31 de dezembro de 2008

Parcela # 7 - 2006


Nome: Parcela #7
Safra: 2006
País: Chile
Região: Panquehue, Valle de Aconcagua, Chile
Produtor: Viña von Siebenthal
Site: www.vinavonsiebenthal.com
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 45%, Merlot 20%, Petit Verdot 20% e Cabernet Franc 15%
Teor alcoólico: 13,9%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -/67.681
Preço: 16.000 pesos
Onde foi comprado: Restaurante Rivoli, em Providencia, Santiago, Chile
Quando foi comprado: 6 de dezembro de 2008
Degustado em: 6 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Restaurante Rivoli, em Providencia, Santiago, Chile
Harmonizado com: Fettuccine a bolognese (Claudio - 6.900 pesos) e nhoque com molho de tomates (Rafaela - 6.900 pesos)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Intense aroma of cooked fruits that invokes nectarines, peaches and plums and that integrates harmoniously with notes of liquorice, deer skin, moist soil and black olives and a touch of herbs such as rosemary. Flavour: a soft, fresh and fruity start with balanced, sweet tannins and a very pleasing ending.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Acho que quem leu os outros posts já sabe que caminhamos muito por Santiago. Nesse dia, andamos por Vitacura, um bairro que gostamos muito. Também aproveitamos para ir até a rodoviária comprar a minha passagem para Mendoza. À noite, resolvemos comer em um italiano sobre o qual havíamos lido em uma revista. Do lado do Rivoli, tem também o Bacco, que acabamos deixando para a noite seguinte porque eu, para variar, queria comer uma massa. O Rivoli foi uma ótima escolha. Ambiente agradável, comida maravilhoso. Como estávamos de férias, resolvemos provar mais um vinho. Claudio optou por esse Parcela #7, apesar de achar que eu não iria gostar muito. Ledo engano. Eu adorei. Bom, tenho uma teoria de que quando o vinho é bom, acaba indo sem sentir. E foi esse o caso do Parcela #7. Só não consegui sentir muitos cheiros porque meu nariz estava meio estragado naquela noite, mas o sabor estava ótimo. Quando o vinho é bom, não interessa o estilo, ele se torna bem fácil de se beber. Recomendo!
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo que segue uma linha mais austera. Se não chega a ser atraente, transmite confiança e seriedade.
Exame visual: Rubi indo para o violeta.
Exame olfativo: Uma mistura de carne, pimentão, café e fruta vermelha bem madura. Interessante.
Exame gustativo: Tinha ido para o Chile com vontade de provar algum vinho deste produtor. Na carta do agradável restaurante Rivoli estava o Parcela #7, que acabou sendo o escolhido para o jantar. É um ótimo vinho e bastante agradável. Um corte muito bem equilibrado de 4 uvas, com destaque para sabores característicos das duas Cabernets. Corpo médio, sem madeira aparente, álcool levemente aparente que melhorou depois de aberto. Bem ao estilo velho mundo com final com toques de pimentão, pimenta, indo para o salgado. Vinho de personalidade que realmente vale a pena provar.
Nota: 89.0 +

30 de dezembro de 2008

Amayna Chardonnay 2006 - Cefiro S. Blanc 2007



Nome: Amayna - Cefiro
Safra: 2006 - 2007
País: Chile - Chile
Região: Leyda - Valle de Casablanca
Produtor: Garcés Silva - Viña Casablanca
Site: http://www.vgs.cl/ - http://www.casablancawinery.cl/
Importador: -

Uvas/Corte: Chardonnay 100%; Sauvignon Blanc 100%
Teor alcoólico: 14,5% - 13,4%
Rolha: - ; tampa de rosca
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Restaurante Tierra Noble, em Santiago - Loja Vinoteca de Viña del Mar
Quando foi comprado: 4 de dezembro de 2008
Degustado em: 4 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Restaurante Tierra Noble, em Santiago
Harmonizado com: Atum grelhado com papas fritas (Claudio) e salmão com purê (Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Amayna: Intenso como el mar, sus aromas nos evocan frutos secos y papayas mezclados con una barrica elegante y ligeras notas minerales. En boca es de gran estructura, elegancia y exquisita persistencia.
Cefiro Sauvignon Blanc 2007: muestra un intenso color amarillo verdoso. En aromas tiene un marcado carácter floral, además de notas frutales como clementina y piel de limón. Es un vino fresco, con intensos aromas a frutas como peras, piñas y notas de menta. Al paladar es fresco, de rica acidez y con una suave nota mineral. Es un Sauvignon Blanc bien balanceado, con sabores frutales y minerales, una buena estructura y un largo y persistente final.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Apesar de o vinho ter harmonizado bem com a nossa comida, era muito licoroso para o meu gosto. Não que eu não goste de vinhos licorosos, eu só não estava esperando algo tão licoroso para acompanhar um jantar. Nesse dia, estávamos também um pouco cansados, pois havíamos ido até Viña del Mar. Para aproveitar o carro, passeamos um pouco pelo bairro Vitacura e depois escolhemos um restaurante que havíamos achado bonito em outro dia. O restaurante é realmente bom, mas não estávamos muito em forma. O dia foi bastante agitado, começando com as visitas às vinícolas (Casa Marin e Matetic) e depois o passeio na fria Viña del Mar. Enquanto caminhávamos pela cidade, paramos em uma loja de vinhos - Vinoteca. O Claudio estava olhando os vinhos e eu sentei-me em uma poltrona para esperá-lo, quando uma mocinha me ofereceu uma taça de vinho branco. O Cefiro me lembrou um pouco um vinho que havia provado numa degustação de brancos do Zona Sul, com gostinho de pimentão. Acho que eu não estava muito preparada para beber vinhos nesse dia...
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Os dois rótulos são equilibrados, limpos e bem feitos. Utilizam bem tipologia manuscrita.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois de visitarmos as vinícolas, seguimos para conhecer Valparaíso e Viña del Mar. Visitamos uma loja Vinoteca em Viña. A loja estava cheia de americanos que estavam comprando bastante. Acho que os vendedores resolveram agradar os americanos e serviram o Cefiro. A Rafaela que estava ao lado também ganhou uma taça deste vinho. Apenas provei, sem fazer nenhuma anotação. Lembro apenas de ser um Sauvignon bem fresco e sem tanta complexidade quanto aqueles que tínhamos degustados nas vinícolas pela manhã. A noite, já de volta em Santiago saímos para jantar. Estava um pouco cansado e com dor de cabeça e nem aproveitei direito a taça do Amayna que pedimos para acompanhar o atum grelhado. Vou ter que experimentar novamente este vinho para fazer uma análise. Uma coisa curiosa que observei em Santiago: se você vai viajar para lá e quer comprar vinhos premiuns/ícones, vale a pena observar a carta de vinhos de alguns restaurantes. Em muitas situações os preços destes vinhos nos restaurantes é mais barato que nas lojas e que nas próprias vinícolas.
Nota: -

Santa Carolina Una Estrella - Merlot 2007 * #cbe


* Este vinho foi escolhido pelo blog O Tanino para ser o 23º vinho a ser degustado pela Confraria Brasileira de Enoblogs. A confraria funciona assim: todo mês, um blog aponta qual será o vinho a ser provado. No primeiro dia do mês seguinte são postados os comentários de todos os participantes, cada um em seu blog.

Nome: Santa Carolina Una Estrella
Safra: 2007
País: Chile
Região: Santiago
Produtor: Santa Carolina
Site: http://www.santacarolina.cl/
Importador: -

Uvas/Corte: Merlot
Teor alcoólico: %
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: 990 pesos, algo como 3 reais
Onde foi comprado: Supermercado Jumbo, em Santiago
Quando foi comprado: 8 de dezembro de 2008
Degustado em: 8 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Hotel em Santiago
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Este Merlot es un vino jóven con delicados aromas a frutos rojos, destacándose la frutilla madura. Posee suaves taninos lo que otorga al vino una exquisita textura aterciopelada. Acompaña muy bien pastas, carnes blancas, ensaladas condimentadas, quesos y jamones.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: Meio ruim, cheiro artificial, de doce industrializado.
Exame gustativo: Esta degustação foi feita de maneira meio improvisada. Viajamos para o Chile no início do mês de dezembro e na minha última noite na cidade, aproveitamos para degustar esse vinho chileno. Na manhã seguinte, eu partiria para Mendoza. Ele foi provado depois de um belo jantar num ótimo restaurante, durante o qual provamos quatro vinhos diferentes servidos em taças. Depois dos bons vinhos degustados, esse Santa Carolina ficou meio sem graça. E nem é preconceito. Ele apresentou um cheiro esquisito e quando o coloquei na minha boca, não fiquei nada feliz. Trata-se de um vinho simples, que talvez sirva bem para acompanhar um jantar qualquer de dia de semana, mas eu não receberia convidados com este vinho. Não que ele seja horroroso, talvez não tenha me pegado no dia certo para degustá-lo. Ele tem um amargor que me desagrada, irrita a mucosa da boca. Levemente tânico, não se sente na garganta, apenas na boca, que fica adstringente, esquisita, depois de ele passar por ali. Não beberia de novo. Ainda bem que foi apenas uma provinha e por um preço bem camarada.
Nota: 79.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Para o mercado local, a Santa Carolina utiliza este rótulo para sua linha básica que é denominada "uma estrela". Design bem resolvido.
Exame visual: Rubi fechado
Exame olfativo: Algo desagradável.
Exame gustativo: Aproveitamos que estávamos no Chile e resolvemos fazer a degustação do mês por lá mesmo. Pela manhã passamos em um mercado e compramos por cerca de R$ 3,00 o Santa Carolina Una Estrella. A linha básica recebe este nome no mercado chileno. Acredito ser o mesmo vinho que é importado para a linha básica, apenas mudam o rótulo. Resolvemos degustar uma taça deste vinho logo após um belo jantar onde provamos 4 diferentes e ótimos vinhos. Acho que isto fez acentuar os desequilíbrios deste Merlot. É um vinho básico, unidimensional e sem atrativos. Não é agradável, deixando na boca um paladar de fruta ainda verde, um amargo realmente desagradável. Final também desequilibrado. Não me agradou.
Nota: 79.0

29 de dezembro de 2008

Marco Luigi Brut Reserva de Família 2006 *



* Esta foi a 11ª edição da harmonização virtual entre blogs. Tínhamos acabado de publicar a última harmonização, quando a Nina nos escreveu sugerindo uma harmonização de fim de ano, com um mix de frutas secas. Claudio pensou um pouco e resolveu sugerir um espumante da Marco Luigi para acompanhar. Havíamos experimentado um, que gostamos muito, e resolvemos provar outro. Nina também sugeriu que incluíssemos um chá. Apesar de ela entender também de chás, resolveu pedir a sugestão de uma especialista, a Yuri, do Chá e Poesia. Estava fechado o "menu" da harmonização. Confira como foi a experiência, abaixo e também no Gourmandise, blog da Nina e do Marcel, e no da Yuri.

Nome: Marco Luigi Brut Reserva de Família
Safra: 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Marco Luigi
Site: http://www.marcoluigi.com.br/
Importador: -

Uvas/Corte: Chardonnay 50%, Pinot Noir 45% e Merlot 5%
Teor alcoólico: 12%
Rolha: De cortiça
Numeração da garrafa: - / 3.000 garrafas produzidas
Preço: R$ 35 (preço médio)
Onde foi comprado: Diretamente da vinícola
Quando foi comprado: Outubro de 2008
Degustado em: 26 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Mix de frutas secas, com uma entradinha de bacalhau com batatas
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
O espumante Brut é elaborado com as variedades Chardonnay, Pinot Noir e Merlot pelo método Champenoise (fermentação na própria garrafa). As uvas são colhidas em um estágio avançado de maturação para proporcionar mais complexidade e personalidade. Cor: Amarelo palha.Perlage: apresenta perlage persistente, fina e numerosa. Aroma: O aroma lembra ameixa preta, mel, amêndoa com notas de pão torrado.Sabor Na boca é equilibrado, com ótima acidez e persistência. No paladar revela uma bebida rica, harmônica, seca, complexa e com final elegante.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Amarelinho, bem claro e com muitas bolhinhas.
Exame olfativo: Cheiro da área de produtos de limpeza de um supermercado. Infelizmente, foi tudo que senti, mas segundo o Claudio, ele era rico em cheiros - não para o meu nariz.
Exame gustativo: Normalmente, eu não gosto de espumantes brut, mas esse é diferente. Ele não tem aquele amargo que me incomoda nos bruts. Com as frutinhas secas, ficou ainda mais equilibrado. Adorei. Fui testando cada fruta do mix sugerido pela Nina e gostei bastante com o figo e com uma combinação de castanha de caju e passas brancas. A castanha do Pará estava com gosto de chocolate e não harmonizou muito. Antes de começarmos a harmonização propriamente dita, provamos o espumante com um bacalhau (da mesma receita que usamos na harmonização número nove). Foi também uma boa combinação. Enquanto fazíamos a harmonização, escutamos um CD novo, que comprei em Mendoza, da cantora mexicana Julieta Venegas - que fez show no Canecão dias atrás e o Claudio conseguiu assistir. A degustação ficou ainda melhor. Depois, fomos ver uns videos do show no YouTube. Quando voltei à cozinha para dar uma arrumada na bagunça, dei um berro para o Claudio: havia ainda o chá!!! Antes de falar sobre o chá, gostaria de dizer à Yuri muito obrigada pela gentileza de deixar em nossa portaria um pouco do Coin Shaped Pu Erh. Bom, não somos grandes conhecedores de chá, mas achamos o chá muito agradável e gostoso. Eu adoro tomar chá em dias chuvosos e esse, com certeza, seria uma boa companhia.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Falta um pouco mais de equilíbrio ao rótulo. As cores usadas deixam um pouco pesado. Gosto da utilização da assinatura, mas o conjunto poderia ser mais leve o que deixaria mais próximo do espumante.
Exame visual: Dourado leve.
Exame olfativo: Toques de maçã, mel e amêndoas. Início bem intenso.
Exame gustativo: A idéia era fazer uma harmonização com espumantes. Havia degustado o ótimo Moscatel da Marco Luigi e resolvemos indicar um outro espumante desta mesma vinícola para provar. O Reserva da Família Brut não decepcionou e foi mais uma boa surpresa desta vinícola do Vale dos Vinhedos. Espumante muito bem equilibrado, elegante, fácil de beber e muito agradável. Boa acidez e agradável permanência em boca. A produção é pequena, cerca de 3.000 garrafas, feitas com muito cuidado. Um espumante nacional que vale ser provado. Foi uma boa companhia para o mix de castanhas e frutas proposto pelo Gourmandise. Provado separadamente achei que a melhor combinação com o espumante foi a castanha de caju e as passas pretas. Depois provamos o chá Coin Shaped Pu Erh, indicado pelo blog "Chá e Poesia". Gostei do chá, também muito agradável. Porém, como não tenho referência sobre chás, não posso fazer uma análise mais profunda, de qualquer forma acho que vale provar. Foi uma harmonização bem agradável. E que em 2009 venham muitas outras.
Nota: 89.0+

24 de dezembro de 2008

Pergunta da Semana - 96

O Le Vin au Blog publica uma pergunta nova toda quarta-feira. Nesta semana do Natal, o Le Vin au Blog gostaria de saber:

- Vai presentear/presenteou alguém com uma garrafa de vinho? Ganhou alguma garrafa? Qual será/foi o vinho da sua ceia? E do seu almoço de Natal?


Agradecemos a todas as visitas e participações que tivemos neste ano de 2008 e desejamos um Natal e um Ano Novo repleto de harmonia, harmonizações, alegria e bons vinhos!

23 de dezembro de 2008

Matetic


Nome: EQ - Corralillo
Safra: 2007 - 2006
País: Chile
Região: Valle San Antonio
Produtor: Matetic
Site: http://www.matetic.cl/
Importador: a

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc 100% ; Malbec 12%, Merlot 80% e Cabernet Franc 8%
Teor alcoólico: 14,5% - 14,5%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Bodega Matetic, em San Antonio, Chile
Quando foi comprado: 5 de dezembro de 2008
Degustado em: 5 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Bodega Matetic, em San Antonio, Chile
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
EQ: This grand Sauvignon Blanc is characterized by hints of tropical fruits that are released subtlety in the bouquet highlighting the complexity of the wine. In the mouth, in addition to the fruit, it is possible to find spices and very subtle notes of minerals and smoke. The acidity gives the wine a fresh balance and harmonizes with the soft sweetness of the fruit, giving the wine great structure, balance and a long finish.

Corralillo: This blend has a deep red color with intense aromas of cherry marmalade, strawberries, spices, leather and chocolate. In the mouth it illustrates its distinct components: the Merlot contributes red fruits, while the Cabernet Franc provides the spices, soft leathery notes and its full body, the Malbec lends the dried fruits and sweetness and the Pinot Noir intensifies the complexity of the blend. Finally the oak marries perfectly with the wine giving it its great character and elegance.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Logo depois da Casa Marin, seguimos para a Matetic, um projeto bem diferente. E também interessante. Claudio soube escolher muito bem os nossos passeios. Fomos recebidos por um moço de vinte e poucos anos, que estava lá especialmente para isso. Chegamos um pouco cedo e o ‘espetáculo’ ainda não estava preparado. Depois que ele organizou tudo, lá fomos nós olhar do alto da bela casa os intermináveis vinhedos. Não lembro quantos hectares eram, mas lembro são uma pequena parte dos 9 mil hectares que pertencem à família dona da Matetic. A vinícola é uma paixão, como disse o nosso guia. Ele nos explicou que tudo é feito da forma mais ecológica possível. Os vinhos são biodinâmicos. Em tudo lá procura-se seguir a idéia de respeito à natureza, aos elementos naturais. Um exemplo engraçado é como eles fazem para tirar os fungos das parreiras. Colocam galinhas para comer os insetos e pequenos predadores. Achei bem divertida essa idéia e perguntei como faziam para pegar as galinhas no final do trabalho. Ele respondeu que galinhas só andam para frente e basta esperá-las no final da parreira. Passeamos pelo belo prédio, vimos as barricas e seguimos para a degustação. Claudio falará mais dos vinhos. Gostei mais do branco do que do tinto, que me pareceu ainda estar muito jovem e nada pronto para se beber. Depois da degustação, fomos à lojinha. Claudio comprou um vinho e um boné, que foi bem útil nos dias seguintes, de muito sol em Santiago. É uma visita interessante e bonita. Depois dali seguimos para Valparaíso e para Viña del Mar. Ah, faltou dizer, cada visita custa 7 mil pesos.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Muito bem feito e equilibrado, assim como toda a vinícola.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: A poucos quilômetros da Casa Marin, se encontra a Matetic. A distância entre elas é pequena, mas as diferenças são enormes. A começar pelo tamanho da propriedade, a Matetic se estende por cerca de 9.000 hectares com 90 de vinhedos orgânicos. A segunda diferença é que os proprietários da Matetic são pessoas ligadas à indústria pesqueira, agrícola e de cimento no Chile. Eles não dependem do vinho para sobreviver, sendo mais que um hobby, uma paixão. A infra-estrutura e o projeto arquitetônico da vinícola são muito bem feitos. Outra diferença é o microclima: saímos com frio da Casa Marin e já na Matetic me pareceu ser um pouco mais quente. A Matetic produz o seu vinho de forma orgânica, buscando princípios de equilíbrio entre os elementos da natureza. Da sede, se tem uma bela vista para os vinhedos. O passeio é bastante interessante e bonito. Seguimos para a degustação dos vinhos. Iniciamos pelo EQ Sauvignon Blanc. Mais um excelente vinho chileno desta cepa branca. Como tínhamos acabado de degustar o Sauvignon Blanc da Casa Marin, foi interessante tentar fazer uma comparação. O EQ é muito fresco, vibrante com ótima acidez, refrescante e além de tudo rico no paladar. Um ótimo vinho, que acompanharia muito bem pratos leves de frutos do mar. Passamos para o tinto de uma linha inferior que a EQ, o Corralillo Malbec-Merlot. Este é um vinho mais potente, com mais corpo e presença. Porém, ainda muito jovem, com notas de couro e defumado, taninos muito vivos, vinho colava na boca. Com mais alguns anos e um bom prato de comida será uma boa opção de tinto com um corte diferente para vinhos chilenos. Foi uma ótima visita que também recomendo para quem for para a região. De lá, cruzamos Casablanca em direção à Valparaíso e Viña del Mar.
Nota: 93,0 - 88.0 +

20 de dezembro de 2008

Casa Marin


Nome: Cipreses Vineyard Sauvignon Blanc e Litoral Vineyard Pinot Noir
Safra: 2006 e 2004
País: Chile
Região: San Antonio
Produtor: Casa Marin
Site: http://www.casamarin.cl/
Importador: -

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc 100% e Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 14% e 14,5%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: incluídos no preco da visita, que custou 17 doláres cada
Onde foi comprado: Bodega Casa Marin, em San Antonio, no Chile
Quando foi comprado: 5 de dezembro de 2008
Degustado em: 5 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Bodega Casa Marin, em San Antonio, no Chile
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio, Rafaela e Felipe

Comentário do Produtor
Cipreses: Cor amarelo palha com notas verdeais, brilhante. Nariz intenso, mineral, pleono de frutas tropicais. Na boca, bom corpo, bela textura, fresco e complexo.

Litoral: Cor rubi medianamente escuro. Nariz com aromas de cereja e outras frutas vermelhas maduras, mirtilo e defumado. Excelente acidez e vivacidade, com sabores vibrantes confirmando os aromas. Potente e muito longo, com um belo final de boca frutado.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Alugamos um carro e saímos pouco depois das oito da manhã de Santiago. Curioso é que não há muitas placas indicando o caminho. Tínhamos umas orientações e fomos seguindo o fluxo. Depois de muito andar, finalmente uma placa indicando Viña del Mar. Como saímos muito cedo, paramos em um posto de gasolina para comer medialunas e tomar um café. No caminho, já começamos a avistar videiras e algumas indicações de nomes de vinícolas. O passeio é bonito. Nosso plano era passear pelas vinícolas e seguir para o Pacífico, para um banho de mar. Ledo engano. Estava um frio danado e não deu nem para molharmos os pés no Pacífico. Voltando à estrada para Casablanca, encontramos fácil o caminho para chegar à Casa Marin. Fomos atendidos por um moço, que chamou quem nos apresentaria a vinícola. Tratava-se de Felipe, filho da dona da Casa Marin. Ele foi contando como o negócio começou. A mãe trabalhou durante anos em bodegas e sempre quis ter a sua. Compraram esses poucos mais de 40 hectares em San Antonio e chamaram especialistas chilenos para analisar a viabilidade de fazer uma vinícola ali. Os chilenos não deram nenhuma esperança aos Marin, que não se convenceram e foram atrás de especialistas da Califórnia. A resposta foi diferente, mas eles também não quiseram entrar no negócio. Apelaram para um empréstimo bancário e começaram a plantar as vinhas. Tudo anda em um ritmo mais lento ali, pois é muito mais frio do que em qualquer outra região vinícola. Sofrem influência direta do Oceano, que fica a apenas quatro quilômetros. Isso foi no início dos anos 2000. Felipe foi estudar enologia e vinicultura na Nova Zelândia e na Califórnia, e sua mãe, desde que resolveu insistir no sonho, já foi premiada várias vezes, inclusive com o título de melhor enóloga chilena. A visita é especial, pois não tem o tom de espetáculo das outras que visitamos. É tudo muito sincero e às vezes até ingênuo. Não são os muitos os turistas que chegam lá, apenas os que já ouviram falar dos vinhos da Casa Marin. Ele brincou que se precisassem viver das vendas da lojinha as vinícola, estavam perdidos. Depois de nos mostrar onde o vinho é feito, ele perguntou se queríamos ver as parreiras de perto. Fomos, acompanhados por um cachorro que cuida da casa dele, que fica logo ali, entre as parreiras. Foi um passeio especial.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo clássico e simples. Combina com a proposta da vinícola.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Esta foi uma das melhores visitas a vinícolas que fizemos no Chile. As instalações da Casa Marin são bem simples. Fomos recebidos por Felipe, filho da premiada enóloga Maria Luz Marin. Felipe, também enólogo, mora e trabalha na vinícola. O clima da visita foi bem intimista, como se tivéssemos visitando um amigo e é exatamente neste clima que eles procuram lidar com os vinhos. Vencendo as adversidades com o clima frio da região, a Casa Marin conseguiu em pouco tempo um grande reconhecimento aos seus vinhos, principalmente os Sauvignon Blanc e os Pinot Noir. Seguindo no bate-papo animado com o Felipe, degustamos estes dois excelentes vinhos entre perguntas sobre a rotina da vinícola, detalhes de produção e distribuição. É muito bacana degustar o vinho acompanhado por quem é o responsável por cuidar diariamente do vinhedo e está presente na vinificação. Você consegue perceber um pouco da personalidade das pessoas refletidas no vinho que elas produzem. A propriedade não é grande, cerca de 40 hectares que ficam a mais ou menos 4 km do Oceano Pacífico. Esta propriedade esta dividida em pequenas parcelas. Cada parcela de terra é vinificada separadamente dando origem a cada vinho. Degustamos primeiro o excelente e marcante Sauvignon Blanc Cipreses. É um vinho que de cara te conquista. Mais complexo e com mais corpo que os Sauvignon Blancs. Um vinho que merece ser conhecido e, de preferência, acompanhado por frutos do mar. Trouxemos uma garrafa para degustarmos aqui. O segundo vinho foi um Pinot Noir bem diferente de outros que já provei. Personalidade própria e toques de couro, defumado e algo de carne como um Jamon Serrano e um final agradável onde frutas aparecem. Um vinho que pede um prato de comida e que ainda deve crescer. Instigante. A visita terminou com uma caminhada entre os vinhedos, onde descobrimos que os pássaros da região adoram as uvas da Casa Marin. Eles são os maiores "inimigos" dos vinhos.
Nota: 93.0+ , 91,0

19 de dezembro de 2008

Sideral 2003


Nome: Sideral
Safra: 2003
País: Chile
Região: Valle del Alto, Cachapoal.
Produtor: Viña Altair
Site: http://www.altairwines.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 84%, Merlot 10%, Syrah 4% e Sangiovesse 2%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: De cortiça, bom tamanho
Numeração da garrafa: -
Preço: 9.900 pesos chilenos - meia garrafa
Onde foi comprado: Restaurante Porto Fuy, em Santiago - Chile
Quando foi comprado: 4 de dezembro de 2008
Degustado em: 4 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Restaurante Porto Fuy, em Santiago - Chile
Harmonizado com: Risoto de caranguejo - Rafaela (12.500 pesos) e Trilogia de Congrio - Claudio (14.000)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Aromas de frutas pretas, ameixa e baunilha seca. Na boca seu tanino é fresco e suave. O equilíbrio da acidez é perfeito e permite que seus taninos se desenvolvam lentamente na boca sem agressividade. Notas de frutas vermelhas maduras e frescas que se mesclam em uma nota delicadamente tostada. Doze meses em barricas de carvalho. Robert Parker e Wine Spectator 91 pontos.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Esse segundo dia também foi uma espécie de maratona. Decidimos visitar o Cerro San Cristóbal, que fica muito próximo do centro da cidade, perto da estação Baquedano. Primeiro, passamos pelo Pátio Belavista, onde almoçamos um peixe bem gostoso e depois seguimos para o Cerro. Estava um sol fantástico. Como o funicular estava desativado naquele dia, assim como o teleférico, tomamos um táxi para ir até a imagem de Nossa Senhora da Conceição - a festa dela foi na segunda-feira seguinte, feriado em Santiago e em Mendoza também. Chegando lá, caminhamos um pouco e resolvemos sair pelo outro portao do parque. Só nao sabíamos que esse outro portão ficava a quase tres horas de caminhada. Bom, lá fomos nós. Queríamos ver um tal restaurante Enoteca, mas o encontramos fechado. Conhecemos a piscina pública que tem no caminho, ficamos felizes quando fomos atingidos por um jato de água e chegamos quase mortos ao tal portão próximo a Providencia. Dali, caminhamos mais algumas léguas, tomamos suco de laranja, caminhamos mais um pouco e resolvemos ir ao shopping. Depois de o Claudio fazer uma pequena visita a uma loja de vinhos, tomamos um táxi até o Porto Fuy. O restaurante é bem agradável. Estamos meio desarrumados (imagina, depois de caminhar durante horas embaixo de um sol escaldante), mas fomos bem recebidos. A comida estava maravilhosa e o formato dos pratos valeu o preco, que foi praticamente o dobro do que havíamos pagado na noite anterior. Para nao deixar de beber um vinhozinho, pedimos um que estava em promoção. Este Sideral armonizou muito bem com meu prato. Tudo estava muito gosoto. Este é um vinho com o estilo que eu gosto, mais moderno, mas sem excessos. É um vinho fácil de se gostar.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Design clean e bem resolvido
Exame visual: Rubi intenso
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois de começarmos o dia com uma taça de Almaviva e andar muito por Santiago, fomos jantar no excelente restaurante Porto Fuy. A carta de vinhos do restaurante é boa, mas sua marcação de preço é um pouco mais elevada do em que outros restaurantes de Santiago. Estavam fazendo uma ação promocional com o Sideral e ele estava a preço de loja. Escolhemos uma meia garrafa para acompanhar nosso jantar. Não sei por qual motivo, mas acreditava que o Sideral era um vinho "bombado", carregado na madeira e por isto ele nunca entrava nas minhas "wish-list". Ao prová-lo pela primeira vez, o Sideral me surpreendeu. É claramente um vinho moderno, mas muito bem equilibrado. Boa fruta, ótima evolução na taça, boa estrutura, sabor firme e final marcante que misturava alguma coisa picante com toque de madeira. Álcool muito bem integrado. Um ótimo vinho. Para minha surpresa, funcionou bem com o meu prato, a deliciosa trilogia de congrio. O serviço do vinho no Porto Fuy foi muito bem feito, assim como todo o resto. Recomendo a que for a Santiago jantar neste restautante.
Nota: 90.0 +

18 de dezembro de 2008

Almaviva 2006


Nome: Almaviva
Safra: 2006
País: Chile
Região: Puente Alto, Santiago
Produtor: Almaviva Winery (Concha y Toro - Baron Philippe de Rothschild)
Site: http://www.almavivawinery.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon: 63%, Carmenère: 26%, Cabernet Franc: 9%, Merlot: 2%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: tacinha incluída na visita a Bodega, que custa 15 mil pesos
Onde foi comprado: Bodega Almaviva, em Santiago, no Chile
Quando foi comprado: 4 de dezembro de 2008
Degustado em: 4 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Bodega Almaviva, no Chile
Harmonizado com: -
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Intense ruby red, The nose reveals stable, frank aromas of ripe cassis, plum and blackberries, associated to mineral hints and fine notes of vanilla, coffee, grilled orange zest, tobacco and cacao. The mouth shows outstanding balance, great acidity, a firm tannic structure, and exceptional persistence. A brilliant wine, elegant, constant and precise in its character, showing a palate of class, with persistent and refined tannins.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Desde que comecei a me interessar um pouco por vinhos e passei a visitar lojas especializadas, toda vez que me deparava com uma garrafa de Almaviva, sempre dizia ao Claudio que precisávamos comprar uma. Só que comprar uma garrafa de Almaviva no Brasil é quase um atentado à razão. É um dos vinhos mais caros que se encontra na maioria das lojas. Ao marcar a viagem ao Chile, nosso Artero já estava bem gordinho e pensamos que comprar um Almaviva era uma boa maneira de investir nossas economias de 2008. Assim ficou decidido. Pensamos também que seria uma boa dar uma passadinha na vinícola. Fiz alguns contatos por e-mail. A agenda deles estava cheia, mas acharam uma brechinha. Só que quando chegamos à vinícola, nos disseram que não havia uma reserva. Conferi depois e enviei a confirmação na sexta anterior... Claudio argumentou com uma senhora do marketing, que marca as visitas, e depois de alguns minutos apareceu uma moça simpática para nos atender. Ela nos mostrou os vinhedos, a bela construção onde é realizado o processo de vinificação e onde as barricas são armazenadas. O motivo de não quererem nos receber naquele dia era por ser um dia de manutenção. Segundo a moça que nos atendeu, tudo tem que estar perfeito para receber os visitantes. Bom, não estava feio naquele dia, apenas um pouco bagunçado. Depois de caminharmos pelo prédio, fomos à – esperada – degustação. Posso estar deslumbrada, mas o Almaviva merece todos os créditos. O vinho que bebemos ainda não estava ‘pronto’, mas já se mostrava muito bom. Rico em aromas, com um sabor delicioso. Imagina daqui a alguns anos. Falamos sobre o preço absurdo do Brasil. Depois de provar uma tacinha, resolvemos comprar uma garrafa. Provamos o 2006, mas o que tinha para vender na vinícola era o da safra 2002. Agora, nos resta esperar alguns anos mais para ver como estará.
Como chegar: Tomar o metrô da linha azul e ir até a última estação, Plaza de Puento Alto. De lá, na pracinha, pegar um táxi. Pagamos menos de quatro mil pesos para ir. O mesmo taxista nos buscou e a corrida de volta custou outros quatro mil pesos. Se estiver no centro, é bom sair com quase uma hora de antecedência. A visita custou 15 mil pesos cada um.
Nota: 94.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Já é um ícone dos grandes vinhos.
Exame visual: Belo tom rubi.
Exame olfativo: Algo muito marcante na visita foi o delicioso bouquet que dominava todo o ambiente da "segunda" sala, onde estavam os barris de carvalho. Imagine uma taça com um vinho de bouquet complexo e envolvente. Isto foi o que sentimos quando entramos no recinto.
Exame gustativo: Nada como começar o dia com uma tacinha de Almaviva logo pela manhã! Depois de fazermos uma visita pela belíssima vinícola e conhecer detalhes da produção deste ícone do mundo do vinho, fomos degustar uma pequena taça do Almaviva 2006. Alguns críticos, como o chileno Patrício Tapia, estão classificando como um dos melhores Almavivas já produzidos e o melhor vinho tinto do Chile deste ano. No paladar deste 2006, você encontra tudo aquilo que pode esperar de um grande vinho: excepcional estrutura, equilíbrio e elegância, aliada a boa potência de fruta. Complexidade e um final longo e agradável. Porém, o diferencial deste vinho apenas virá com alguns bons anos na garrafa. O vinho que degustamos mostra que ele tem um longo trajeto dentro da garrafa. Claramente ainda muito jovem para um vinho deste porte: é um pecado abrir uma garrafa desta sem ele ter passado ao menos uns 5-10 anos evoluindo, mas foi uma experiência excelente nesta primeira vinícola que conhecemos no Chile. Temos uma Almaviva 2002 descansando em nossa adega para ser degustado em um dia especial. A quem for a Santiago, recomendo visitar a Almaviva.
Nota: 91.0-95.0

17 de dezembro de 2008

Casablanca Coleccion Privada - Merlot 2006


Nome: Casablanca Coleccion Privada
Safra: 2006
País: Chile
Região: Valle Del Maipo
Produtor: Viña Casablanca
Site: http://www.casablancawinery.com/
Importador: -

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: Sintética e preta.
Numeração da garrafa: -
Preço: 7.000 pesos chilenos
Onde foi comprado: Restaurante El Pecado del Vegetariano
Quando foi comprado: 3 de dezembro de 2008
Degustado em: 3 de dezembro de 2008
Onde bebeu: Restaurante El Pecado del Vegetariano
Harmonizado com: Risotto de cogumelos (Claudio – 4.200 pesos chilenos) e risotto de camarões equatorianos (Rafaela – 3.600 pesos chilenos)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Complexo e elegante, neste vinho encontramos aromas de frutas vermelhas maduras, mescladas à notas de baunilha e chocolate. Concentrado, tem sabores marcantes e longa persistência.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Pensando agora nesta primeira noite em Santiago, a impressão de que me dá é de que a vivi meio no piloto-automático. Estava muito cansada. Acordamos supercedo no Rio e foi uma viagem sem parar até Santiago. Logo depois de deixar as malas no hotel, corremos para o centro para aproveitar o resto do dia. Caminhamos muito por lá, vimos a Plaza de Armas, o Palacio de La Moneda, as várias ruazinhas repletas de lojas de departamentos. Depois da maratona de várias horas pelo centro, tomamos um banho rápido e fomos atrás das indicações de restaurantes que tínhamos. Pegamos o metrô e fomos direto para a Providencia, na tal Rua Suécia, que todos os guias apontam como o local para comer e se divertir. Sei lá. Talvez por morar no Rio, uma cidade turística, existam coisas que não gosto muito, como, por exemplo, garçons abordando as pessoas no meio da calçada. Isso tem em Copacabana e acho meio desagradável. A tal Rua Suécia é assim também. Até tem vários restaurantes, mas você nem consegue olhar direito o quadro-negro com as opções, pois já tem um garçom metendo um cardápio na sua cara e querendo te puxar para dentro. Fugimos dali e ficamos meio sem saber o que fazer. Resolvemos dar uma caminhada, apesar do avançado da hora – eram quase 11 da noite –, e procurar outras opções. Fomos parar numa perpendicular à Avenida Providência e lá vimos o El Pecado. Perguntamos se ainda estava aberto e entramos. Os garçons estavam com pressa, percebia-se, mas mesmo assim foram bem amáveis e prestativos. A comida estava ótima. O vinho não era lá grandes coisas, achei ácido demais, forte demais, não harmonizou com a comida... O jantar foi bom, mas o vinho não teve nada a ver com isso. Se alguém for a Santiago, este é um restaurante bem honesto, de comida boa e preços bem em conta.
Nota: 85.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo bem simples. A vinícola mudou esta linha de vinhos e seus rótulos. A linha agora se chama Cefiro.
Exame visual: Violeta Vivo.
Exame olfativo: Mix de frutas e, com menos intensidade, notas herbáceas, pimentão, terra.
Exame gustativo: Depois de acordar cedo, viajar e andar bastante por Santiago, fomos jantar e escolhi um vinho mais básico para acompanhar nosso primeiro jantar. O Casablanca Merlot é um vinho básico, mas de paladar interessante, sabor bem intenso e rico. Com muita tipicidade, é um Merlot verdadeiro, com o seu final de boca bastante típico, com notas vegetais e pimentão. Funcionou melhor com o meu risotto (os pratos estavam muito bem feitos e saborosos). Com o de camarão acentuou muito as notas de pimentão. É um vinho que oferece bastante pela sua faixa de preço. Gostei do vinho mais do que a Rafaela. Um vinho que vale por sua tipicidade.
Nota: 87.0

16 de dezembro de 2008

Pergunta da Semana - 95

O Le Vin au Blog publica uma pergunta nova toda quarta-feira. Estivemos visitando Santiago e conhecemos algumas vinícolas, sobre as quais falaremos em breve aqui no blog. Por enquanto, aproveitando o assunto da nossa viagem, o Le Vin au Blog gostaria de saber:

- Qual é a sua vinícola chilena preferida? Quais são os vinhos chilenos que mais chamaram a sua atenção ou que despertam o desejo de experimentar? Voce já visitou o Chile? Foi a alguma vinícola?

Garrafeira RA 1999


Nome: Garrafeira RA
Safra: 1999
País: Portugal
Região: Palmela
Produtor: João Maria da Fonseca
Site: http://www.jmf.pt/
Importador: -

Uvas/Corte: Castelão 100%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: De cortiça, de bom tamanho, porém estreita.
Numeração da garrafa: -/11.402
Preço: Gentilmente oferecido pela Raquel e pelo Ricardo
Onde foi comprado: Em Portugal
Quando foi comprado: -
Degustado em: 30 de novembro de 2008
Onde bebeu: Casa do Mario e da Marie
Harmonizado com: Mix de frutas, escondidinhos de camarão e de carne seca, feitos pela Carol, bolos, feitos pela Marie
Com quem: Claudio, Rafaela, Mario, Marie, Ricardo, Raquel, Marcelo, Carol, Miguel, Paula e Claudio

Comentário do Produtor
Cor - Rubi com laivos acastanhados
Aroma - Couro, menta, folha de tabaco, frutos silvestres e madeira
Paladar - Frutado, equilibrado com taninos ainda presentes
Final de Prova Prolongado

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o segundo vinho da noite e o melhor, na minha opinião. Foi o mais elaborado de todos, mas apesar de ter gostado, nao me dediquei a prestar muita atenção.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples, bonito e elegante.
Exame visual: Tons que evidenciam o seus anos. Tons levemente alaranjados e escuros.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Segundo vinho da noite. Este vinho foi trazido de Portugal pela Raquel e pelo Ricardo, que gentilmente o nos ofereceram. Trata-se de um vinho da safra 1999, o que demonstra o quanto é bom um vinho evoluído, feito para crescer vários anos em garrafa antes de ser degustado. Um ótimo vinho, rico e interessante. Várias nuances de paladar, o que dá prazer em degustá-lo. Um bom vinho português, que ficaria ainda melhor se tivesse acompanhando um belo jantar. Vale provar.
Nota: 89.0+

15 de dezembro de 2008

11ª Harmonização Virtual

A 11ª harmonização virtual entrará no clima das festas de final de ano.

O Gourmandise elaborou um mix de frutas secas (a receita está abaixo) para harmonizar com o espumante Marco Luigi Reserva da Família Brut 2006 escolhido pelo Le Vin au Blog. Para deixar essa harmonização ainda mais festiva, contamos com a sugestão do blog Chá e Poesia, da Yuri, que recomenda a infusão Coin Shaped Pu Erh.

Todos estão convidados para experimentar essa combinação.

Os comentários serão publicados no dia 29 de dezembro em nossos blogs. Se você quer participar, mas não tem um blog, fique à vontade para usar os nossos.

Boas Festas!

Gourmandise, Le Vin au Blog e Chá e Poesia

Mix de frutas secas:
200g de damasco seco (cortado ao meio)
200g de figo seco (sem cabinho, cortado em quatro)
200g de passas brancas e preta (50% de cada)
200g de castanha de caju torradas
200g de amêndoas torradas
200g de castanha do Pará
200g de nozes sem casca
Se as oleaginosas estiverem um pouco murchas, seque em forno bem baixo por 15 minutos. Esfrie.
Misture tudo. O sal das castanhas torradas deve ser suficiente para equilibrar as frutas secas. Conserve em pote fechado.

Marco Luigi - Moscatel * #cbe


* Este espumante é a indicação do Le Vin au Blog para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Os Confrades resolveram indicar um espumante para o final do ano. Não deixe de conferir as indicações dos outros blogs.

Nome: Marco Luigi
Safra: -
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul
Produtor: Marco Luigi
Site: http://www.marcoluigi.com.br/
Importador: -

Uvas/Corte: Moscatel 100%
Teor alcoólico: 8%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 27
Onde foi comprado: Diretamente com a Marco Luigi por telefone
Quando foi comprado: outubro de 2008
Degustado em: 6 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Sushis e sashimis do Benkei
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Elaborado com uva moscato pelo processo “Asti”, típico do Norte da Itália. Ligeiramente doce, aromático, leve e fino. Apresenta aromas intensos lembrando jasmim, melão, guaraná e mel.As borbulhas são ativas, muito finas e numerosas finalizando com ótima coroa.Bebida leve, refrescante ideal para acompanhar doces e frutas. Produção: são elaboradas em média 10.000 garrafas/ano. Temperatura ideal para consumo: 4° a 6° C.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Não é porque o espumante tem apenas 8% de graduação alcoólica que você pode deixar de beber um copo de água para cada taça. Tá, tudo bem, isso pode parecer exagerado, talvez possa tentar um copo para cada duas taças. Só, por favor, não cometa o erro que eu cometi, de beber apenas um mísero copinho de água para meia garrafa... Não que o dia seguinte tenha sido infernal, mas pode ter certeza de que não foi um dia como outro qualquer... Depois dessa pequena observação, gostaria de dizer que adorei este espumante. Eu sou fã da uva moscatel. Sei que alguns meninos torcem o nariz para ela, por ser mais docinha, mas as meninas costumam amar e eu faço parte deste grupo. Este espumante é muito bom, levinho (mas não esqueça da água para acompanhar!), doce na medida certa. E o que mais me surpreendeu é que harmonizou com sushi! Nunca passou pela minha cabeça que essa harmonização seria possível. Quando eu morava em Florianópolis e costumava sair com minhas amigas para comer sushi, algumas de nós pedíamos saquê quente para acompanhar. Sempre achei que, em termos de bebida alcoólica, essa sempre foi a melhor combinação. Fui surpreendida. Ficou ótimo. Agora, pretende testar com vinho branco.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Parece-me que a Marco Luigi está trocando os rótulos dos vinhos. Costumavam usar uma linguagem que procurava parecer artesanal. Acho que era muito carregada. Um dos ícones usados era a simulação de papel rasgado. Neste caso, mesmo sendo um rótulo mais novo, continuaram usando o mesmo recurso gráfico. Eu acho que é um recurso um pouco ultrapassado. Gosto do uso da assinatura. Poderia evoluir, se trabalhassem melhor este ícone.
Exame visual: Transparente, quase incolor.
Exame olfativo: Lembra festa de final de ano. A Rafaela falou que lembrava algo de batata frita e por incrível que pareça, não sei se influenciado por ela, também achei que tinha algo de batata frita sim. (Ou será que tinha alguém fritando batatas em algum apartamento?)
Exame gustativo: Quando veio a idéia de indicar um espumante no mês de dezembro, logo lembrei do Marco Luigi Moscatel, que tinha comprado diretamente da vinícola. O João Filipe, do blog Falando de Vinhos, sempre escreve falando muito bem sobre espumante e acabei encomendando uma garrafa para degustar. Não sou fã da uva Moscatel, do doce em excesso que normalmente vemos nestes espumantes. Contudo, este Marco Luigi se mostrou muito agradável e, principalmente, muito equilibrado e sem o açúcar residual em excesso. Estava na medida certa. Na boca é agradável, boa textura, fácil de se beber e com toques de pêssegos e algo de uva itália. Ótima surpresa. Acompanhou bem o sushi, mas acho que ficaria muito mais interessante com uma sobremesa com morangos, por exemplo. Um bom espumante que acaba rápido e merece ser provado. Recomendo. Nesta semana, o degustarei novamente e farei o teste com uma sobremesa.
Nota: 88.0 +

14 de dezembro de 2008

Pergunta da Semana - 94

O Le Vin au Blog publica uma pergunta nova toda quarta-feira. Com a chegada do fim do ano, é hora também de fazer uma retrospectiva dos melhores vinhos. Por isso, nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Para você, quais foram os melhores vinhos que você degustou em 2008?

13 de dezembro de 2008

Los Vascos 2005



Nome: Los Vascos
Safra: 2005
País: Chile
Região: Colchagua
Produtor: Viña Los Vascos
Site: http://www.vinalosvascos.com/es
Importador: Aurora Bebidas e Alimentos

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 13,2%
Rolha: cortiça, tamanho médio
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pela Marie e Mario
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 30 de novembro de 2008
Onde bebeu: Casa do Mario e da Marie
Harmonizado com: Mix de frutas, escondidinhos de camarão e de carne seca, feitos pela Carol, bolos, feitos pela Marie
Com quem: Claudio, Rafaela, Mario, Marie, Ricardo, Raquel, Marcelo, Carol, Miguel, Paula e Claudio

Comentário do Produtor
Hermoso color rubí de intensidad media. En nariz despliega aromas maduros de fresas, grosellas y cerezas negras acompañados de un agradable toque de mermelada y chocolate. En boca se muestra fresco, suave, consistente y muy frutado, con un final ligeramente especiado. Es un vino de estructura media, equilibrado y con taninos maduros y discretos, que lo hacen fácilmente accesible. Se puede beber con agrado desde ahora, o guardar por tres o cuatro años más.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Decidimos no dia do aniversário do Claudio, fazermos uma festinha pré-Natal. Como sempre, marcamos na casa do Mario e da Marie, que é quase nossa segunda casa. Preparamos uma pequena surpresa para os nossos amigos. Compramos cofrinhos para cada casal. Foi divertido. Quanto ao vinho, lamento, mas deixarei para o Claudio escrever. :)
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo tradicional, estilo francês em função desta vinícola ser de propriedade do Domaines Barons de Rothschild
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho da noite. Assim como a Rafaela, não fiz anotações e bebemos este vinho despreocupadamente. De qualquer forma, é um bom e agradável Cabernet Sauvignon do Chile. Arredondado e fácil de se beber.
Nota: 86.0+

12 de dezembro de 2008

Saint Martin Reserve Merlot 2006


Nome: Saint Martin Reserve
Safra: 2006
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Les Vignerons de la Méditerranée
Site: -
Importador: Casa Nunes Martins

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 13%
Rolha: Pequena e sintética
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pela Marie
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 28 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Massa
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
-

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples e correto.
Exame visual: Violeta
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este Merlot francês é um Vin de Pays D'oc. Um vinho simples, direto, unidimensional e correto. É um típico vinho de mesa para o dia-a-dia. Correto
Nota: 83.0

2 de dezembro de 2008

Innominabile Lote II - 2005/2006



Nome: Innominabile Lote II
Safra: 2005/2006
País: Brasil
Região: Água Doce - Santa Catarina
Produtor: Villaggio Grando
Site: www.villaggiogrando.com.br
Importador: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec e Pinot Noir
Teor alcoólico: 14%
Rolha: De cortiça, bom tamanho, com a logomarca gravada.
Numeração da garrafa: -
Preço: -
Onde foi comprado: Essen, em Florianópolis
Quando foi comprado: 26 de maio de 2008
Degustado em: 25 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizza de mussarela da Ecellenza
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Innominabile lote II É um vinho das safras 2004, 2005 e 2006 sendo cortado, além das safras, as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec, adicionado Pinot Noir. A cada safra guarda-se 20%, que é incorporada na safra seguinte. Todo vinho descansa por 6 meses em barricas de carvalho francesas novas, com procedência de diferentes bosques e com tostados, igualmente, diferentes. O teor alcoólico é de 14%. É um vinho complexo, de guarda, o qual, acreditamos estará em sua plenitude no decorrer de alguns anos. De cor rubi profundo e brilhante, apresenta a vivacidade que antecipa a presença de aromas frutados e um pequeno halo atijolado indica sua maturidade recente. Sua composição aromática prima pela riqueza de sensações, permitindo aromas de fumo em rama, baunilha, coco e amoras silvestres, uma evolução que pode ser comparada a pequenas e sucessivas explosões aromáticas. A mescla de aromas frutados e de especiarias, com o leve envolvimento dos aromas do carvalho por onde estagiou, faz da complexidade e da elegância as palavras que melhor podem tentar definir um aroma também inominável. Em boca prima pelo equilíbrio entre o teor alcoólico e a acidez que é quase imperceptível, o que lhe fornece vivacidade, mas são seus taninos macios que o definem como um vinho estruturado e aveludado que por apresentar uma boa persistência se fazer sentir com elegância e singularidade após ser degustado.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô, bem bonito.
Exame olfativo: Lembra cheiro - sim, às vezes, os sentidos se misturam - de fazenda, de galpão.
Exame gustativo: Este parece um vinho de velho mundo. Mostra-se equilibrado, agradável, tânico. Harmonizou bem com a pizza. Esta semana, anterior à viagem ao Chile está tão corrida, que até mesmo minhas anotações estão telegráficas. Que fique bem claro, todavia, de que se trata de um vinho muito bom.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo interessante em papel vergê com uma pequena ilustração de dois caçadores em preto.
Exame visual: Bordô
Exame olfativo: Bem velho mundo. Lembrando algo de campo, umidade. Difícil definir.
Exame gustativo: Alguns dias depois de ter degustado um vinho com cortes de diferentes uvas de diferentes safras, o argentino Quorum, provamos o brasileiro Innominabile Lote II que também é feito desta forma. Mais um vinho de Santa Catarinaque degustamos com bom resultado. Início um pouco fechado mesmo tendo deixado decantar por algum tempo. Ele precisa de uma decantação maior para se abrir. Vinho muito interessante, de corpo médio e de paladar bem peculiar e diferente. Cria um vinho com bastante personalidade e de estilo velho mundo. Vinho elegante, me pareceu ser um vinho gastronômico e que ainda pode crescer na garrafa por mais algum tempo. Leve adstringência, sabor firme e envolvente que permanece no céu da boca e final com toque de alguma especiaria ou mentol. Um vinho muito interessante e que merece ser provado.
Nota: 89.0 +

1 de dezembro de 2008

Argento Reserva Bonarda - 2007

Infelizmente não conseguimos participar da 22ª edição do vinho do Mês da Confraria Brasileira de Enoblogs. Já degustamos algumas garrafas da linha Argento. No geral são vinhos agradáveis, com boa fruta, estilo moderno e de ótima relação custo benefício. Na rede de supermercados Zona Sul, aqui no RIo, podemos encontrar facilmente toda a linha básica e da linha reserva o Malbec e Cabernet Sauvignon. O Bonarda da linha reserva não é vendido no Zona Sul e não se encontra em outros lugares. Procurei em algumas lojas, mas não encontrei.

Voltaremos na 23ª edição.

Pergunta da Semana - 93

O Le Vin au Blog publica uma pergunta nova toda quarta-feira. Nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Você costuma quebrar taças acidentalmente? Qual a sua reação quando isso acontece?

28 de novembro de 2008

Quorum I - 2002-2005-2006


Nome: Quorum
Safra: 2002 (malbec) - 2005 (merlot) - 2006
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo, Mendoza
Produtor: Bodega Norton
Site: http://www.norton.com.ar/
Importador: Não é importado para o Brasil

Uvas/Corte: Malbec 60%, Merlot 22% e Petit Verdot 18%
Teor alcoólico: 14%
Rolha: De cortiça, tamanho médio com logomarca gravada.
Numeração da garrafa: -
Preço: 70 pesos
Onde foi comprado: Winery, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 11 de dezembro de 2007
Degustado em: 2o de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Acepipes comprados no Terzzeto Café:foccacia com sal grosso e alecrim, quiche de alho poró, empadão de frango, risolis de camarão e terrine de pato defumado
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Quorum es elaborado a partir de una cuidada selección de diferentes cosechas y variedades por parte de nuestro enólogo.Cada cosecha posee cualidades distintivas, y la combinación de las misamas junto con sus estilos y variedades conforman un vino completo, armónico y único.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Logo depois que abri, senti cheiro de toalha velha. Mais tarde um pouco, cheiro de batom. Desde que ganhamos um abridor do Marcel e da Nina, do Gourmandise, eu passei a achar bem mais fácil abrir vinhos. Ah, falando em presentes, já ganhamos vários presentes deles e nunca criamos vergonha na cara para retribuir. Há de chegar a hora.
Exame gustativo: Tínhamos pensado em ir a um bom restaurante para comemorar o aniversário do Claudio, mas depois de termos almoçado com a família no Bistrô Le Vin na hora do almoço, decidimos ficar em casa e abrir um dos vinhos da nossa adega. Inicialmente, o vinho planeja era um Finca La Anita, mas Claudio sempre muda na hora e me faz decidir levando em consideração uma lista enorme. Normalmente, sou rápida e precisa na escolha. Desta vez, escolhi este Quorum, que compramos lá em Buenos Aires há quase um ano. Foi uma ótima escolha - tanto lá quanto aqui. O vinho está à altura da data comemorada. Trata-se de um vinho gostoso, agradável, equilibrado e que parecia estar no momento certo. A impressão que eu tinha ao beber um gole era de que se formada uma bolha dentro da boca que só explodia quando o líquido descia pela garganta. Aí sim, ele liberava o sabor. Algo como uma bomba atômica dentro da boca. A diferença é que a sensação era muito boa. A permanência é muito boa. Rico em sabor. Recomendo a quem for à Argentina.
Nota: 92.0

Ps.: quero aproveitar para pedir ajuda aos catarinenses. Morei muitos anos lá e estou muito sensibilizada pela situação. Aqui no Rio, é possível doar alimentos, remédios e roupas na Defesa Civil e no Cefet. Também é possível fazer depósitos em várias contas bancárias - os números podem ser acessados no site do Diário Catarinense. Qualquer quantia já ajuda.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Clássico, limpo, elegante e que procura explicar o corte do vinho. Bonito
Exame visual: -
Exame olfativo: Complexo e que evoluiu muito depois de aberto. Difícil definição.
Exame gustativo: Sempre gostei muito dos vinhos da Bodega Norton. Quando fomos para Buenos Aires, queria comprar um vinho deles para trazer. Encontrei este Quorum I, que não é importado para o Brasil. Me chamou a atenção o corte pouco comum de Malbec, Merlot e Petit Verdot feito com safras diferentes. Sempre gosto de experimentar vinhos diferente e é sempre um prazer quando consigo descobrir sabores novos. E o Quorum foi uma ótima surpresa. Vinho com paladar diferenciado e personalidade própria.Prima pela a elegância sem perder sua intensidade de sabor. Final de boca com alguma especiaria levemente picante, ameixa e leve achocolatado. Longo agradável final de boa complexidade. Vinho surpreendente e prazeroso que envolve o seu paladar. Evoluiu muito com o tempo no Decanter. Vinho que ainda vai crescer bastante e que pode ser guardado por mais alguns anos. Foi uma ótima escolha para a noite do meu aniversário. Belo estilo. Recomendo.
Nota: 91.0 +

26 de novembro de 2008

Pergunta da Semana - 92

O Le Vin au Blog publica uma pergunta nova toda quarta-feira. Nesta semana, o Le Vin au Blog quer saber:

- Na semana passada, o Claudio fez aniversário. Se você fosse dar um vinho de presente para ele, levando em consideração os comentários do blog, qual seria esse vinho? Escolheria algum bom que você provou recentemente?

25 de novembro de 2008

Tuzko Bátaapáti - Kékfrankos 2005*



* Esta foi a décima edição da harmonização virtual entre blogs. O vinho foi uma indicação do Le Vin au Blog, enquanto o prato foi sugerido pelo Gourmandise, com auxílio de um amigo com ascendência húngara. Confira abaixo nossos comentários. Não deixe de visitar os outros blogs que realizaram a harmonização - Gourmandise, Tá bem Bom e Diário de Baco.

Nome: Tuzko Bátaapáti
Safra: 2005
País: Hungria f
Região: Bátaapáti
Produtor: Piero Antinori
Site: www.antinori.it/eng/adalmondo/indexungheria.php
Importador: Expand

Uvas/Corte: Kékfrancos
Teor alcoólico: 13%
Rolha: De cortiça aglomerada, com logomarca gravada
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 45
Onde foi comprado: Expand Barra, no Rio
Quando foi comprado: 13 de novembro de 2008
Degustado em: 22 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pörkölt
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Tai Vengrijos vynas, gamintas garsios italų vyno šeimos - markizų Antinori. Vengrų vyndarys Tibor Gal, gamina ne tik Bataapati ūkio, bet ir žymų Italijos vyną. Šis Kekfrankos vynas 6 mėnesius brandintas ąžuolo statinėse, yra skaisčios rubino spalvos. Vyno kvapas ir skonis gausus aviečių ir gėlių natomis bei prieskoniais, nėra sunkus. Tinkamas išlaikyti 3 metus.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Translúcido, superclarinho, vermelho.
Exame olfativo: Primeiro, senti um cheiro de pêssego, depois de vinho do porto, de vinho licoroso. Muito rico em aromas e agradável.
Exame gustativo: Depois de arrumar nossos móveis novos no lugar, minha amiga Gabi ter me ligado e de eu receber uma notícia maravilhosa da minha prima, encerramos o dia com esse ótimo jantar, da 10ª edição da Harmonização Virtual, realizada em parceria com a Nina e o Marcel, do Gourmandise. Este vinho poderia tranquilamente ser bebido sem comida, pois é bastante leve. Com a comida, ele ficou um pouco diferente, mas não por ele em si, e sim pela comida. O prato húngaro é bem saboroso, mas não sei se erramos na medida da páprica, porque ele ficou realmente "quente". Só que a reação da boca à pimenta foi bem esquisita. Ao colocar a comida da boca e mastigar, o prato mostrava-se bem saboroso, mas passavam alguns segundos e parecia que a língua estava pegando fogo. Assim, o coitado do vinho, tinha apenas alguns milésimos de segundos para harmonizar efetivamente com a comida. Passados esses segundos, ele juntava-se ao gosto da comida e tudo pegava fogo. Na próxima vez, creio que teremos reduzir ainda mais a medida da páprica...
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples, sem maiores atrativos.
Exame visual: Tom claro, levemente alaranjado. Lembra alguns Pinot Noir.
Exame olfativo: Leve, algo como doce de pêssego ou de algum licor. Início com cheiro bem estranho, lembrando armário, algo guardado. Levantou dúvidas se o vinho estava bom.
Exame gustativo: Acho interessante experimentar novos sabores ou uvas diferentes. Quando pensamos na décima harmonização virtual, a idéia era explorar uvas ou países não tão falados. Chegamos a este vinho húngaro, da desconhecida uva Kékfrankos. Realmente é um paladar diferente. Tentando buscar alguma coisa para comparar. Imaginei que este vinho seria semelhante a uma mistura de um Pinot Noir, com um Valpolicella e um toque de algum vinho rosé. Um vinho de corpo leve, sem frutas em excesso, tende a ser elegante e sutil. Paladar que vai para o doce, mas sem açúcar excedente. Levemente perfumado. É um vinho simples, correto, sem defeitos aparentes e, principalmente, diferente. Imagino que na Hungria este seja um vinho para o dia-a-dia. PS: (o único comentário que achei sobre este vinho na internet estava numa língua que imagino ser húngaro.... Se alguém entender o que está escrito, mande uma mensagem com a tradução.)
Nota: 86,0 - 87.0
Nota do vinho harmonizado com a comida: 87.0 +

Harmonização: Sempre gosto de provar novos pratos. A Nina havia comentado que tinha reduzido um pouco a quantidade de páprica picante da receita original fornecida por um húngaro amigo deles. Não sei se errei na mão, mas acho que ainda tinha muita páprica. O interessante é que ela "queima" apenas na garganta alguns instantes depois de se ter engolido a garfada. Assim era possível sentir todos os sabores do prato na boca: um prato bem gostoso, com a carne que ainda firme, mas bem macia, quase se desmanchava e combinava bem com as batatas cozidas. Eventualmente, se sentia o gosto de "erva-doce" do kümmel, que era interessante. Nesta fase, foi possível ver que o vinho cresceu com a comida. Minha impressão inicial seria a de que ele desapareceria, mas houve uma harmonia, mesmo que momentânea. A segunda fase da degustação era sentida logo após se engolir: todos os sabores desapareciam, tanto o do vinho quanto o da carne, molho e batatas, e em seu lugar o picante da páprica dominava completamente o sabor. Com um copo d'água, você conseguia neutralizar a "queimação" e partir para novo ciclo: sabor-harmonização-queimação-água. No fim, acabou sendo uma noite divertida de novos sabores.

24 de novembro de 2008

Pergunta da Semana - 91

O Le Vin au Blog publica uma pergunta nova toda quarta-feira. Na semana passada, publicamos um post sobre o vinho Finca La Linda, o qual não conseguimos degustar por que estava ruim. Por isso, o Le Vin au Blog quer saber:

- Você já deu o azar de abrir um vinho que estava estragado? O que você fez? Reclamou com a loja ou a importadora?

Bouza - Tannat 2005



Nome: Bouza
Safra: 2005
País: Uruguai
Região: Montevidéo
Produtor: Bodega Bouza
Site: www.bodegabouza.com
Importador: Decanter

Uvas/Corte: Tannat 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Rolha: De cortiça, tamanho médio para pequeno com a logomarca gravada.
Numeração da garrafa: 5.348 de 13.869 produzidas
Preço: U$ 8,50
Onde foi comprado: Gentilmente trazido pelo Fernando do Uruguai
Quando foi comprado: 2007
Degustado em: 15 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Tagliatelle ao molho vermelho
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Color rojo intenso con tonos violáceas. Aroma a pasas de ciruela, membrillo y cassis, sobre notas de vainilla y tabaco. En boca presenta buen cuerpo con marcada acidez, taninos aterciopelados y final prolongado.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Um coloração bem escura, puxando para um bordô.
Exame olfativo: Cheiro de fumaça de cigarro e um quê de limão.
Exame gustativo: Quando Claudio pediu para eu escolher um vinho, pensei: será algo com satisfação garantida. E assim, fácil, fácil, cheguei a este Bouza. O engraçado dele é que o gosto parece que fica parado dentro da boca, não desce pela garganta. Já havíamos provado outro vinho assim. Vinho que mancha os dentes, este Tannat não parece muito com um Tannat. Não tem aquele final característico e é mais "fácil" do que os outros Tannats que já bebi. Não sei como explicar direito, nem sei os termos técnicos, mas ele parece que deixa a boca "sentindo" o vinho, deve ter algo a ver com os taninos (espiei o comentário do Claudio e ele fala algo sobre isso). Agora falando um pouco sobre o prato que fizemos. Nesse sábado, de feriado, fomos dar uma caminhada por Copacabana e Ipanema. Na volta, decidimos passar na Veronese, tradicional casa de massas, que eu, sinceramente, nunca tinha visto nesses dois anos que moro aqui. Fica em Ipanema, quase do lado do Terzetto Café. Compramos uma massa recém-feira, levinha, uma delícia. Queríamos fazer junto com o molho de tomates home made a partir de uma receita da Nina, do Gourmandise. Ficou maravilhoso. Recomendo, a quem tiver tempo e gosto, a fazer molhos de tomate em casa. Ficam muito melhores.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Destaque para o contra-rótulo. Informações detalhadas sobre o vinho. muito interessante e útil.
Exame visual: Violeta escuro e encorpado. Muitas lágrimas.
Exame olfativo: Predomínio de madeira e baunilha. Início com leve álcool. Evoluiu com tempo no decanter aparecendo toques vegetais.
Exame gustativo: Há muito tempo que não bebeia um vinho às cegas. Aproveitamos a massa fresca que compramos e o molho de tomate que fizemos para abrir uma garrafa de vinho. A Rafaela escolheu sem eu saber qual era. Tentei descobrir, mas não consegui. Este Bouza passou 15 meses em barrica de carvalho que deixou muito presente a madeira. Fora isso, é um vinho bastante agradável, saboroso e bem feito. Final um pouco curto, com sabor concentrado na boca. Destaque para o paladar de café e capuccino. Taninos levemente marcado, deixando a boca um pouco seca. Tinge os dentes. É um bom vinho. Não funcionou tão bem com a ótima massa que preparamos.
Nota: 87.0+

20 de novembro de 2008

Don Abel Premium - Merlot 2005


Nome: Don Abel Premium
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Casca, Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Don Abel
Site: http://www.donabel.com.br/
Importador: -

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 14,0%
Rolha: De cortiça, de tamanho médio e estreita. Logomarca gravada.
Numeração da garrafa: -
Preço: R$ 30
Onde foi comprado: em Caxias do Sul, na loja Tumelero, pela Rafaela
Quando foi comprado: 6 de maio de 2008
Degustado em: 11 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Lombo de porco com arroz integral variado e salada
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Merlot Premium – Vinho Fino Tinto Seco - Safra 2005 , premiado na XIII Avaliação Nacional de Vinhos Finos, Medalha de ouro no III Concurso Internacional de Vinhos do Brasil. Elaborado com uvas 100% Merlot, cultivadas em vinhedos próprios. Apresenta cor vermelho violáceo, de sabor intenso, paladar aveludado e encorpado. Um vinho potente e com aroma de frutas vermelhas e baunilha. Sem madeira e sem adição de açúcar. Servir entre 16 e 18 graus.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
Cor intensa, escura, puxando para um bordô.
Exame olfativo: Cheiro de lavanda e de velho mundo.
Exame gustativo: Nos dois anos em que estou morando no Rio, fui duas vezes ao Rio Grande do Sul e nas duas vezes voltei com uma garrafa do Don Abel Premium. Claudio sugeriu que o degustássemos um ano depois da primeira garrafa - aquela foi degustada em 7 de novembro de 2007. Não deu para ser exatamente no dia, mas ficou perto. O vinho continua bastante bom. Não perdeu o vigor com mais um ano de guarda. Até me pareceu melhor do que a da outra vez. É um vinho fácil de beber, apesar do estilo velho mundo. Em um primeiro momento, achei que ele estava meio sem gosto, mas logo depois melhorou bastante. Só não aprovei muito com a comida. Ficou meio ácido, mas para ser bebido sozinho, serviu muito bem. Este jantar foi feito depois de horas na cozinha. Fomos à feira na segunda e compramos muitos tomates, que ontem se transformaram em um molho de tomate, seguindo uma receita me dada pela Nina. Não vejo a hora de usar o molho numa supermassa. O Don Abel é meio pesado e precisa ser degustado com bastante água. Tem 14% de álcool, que, apesar de bem integrados, parecem ser 16%, mas nada que alguns copos de água não resolvam. Ou uma aspirina no dia seguinte...
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Este vinho merecia uma nova programação visual. Rótulo desequilibrado e feio. Não combina com o vinho.
Exame visual: Diferente tom grená bem amarronzado.
Exame olfativo: Nariz bastante vegetal com toques de carne crua. Leve álcool ao fundo.
Exame gustativo: Degustamos um Don Abel Merlot em novembro de 2007. Como tínhamos gostado do vinho, compramos uma outra garrafa e resolvemos beber 1 ano depois da primeira. E o resultado continuou bom, ou melhor um pouco. O Don Abel suportou bem mais um ano de vida sem dar nenhum sinal de declínio, muito pelo contrário. Estilo velho mundo, é um Merlot bastante agradável. Um vinho para se acompanhar comida. Tentamos fazer uma harmonização com carne de porco. Vinho de corpo médio, final levemente quente. Sabor intenso e bastante agradável. Um ano depois continua um bom vinho. Não achei pesado como a Rafaela descreveu. Assim como no ano passado, apresentou depósitos na garrafa.
Nota: 87.0+

19 de novembro de 2008

Chandon Excellence Brut Réserve / Gestos - Syrah 2006



Nome: Chandon Excellence Brut Réserve / Gestos
Safra: - / 2006
País: Brasil / Argentina
Região: Serra Gaúcha / Mendoza
Produtor: Chandon do Brasil - Finca Flichman
Site: http://www.chandon.com.br%20/http://www.flichman.com.ar/

Uvas/Corte: Chardonnay 85%, Pinot Noir 15% - elaborado pelo método Charmat / Syrah
Teor alcoólico: 11.7% / 13%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecidos pelo DAAD
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 7 de novembro de 2008
Onde bebeu: Churrascaria Palace, no Rio
Harmonizado com: Mais do que eu possa relatar aqui
Com quem: Rafaela, colegas e bolsistas do DAAD

Comentário do Produtor
Chandon - Considerado um dos melhores espumantes das Américas, o Excellence é feito apenas com variedades Chardonnay e Pinot Noir, selecionadas exclusivamente dos vinhedos da Chandon. As uvas são colhidas em um estágio de maturação bastante avançado para proporcionar mais personalidade e complexidade ao vinho. Caracteriza-se por sua cor amarelo-dourada com reflexos verdes, espuma bundante e persistente com formação de um amplo colar no contorno da taça. As borbulhas são ativas, muito finas e numerosas. O aroma lembra frutas como ameixa preta, cítricos maduros, amêndoa e avelã fresca em harmonia com notas de torrefação (pão torrado e café) e toques sutis de especiarias doces, como canela, cravo e caramelo.
Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: O DAAD, serviço alemão de intercâmbio acadêmico, onde trabalho algumas horas por semana, realizou a festa de fim de ano e a comemoração do aniversário de um antigo diretor na Churrascaria Palace. Esta foi minha experiência em uma churrascaria aqui no Rio. Estava desacostumada. Não sou muito de carne vermelha e acho que não aproveitei tudo que poderia na churrascaria, que estava lotada de gringos. Só no nosso grupo, formado por umas 80 pessoas, metade era de alemães. Foi muito legal o encontro, pude usar um pouco do meu alemão e dei muitas risadas com as experiências de alguns bolsistas alemães no Brasil. Gostei muito. Quanto às bebidas, o espumante é muito bom, já havia provado numa festa no Copacabana Palace no ano passado. O vinho, vim a saber depois, é uma mistura de duas produções da mesma uva. 50% de syrah produzida a 1.100 metros de altitude e 50% de uvas produzidas a 700 metros de altitude. O resultado é agradável. Vinho fácil de beber, que pode tranqüilamente ser bebido sem comida. Bom para acompanhar uma conversa.
Nota: -

18 de novembro de 2008

Falando de Vinhos - 1 ano



Nome: Casillero del Diablo - Sauvignon Blanc; Casillero del Diablo - Carmenère, Marco Luigi Brut Reserva da Família
Safra: 2008, 2007, 2006
País: Chile, Chile e Brasil
Região: Central Valley, Rapel Valley, Vale dos Vinhedos
Produtor: Concha y Toro; Marco Luigi
Site: http://www.casillerodeldiablo.com/; http://www.marcoluigi.com.br/
Importador: -

Uvas/Corte: 100% Sauvignon Blanc; 100% Carmenère; 50% chardonnay e 45% Pinot Noir e 5% Merlot
Teor alcoólico: -, -, 12%
Rolha: -
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido pelo blog "Falando de vinhos" (e seus parceiros: Concha y Toro do Brasil e Marco Luigi )
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 05 de novembro de 2008
Onde bebeu: Restaurante Villa em São Paulo
Harmonizado com: Pizzas
Com quem: Claudio, Gilberto, Alexandre (Diário de Baco) e demais convidados

Comentário do Produtor
Casillero del Diablo - Sauvignon Blanc 2008
Colour: Translucent yellow with subtle green hues
Aroma: Expressive and with plenty of varietal identity; tropical fruits, white peach, currant and refreshing citrus notes.
Palate: In mouth it feels balanced, intense, fresh and with a good acidity level. An elegant and round wine with a pleasant, long finish.

Casillero del Diablo - Carmenère 2007
Color: Deep, intense violet-red.
Aroma: Intense and expressive fruit with leading plum and black cherry notes. Also bitter chocolate, coffee and toast.
Palate: Good structure and concentration, smooth and elegant tannins. Ripe fruit makes a comeback, in balance with the wood; long and very pleasant finish.

Marco Luigi Brut Reserva da Família – 2006
O espumante Brut é elaborado com as variedades Chardonnay, Pinot Noir e Merlot pelo método Champenoise (fermentação na própria garrafa). As uvas são colhidas em um estágio avançado de maturação para proporcionar mais complexidade e personalidade. Cor: Amarelo palha. Perlage: apresenta perlage persistente, fina e numerosa. Aroma: O aroma lembra ameixa preta, mel, amêndoa com notas de pão torrado.Sabor Na boca é equilibrado, com ótima acidez e persistência. No paladar revela uma bebida rica, harmônica, seca, complexa e com final elegante.

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Fui sorteado para receber um dos prêmios oferecidos pelo blog Falando de Vinhos, do João Filipe Clemente. O blog está fazendo um ano e o João resolveu organizar um encontro para comemorar. Ele conseguiu, junto a parceiros diversos, ótimos prêmios para sortear entre os leitores do blog. A condição de participar do sorteio era estar presente na festa em São Paulo, dia 5 de novembro. Tive que passar dois dias em São Paulo a trabalho e, por sorte, seria no mesmo dia da confraternização. Depois de um dia corrido de trabalho, fomos, Gilberto e eu, para o agradável restaurante Villa no Morumbi, onde pude conhecer pesoalmente o João. Além do João, conheci também o Alexandre do blog Diário de Baco. É sempre muito interessante conhecer pessoas que você apenas encontra "virtualmente". Nada melhor que uma taça de vinho para brindar esses encontros. Nessa noite foram servidos três ótimos vinhos. O Sauvignon Blanc é muito equilibrado, fresco e com toques de fruta. O Carmenère era da safra 2007, divulgada como uma das melhores no Chile. Um bom vinho, de bom corpo, taninos bem arredondados, final agradável. Ainda um pouco marcado pela madeira, quem sabe um tempo a mais na garrafa possa deixá-lo mais intregrado. E, por último, fizemos um brinde com o espumante da Marco Luigi. Tenho uma garrafa dele na adega e em breve comentarei aqui no blog. A noite foi muito agradável. Parabéns ao João pelo aniversário do blog e pela organização do evento. Espero reencontrar todos novamente em breve. Ainda saí da festa com quatro garrafas de ótimos vinhos que ganhei no sorteio.
Nota: -

16 de novembro de 2008

Turning Leaf - Pinot Noir 2006


Nome: Turning Leaf
Safra: 2006
País: Alemanha
Região: -
Produtor: Turning Leaf Modesto
Site: http://www.turningleaf.com/home.asp
Importador: -

Uvas/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 12,5%
Rolha: sintética, curtinha, com logomarca impressa
Numeração da garrafa: -
Preço: Gentilmente oferecido por Lê
Onde foi comprado: Califórnia, nos Estados Unidos
Quando foi comprado: agosto de 2008
Degustado em: 3 de novembro de 2008
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Penne à Bolonhesa
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
It's delicious, with aromas and flavors of ripe cherries, raspberries and subtle spice. Open a bottle with your take-out Thai ginger beef, or enjoy a glass with a tender slice of roast pork.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Clarinho, translúcido.
Exame olfativo: Cheiro de maçã, parece cheiro de vinho rosé.
Exame gustativo: Não se influenciada pelo cheiro, pelo gosto ou pelo país de origem, este vinho me lembrou muito os vinhos de maçã que uma ou outra vez bebi em Frankfurt quando morei lá - na região, mas principalmente em Frankfurt, é comum as pessoas pedirem uma jarra de Apfelwein ou Apfelwoi, como dizem os moradores no dialeto hessisch. Este vinho é muito leve, parece mais um vinho rosé, simples. Ah, devo dizer que a massa estava fantástica. Sou obrigada a comer uma porção de carne vermelha por semana por causa da baixa taxa de B12 e desta vez valeu a pena. O molho à bolonhesa que o Claudio preparou estava perfeito.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo equilibrado e bonito.
Exame visual: Rubi, bem clarinho.
Exame olfativo: Muita maçã e toques de cereja. Ao fundo um pouquinho de álcool.
Exame gustativo: Meu primo Lê mora na Califórnia. Já fazia algum tempo que ele não vinha ao Brasil. Em agosto passado, ele me falou que viria. Tinha passado para a Paty, irmã do Lê, e que também mora por lá, uma lista com sugestões de alguns bons vinhos californianos que ela procuraria e mandaria os vinhos pelo Lê. Ela não conseguiu achar nenhum vinho da tal lista e na véspera de embarcar ele me perguntou se eu queria que ele trouxesse algum outro vinho. Ele disse que iria passar numa loja perto da casa dele e que poderia comprar. Falei para ele escolher algum californiano da uva Zinfandel que estaria ótimo. Ele me alertou que não entendia nada de vinho, muito menos de escolher na loja. Encorajei ele para comprar na sorte. Dias depois nos encontramos aqui no Rio. Foi muito bom revê-lo. Colocamos o papo em dia e ele me presenteou com duas garrafas de vinhos: um Zinfandel e um vinho alemão da uva Pinot Noir, este Turning Leaf. Esta vinícola também produz vinhos na Califórnia, mas o Lê acabou trazendo um vinho da Alemanha. O Turning Leaf é um vinho bastante leve. Lembra muito vinhos rosés. Na boca ele acompanha o nariz: toques de frutas como maçã e cereja. Vinho simples, mas sem arestas com final curto porém agradável.
Nota: 86.0