30 de setembro de 2008

Pergunta da Semana - 84

Toda quarta-feira, o Le Vin au Blog coloca aqui uma nova pergunta para saber sobre as suas experiências no mundo do vinho. Nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Quando você entra em um supermercado, vai direto à seção de vinhos? Costuma ir a lojas de vinho apenas para ver quais são os vinhos novos, sem comprar nada?

26 de setembro de 2008

Clos Siguier 2003 - Cahors



Nome: Clos Siguier
Safra: 2003
País: França
Região: Cahors
Produtor: Bley S. - Propriétaire Viticulteur
Site: -

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: Cortiça, tamanho médio para pequeno com logotipo gravado
Preço: -
Onde foi comprado: Lavinia, em Paris, por Marcela e Mauro
Quando foi comprado: Janeiro de 2006
Degustado em: 7 de setembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pães do Le Pain du Lapin, pastinha de tomate seco e queijo parmesão
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Domingo à tarde, saímos da casa da mãe do Claudio e resolvemos dar uma volta de carro antes de voltar para casa. Sugeri passar numa padaria e comprar coisinhas gostosas para um lanche. Acabamos indo a essa padaria do Jardim Botânico, que adoramos. Compramos muitas coisas. Estava tudo tão bom. Ao chegar em casa, aproveitando o friozinho, resolvemos abrir um vinho. Eu tinha uma implicância descarada com este vinho, mas resolvi que seria a noite dele neste 7 de setembro. E sabe que foi bem bom. Ele não é nada frutado como os malbecs argentinos, é mais austero, mais amargo. É limpo, apesar de terroso. No final, ficou parecendo ainda mais um vinho francês. Aprovado.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Ilustração da ponte da cidade de Cahors. Rótulo estilo de vinho francês.
Exame visual: Rubi indo para o alaranjado. Levemente opaco.
Exame olfativo: De difícil definição. Estilo velho mundo com várias nuances.
Exame gustativo: Gosto muito dos vinhos da região de Cahors na França. Já degustei alguns ótimos vinhos de lá. Já havia alguntempo que não bebeia um Cahors. Por algum motivo sempre deixávamos para depois experimentar este vinho. O Clos Siguier tem sabor intenso e levemente quente. Corpo de leve para médio e de estilo mais rústico, com um sabor mais característico e direto da uva. Boa acidez e final intenso. Não é um dos melhores Cahors que já degustei, mas foi um bom vinho. Quem nunca degustou um Malbec francês aconselho provar um vinho de Cahors e sentir a diferença para os Malbecs argentinos.
Nota: 87.0

25 de setembro de 2008

Perdera Monica di Sardegna D.O.C. 2006


Nome: Perdera
Safra: 2006
País: Itália
Região: Sardenha
Produtor: Azienda Agricola Argiolas SPA
Site: http://www.argiolas.it/
Importador: Expand

Uvas/Corte: Monica di Sardegna
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Cortiça de bom tamanho
Numeração da garrafa:
Preço: R$ 65,00
Onde foi comprado: Expand de Ipanema
Quando foi comprado: 04 de setembro de 2008
Degustado em: 04 de setembro de 2008
Onde bebeu: Expand de Ipanema
Harmonizado com: Pato assado com risoto (Claudio), magret com risoto (Rafaela)
Com quem: Claudio, Rafaela, Gilberto e Julia

Comentário do Produtor
Colore: rubino a intensità medio-buona, con sottofondo tipico di Monica tradizionale. Profumo: vinoso, intenso caratteristico.Sapore. rotondo, per la sua bassa acidità fissa e per i suoi nobili tannini ben polimerizzati, e per la sua ricchezza estrattiva. Sottogusto finale che tende quasi alla dolcezza gustativa, tipica del Monica di alberello.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Estava me sentindo péssima nesta noite, com uma gripe horrível, nem deu para aproveitar o jantar e o vinho direito. Cheguei à conclusão que não se deve beber vinhos quando não estiver se sentindo bem, pois vai estar apenas envenenando o fígado, que já estava sobrecarregado com os remédios contra gripe...
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simpático rótulo. Não chega a ser dos melhores mas não compromete.
Exame visual: Rubi alaranjado
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Gostei bastante deste vinho. Seguindo a minha tendência a escolher vinhos de regiões menos conhecidas quando busco por vinho italiano ou francês, escolhi esta garrefa da Sardenha. Nunca tinha provado vinhos desta região tão pouco da uva Monica di Sardegna. Vinho de estilo velho mundo, prevalecendo a elegância e sutilezas. Paladar bem balanceado com toques de frutas e algo de terra/defumado. Taninos e acidez equilibrados. Vinho que pode ainda crescer com mais um ou dois anos de garrafa. Evoluiu bem depois de um tempo aberto, abrindo mais os sabores e o nariz. Um bom companheiro para comida e uma boa relação custo/benefício se trantando de um vinho italiano. Para o meu paladar um vinho bastante interessante e recomendável.
Nota: 90.0

Pergunta da Semana - 83

Toda quarta-feira, o Le Vin au Blog coloca aqui uma nova pergunta para saber sobre as suas experiências no mundo do vinho. Nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Você tem uma boa memória? Algum tempo depois de ter provado um vinho, você consegue lembrar de detalhes? Lembra-se de todos ou somente dos especiais? O momento influencia suas lembranças? Você costuma tomar notas?

Down Under - Shiraz 2006


Nome: Down Under
Safra: 2006
País: Austrália
Região: Riverina (Nova Gales do Sul)
Produtor: Westend Estate
Site: http://www.westendestate.com.au/index.php

Uvas/Corte: Shiraz 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: R$ 12 - taça
Onde foi comprado: Restaurante Outback de Botafogo
Quando foi comprado: 03 e 17 de setembro de 2008
Degustado em: 03 e 17 de setembro de 2008
Onde bebeu: Restaurante Outback de Botafogo
Harmonizado com: Massa, com molho vermelho levemente apimentado e frango, sopa de batata
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vinho estruturado, com características varietais dominantes. Sabores de especiarias e pimenta preta. Apresenta taninos macios e redondos. Foram usados os tradicionais tanques abertos na elaboração deste excelente exemplar de Shiraz. Este vinho não estagiou em carvalho. Perfeito para acompanhar cordeiro grelhado, steaks e massa à bolognesa.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Claudio havia provado este vinho no dia em que meu professor não apareceu para dar aula e decidimos ir ao Outback. Foi no mesmo dia em que ganhei o livro do Luis Fernando Verissimo de aniversário para ser autografado pelo próprio lá na Saraiva. Feliz da vida depois do autógrafo, fomos para o Outback. Eu optei por uma caipirinha de morango, mas Claudio decidiu provar este vinho. Duas semanas depois, lá estávamos nós de novo no Outback, para comemorar o fim das aulas às quartas à noite. Decidi tomar uma sopa, porque o recém-instalado aparelho nos dentes estava provocando uma dor horrível, e tomar um vinhozinho. Escolhi o mesmo Down Under e foi uma boa opção. É um vinho simples, mas bem gostoso e honesto. Taninos presentes, equilibrado, gosto de pêssego e outras frutas doces.Vale a pena.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um.
Exame visual: Bordô indo para o violeta
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Esta é uma boa opção para quem vai comer no Outback. Degustamos uma taça deste vinho em duas oportunidades. É um vinho agradável e saboroso. Um Shiraz australiano com fruta na medida certa, toques de ameixa e cereja. De corpo médio é um vinho correto, moderno e fácil de se beber. Uma boa opção.
Nota: 87.0

21 de setembro de 2008

Mandra Rossa - Nero d'Avola 2006 I.G.T.


Nome: Mandra Rossa
Safra: 2006
País: Itália
Região: Sicilia IGT
Produtor: Cantine Settesoli
Site: http://www.mandrarossa.it/
Importador: Zona Sul


Uvas/Corte: Nero D'avola 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Rolha: Sintética, na cor roxa e com forte cheiro de bala de uva
Preço: R$ 19,00
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul de Copacabana
Quando foi comprado: 30 de agosto de 2008
Degustado em: 30 de agosto de 2008
Onde bebeu: Casa da Regina Helena
Harmonizado com: Pizza quatro estações
Com quem: Claudio, Rafaela e Regina Helena

Comentário do Produtor
Rubino di buona intensità brillantee vivace. Fresco, vinoso. Morbida e caldo, con tannini sericie dolci.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: De início, dei um leve puxão de orelha no Claudio por ele ter comprado um vinho - sabia que teria de ficar alerta durante a madrugada, caso a mãe dele precisasse de ajuda e tomar vinho poderia me deixar com sono pesado demais. Depois até gostei da idéia e isso nem prejudicou meu sono leve. O vinho é bom, combinou com a pizza e foi bem agradável. E o preço é bem convidativo.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Pouco atraente. Estilo moderno, mas básico.
Exame visual:Violeta fechado. Escuro.
Exame olfativo: Geléia de frutas escuras.
Exame gustativo: Fomos passar o fim de semana na minha mãe, pois ela esta se recuperando de uma cirurgia. No sábado à noite, resolvemos comer pizza e minha missão era ir ao supermercado Zona Sul para comprar pizza para nós três. A noite estava fria e achei que um vinho seria interessante para acompanhar a pizza. Tinha lido a respeito deste vinho no site Enoeventos e aproveitando a promoção resolvi comprar esta garrafa. Quando vou comprar garrafas de vinhos da Itália ou da França com preços mais baratos, procuro vinhos de regiões menos faladas. Este vinho da Sicília se encaixava nisso, além de ser de uma uva que não tinha degustado ainda. O vinho surpreendeu positivamente e harmonizou muito bem com a pizza. Sabor intenso, bastante fruta, jovem e equilibrado. Agradável e ficou ainda melhor com a pizza. Boa surpresa.
Nota: 87.0

20 de setembro de 2008

Preludio Barrel Select 2002


Nome: Preludio Barrel Select - Lote nº 61
Safra: 2002
País: Uruguai
Região: Canelones
Produtor: Estabelecimiento Juanico SA
Site: http://www.juanico.com.uy/

Uvas/Corte: Tannat 45%, Cabernet Sauvignon 15%, Cabernet Franc 14%, Merlot 19%, Petit Verdot 5% Marselan 2%
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: Cortiça de bom tamanho e logomarca impressa
Numeração da garrafa: - /24.315
Preço:
Onde foi comprado: Em Punta del Este, supermercado Disco
Quando foi comprado: 16 de fevereiro de 2008
Degustado em: 27 de agosto de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizza Margherita e cogumelo
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Los vinos de gran guarda PRELUDIO componen una selección especial de Barricas. En la viña se seleccionan los racimos mas concentrados provenientes de parcelas con producciones controladas en el orden de 40 Hl por hectárea. Cosecha manual con rigurosa selección de los racimos en la viña y segunda selección grano por grano en bodega luego del despalillado. Prolongada maceración de más de tres semanas que permite concentrar en los mostos aromas y sabores de frutos, especias y flores que luego se desenvuelven durante la guarda. Crianza en barricas en las cavas subterráneas construidas en piedra en 1830, donde las condiciones óptimas de temperatura y humedad naturalmente constantes aseguran la mejor evolución del vino. Cada 6 meses se seleccionan las mejores barricas, capaces de continuar el proceso de crianza que cada vez es mas exigente para el vino. De este modo partiendo cada año con 600 barricas, se concluye la crianza al cabo de 24 a 30 meses con menos de 200 barricas. Luego sigue el arte del assamblage, confiado al comité de cata, donde se determinan las proporciones finales sobre una base de Tannat generalmente dominante. Tradicionalmente PRELUDIO se elabora con 5 variedades: Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot y Petit Verdot. En la cosecha 2002 se incorporó con apenas un 2% la sexta variedad: Marselán.Siguiendo los métodos más tradicionales, PRELUDIO se envasa sin filtrar en botellas oscuras con corchos naturales especiales para continuar madurando durante algunos meses en las mismas cavas subterráneas, en estibas individuales. Es un vino que evoluciona muy bien con el tiempo durante 5 a 15 años según la cosecha.Servicio: 18 - 20 º C. Se recomienda decantar 30 minutos antes de servirlo.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Quando caiu no decanter, tinha uma cor mais avermelhada.
Exame olfativo: Cheiro de cif.
Exame gustativo: Este vinho era para comemorar alguma coisa, mas agora nem lembro mais direito o quê. Trata-se de um vinho muito agradável, equilibrado, que deixa um gosto bom na boca. Quando o vinho é bom, parece que acaba rápido. Foi o caso deste Prelúdio, que pareceu ter durado tão pouco. Este vinho foi comprado durante uma viagem que fizemos de navio em fevereiro e que parou por algumas horas em Punta Del Este, lugarzinho muito agradável do Uruguai. Só encontramos vinhos com preços razoáveis em uma supermercado. Valeu a pena!
Nota: 91.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo interessante com uma partitura ao fundo.
Exame visual: Rubi levemente alaranjado e transparente.
Exame olfativo: Sutil e delicado. Algo floral e frutas suaves. Agradável
Exame gustativo: Vinho urugauio muito interessante. O Prelúdio é um corte de 6 uvas que lhe confere um sabor bem particular. Um vinho bem feito, diferente e muito prazero que segue um estilo elegante, lembrando vinhos do velho mundo e também o Montchenot. Destaque para a grande evolução em boca: o sabor do ataque inicial e bem diferente do seu final. Início com toques de baunilha e final intenso e vivo certamente vindos das uvas Tannat e Merlot. Vinho com muitas sutilezas, de corpo leve e madeira e álcool integrados. Potencial para envelhecer mais um pouco. Vinho de personalidade, estilo que vem marcando os vinhos do Uruguai. Decantamos por cerca de 1 hora. Vale experimentar. Recomendo.
Nota: 90.0+

16 de setembro de 2008

Vallontano - Merlot 2004



Nome: Vallontano
Safra: 2004
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Vallontano Vinhos Nobres
Site: http://www.vallontano.com.br/

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 12,8%
Numeração da garrafa: 1.477/8.000
Preço: R$ 28
Onde foi comprado: Loja na Av. Rio Branco no centro do Rio, que fechou nesta semana
Quando foi comprado: 2007
Degustado em: 23 de agosto de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Empanadas de frango e carne
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Provenientes de uvas selecionadas de único vinhedo, este vinho Merlot, 100% varietal, foi elaborado de forma tradicional. 50 % deste vinho estagiou por 6 meses em barris de carvalho francês, e posteriormente permaneceu em nossa pequena cave. Possui aromas e sabores de ameixa, flor de violeta, cereja, chocolate e especiarias. Seus taninos redondos e macios o tornam um vinho elegante e persistente. Este Merlot é encorpado, com bom equilíbrio e estruturado.
Este vinho teve um controle de temperatura durante a fermentação, foi elaborado de forma tradicional, é um vinho tipicamente varietal. Garrafas 8.000 numeradas. É notável neste vinho sua excepcional complexidade aromática, devido ao alto grau de maturação das uvas. É um vinho gastronomicamente versátil, mas acompanha preferencialmente queijos como Gorgonzola, Roquefort ou Coulommier, massas, atum e frango, e deve ser apreciado entre 15 e 17ºC.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô, bem escura com algum depósito e bordas alaranjadas.
Exame olfativo: Cheiro de curral no início, que depois ficou mais agradável, com um quê de erva-doce, algo como um sabonete de erva-doce.
Exame gustativo: Este vinho começamos a degustar tarde da noite porque inventamos de fazer duas receitas de empanadas antes. O melhor de tudo foi poder degustá-los com as empanadas quentinhas, recém-saídas do forno. Ele começou meio adstringente. É a segunda vez que provamos um Vallontano e a experiência continua sendo de alto nível. É um vinho bem equilibrado. Durante a degustação, pensei que não era muito um vinho do jeito que eu gosto, mas apesar de diferente, gostei muito. Harmonizou com as empanadas de frango. Corpo médio, agradável. Final é forte, mas é bom.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Este vinho merecia um redesenho do rótulo. Falta personalidade e equilíbrio ao design. Não corresponde ao vinho.
Exame visual: Tom já indo do rubi para o alaranjado. Tom de envelhecido. Levemente turvo devido aos depósitos.
Exame olfativo: Nariz de vinho do velho mundo, algo de terra. Lembra alguns Bordeaux.
Exame gustativo: Segundo vinho que bebemos da Vallontano e mais uma vez foi uma boa surpresa. Já havia comprado esta garrafa há algum tempo e aproveitamos a noite do sábado em que resolvemos fazer empanadas para degustar este Merlot. Assim como o Cabernet degustado anteriormente, este vinho é muito bem feito e equilibrado. Na boca, mistura alguma fruta com toques de pimenta e pimentão. Estava no momento certo de ser degustado. Final muito interessante, com leve amargor caracterírtico da uva e com média e agradável permanência. Álcool integrado. Um vinho com personalidade e elegância. Boa experiência que recomendo. Quem ainda não degustou nenhum vinho Vallontano fica aqui a minha sugestão.
Nota: 88.0+

Pulenta Estate Malbec 2006



Nome: Pulenta Estate
Safra: 2006
País: Argentina
Região: Alto Agrelo
Produtor: Pulenta Estate
Site: http://www.pulentaestate.com/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: gentilmente oferecido pelo Helton
Onde foi comprado: Salitre, no Leblon
Quando foi comprado: 16 de agosto de 2008
Degustado em: 16 de agosto de 2008
Onde bebeu: Salitre, no Leblon
Harmonizado com: Pratos diversos do restaurante
Com quem: Claudio, Rafaela, Helton e Lú

Comentário do Produtor
Su intenso color y carácter frutal que recuerda a guindas, moras y confituras de ciruela, se obtiene desde el viñedo gracias a la gran amplitud térmica entre el día y la noche. Su complejidad y elegancia aportada por su paso por roble francés durante 12 meses y una guarda en botella prolongada, hacen de este malbec un gran exponente de nuestra variedad emblema.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Esta foi a segunda vez que nos encontramos com o Helton aqui no Rio e desta vez tivemos o privilégio da companhia da Lu. O vinho escolhido pelo Helton foi acertado, bem no estilo que eu gosto, frutado, bem equilibrado e gostoso. Espero que este tenha sido apenas nosso primeiro jantar todos juntos.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Toda a linha Pulenta segue um design clean, equilibrado e bonito. Sem dúvida valoriza a garrafa.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Vinho escolhido pelo Helton na noite que fomos ao Salitre. Nunca tinha degustado nenhum vinho da linha Pulenta, este Malbec foi o primeiro. Vinho muito bem feito e estruturado. Um clássico malbec argentino com boa fruta, taninos arredondados e um pouco de madeira presente. Sem surpresas, mas de ótima qualidade. Boa opção.
Nota: 88.0

15 de setembro de 2008

9ª Harmonização virtual

Ainda não chegamos à 12ª edição, mas completamos neste mês de setembro um ano de harmonizações virtuais.

Para comemorar, esta nona edição contará com uma bela receita de bacalhau, emprestada ao Gourmandise pelo blog Elvira's Bristrot, e um delicioso vinho branco espanhol escolhido pelo Le Vin au Blog.

Achou interessante? Escreva para o Le Vin au Blog (levinaublog@gmail.com) ou para o Gourmandise (ninocamori@hotmail.com), que lhe enviaremos a receita e o nome do vinho.

O resultado da harmonização será publicado no dia 6 de outubro nos blogs participantes. Se você quer participar, mas não tem um blog, não tem problema, pode usar os nossos para publicar seus comentários.

Esperamos pelo seu e-mail.

Le Vin au Blog & Gourmandise.

14 de setembro de 2008

Carta de Vinhos Parmê


Nome: Quantum Classic, Trio, Quinta de Cabriz Reserva e Perdriel del Centenario
Safra: -, 2007, 2005, 2004 e respectivamente
País: África do Sul, Chile, Portugal e Argentina, respectivamente
Região: Western Cape, Casablanca, Dão e Mendoza, respectivamente
Produtor: -, Concha y Toro, Dão Sul e Bodegas Norton, respectivamente
Site: -, http://www.conchaytoro.com/, http://www.daosul.com/PageGen.aspx e http://www.norton.com.ar/, respectivamente

Uvas/Corte: Pinotage/Cabernet Sauvignon/Merlot, Merlot/Carménère/Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional/Afrouxeiro Preto, Tinta Roriz, Cabernet Sauvignon/Merlot/Malbec, respectivamente
Teor alcoólico: 14,5%, 14%, 13,5% e 14,5%, respectivamente
Preço: R$ 47,50, R$ 59,50, R$ 130 e R$ 170, respectivamente
Onde foi comprado: Gentilmente oferecidos pelo restaurante Parmê, no Rio de Janeiro, durante o lançamento de sua carta de vinhos
Quando foi comprado: 26 de agosto de 2008
Degustado em: 26 de agosto de 2008
Onde bebeu: Parmê
Harmonizado com: Pães, torradinhas e queijos
Com quem: Rafaela e demais convidados

Comentário do Produtor
Quantum Classic:
-
Trio: Colour: Deep and dark red. Aroma: Intense aroma of black fruits, cherries, chocolate, tobacco, modern style. Palate: Concentrated, mouthfilling, black fruit, velvety and sweet tannins, good structure and density.
Quinta do Cabriz Reserva: Esmagamento das uvas com desengace total, seguidos de fermentação em cubas inox, com leveduras indígenas, à temperatura de 28-30ºC. O tempo de maceração foi, em média, de cerca de duas semanas e as remontagens para extracção de cor foram suaves. Após a fermentação malolática, teve um estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês. Antes do garrafamento, o vinho passou apenas por uma ligeira filtração de placas de celulose, por forma a preservar toda a sua estrutura.
Perdriel: -

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Em agosto, fomos gentilmente convidados pela assessoria de imprensa do restaurante Parmê para o lançamento de sua carta de vinhos. No último momento, o Claudio não pôde ir e decidi ir sozinha, apesar do receio de chegar lá e me sentir totalmente deslocada. Felizmente, não foi nada disso. O encontro foi superagradável, organizado e me senti bem à vontade. A degustação foi conduzida pelo professor Celio Alzer, da ABS-Rio. Ele foi explicando sobre os vinhos escolhidos, as regiões de onde eles vinham e apresentando curiosidades. Deu mais certo no início, pois depois de alguns goles, o ambiente ficou descontraído demais e ouvir o professor se tornou um pouco difícil, mas mesmo assim a aula foi bem proveitosa. Foi bom também para conhecer pessoas. Em relação aos vinhos degustados: eu cheguei atrasada e perdi o prosecco que deu início à degustação, mas provei o próximo, o sul-africano Quantum, que achei bem 'macio', com nariz adocicado, mas que poderia estar um pouco mais resfriado; depois veio o chileno Trio, que eu nunca tinha provado. Ele mostrou-se mais forte que o primeiro, mais ácido e, segundo o professor, "mais musculoso". O terceiro vinho tinto foi o Quinta do Cabriz Reserva, que me agradou bastante. Gosto dos vinhos desta vinícola portuguesa. Este tem um estilo que me agrada muito. Para fechar, um ótimo argentino, o mais caro da carta, o Pedriel. Gostei muito e acho que adoraria prová-lo novamente, com uma comida, apesar de ter se saído muito bem só com os queijinhos oferecido pela Parmê. Em resumo, foi uma ótima experiência. Obrigada à Lucia pelo convite.
Nota: 86.0, 87.0, 90.0 e 90.0, respectivamente

Pergunta da Semana - 82

Toda quarta-feira, o Le Vin au Blog coloca aqui uma nova pergunta para saber sobre as suas experiências no mundo do vinho. Nesta semana, sabendo que muitas pessoas largaram suas profissões para se dedicar ao mundo do vinho, o Le Vin au Blog quer saber:

- Você deixaria o seu emprego, a sua carreira atual para abrir uma loja de vinhos, um wine bar, tornar-se um enólogo ou um sommelier ou para aprender a administrar uma vinícola e quem sabe abrir a sua própria bodega?

7 de setembro de 2008

Pergunta da Semana - 81

Toda quarta-feira, o Le Vin au Blog coloca aqui uma nova pergunta para saber sobre as suas experiências no mundo do vinho. Nesta semana, inspirado na sugestão do amigo Alexandre do blog Diário de Baco, o Le Vin au Blog quer saber:

- Qual tipo de informação você mais procura na internet sobre o universo do vinho? Quais ferramentas você utiliza na busca além do Google? E sites, faz pesquisas em páginas específicas?

6 de setembro de 2008

Abadia Retuerta Rívola 2004


Nome: Abadia Retuerta Rívola
Safra: 2004
País: Espanha
Região: Vino de la Tierra de Castilla y León
Produtor: Bodegas Abadia Retuerta
Site: http://www.abadia-retuerta.com/

Uvas/Corte: 60% Tempranillo, 40% Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14%
Preço: -
Onde foi comprado: Restaurante Vino! - São Paulo
Quando foi comprado: 16 de agosto de 2008
Degustado em: 16 de agosto de 2008
Onde bebeu: Restaurante Vino! - São Paulo
Harmonizado com: Ragú de calabreza com polenta
Com quem: Claudio, Gilberto, Marcel e Nina

Comentário do Produtor
Rojo picota intenso. Aroma tostado con notas de clavo, regaliz y café. Ligero gusto avainillado. Ataque tierno, con estructura y taninos fundidos. En boca se aprecian recuerdos de frutas rojas y torrefacción. En boca es muy aromático, expresivo, y fresco. Se aprecian recuerdos de frutas rojas y torrefacción, acidez equilibrada con un paso de boca muy amable y delicado.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo imponente. Um belo exemplo de como usar tipologias de forma equilibrada.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Segundo vinho da noite e também muito bem escolhido pelo Marcel. Sempre tive vontade de provar algum vinho desta bodega e o resultado foi bastante positivo. Um corte de Tempranillo com Cabernet Sauvignon de sabor intenso e marcante. Na boca um pouco de fruta com especiarias, levemente picante e com algo mentolado. Vinho interessante e com boa presença. Vale provar. Foi uma noite muito agradável com bons vinhos e um bom papo. Aproveito para agradecer a gentileza do Marcel e da Nina de nos acompanhar no jantar em São Paulo.
Nota: 89.0+

Vinha Grande 2002



Nome: Vinha Grande
Safra: 2002
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Sogrape Vinhos
Site: http://www.sogrape.pt/

Uvas/Corte: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz
Teor alcoólico: 13%
Preço: -
Onde foi comprado: Restaurante Vino! - São Paulo
Quando foi comprado: 16 de agosto de 2008
Degustado em: 16 de agosto de 2008
Onde bebeu: Restaurante Vino! - São Paulo
Harmonizado com: Ragú de calabreza com polenta
Com quem: Claudio, Gilberto, Marcel e Nina

Comentário do Produtor
Vinha Grande 2002 apresenta-se com uma bela cor vermelho ruby. Os aromas intensos são dominados por frutos vermelhos maduros (groselha, cereja e amora), notas florais (violeta), madeiras exóticas (pau preto) e especiarias (pimenta e canela), que reflectem a complexidade da elaboração/maturação e a evolução em garrafa. Na boca, é um vinho muito equilibrado, com a acidez habitual dos vinhos do Douro, bem envolvido na sua estrutura. Intenso e de perfil bem característico, é um vinho persistente, com um final elegante.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples, mas marcante devido a peculiar ilustração com 4 mulheres.
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois de um longo dia de trabalho em São Paulo, Marcel e Nina gentilmente nos levaram para jantar. O local escolhido foi o interessante restaurante/loja de vinho Vino!. O jantar foi muito agradável, a conversa idem. Marcel escolheu o Vinha Grande que foi o primeiro vinho da noite. Um português bastante agradável, de corpo médio e bem redondo na boca. Toques de frutas, algo doce e madeira amaciando o elegante conjunto. Este é um vinho da tradicional Casa Ferreirinha, produtora do clássico Barca Velha.
Nota: 88.0+

B Crux 2003


Nome: B Crux
Safra: 2003
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: O. Fournier
Site: http://www.ofournier.com/
Uvas/Corte: Tempranillo 60%, Malbec 20%, Merlot 10%, Syrah 10%
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: 70 pesos
Onde foi comprado: Ligier, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 11 de dezembro de 2007
Degustado em: 14 de agosto de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Risotto de brócolis com queijo cottage
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Cheiro de frutas.
Exame gustativo: Puxa, que vinho bom! Não posso dizer que fazia tempos que não bebia algo tão bom, pois seria injusta com os últimos vinhos degustados, mas devo dizer que este B Crux merece várias estrelinhas. Apesar do alto teor alcoólico, não senti álcool, era muito equilibrado, com corpo médio para pesado. Com a comida, não combinou muito, mas no geral foi uma ótima experiência. Como foi no dia do aniversário da Karlinha, um brinde a ela!
Nota: 92.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Garrafa interessante e marcante. Moderna e equilibrada.
Exame visual: Bordô vivo.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Ótimo vinho argentino. Já havia provado este vinho em um evento de vinhos argentinos aqui no Rio. Mas desta vez degustamos com calma e atenção. Vinho de sabor firme, rico, intenso, frutado sem ser over. Vinho que mescla muito bem potência com equilíbrio e elegância. Sabor de ameixa presente e toques de especiarias, lembrando uma mistura de Tempranillo com Syrah. Boa acidez, o vinho se mostrou ainda jovem e vivo. Pode envelhecer mais um pouco e evoluir. Álcool integrado e sem madeira presente. Final marcante com especiarias e algo picante, como pimenta. Um vinho muito interessante que superou o sabor do risoto. Pedia um prato mais potente em sabor. Bom vinho, boa experiência. Recomendo.
Nota: 90.0 +

Bordeaux D'Estournel 2005


Nome: Bordeaux D'Estournel
Safra: 2005
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Lês Chais De Rion
Site: -

Uvas/Corte: Merlot 60%, Cabernet Sauvignon 40%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 39,00
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul de Botafogo
Quando foi comprado: 10 de agosto de 2008
Degustado em: 10 de agosto de 2008
Onde bebeu: Casa da Regina Helena
Harmonizado com: Estrogonofe de frango
Com quem: Rafaela, Claudio, Marcela, Mauro, Regina Helena, Claudine e Roberto

Comentário do Produtor
-
Comentário do Claudio
Rótulo:
Destaque para a pequena ilustração de um elefante. Diferente do que normalmente vemos em rótulos de Bordeaux.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Nos anos 70, os proprietários do famoso Chateau d'Estournel produziam um vinho para o consumo diário da família. Alguns amigos que provaram o vinho encorajaram a família a comercializar o vinho. Assim nascia este Bordeaux d'Estournel. Corte clássico da região, com a Merlot e a Cabernet Sauvignon. Vinho de corpo médio, austero, velho mundo e que ainda pode crescer um pouco com o tempo. Boa estrutura e de paladar firme. O vinho não é complexo mas agradou. É uma oportunidade de provar um vinho da safra 2005 de Bordeaux, considerada uma das melhores safras de todos os tempos, por um prço baixo para vinhos franceses. Este vinho foi recomendado pelo consultor de vinhos do Zona Sul, Danio Braga, como ótima relação csto x benefício.
Nota: 87.0

5 de setembro de 2008

Pergunta da Semana - 80

Toda quarta-feira, o Le Vin au Blog coloca aqui uma nova pergunta para saber sobre as suas experiências no mundo do vinho. Nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Você já influenciou alguém a começar a degustar vinhos? Você foi influenciado por alguém?

2 de setembro de 2008

Dal Pizzol - Tannat 2005*, 2004 e 2002 #cbe


* Este vinho foi escolhido pelo blog Avaliador de Vinhos para ser o 19º vinho a ser degustado pela Confraria Brasileira de Enoblogs, criada pelos amigos dos blogs Vinho para Todos e Viva o Vinho. Todo mês, um blog aponta qual será o vinho a ser provado. No primeiro dia do mês seguinte - neste mês não conseguimos - são postados os comentários de todos os participantes, cada um em seu blog. Desta vez, o escolhido foi o Dal Pizzol Tannat 2005. Confira abaixo o que achamos dele - e de duas outras safras que acabamos degustando.

Nome: Dal Pizzol
Safra: 2005, 2004 e 2002
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves
Produtor: Dal Pizzol
Site: http://www.dalpizzol.com.br/

Uvas/Corte: Tannat
Teor alcoólico: 13%, 12% e 12%, respectivamente
Rolha: As três safras de cortiça. A safra 2002 tinha a rolha pequena do tipo que é encontrada em vinhos mais baratos.
Numeração da garrafa: 1.341 (5.000 l. produzidos), 4.368 (5.000 l. produzidos) e 11.095 (10.000 l. produzidos)
Preço: R$24, R$ 20 e R$ 28, respectivamente
Onde foi comprado: Cobal do Humaitá, Cobal do Humaitá e Deu La Deu, respectivamente
Quando foi comprado: 20 de agosto de 2008
Degustado em: 29 de agosto de 2008
Onde bebeu: Em casa, no Rio
Harmonizado com: Empanadas de carne, queijo com orégano, queijo com cebola, frango, calabresa - como sobremesa, empanada de queijo com goiabada
Com quem: Claudio, Rafaela, Marie, Miguel, Maria Claudia, Ricardo, Raquel, Carol, Marcelo e Mário

Comentário do Produtor
Vinho de coloração intensa, vermelho-rubi com reflexos violáceos. Apresenta boa nitidez, aspecto aromático intenso floral e frutal, lembrando amoras, ameixas e toques de especiarias como canela e cravo. Ótimo equilíbrio entre álcool e acidez. Com estrutura e corpo marcante. Paladar redondo, retro-gosto agradável com taninos sedosos e civilizados. (sobre o 2005)

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô mais limpo (2005), bordô (2004) e bordô turvo , escuro, opaco, sem vida e com bordas alaranjadas.
Exame olfativo: Sabonete, lavanda, estrebaria (2005), cheiro doce e o mais carascterístico (2004) e cheiro de velho, de guarda-roupa de vó (2002).
Exame gustativo: Quando o Claudio começou a procurar por este vinho, notou certa dificuldade em encontrá-lo. O engraçado foi que depois que o encontrou em uma loja, começou a achar o mesmo vinho, mas de diferentes safras, em lojas que ainda não tinha ido. Com essa oferta toda, resolvemos fazer uma degustação vertical. Como não daríamos conta de três garrafas e porque tínhamos tido uma ótima experiência no mês passado, provando o vinho do mês com nossos amigos, resolvemos unir tudo isso e fazer uma noite de degustação aqui em casa. Por ser a tannat uma uva hoje muito produzida no Uruguai e por termos ouvido falar que as empanadas foram criadas lá, decidimos fazer uma noite com inspiração uruguaia, que resultou na noite das empanadas com Tannat. Como nunca havíamos feito empanadas, pedi socorro à Nina do Gourmandise, que me mandou uma receita bem boa. Também testamos uma que veio no caderno de viagem do jornal O Globo e ficou colada na porta da geladeira por meses. Ambas ficaram muito boas. Foram três noites preparando tudo. No final, comemos apenas 55% das 100 empanadas. Quanto aos vinhos, comecei a degustação pelo mais velho, o que não foi muito apropriado. O vinho 2005 estava bastante vivo, não muito tânico, com um leve gosto de couro e um quê de velho mundo. O de 2002 parecia já ter passado do ponto. Ainda está bebível, e ficou bom com a comida, mas estava meio aguado, ao mesmo tempo secava a boca. O melhor, na minha opinião, foi o da safra de 2004, mais redondo, menos agressivo, mais no ponto de ser bebido e o que apresentou mais características de tannat. Gostei muito desta safra.
Nota: 87.0 (2005), 88.0 (2004) e 86.0 (2002)

Comentário do Claudio
Rótulo:
Segue a linha padrão dos vinhos Dal Pizzol. Sóbria e correta. Uma evolução das safras anteriores.
Exame visual: Bordô com toques alaranjados, uma mistura das cores das outras safras (2005), Bordô, indo para o violeta (2004) e Rubi, tons envelhecidos indo para o alaranjado (2002).
Exame olfativo: Início um pouco fechado evoluindo para algo com floral e mentol (2005), nariz clássico de tannat, café, couro, leve tabaco e um toque doce. Melhor nariz dos 3 (2004) e Nariz menos intenso, algo doce, como melado. Guardado, armário velho. (2002)
Exame gustativo: Foi uma experiência interessante. Consegui encontrar este vinho de 3 safras diferentes e resolvemos fazer uma degustação vertical. Abrimos as garrafas e colocamos os vinhos nos decantadores. Experimentamos os vinhos separadamentes e as pessoas ficaram livres para escolher qual safra degustariam. Todos os vinhos evoluíram de alguma forma depois de aberto. Outra característica comum aos 3: esperava taninos mais vivos. A safra 2005 mostrou um ataque inicial doce, algo como uma geléia e um final leve, sem estar amargo. Esta diferença entre o início e o seu final de boca foi bastante interessante. Vinho agradável, fácil de beber, funcinou com a comida. Acho que ainda pode evoluir um pouco. Senti falta de mais tipicidade da uva. A safra 2004 foi o que se mostrou mais evoluido e envolvente. Sabor firme, amadurecido com boa intensidade, algo de fruta e o final bem característico da Tannat. Uma boa surpresa e o que apresentou as melhores características dos 3. A safra 2002 mostrava claros sinais de envelhecimento. Foi o mais difícil de beber. O que apresentava menos fruta em boca, lembrando vinhos do velho mundo. Claramente faltava acidez. foi o vinho mais ligeiro na boca, em declínio. Apesar disto ele se comportou muito bem com as empanadas, mas foi o vinho menos bebido da noite. Foi uma boa experiência.
Nota: 86.0 (2005), 87.0 (2004) e 84.0 (2002)

PS: As empanadas ficaram ótimas. Quem quiser a receita para experimentar mande um mensagem para nós.