25 de novembro de 2008

Tuzko Bátaapáti - Kékfrankos 2005*



* Esta foi a décima edição da harmonização virtual entre blogs. O vinho foi uma indicação do Le Vin au Blog, enquanto o prato foi sugerido pelo Gourmandise, com auxílio de um amigo com ascendência húngara. Confira abaixo nossos comentários. Não deixe de visitar os outros blogs que realizaram a harmonização - Gourmandise, Tá bem Bom e Diário de Baco.

Nome: Tuzko Bátaapáti
Safra: 2005
País: Hungria f
Região: Bátaapáti
Produtor: Piero Antinori
Site: www.antinori.it/eng/adalmondo/indexungheria.php
Importador: Expand

Uvas/Corte: Kékfrancos
Teor alcoólico: 13%
Rolha: De cortiça aglomerada, com logomarca gravada
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 45
Onde foi comprado: Expand Barra, no Rio
Quando foi comprado: 13 de novembro de 2008
Degustado em: 22 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pörkölt
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Tai Vengrijos vynas, gamintas garsios italų vyno šeimos - markizų Antinori. Vengrų vyndarys Tibor Gal, gamina ne tik Bataapati ūkio, bet ir žymų Italijos vyną. Šis Kekfrankos vynas 6 mėnesius brandintas ąžuolo statinėse, yra skaisčios rubino spalvos. Vyno kvapas ir skonis gausus aviečių ir gėlių natomis bei prieskoniais, nėra sunkus. Tinkamas išlaikyti 3 metus.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Translúcido, superclarinho, vermelho.
Exame olfativo: Primeiro, senti um cheiro de pêssego, depois de vinho do porto, de vinho licoroso. Muito rico em aromas e agradável.
Exame gustativo: Depois de arrumar nossos móveis novos no lugar, minha amiga Gabi ter me ligado e de eu receber uma notícia maravilhosa da minha prima, encerramos o dia com esse ótimo jantar, da 10ª edição da Harmonização Virtual, realizada em parceria com a Nina e o Marcel, do Gourmandise. Este vinho poderia tranquilamente ser bebido sem comida, pois é bastante leve. Com a comida, ele ficou um pouco diferente, mas não por ele em si, e sim pela comida. O prato húngaro é bem saboroso, mas não sei se erramos na medida da páprica, porque ele ficou realmente "quente". Só que a reação da boca à pimenta foi bem esquisita. Ao colocar a comida da boca e mastigar, o prato mostrava-se bem saboroso, mas passavam alguns segundos e parecia que a língua estava pegando fogo. Assim, o coitado do vinho, tinha apenas alguns milésimos de segundos para harmonizar efetivamente com a comida. Passados esses segundos, ele juntava-se ao gosto da comida e tudo pegava fogo. Na próxima vez, creio que teremos reduzir ainda mais a medida da páprica...
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples, sem maiores atrativos.
Exame visual: Tom claro, levemente alaranjado. Lembra alguns Pinot Noir.
Exame olfativo: Leve, algo como doce de pêssego ou de algum licor. Início com cheiro bem estranho, lembrando armário, algo guardado. Levantou dúvidas se o vinho estava bom.
Exame gustativo: Acho interessante experimentar novos sabores ou uvas diferentes. Quando pensamos na décima harmonização virtual, a idéia era explorar uvas ou países não tão falados. Chegamos a este vinho húngaro, da desconhecida uva Kékfrankos. Realmente é um paladar diferente. Tentando buscar alguma coisa para comparar. Imaginei que este vinho seria semelhante a uma mistura de um Pinot Noir, com um Valpolicella e um toque de algum vinho rosé. Um vinho de corpo leve, sem frutas em excesso, tende a ser elegante e sutil. Paladar que vai para o doce, mas sem açúcar excedente. Levemente perfumado. É um vinho simples, correto, sem defeitos aparentes e, principalmente, diferente. Imagino que na Hungria este seja um vinho para o dia-a-dia. PS: (o único comentário que achei sobre este vinho na internet estava numa língua que imagino ser húngaro.... Se alguém entender o que está escrito, mande uma mensagem com a tradução.)
Nota: 86,0 - 87.0
Nota do vinho harmonizado com a comida: 87.0 +

Harmonização: Sempre gosto de provar novos pratos. A Nina havia comentado que tinha reduzido um pouco a quantidade de páprica picante da receita original fornecida por um húngaro amigo deles. Não sei se errei na mão, mas acho que ainda tinha muita páprica. O interessante é que ela "queima" apenas na garganta alguns instantes depois de se ter engolido a garfada. Assim era possível sentir todos os sabores do prato na boca: um prato bem gostoso, com a carne que ainda firme, mas bem macia, quase se desmanchava e combinava bem com as batatas cozidas. Eventualmente, se sentia o gosto de "erva-doce" do kümmel, que era interessante. Nesta fase, foi possível ver que o vinho cresceu com a comida. Minha impressão inicial seria a de que ele desapareceria, mas houve uma harmonia, mesmo que momentânea. A segunda fase da degustação era sentida logo após se engolir: todos os sabores desapareciam, tanto o do vinho quanto o da carne, molho e batatas, e em seu lugar o picante da páprica dominava completamente o sabor. Com um copo d'água, você conseguia neutralizar a "queimação" e partir para novo ciclo: sabor-harmonização-queimação-água. No fim, acabou sendo uma noite divertida de novos sabores.

3 comentários:

Tá Bem Bom disse...

Olá
Parabéns pelos comentários muito profundos. O meu prato ficou mais suave pois minha esposa não curte pimenta, então usei parte páprica doce e parte da picante, Ficou excelente. Agora o vinho tenho que tentar outro kekfrankos, se você tiver alguma indicação ficarei grato.Inté Leo.

mauro disse...

BEM que podiam te dar a dica da páprica doce antes, imagina a Rafaela sentindo a lingua arder e querendo trocar o vinho por um bom e gelado copo de água.
bjs.

Alexandre (Diário de Baco) disse...

Olá meu amigos..

Adoramos a harmonização. Meio atrasados, mas postamos nossa experiência.

Esperamos a próxima.

abs!
Alexandre