31 de janeiro de 2008

Pergunta da Semana - 51

Queremos saber sobre as suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira* colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Ultimamente, o que você tem comprado mais: vinhos blend (com mais de uma uva) ou varietal (com uma única uva)?


* Devido ao fato de termos viajado na última semana, ocorreu um atraso na publicação desta edição da pergunta, mas aqui está ela agora.

30 de janeiro de 2008

Salton Prosecco e Aurora Moscatel



Nome: Salton Prosecco e Aurora Moscatel
Safra: -
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Vinícola Salton e Vinícola Aurora
Site: http://www.salton.com.br e http://www.vinicolaaurora.com.br/

Uvas/Corte: Prosecco (Salton) e Moscatel (Aurora)
Teor alcoólico: -
Preço: R$ 32 (Salton Prosecco) e R$ 29 (Aurora Moscatel)
Onde foi comprado: Champanheria Ovelha Negra, em Botafogo, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 7 de janeiro de 2008
Degustado em: 7 de janeiro de 2008
Onde bebeu: Champanheria Ovelha Negra, em Botafogo, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Sanduíches variados e queijos
Com quem: Rafaela, Raquel, Carol, do Rio de Janeiro; Márcia, de Florianópolis; Lady e Lílian, de Belo Horizonte; e Larissa, de Curitiba

Comentário do Produtor
Salton: 100% varietal Prosecco. Vinho fermentado a 17ºC com fermentos selecionados Tempo de fermentação: 1 Mês Segunda Fermentação: Método Charmat (autoclaves). Tempo de fermentação: aproximadamente 1 mês e meio a 12ºC. Brilhante com coloração clara esverdeada, perlage abundante de finas borbulhas. Perfume agradável de flores e frutas, como pêra, maçã verde e pêssego. Possui sabor fresco, equilibrado e cremoso.

Aurora: Elaborado com as variedades Moscato Bianco e Moscato Giallo, pelo processo Asti, o espumante Aurora Moscatel é jovem, refrescante e companheiro ideal tanto para ser consumido só quanto para acompanhar sobremesas leves. De exuberantes aromas florais e sabor agradável.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Sempre fico muito feliz quando minha amiga e comadre Márcia vem ao Rio. Isto tem acontecido mais ou menos de seis em seis meses, quando ela vem cobrir o Fashion Rio. Desta vez, como ela não conseguiria ficar um pouco mais, tentamos aproveitar o máximo que pudemos. Para começar, combinamos nos encontrar na segunda-feira, logo depois do primeiro desfile da semana de moda. Escolhi a Ovelha Negra, pois é um lugar bacana, dá para conversar e tem bons espumantes. Acabei convidando também Marie, Carol e Raquel e a Márcia levou algumas das meninas que cobrem o Fashion Rio. Como eu já conhecia Lady e Larissa, fiquei superfeliz. De início, pedimos um espumante da Salton, o prosecco. Foi bem recebido e tudo mais, mas somente depois que pedimos um Aurora Moscatel é que todo mundo ficou beeemmmm feliz. Claro, meninas gostam de bebidas docinhas e ali não foi diferente. Tanto que depois que as meninas trabalhadeiras da moda foram embora, pedimos mais um. Ic! Este moscatel, para o qual os meninos costumam torcer o nariz, é ótimo. Docinho, saboroso e muito bom num dia de calor. Eu já estava com saudades de encontros somente com meninas, para bater papos leves e descontraídos. Foi ótimo. Espero repetir a dose. E espero que minha amiga querida volte logo!
Nota: -

Altue - Cabernet Sauvignon 2006



Nome: Altue
Safra: 2006
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Vitivinicola Cremaschi Barriga S.A.
Site: http://www.cremaschifurlotti.cl/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 13%
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido pelo Mario
Quando foi comprado: -
Degustado em: 6 de janeiro de 2008
Onde bebeu: Casa da Marie e do Mário, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães, queijo minas padrão, queijo bola e humus
Com quem: Claudio, Rafaela, Mário, Marie, Ricardo e Raquel - mais o Petit Gauteau, nosso mascote

Comentário do Produtor
The fermentation took place in stainless steel tanks at 28°C. 25% of the wine was aged for 8 months in French Oak Barrels and 4 months in bottle, prior to its release. Intense purple with ruby highlights. Floral nose, chocolate, rosemary, blackberry and buttery vanilla oak. Its complex palate boasts a wealth of a ripe cabernet fruit, leading into vibrant finish.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este encontro foi muito especial, pois contamos novamente com nossa amiga Marie, que voltou de uma temporada de sete meses em Paris, sua terra natal. Seja bem-vinda, querida. Sentimos sua falta. Como sempre, foi bem divertido. Havíamos bebido este vinho, mas com outra uva, um tempo atrás. Este cabernet se mostrou muito melhor que o outro. E harmonizou muito bem, mas muito bem mesmo, com as comidinhas que enchiam a mesa à nossa frente.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples, que usa impressão em cobre e um corte diferenciado na sua base, lembrando um relevo montanhoso.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Não degustamos com atenção, mas de qualquer modo é um vinho simples, jovem e fácil de se beber. Combinou bem com as comidinhas e o papo agradável da noite.
Nota: 86.0

Vinha da Tapada 2004



Nome: Vinha da Tapada Coelheiros
Safra: 2004
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade dos Coelheiros
Site: http://www.herdadecoelheiros.pt/vinhos.htm

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon, Trincadeira, Aragonês e Castelão
Teor alcoólico: 13%
Preço: -
Onde foi comprado: Restaurante Adegão Português, no Rio Design Barra
Quando foi comprado: Janeiro de 2008
Degustado em: 03 de janeiro de 2008
Onde bebeu: Restaurante Adegão Português, Rio Design Barra
Harmonizado com: Bacalhau na brasa com legumes salteados

Comentário do Produtor
Cor: Rubi intenso
Aroma: Frutos vermelhos maduros com toque de madeira.
Sabor: Cheio, redondo, bem equilibrado e complexo. Boa frescura com final de prova frutado e prolongado.

Comentário do Claudio
Rótulo:
O rótulo expressa exatamente o que o vinho é: detalhes da tradição portuguesa (azulejos pintados), em uma roupagem mais moderna de rótulo.
Exame visual: Rubi intenso.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Durante um almoço de trabalho no restaurante Adegão Português na Barra, o sommelier sugeriu este vinho português. Alguns dia antes tinha degustado um outro vinho deste mesmo produtor, o Tapada de Coelheiras. Este Vinha da Tapada é a clara tentativa de inserir características modernas a um estilo tradicional de vinho. E esta tentativa é bem sucedida. Taninos macios e toques amadeirados encaixam-se muito bem ao tradicional paladar das uvas alentejanas. O resultado é um vinho macio e equilibrado. Um bom exemplo de como aliar estilo do Novo e do Velho Mundo em um vinho com uma boa relação custo/benefício. Vale provar!
Nota: 89.0

Salton Prosecco



Nome: Salton Prosecco
Safra: 2007
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Santon
Site: http://www.salton.com.br/

Teor alcoólico: 11,5%
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente cedido por Ricardo e Luciana
Quando foi comprado: Dezembro de 2007
Degustado em: 31 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa da Regina Helena, em Copacabana, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Lentilha com carnes, arroz, salada (feita pelo Mauro), lombo de porco, farofa. De sobremesa: torta de chocolate, brigadeiros e doce de leite trazido de Viçosa/MG pelo Ricardo e pela Luciana
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro, Regina Helena, Ricardo, Luciana, Ricardinho e Renata

Comentário do Produtor
Brilhante, com tonalidade palha e reflexos esverdeados. Abundante desprendimento de pequenas borbulhas de gás, em forma de rosário. Boa formação de espuma, boa persistência. Aroma de flores (como a flor de acácia) e frutas cítricas, maçã verde, pão torrado, fermento seco. Sabor fresco, agradável e cremoso.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois do lauto jantar, seguimos todos para a praia, que fica pertinho da casa da mãe do Claudio. Criada que fui numa cidade de 5 mil habitantes (contando os da zona rural), ver aquela multidão, 2 milhões para chegar mais perto, me causa um misto de surpresa, susto, felicidade e emoção. Este foi meu terceiro revèillon em Copacabana, mas é sempre legal. Com nossas tacinhas em punho, seguimos para a praia, escolhemos o nosso cantinho e ficamos ali à espera. Faltavam 18 minutos. Aproveitamos o tempo livre para observar as pessoas e fazer algumas fotos de nossos trajes brancos. De repente, ainda faltando alguns minutos, olhamos para o Mauro e vemos que nosso espumante já está comemorando. Assim, adiantados, enchemos nossas taças e fizemos o primeiro brinde para o ano que chegaria dali a pouco. Ainda à espera tivemos outra surpresa. O italiano que controlava os fogos não recebeu nenhum contador da organização, guiou-se pelo seu "cebolão" e deu no que deu. O ano começou um minuto antes em Copacabana. Foi por água abaixo o plano do cara que organizou tudo. Ele queria fazer uma contagem uníssona, com todo mundo contando juntos ao longo da praia. Bom, desta forma, meio sem saber direito o que ouve, entramos em 2008. Foi legal. Os fogos, como sempre, foram muito bonitos. Deu tudo meio errado, mas no final deu tudo certo. :) Como quase tudo aqui no Brasil. Depois dos abraços, fogos e funk (sim, sim, o ano-novo começou com batidão do DJ Marlboro aqui na cidade maravilhosa), seguimos para Ipanema, olhamos tudo que tínhamos para ver e voltamos calmamente para casa, enquanto o caos se instalava nas ruas. Isso para quem queria voltar para casa. Nós, já havíamos reservado nosso pouso na casa da sogrinha. Tudo de bom, do jeito que o ano deveria mesmo começar. Feliz 2008!
Nota: -

Comentário do Claudio
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o espumante que o Mauro abriu alguns minutos antes da virada do ano na praia. Não degustamos este espumante apenas brindamos nas nossas taças de plástico.
Nota: -

Pergunta da Semana - 50

Queremos saber sobre as suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Você costuma pedir taças em restaurantes quando não está disposto a degustar uma garrafa inteira? Ou prefere as meias garrafas?

Emiliana - Carmenére 2006



Nome: Emiliana
Safra: 2006
País: Chile
Região: Valle de Colchagua
Produtor: Viñedos Emiliana SA
Site: http://www.emiliana.cl/

Uvas/Corte: Carmenére 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido pela Claudine e pelo Marcus
Quando foi comprado: Dezembro de 2007
Degustado em: 31 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa de Regina Helena, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Lentilha com carnes, arroz, salada (feita pelo Mauro), lombo de porco, farofa. De sobremesa: torta de chocolate, brigadeiros e doce de leite trazido de Viçosa/MG pelo Ricardo e pela Luciana
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro, Regina Helena, Ricardo, Luciana, Ricardinho e Renata

Comentário do Produtor
Soft flavors and velvety ripe, elegant tannins result in a richly textured Carmenére with a nice, long and warm finish.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este vinho eu não lembro de ter bebido, mesmo que o Claudio diga que eu o provei. Sinto muito, mas não lembro mesmo.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Falta harmonia entre os elementos. O vinho, mesmo sendo da linha básica, merece um rótulo melhor.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: No Natal, a Claudine tinha levado duas garrafas deste vinho. A primeira garrafa já havia deixado uma boa impressão até para mim que não sou tão fã de Carmenére. Este foi o segundo vinho da noite. O primeiro vinho tinha harmonizado perfeitamente e a espectativa era saber como este iria se comportar. E o Emiliana harmonizou ainda melhor com a lentilha. Na mesma noite, bebemos dois vinhos simples, porém bem feitos e que se valorizaram muito com a comida.
Nota: 87.0

29 de janeiro de 2008

Pergunta da Semana - 49

Queremos saber sobre as suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Desde que criamos o blog, ou talvez até um pouco antes disso, falar sobre vinhos já era algo recorrente nos encontros com os amigos e conhecidos. Com o tempo, começamos a ficar preocupados em não nos tornarmos muito repetitivos, pois não são todas as pessoas que se interessam pelo assunto. Pensando sobre isso, esta semana gostaríamos de saber:

- Quais os cuidados para não se tornar um enochato? Quais são as suas dicas? Na sua opinião, onde fica a fronteira entre uma conversa agradável sobre vinhos e uma conversa que se torna incoveniente?

Rocbère Grande Réserve 2003 - Corbiéres



Nome: Rocbère Grande Réserve
Safra: 2003
País: França
Região: Corbiéres
Produtor: Les Caves Rocbère
Site: http://www.rocbere.com/

Uvas/Corte: Carignan 50%, Grenache 30% e Syrah 20%
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 29,50
Onde foi comprado: Supermercado Mundial, em Botafogo, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 23 de dezembro de 2007
Degustado em: 31 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa da Regina Helena, em Copacabana, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Lentilha com carnes, arroz, salada (feita pelo Mauro), lombo de porco, farofa. De sobremesa: torta de chocolate, brigadeiros e doce de leite trazido de Viçosa/MG pelo Ricardo e pela Luciana
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro, Regina Helena, Ricardo, Luciana, Ricardinho e Renata

Comentário do Produtor
Num solo argilo-calcário, influenciado pelo Mar Mediterrâneo, proporciona aromas de frutas maduras e compota amplo e rico.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Acho que eu já estava com a cabeça em 2008, pois não lembro de quase nada deste vinho. Talvez estivesse mais preocupada em encher a pancia com a deliciosa lentilha feita pela minha sogrinha. Estava realmente muito boa. E, pasmem, até então eu sempre detestei lentilha, mas esta, feita meio como uma feijoada, repleta de carnes de feijoada, valeu realmente a pena. E mais um detalhe, eu não sou uma grande comedora de carnes... Bom, talvez tenha sido a última mudança de 2007... Que venham outras em 2008. Quanto ao vinho, espero que o Claudio tenha mais lembranças...
Nota: -

Comentário do Claudio
Exame visual:
Tom escuro.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho da último jantar do ano de 2007. Como já comentei aqui no blog, às vezes gosto de comprar vinhos sem muita informação sobre eles. Em geral, arrisco fazer isto com vinhos italianos e franceses de baixo custo, onde a chance de ser ruim é enorme. Tomo alguns cuidados: procuro escolher vinhos de regiões "menos conhecidas". Assim escolhi este francês do Corbiéres que foi uma boa surpresa. Vinho de estilo mais rústico, mas bem feito. Um vinho para acompanhar uma refeição e logo na primeira garfada do jantar percebemos que iríamos fechar o ano com uma bela harmonização. O vinho casou perfeitamente com a lentilha e as carnes, valorizando-lhes o sabor e o vinho cresceu muito, parecendo até mais encorpado. Fico imaginando que este vinho pode funcionar bem com uma feijoada. Recomendo.
Nota: 87,0

11 de janeiro de 2008

Cabriz - Colheita Seleccionada 2005 #cbe


* Este foi o vinho escolhido pelo Vinho para Todos para ser o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs. A dinâmica da confraria é a seguinte: todo mês é escolhido um vinho para ser degustado por todos. No primeiro dia do mês seguinte são postados os comentários. Se você quiser participar da Confraria também, deixe um comentário. Leia também os comentários dos blogs: Colheita de Vinhos e Le Vin Quotidien.

Nome: Cabriz
Safra: 2005
País: Portugal
Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Site: http://www.daosul.com/

Uvas/Corte: Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 22
Onde foi comprado: Supermercado Mundial, em Botafogo, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 21 de dezembro de 2007
Degustado em: 29 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Massa com molho vermelho e cenouras e queijo gouda
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
A colheita de 2005 apresenta-se com uma qualidade que nos permite dar continuidade ao padão, resultado das uvas em excelentes condições e bom estado sanitário. Foi vindimado em primeiro lugar a Tinta Roriz, seguida do Alfrocheiro e finalmente a Touriga Nacional. Este trabalho na vinha foi fundamental para a elevada qualidade do vinho.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: Cheiro de laranja meio passada. Cheiro de vela de baunilha.
Exame gustativo: Eu tinha lembranças muito boas deste vinho, provado em setembro de 2006, e nesta segunda vez ele se mostrou ainda interessante, mas com alguns poréns: no primeiro gole, parecia que a minha boca havia sido atacada. E depois de engolido, ficou uma enorme sensação de ardência na boca. Apesar desse amargor do final, que incomoda um tanto, o vinho é bom. Melhor ainda se estiver na temperatura correta. Aqui no Rio, no dia em que o degustamos, estava muito quente. De dia, fez 40ºC e, à noite, apesar da brisa na varanda, marcava quase 30ºC. Pensamos até em degustá-lo no quarto, refrigerados pelo ar condicionado, mas apesar de não ser um vinho fresco, não tornou a degustação inviável. Adstringência moderada, álcool bem integrado - foi decantado por meia hora -, médio corpo, bem "vivo", como diz o Claudio, e que mancha os dentes.
Nota: 87.0 (estou pensando em fazer uma tabela em 2008 explicando as minhas notas, pois acho que muitas vezes elas nã0 parecem combinar com o texto)

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples com uma pequena ilustração. Não é muito interessante.
Exame visual: -
Exame olfativo: Predominância de cheiro doce: baunilha, caramelo, leve álcool ao fim.
Exame gustativo: Já tinha degustado duas outras garrafas deste vinho da safra 2004 e considerava-o uma boa relação custo/benefício. A noite de sábado aqui no Rio não estava muito convidativa para beber vinhos devido ao forte calor, mas fomos para a varanda e acabou sendo agradável. Assim como a safra 2004, este vinho se mostrou uma agradável opção. É um vinho leve, jovem e fácil de se beber. Na boca, notou-se uma leve adstringência e com uma acidez presente e marcante. Seu final não é tão longo e apresenta um leve amargor que é amenizado pela comida. É importante colocar o vinho na temperatura recomendada pelo fabricante, pois seu sabor cresce. Acho que pode melhorar com mais um ano na garrafa. No geral, é um vinho correto, de bom preço e uma opção interessante para quem quer beber um vinho português sem compromissos.
Nota: 86.0 - 87.0

10 de janeiro de 2008

Portal Andino - Cabernet Sauvignon 2003


Nome: Portal Andino
Safra: 2003
País: Argentina
Região: Vale de Atuel, Mendoza
Produtor: Finca Don Juan
Site: http://www.portalandino.info/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 13.3%
Preço: -
Onde foi comprado: Presenteado pelo Marcelo
Quando foi comprado: -
Degustado em: 27 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa da Julia e do Gilberto, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Peperonata de entrada e espaguete ao pesto
Com quem: Claudio, Rafaela, Júlia e Gilberto

Comentário do Produtor
Provenientes de una selección de uvas de viñedos propios ubicados en el oasis sur del Valle del Atuel, Mendoza, República Argentina y elaborado a través del método clásico con moderada maceración y fermentación controlada.
Aromas: delicado, intenso, muy complejo, aroma a especies, moras, chocolate y un dejo de vainilla tostada que lo hacen muy agradable.
Sabor: Intenso, con característica de frutas rojas, confituras y especies, propias de la variedad, vino redondo, bien estructurado y prolongado.
Color: rojo oscuro con tintes violáceos. Posee reflejos vivaces muy interesantes.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu não tinhas grandes expectativas em relação a este vinho e ele não fez nada para me impressionar. Entre os dois da noite, eu preferi o Argento. Achei mais honesto e saboroso. Talvez também por preferir mais Malbec à Cabernet Sauvignon.
Nota: 85.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo em papel Vergè, com a ilustração de uma águia. Pouco atraente, falta equilíbrio entre os elementos. Design básico.
Exame visual: Bordô claro.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o segundo vinho da noite. Não degustamos com atenção, mas mesmo assim percebemos ser um Cabernet bastante peculiar. Paladar diferente de todos os Cabernets que já degustei. Em alguns momentos, parecia ter algo de Pinot Noir e também algumas especiarias. Pareceu-me um vinho que buscava certa elegância. Não é um vinho ruim, pareceu ser equilibrado, apenas o sabor da uva que foi inesperado.
Nota: 86.0

9 de janeiro de 2008

Pergunta da Semana - 48

Queremos saber sobre as suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Esta semana, uma pergunta simples, mas que pode gerar respostas interesssantes:

- Afinal, por que você gosta de beber vinhos?

Argento Reserva - Malbec 2006


Nome: Argento Reserva
Safra: 2006
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodega Esmeralda
Site: http://www.argentowine.com/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 22,00
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul, em Botafogo
Quando foi comprado: 23 de outubro de 2007
Degustado em: 27 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa da Julia e do Gilberto, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Peperonata de entrada e espaguete ao pesto
Com quem: Claudio, Rafaela , Júlia e Gilberto

Comentário do Produtor
Wine has been made in Mendoza for centuries. We knoe how to get results on a knife edge. Our graps reespond well to uncertainty - those that struggle hardest make most exciting wine. That's the secret od Argento Reserva. Of course, winemaking skilld are important too. We combine years of experience with the latest knowledge in cellar technology to turn our great fruit into wines of intesity, complexity and balance. This classic Argentine wine has a deep violet colour and concentrated aromas of plums and black cherries. And after eight months gentle maturation in French and American oak barrels, the rich fruti flavours are rounded off perfectly by soft, supple tannins.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Como já dissemos aqui várias vezes, analisar vinhos em jantares com amigos é bem difícil. Primeiro, porque o vinho acaba sempre perdendo para o bate-papo. Não foi diferente neste segundo jantar na casa de Julia e Gilberto. Como da primeira vez, fomos muito bem recebidos, comemos comida gostosa (o espaguete ao pesto feito pela Julia superou de longe um outro espaguete que provei dias depois na Fiametta) e conversamos até bem tarde - tarde até demais, pois todos trabalhavam no dia seguinte. De qualquer forma, mesmo sem analisar com muita atenção, posso dizer que os vinhos Argento valem muito a pena. Este está um pouco acima daquela linha básica que costumamos beber bastante. Ainda é um vinho com ótimo preço, mas tem mais qualidades que o mais básico. Ficamos muito bem impressionados. É o tipo de vinho que acompanha muito bem um jantar "mais arrumadinho" e não tão com cara de dia-a-dia. O custo/benefício realmente é muito bom.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Segue a bem resolvida identidade visual da linha Argento, pequenas mudanças para a linha Reserva.
Exame visual: Violeta escuro.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Já degustamos alguns vinhos da linha básica da Argento e, de um modo geral, todos os vinhos se mostraram ótimas opções e por um preço muito bom. A linha reserva é um pouco mais cara. Compramos esta garrafa em promoção por R$ 22,00, um preço mais do que justo para um vinho bem feito e redondo. Muito provavelmente em uma prova às cegas, ele pode passar-se por um vinho mais caro. No início, um pouco de álcool apareceu, mas logo sumiu e o vinho se tornou bastante agradável. Um Malbec moderno por um belo preço. Uma opção para ter na adega.
Nota: 88.0

8 de janeiro de 2008

Tapada de Coelheiros 2001



Nome: Tapada de Coelheiros
Safra: 2001
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade dos Coelheirosu
Site: http://www.herdadecoelheiros.pt/vinhos.htm

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon, Trincadeira, Aragonês
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: 20 euros
Onde foi comprado: Portugal, gentilmente trazido pelo Marcelo
Quando foi comprado: junho de 2006
Degustado em: 26 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Miguel, Paula e Rafael, na Lagoa, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães, queijos de cabra, gouda e brie e frios
Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel, Paula, Carol, Marcelo e Rafael

Comentário do Produtor
Vinificação tradicional das castas Aragonês, Trincadeira e Cabernet Sauvignon nasceu este vinho tinto de boa estrutura, redondo, de fino aroma, com longo e distinto final. Envelhecido em cascos de carvalho francês, foi engarrafado sem ser filtrado. Sujeito naturalmente a criar depósito, deve ser servido com cuidado.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Se não estou enganada, deste vinho mal provei alguns goles e naquele momento nem passava mais pela minha cabeça analisar qualquer coisa. Queria mais era ficar vendo o Rafael identificar as visitas nas fotos que levamos para mostrar para os amigos. Fica o registro que da janela da casa da Paula, Miguel e Rafa, tínhamos uma vista da Árvore da Lagoa. A árvore, para quem não sabe, torna-se um verdadeiro evento todo fim de ano. Famílias e mais famílias de todas as partes do Rio povoam as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas para admirar a estrutura de metal ricamente iluminada. No meu primeiro Natal no Rio, lembro que o Claudio me levou e foi realmente uma aventura, pois tinha muiiita gente por lá. Em 2006, quando eu já morava no Rio, fazíamos caminhadas na Lagoa e acabávamos nos envolvendo nos festejos.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Não é um rótulo bonito, mas tem personalidade. No vidro, existe um brasão em alto relevo com a mesma ilustração do rótulo. Toda a garrafa busca um estilo tradicional.
Exame visual: Rubi vivo.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Terceiro e último vinho da noite portuguesa. Depois de dois vinhos do Douro partimos para este tradicional vinho do Alentejo muito premiado em outras safras. Foi interessante perceber a diferença entre os vinhos. Este Alentejano estava mais vivo e vibrante. Toques vegetais vindos da Cabernet Sauvignon puderam ser percebidos. Não tinha a elegância do Redoma, mas lembrava um pouco o estilo clássico de vinhos portugueses. Um bom vinho, mas que também não conseguimos analisar com calma.
Nota: 87.0+

7 de janeiro de 2008

Redoma 2000 - Douro



Nome: Redoma
Safra: 2000
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Niepoort
Site: http://www.niepoort-vinhos.com/

Uvas/Corte: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinta Amarela e Tinto Cão
Teor alcoólico: 13.5%
Preço: -
Onde foi comprado: Portugal, trazido gentilmente pelo Marcelo
Quando foi comprado: junho de 2006
Degustado em: 26 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Miguel, Paula e Rafael, na Lagoa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães, queijo de cabra, queijo brie, queijo gouda e frios
Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel, Paula, Marcelo, Carol e Rafael (que não bebeu vinho nenhum)

Comentário do Produtor
Atraente cor rubi carregada. Nariz muito aromático e expressivo. Boa estrutura e concentração, com taninos bonitos e macios e de grande qualidade. Um vinho cheio de força mas domado por uma elegância cativante.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi, translucido.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Toda vez que íamos a uma loja na Rua Dona Mariana, aqui perto de casa, em Botafogo, eu ficava namorando um Redoma que vendem ali. Sabia que tínhamos um na adega, pertencente aos meninos. E não sabia bem se estaria junto na hora em que fosse aberto. Dei a sorte de estar no encontro, pois este foi o melhor da noite. Porém, não foi analisado da forma como deveria.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo simples que segue a identidade visual do restante dos vinhos deste produtor. Furinhos formam a imagem de uma redoma.
Exame visual: Tons de violeta.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: O segundo vinho da noite portuguesa foi um vinho muito interessante da região do Douro de um grande produtor: Dick Niepoort. Um vinho elegante, um protuguês com estilo francês. Não foi degustado com a atenção devida. De qualquer modo, podemos destacar a riqueza de sabores e a estrutura para envelhecer.
Nota: 89.0 +

6 de janeiro de 2008

Pergunta da semana - 47

Queremos saber sobre as suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Depois da criação da nossa própria página, passamos a nos interessar e a interagir com outros blogs, não apenas de vinhos, mas de gastronomia e afins. Atualmente, costumamos acessar vários deles. Por isso, gostaríamos de saber:

- Quais são os blogs de que você costuma ler? Você tem algum blog? O que você considera indispensável em um blog de vinhos? Algum blog interessante que você gostaria de indicar?

Tuella Reserva 1999 - Douro


Nome: Tuella Reserva
Safra: 1999
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Cockburn Smithes & Ca. SA
Site:

Uvas/Corte: Tinta Roriz, Touriga Franca, Mourisco Tinto, Tinta Barroca
Teor alcoólico: 13%
Preço: - trazido de Portugal pelo Marcelo
Onde foi comprado: Portugal
Quando foi comprado: junho de 2006
Degustado em: 27 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Miguel e da Paula, na Lagoa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pães, queijos, frios e pizzas de aliche e muzarela Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel, Paula, Carol, Marcelo e Rafael (que não chegou perto do vinho)

Comentário do Produtor
Vinho oriundo dos melhores vinhedos de Vila Nova de Foz Côa e do Vale do Villariça, no coração do Douro superior. Estagiou 2 anos em barricas novas de carvalho e mantém um bom corpo, bons taninos, boa relação entre o abaunilhado da madeira e os frutados destas variedades desta região.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô, mas bem turvo, o que demonstrou que o vinho já estava até meio passado.
Exame olfativo: Cheiro de camomila, maria-mole.
Exame gustativo: Eu já perdi a conta de quanto tempo levou para este encontro sair. Os vinhos degustados nesta noite foram comprados pelo Marcelo em Portugal, durante uma viagem em 2006. Deu tempo de o Marcelo voltar a Portugal mais um vez em 2007 e os vinhos ainda permaneciam guardados aqui em casa. Alguns foram comprados em sociedade entre os três - Claudio, Marcelo e Miguel -, outros foram presente do Marcelo. Depois de muitos agendamentos e cancelamentos, saiu a degustação, pouco depois do Natal, o que foi ótimo, pois pudemos brincar com os brinquedos novinhos do Rafael, que, pela primeira vez, nos recebeu acordado. O brinquedo que mais ganhou a atenção dos balzaquianos (menos Carol, neste caso) foi o Relâmpago Mcqueen com comandos. Depois de apresentados os brinquedos. Miguel aproveitou e mostrou um que comprou na França - para ele -, um conjunto de essências, que dão dicas de cheiros que os vinhos podem adquirir. Legal, mas bem difícil. Quando ao vinho, ele foi menos interessante do que havíamos imaginado, pois parecia ter passado do ponto. Apresentou depósito, parecia meio coagulado e estava bem turvo e esquisito.
Nota: 85.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto deste rótulo, no qual o nome do vinho é composto por uma letra manuscrita. Sóbrio e equilibrado. Bom rótulo.
Exame visual: Opaco e turvo. O exame visual não nos deu muitas esperanças em relação ao estado do vinho.
Exame olfativo: -
Exame gustativo:Infelizmente, o vinho não estava mais em sua melhores condições. Já tinha passado do ponto e caminhava a passos largos para virar vinagre. Muitos depósitos. Acho que demoramos muito para fazer a noite de vinhos portugueses trazidos pelo Marcelo em 2006 e este, que foi o primeiro vinho da noite, passou do ponto. Sempre que bebo um vinho assim fico imaginando com seria este vinho se tivesse no auge....Acho que seria um vinho interessante. De qualquer maneira, ainda tínhamos duas outras garrafas portuguesas para beber na noite.
Nota: 85.0

Risotto e vinho argentino na 5ª harmonização virtual

A próxima harmonização virtual, a quinta proposta pelo Le Vin au Blog e pelo Gourmandise, terá vinho argentino combinado com belo risotto. Esta será a primeira edição de 2008 e gostaríamos de convidar a todos os amigos blogueiros – e não blogueiros também – para participar.

Para saber mais detalhes sobre a receita e o nome do vinho, basta deixar um comentário com seu e-mail em um dos blogs ou enviar uma mensagem para levinaublog@gmail.com e/ou ninocamori@hotmail.com. A data sugerida para postagem é 28 de janeiro.

Se você não tiver um blog, não tem problema, pode usar os nossos para contar como foi a sua experiência.

Esperamos pelo seu e-mail.
Abraços.

5 de janeiro de 2008

Emiliana - Carmenére 2006




Nome: Emiliana
Safra: 2006
País: Chile
Região: Valle de Colchagua
Produtor: Viñedos Emiliana S. A.
Site: http://www.emiliana.cl/

Uvas/Corte: Carmenére 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido pela Claudine e pelo Marcus
Quando foi comprado: Dezembro de 2007
Degustado em: 25 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa de Regina Helena, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Arroz de vinho, pudim de bacalhau, farofa, peru, saladas
Com quem: Claudio, Rafaela, Claudine, Marcus, Roberto, Marcela, Mauro, Márcia, Regina Helena, Cremilda e Nelita

Comentário do Produtor
Soft flavors and velvety ripe, elegant tannins result in a richly textured Carmenére with a nice, long and warm finish.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Segundo vinho do almoço de Natal, que provei muito pouquinho, mas deu para perceber claramente o gostinho da carmènere. Este vinho tem o nome da irmã de uma grande amiga minha, a Cris, e eu o tinha visto em uma loja de Buenos Aires. Tinha vontade de prová-lo, mas acho que terei de fazê-lo novamente, pois neste dia não deu para analisar nada.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Falta harmonia entre os elementos. O vinho, mesmo sendo da linha básica, merecia um rótulo melhor.
Exame visual: Escuro tom de grená.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Segundo vinho do almoço de Natal. Depois do Rupestro abrimos este Carmenére levado pela Claudine. Quem acompanha o blog sabe que costumo implicar com vinhos básicos da uva Carmenére. Em geral, o sabor final da uva não me agrada. Para minha surpresa, este vinho me agradou. É um Carmenére básico, mas muito bem feito. Macio e agradável, com a uva aparecendo na medida certa e álcool integrado. Foi uma boa surpresa e que se comportou muito bem com a comida. A Claudine fez uma boa compra!
Nota: 86.0+

Pergunta da Semana - 46

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Fazer compras pela Internet já faz parte dos hábitos de muita gente, pois além de ser muito prático, pode-se encontrar quase tudo na rede. Por isso, nesta semana, Le Vin au Blog pergunta:

- Você já comprou algum vinho pela Internet? O processo foi satisfatório? Como as garrafas foram embaladas para a entrega? Chegaram intactas?

4 de janeiro de 2008

Rupestro 2006 - Umbria IGT




Nome:
Rupestro
Safra: 2006
País: Itália
Região: Umbria
Produtor: Cantina Cardeto S.C.A.
Site: http://www.cardeto.com/

Uvas/Corte: Merlot 80%, Sangiovese 20%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 29,90
Onde foi comprado: Espírito do Vinho, na Cobal do Humaitá, Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 21 de dezembro de 2007
Degustado em: 25 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa de Regina Helena, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Arroz de vinho, pudim de bacalhau, farofa, peru, saladas
Com quem: Claudio, Rafaela, Claudine, Marcus, Roberto, Marcela, Mauro, Márcia, Regina Helena, Cremilda e Nelita

Comentário do Produtor
Colore:rosso rubino con riflessi porporaProfumo:ricco ed aromatico con note di marasca e frutta rossa. Sapore:pieno, di corpo con straordinaria corrispondenza gusto olfattiva. Giustamente tannico. CONSIGLI DEL PRODUTTOREA: bbinamento: perfetto con primi piatti rossi o sughi di carne come pure con arrosti e grigliate miste. Note di servizio:servire a 14°-16°C in bicchieri da vino giovane.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Natal na família do Claudio significa muita comida, e isso quer dizer realmente muita comida na mesa. E desta vez não foi diferente. Como havia várias pessoas bacanas para conversar, acabei nem prestando muita atenção no vinho, mas mesmo assim deu para perceber que o Rupestro é realmente um vinho muito bom, principalmente quando consumido com uma comida. Foi a segunda vez que o degustamos e ele continua sendo uma ótima opção.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto do róuto deste vinho. Tem presença e personalidade e o conjunto de cores bem empregado. No rótulo da safra 2006 eles incluiram o nome das uvas.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Tínhamos degustado este vinho no mês anterior e achei que poderia ser uma boa opção para o almoço de Natal. A safra 2005 já não está mais disponível e bebemos a safra 2006 que também se mostrou interessante como a anterior. Classificaria este vinho como uma ótima compra, pelo seu preço e pela qualidade. Vinho de sabor intenso parecendo ser um italiano masi caro do que é, um vinho para acompanhar uma refeição. Acho que as pessoas gostaram. Recomendo e pretendo beber outra garrafa fazendo uma análise mais detalahda. Este 2006 tende a evoluir.
Nota: 88.0

3 de janeiro de 2008

Casa Antiga 2003




Nome: Casa Antiga
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Site: http://www.daosul.com/

Uvas/Corte: Touriga Nacional, Tinta-Roriz e Jean
Teor alcoólico: 12%
Preço: Gentilmente oferecido pelo Mauro
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 24 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Na casa do Mauro e da Marcela
Harmonizado com: Peito de chester, arroz, farofa
Com quem: Claudio, Rafaela, Regina Helena, Marcela, Mauro e Dulce

Comentário do Produtor
Este é um vinho do Dão com estilo moderno para acompanhar o dia a dia das suas refeições.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu ainda estava evitando beber álcool por causa de um remédio, mas tomei uma tacinha para provar. Ele me pareceu bom, mas não foi algo que me empolgasse tanto. Talvez se beber alguma outra vez possa ter uma idéia mais clara se é ou não um bom vinho. Vale registrar aqui toda a preparação feita pela Marcela para a ceia. Havia uma arvorezinha de Natal para cada convidado, além de um cartãozinho personalizado com uma mensagem para cada um. a árvore de Natal do Mauro também fez sucesso. Ele foi muito criativo ao juntar um galho seco na rua e transformá-lo em uma bela árvore, decorada com muitos enfeites. Uma atitude bem ecológica. Aprovada!
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples e tradicional.
Exame visual: Grená claro.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Vinho degustado na noite de Natal. É um vinho simples, leve que mostrou um forte presença de álcool em seu final apesar de ter apenas 12%. Um vinho desequilibrado com perfil de vinho para o dia-a-dia. Apesar do vinho. A noite foi agradável e a ceia de Natal estava ótima.
Nota: 83.0

2 de janeiro de 2008

Cancheles 2004 - Rioja




Nome: Cancheles
Safra: 2004
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Riojanas S.A.
Site: http://www.bodegasriojanas.com/

Uvas/Corte: Tempranillo 80%, Mazuelo 15%, Graciano 5%
Teor alcoólico: 13%
Preço: Vinho gentilmente oferecido pelo Mario
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 23 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Casa Do Mário e da Marie
Harmonizado com: Pizzas
Com quem: Claudio, Rafaela, Raquel, Ricardo, Mario, Carlinhos, Maria Claudia e Marcinha

Comentário do Produtor
Se aconseja tomarlo en el año para apreciar con más intensidad sus cualidades de vino joven. Color rojo cereza con tonos violáceos. Brillante. Fragantes aromas primarios. Fresco, afrutado, varietal. Suave y equilibrado en la boca. Ligeros toques tánicos. Carnoso y persistente. Amplia y larga vía retronasal con elegantes matices frutales.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu estava tomando um remédio neste dia em que fomos à casa do Mário e fiquei bebendo coca-cola, enquanto Raquel, Claudio, Mário e Maria Claudia degustavam o vinho. Meu comentário baseia-se apenas na experiência de passar algumas horas com os amigos, o que foi ótimo.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Pouco atraente. De estilo mais clássico. Utilizam uma ilustração da bodega.
Exame visual: Tom de grená.
Exame olfativo: Rico e intenso nariz. Perfumou o ambiente. Toques de banana.
Exame gustativo: Mais um vinho da adega do Mário. Um vinho jovem, leve e que no paladar não se mostrou tão atraente quanto no nariz. Um pouco de álcool aparente. Talvez em uma temperatura mais baixa, ele se comporte melhor. Nota: 83.0

Pergunta da Semana - 45

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog pergunta:

- Qual foi o último vinho de 2007 e/ou qual será o primeiro de 2008?

1 de janeiro de 2008

AMON-Ra 2005



Nome: AMON-Ra
Safra: 2005
País: Austrália
Região: Barrosa Valley
Produtor: Glaetzer Wines Ltd.
Site: http://www.glaetzer.com/

Uvas/Corte: Shiraz 100%
Teor alcoólico: 14.5%
Preço: R$ 212,50
Onde foi comprado: Grand Cru do Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 19 de dezembro de 2007
Degustado em: 19 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Grand Cru do Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos (brie e gouda) e pães
Com quem: Claudio e Miguel

Comentário do Produtor
As the King of all Gods, Amon-Ra is considered the most powerful figure in Egyptian mythology. The temple of Amon-Ra is recorded as the birthplace of commercial winemaking, having the first ever large scale vineyard grown specifically to make wine for the citizens of the temple.
Variety: Dry-grown 100-110 year-old Shiraz vines (100%)
Region: 100% Barossa Valley (Northern Ebenezer region)
Fermentation: Fermented in 1 and 2 tonne open fermenters, hand plunged 3 times daily. Completed primary and MLF in oak and then matured for 15 months in oak, matured on lees to maintain fruit profile and animation, minimal SO2. Topped up every 3 weeks.
Oak: 14 months in 100% new oak of which 20% is American and 80% French (70% hogsheads & 30% barriques)
Yield: 0.25 - 1 ton per acre (0.1- 0.4 ton per hectare)Bottled unfiltered
Tasting Note: Dense purple colour, the nose displays notes of blackberry, cherry, nutmeg and intense spice. The wine is voluptuous and yet seamlessly elegant. Supple tannins complement richness and viscosity. It is slightly more fruit driven than the 2004 Amon-Ra. Whereas the 2004 displayed purity and elegance at release, the 2005 will require a little more time to settle down in bottle. The tannin structure and sheer fruit weight of the wine will enable long-term cellaring from 12-18 years.
2005 Glaetzer Barossa Valley Vintage Report The 2005 vintage has provided us with exceptional reds - all wines capturing the essence of the Barossa Valley and all are reflective of the year. One of the mildest growing seasons on record enabled us to leave our shiraz on the vine until early April, allowing the fruit to be harvested with intense colour and ripe tannin. The 2005s are more fruit forward than the 2004s and have slightly tighter, 'muscular' tannins with longer cellaring potential. It was a pleasure to be able to create wines in such perfect conditions. Ben Glaetzer, August 2006

Comentário do Claudio
Rótulo:
Bonita e imponente garrafa. O rótulo expressa toda a força do vinho. Muito bonito.
Exame visual: Violeta escuro e vivo, bonita cor.
Exame olfativo: Basicamente doce, com toques de baunilha, madeira. Evolui para especiarias e algo defumado.
Exame gustativo: A missão era degustar um vinho que tivesse uma pontuação superior a 95 pontos atribuída pelo crítico Robert Parker e descobrir o que seria isto. Este vinho seria para fechar o ano com o Miguel e o Marcelo (que infelizmente não conseguiu ir). Dei uma olhada nos vinhos com estas características no mercado e os que mais se encaixavam no perfil que queríamos eram os vinhos produzidos pelo enólogo Ben Glaetzer. Além de pontuações altíssimas dadas pela crítica, os Glaetzers são reconhecidos por revolucionarem a produção de vinhos na Austrália, conseguindo aliar a potência frutada, clássica dos vinhos australianos, com a elegância e ainda explorando o "terroir". No geral, são vinhos com grande estrutura e grande longevidade. A importadora no Brasil destes vinhos é a Grand Cru e escolhemos o AMON-Ra pela relação pontuação Parker (98 pontos)/custo. Vamos ao vinho: deixamos decantar por cerca de meia hora até provarmos a primeira taça. Ele foi evoluindo muito com o tempo no decantador. Minha sugestão para quem for degustar este vinho é deixar bastante tempo no decanter. Já no primeiro gole, percebemos que ele seria realmente um grande vinho. Complexidade, potência e elegância em absoluta harmonia. Um vinho surpreendente pela quantidade de sabores e a grande evolução no paladar. Do ataque inicial até o sabor final, um grande e prazeroso desfile de sabores, entre eles frutas maduras e toques de especiarias, passa pela sua boca envolvendo a língua. Vinho encorpado e com taninos firmes. Vinho que tranqüilamente suportaria de 10 - 15 anos de garrafa e que sem nenhuma dúvida irá evoluir, tornando-se um vinho ainda melhor e inesquecível. Com o tempo decantando, o vinho ficou ainda mais macio e redondo. Mas nada é mais surpreendente que o longo (eu disse looooongo) tempo de permanência do vinho após engolido. Jamais havia bebido um vinho com retrogosto tão presente e por tanto tempo. Para quem gosta de degustar vinho, o AMON-Ra é uma experiência que deve ser vivida. Quem conseguir, aconselho comprar uma garrafa para ser degustado daqui alguns anos. Realmente um vinho especial. Bela garrafa.
Nota: 95.0