta da Semana - 112

Lendo hoje o blog do Luiz Horta, nos deparamos com algo que às vezes pensamos sobre: os departamentos de marketing adoram anunciar uma nova medalha conquistada por vinhos brasileiros, mas até que ponto essas medalhas significam mesmo mérito? Inspirado nesse contexto, o Le Vin au Blog, que toda quarta-feira publica uma nova pergunta aqui, quer saber:

- Você costuma levar em consideração as premiações conquistadas por um vinho na hora de fazer a compra? Você costuma acompanhar essas premiações? Acredita que é uma boa estratégia de venda divulgar isso? Existe alguma premiação na qual você confie?

Negre 2006


Nome: Negre
Safra: 2006
País: Espanha
Região: Priorat
Produtor: Cellar de Scala Dei
Site: -
Importador: -

Uvas/Corte: 100% Garnacha Tinta.
Teor alcoólico: 14%
Rolha: De cortiça, tamanho médio.
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pelo Gilberto
Onde foi comprado: Free shop do Galeão, no Rio
Quando foi comprado: Janeiro de 2009
Degustado em: 14 de março de 2009
Onde bebeu: Casa do Gilberto e da Julia
Harmonizado com: Belisquetes
Com quem: Claudio, Rafaela, Nina, Marcel, Gilberto e Julia

Comentário do Produtor
Picota con reflejos azulados, indicativos de su juventud. Aroma floral (violetas) fruta de hueso madura y fondo mineral; vía retronasal elegante y persistente. En boca es fresco, muy carnoso y estructurado. Boca larga e intensa con un grato recuerdo aromático (Nota de cata de la Bodega).

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Deste vinho, provei apenas um pouquinho. Foi o encerramento de uma noite bem legal. Que venham outras logo.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples. Basicamente texto.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o terceiro vinho da noite. Foi prejudicado por vir logo depois do francês. Me pareceu ainda um pouco novo. Sabor intenso com toques de ameixa e chocolate. Um bom vinho que pode ainda melhorar. Foi uma noite bastante agradável.
Nota: -

12 de abril de 2009

Les Fiefs de Lagrange 2003


Nome: Les Fiefs de Lagrange
Safra: 2003
País: França
Região: Saint-Julien
Produtor: Chateau Lagrance SAS
Site: http://www.chateau-lagrange.com/Millesimes/LesFiefsDeLagrange.asp
Importador: Zona Sul

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 80% e Merlot 20%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: De cortiça, tamanho médio, com logomarca gravada e levemente infiltrada.
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 89, gentilmente oferecido pelo Marcel, que percorreu vários Zona Sul para encontrá-lo
Onde foi comprado: Zona Sul da Barra da Tijuca
Quando foi comprado: 14 de março de 2009
Degustado em: 14 de março de 2009
Onde bebeu: Casa do Gilberto e da Julia
Harmonizado com: Belisquetes: queijos, pães, azeites.
Com quem: Claudio, Rafaela, Julia, Gilberto, Nina e Marcel

Comentário do Produtor
Rondeur et fraîcheur
Malgré une météo exceptionnellment chaude, les vendanges ont pu attendre jusqu’au 11 septembre pour débuter et se sont terminées le 25 Septembre.L’assemblage de ce 2003 présente 80% de Cabernet sauvignon et 20% de Merlot.Note de dégustation: La couleur est vive, franche et très saine. Le vin présente un nez attractif marqué par la densité de ses arômes de fruits rouges.En bouche, il est facile à boire et exprime avec beaucoup de gourmandise et de fraîcheur un style tout en élégance et équilibre. Très caractéristique de Saint-Julien. Un vin que l’on peut apprécier dès à présent.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o vinho mais interessante da noite, sem querer desmerecer os outros. Valeu o esforço do Marcel em tentar encontrá-lo - Nina e Marcel não podem, de jeito nenhum, reclamar que não conheceram vários supermercados no Rio, apesar de terem ido basicamente no Zona Sul :). Como não fizemos anotações, não lembro de detalhes, mas me recordo de que se tratava de um vinho muito bom e diferente.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Tradicional francês, apenas com lettering.
Exame visual: -
Exame olfativo: Intenso, complexo e bem integrado. Presença de defumado, algo de carne, toques vegetais e frutas, Tudo em harmonia.
Exame gustativo: Este foi o segundo vinho da noite e o mais marcante. Belo vinho francês da região de Sain-Julien, corte bordalês com Cabernet Sauvignon e Merlot. Na boca repete o nariz: boa complexidade de sabores e muitíssimo bem equilibrado. Perfeita harmonia de sabores. Taninos redondos, no ponto para degustar. Este é o segundo vinho do Chateau Lagrange. Um interessante e elegante vinho francês. Vale provar.Bela escolha do Marcel.
Nota: 90,0

Cuvée Giuseppe - Cabernet Sauvignon/Merlot 2003



Nome: Cuvée Giuseppe
Safra: 2003
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Vinícola Miolo
Site: http://www.miolo.com.br/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 60%, Merlot 40%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: De cortiça, muito seca. Partiu ao abrir.
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pelo Marcel e pela Nina
Onde foi comprado: São Paulo
Quando foi comprado: -
Degustado em: 14 de março de 2009
Onde bebeu: Casa do Gilberto e da Julia
Harmonizado com: Pães, queijos, azeites
Com quem: Claudio, Rafaela, Julia, Gilberto, Nina e Marcel


Comentário do Produtor
Notas de Prova: Vinho de guarda, com estrutura para suportar vários anos de envelhecimento. Análise Visual: Coloração púrpura e vermelho rubi intensa. Análise Olfativa: Alta intensidade aromática, com harmonia entre a fruta e a madeira de carvalho. Descritores: - Geléia de frutas - Cereja - Café Tostado - Cassis - Cacau - Amora - Uvas-passas Análise Gustativa: Este vinho apresenta-se bem estruturado, com grande volume de boca, com taninos marcantes, e presença harmônica da madeira (carvalho).

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: A idéia era fazermos uma curta parada na casa do Gilberto e da Julia, mas essa paradinha acabou se transformando em três garrafas de vinho, comidinhas e muita conversa. Tudo isso, acompanhado pelo dono da casa, o gato E., como escreveu a Nina lá no Gourmandise. Foi uma noite bem agradável. Este vinho estava bem melhor do que da outra vez em que tentamos bebê-lo.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Pequeno e simples. Usa-se preto prata e branco. Design que valoriza a garrafa.
Exame visual: -
Exame olfativo: Nariz intenso com frutas vermelhas e madeira.
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho da noite. Já tínhamos tentado degustar este vinho uma outra vez porém ele não estava bom. Como não levamos nosso bloquinho, não fizemos anotações. O vinho pareceu mais interessante no nariz que na boca. De qualquer forma é um vinho equilibrado e agradável. Foi um bom início para a noite agradável.
Nota: -

8 de abril de 2009

12ª Harmonização Virtual *



* Esta foi a décima segunda edição da harmonização virtual entre blogs. Leia as opiniões dos blogs: Gourmandise e Diario de Baco.

Nome: Amadeu Brut Rosé / Vallontano
Safra: - / 2005
País: Brasil / Brasil
Região: Pinto Bandeira / Vale dos Vinhedos
Produtor: Vinícola Cave de Amadeu / Vallontano Vinhos Nobres
Site: http://www.amadeu.com.br/ http://www.vallontano.com.br/
Importador: -

Uvas/Corte: 50% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon e 20% Pinot Noir / 100% Tannat
Teor alcoólico: 12,5% / 13,3 %
Rolha: Ambas de cortiça, tamanho médio e com logomarca gravada.
Numeração da garrafa: - ; 5.290/9.800
Preço: R$ 39,00; 37,00
Onde foi comprado: A Garrafeira no Leblon; diretamente da Mistral
Quando foi comprado: 2
Degustado em: 03 de Abril de 2009
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Risotto de Feijoada
Com quem: Claudio, Rafaela, Gilberto e Julia

Comentário do Produtor
Amadeu: O Espumante Amadeu Brut Rosé é elaborado pelo método champenoise, trazendo um caráter mais jovial.NOTAS DE DEGUSTAÇÃO:Apresenta uma bela coloração cereja claro, com excelente perlage. Boa intensidade aromática lembrando frutas vermelhas, como morango. No paladar, apresenta uma boa acidez; agradável e versátil para comida.

Vallontano: Este impressionante Tannat apresenta cor rubi com traços violáceos. Possui sutis aromas provenientes da maturação em barris e um caráter animal marcante, principalmente de couro, o que caracteriza um autêntico Tannat. É um vinho que mistura intensidade, estrutura, e complexidade. Ideal para guarda, apresenta aromas potentes, gosto intenso e taninos marcantes, porém bem equilibrados. Recomenda-se aerar antes de consumi-lo.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Claudio estava pensando nessa receita havia quase um ano. Quando Nina e Marcel nos visitaram no mês passado, ele resolveu dividir duas ideias com a Nina. Ela deu uma lapidada na receita e o Marcel escolheu os vinhos. E não é que o tal risoto de feijoada ficou muito bom? Eu adorei. As carnes ficaram leves e o feijãozinho triturado foi um ótimo acompanhamento. O prato sozinho já merece uma boa nota, mas quando combinado com o bom espumante Amadeu ficou ainda melhor. O espumante mostrou-se bem refrescante e foi um ótimo companheiro para o risoto. Quanto ao vinho, não sei se estava meio ruim, mas foi meio decepcionante. Sobrou quase meia garrafa - e olha que estávamos em quatro pessoas. Ele não harmonizou com o prato e ainda mostrou-se meio amargo demais para o meu gosto. Foi uma pequena decepção, uma vez que tínhamos tido apenas boas experiências com os vinhos Vallontano - vinícola gaúcha que gostamos, apesar de eles nunca responderem a e-mails. Para quem ainda pretende fazer o prato, recomendo partir direto para o espumante e esquecer esse tannat. Talvez um até combine, mas não este.
Nota do espumante: 90.0
Harmonização com espumante: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo um pouco fechado e pesado devido ao preto. Poderia ser mais atraente.; Assim como os outros vinhos
Exame visual: Linda cor, algo de pêssego rosado. ; Rubi vivo e translúcido
Exame olfativo: Morango, muito agradável. ; Café e toques vegetais.
Exame gustativo: Sempre gosto de me aventurar na cozinha. Gosto de testar coisas e misturar ingredientes, assim, sem nenhuma base técnica, apenas por achar que este ingrediente pode ficar bom com outro. Assim, surgiu a ideia de fazer uma mistura entre um risotto italiano com uma brasileira feijoada. Depois de ficar um tempo com esta ideia na cabeça, aproveitamos a visita do Marcel e da Nina aqui no Rio para dividir com eles esta ideia. A Nina "arredondou" a receita e assim surgia o prato desta harmonização virtual. Inicialmente tinha pensado em um Tannat. O Marcel sugeriu de inovarmos e fazermos uma harmonização dupla, além do tannat, um espumante também. Ambos brasileiros. Convidamos o Gilberto e a Julia para jantar conosco. Acho que o prato agradou a todos. Também gostei. Acho que ficou um pouco diferente do que esperava inicialmente mas o casamento do arroz com as carnes e o feijão criou um resultado muito interessante. O conjunto ficou mais leve que uma feijoada tradicional, foi possível perceber os sabores de cada elemento do prato. Um prato que vale repetir. Talvez eu corrija um pouco o tempero do feijão, tinha possibilidade de ficar um pouco mais presente. No geral foi uma boa surpresa pelo seu equilíbrio e o paladar bem agradável. Recomendo.
O primeiro vinho testado foi o Tannat da Vallontano. Tive uma decepção. Acredito que esta garrafa que abrimos estava ruim. Sou admirador dos vinhos da Vallontano e seu estilo elegante. Contudo este Tannat estava completamente sem vida, com um final vegetal bastante sem graça. Achei estranho. Não reagiu bem com o prato. O vinho ficou pior.
Depois da decepção veio a gratíssima surpresa. O Amadeu rosé se mostrou um espumante de muitas qualidade. Tem uma boa estrutura, acidez na medida, muitíssimo equilibrado e agradável. Ótimo paladar, com destaque para algo como morangos e uma certa cremosidade. Bom final, é um espumante fácil de se beber e com boas virtudes. Pretendo provar novamante. O espumante se comportou ainda melhor quando harmonizado com o prato. Realmente um valorizou o outro sem esconder ou mudar os sabores. Muito interessante o resultado. Excelente harmonização. Recomendo.
Nota: 89.0 + / 84.0
Harmonização com espumante: 90.0+

2 de abril de 2009

Pergunta da Semana - 111

Ontem estava sozinha em casa e resolvi comprar um vinho. Bebi uma tacinha para acompanhar uma pizza da Sadia, mas achei meio sem graça. Inspirados nessa experiência, nesta semana, o Le Vin au Blog, que toda quarta-feira publica uma nova pergunta aqui, quer saber:

- Você costuma beber vinho sozinho? Acaba bebendo menos ou não faz muito diferença?

Gran Heretat Vall-Ventós Cava



Nome: Gran Heretat Vall-Ventós
Safra: -
País: Espanha
Região: -
Produtor: Joan Raventós Rosell
Site: http://www.raventosrosell.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Macabeu, Chardonnay, Parellada
Teor alcoólico: 11,5%
Rolha: -
Numeração da garrafa: 4570
Preço: Gentilmente presenteado pelo Marcel e pela Nina
Onde foi comprado: São Paulo
Quando foi comprado: -
Degustado em: 13 de março de 2009
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Queijo do seu RAR
Com quem: Claudio, Rafaela, Nina e Marcel

Comentário do Produtor
Después de una estricta selección de la uvas de nuestro viñedo, también se selecciona el coupage más adecuado para la elaboración de este cava de larga crianza. Las variedades escogidas Parelada y Chardonnay le transmiten una fuerte estructura apta para el mejor envejecimiento en conjunto com la finura del Macebeo.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois de muito convidar, finalmente recebemos a visita da Nina e do Marcel, do Gourmandise. Enquanto falávamos sobre o prato da próxima harmonização virtual, provávamos este saboroso cava trazido de São Paulo pelos nossos hóspedes. O queijo que deveria acompanhar a conversa e o cava mal foi tocado, pois tínhamos acabado de comer no Cervantes.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Garrafa bem diferente com efeito de respingos.
Exame visual: Amarelo intenso. Perlage forte e muito intensa.
Exame olfativo: Algo como amêndoas e cevada.
Exame gustativo: Depois de comermos um sanduíche no tradicional Cervantes aqui no Rio voltamos para casa e resolvemos abrir este cava que foi gentilmete trazido pelo Marcel para experimentarmos. Não fizemos anotações, apenas aproveitamos para bater um papo e pensar na receita para a próxima harmonização virtual (veja o convite) . É um bom espumante, de sabor intenso e com personalidade.
Nota: -

1 de abril de 2009

Langhorne Crossing - 2004 #cbe



* O Langhorne Crossing 2004 foi o vinho escolhido pelo blog I Vini para ser o 28º vinho a ser degustado pela Confraria Brasileira de Enoblogs.

Nome: Langhorne Crossing
Safra: 2004
País: Austrália
Região: Langhorne Creek
Produtor: Bleasdale Vineyards
Site: http://www.bleasdale.com.au/
Importador: Casa Flora

Uvas/Corte: Shiraz 61% e cabernet sauvignon 39%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: De rosca.
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 37
Onde foi comprado: Lidador
Quando foi comprado: 27 de março de 2009
Degustado em: 27 de março de 2009
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Risoto de arroz integral com cenouras, tomate e cogumelos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: Achei que era grená, mas dias depois bebi um vinho realmente grená e agora já não tenho mais certeza se esse aqui era tão grená assim...
Exame olfativo: Frutas vermelhas. Vinho bastante cheiroso. Cheiro de armário que ficou fechado por muito tempo. Cheiro de fogo de chão. Cheiro de gloss em forma de moranguinho. No final, sei lá por que, cheiro de cinzeiro.
Exame gustativo: Gosto forte. Não sei se gostei muito, apesar de não se tratar de um vinho ruim. Apenas não é um estilo que me agrade tanto. Achei, de qualquer forma, bem equilibrado, álcool bem integrado apesar dos 14,5%, agradável no primeiro ataque à boca. Ele é meio pesado. Se decidir prová-lo, beba bastante água, para não sentir a cabeça levemente pesada no dia seguinte. Vale ser provado.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto do estilo. O rótulo colocado inclinado, como um selo. Apesar de muito texto, falando sobre a história da vinícola, o conjunto é equilibrado.
Exame visual: Rubi, indo para um alaranjado claro.
Exame olfativo: Leve álcool inicial. Bastante fruta como cereja, algo de gelatina. Algo doce e intenso. No final aparece uma leve madeira.
Exame gustativo: Vinho australiano de sabor intenso. A garrafa degustada ainda apresentava paladar bastante intenso. Sabor inicial de fruta bem madura, que evoluia para especiarias com notas altas. Surgiu um leve amargor no final, aparentou leve desequilíbrio que possivelmente não existia se bebido mais jovem com a indicação na garrafa. Boa permanência. Vinho de estilo mais parrudo, bem novo mundo. A comida domou um pouco o vinho o que deixou ele mais agradável. No final algo achocolatado apareceu. Um vinho correto, de paladar já sentido em outros vinhos e que não surpreende. Não é o meu estilo de vinho preferido.
Nota: 86.0 +