31 de dezembro de 2007

Los Cardos - Malbec 2006




Nome: Los Cardos
Safra: 2006
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Viña Doña Paula
Site: http://www.donapaula.com.ar/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 10,00 - 187 ml
Onde foi comprado: Grand Cru, Jardim Botânico no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 19 de dezembro de 2007
Degustado em: 19 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Grand Cru, Jardim Botânico no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos (brie, gouda), pães
Com quem: Claudio e Miguel

Comentário do Produtor
Comentarios del enólogo: Este vino de gran carácter varietal sobresale por su elegancia y compleja expresión aromática, reflejando muy bien toda la tipicidad del Malbec de Argentina. A la nariz sobresalen las notas de berries rojos y ciruela que se entremezclan con agradables notas de especies, pimienta negra, menta y grafito. Al paladar es suave, fresco, con cuerpo, pleno y muy sabroso, lo que refleja la lenta maduración de las uvas y un cuidadoso manejo de vinificación. Potencial de envejecimiento: 1 - 2 años. Se recomienda consumirlo jóven para disfrutar el frescor de sus aromas.

Comentário do Claudio
Rótulo:
O rótulo poderia ser mais equilibrado. A tipologia usada no logotipo está muito pesada em relação à ilustração da flor. Com alguns pequenos ajustes, poderia ficar melhor.
Exame visual: Violeta.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Pedimos este vinho apenas para abrir a noite enquanto o vinho principal (post em breve) era decantado por algum tempo. É um Malbec correto e bem feito. Corpo de leve para médio com boa fruta no paladar e leve madeira. Um vinho correto de bom custo que pode ser uma boa opção para o seu dia-a-dia. Ainda jovem, mas serviu bem para preparar para o segundo vinho da noite.
Nota: 86.0-87.0

Vinha do Alqueve 2003*



* Este post trata sobre a quarta harmonização realizada em parceria com o Gourmandise, dos amigos Marcel e Nina. Desta vez, para atender ao pedido de uma amiga portuguesa do Gourmandise e também para podermos provar um dos doces da Nina, incluímos um vinho tinto do Ribatejo e um vinho de sobremesa. Como nas edições passadas, indicamos os vinhos e Nina e Marcel pensaram nos melhores pratos para harmonizar com eles. O resultado você pode conferir abaixo e aproveitamos para convidar para a quinta edição.

Nome: Vinha do Alqueve
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Ribatejo
Produtor: Pinhal da Torre
Site: http://www.pinhaldatorre.com

Uvas/Corte: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Trincadeira e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 39,00
Onde foi comprado: Expand, da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 12 de dezembro de 2007
Degustado em: 14 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Cordeiro com cous cous
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela e Mauro

Comentário do Produtor
Este vinho produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Trincadeira e Cabernet Sauvignon, vindimadas a mão em excelentes condições de maturação, após rigorosa seleção foram vinificadas em lugares com pisa de pé com maceração prolongada. Estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Cheiro de pêssego. Em um segundo momento, cheiro de queijo.
Exame gustativo: Enrolados com o trabalho, começamos atrasados a preparar o prato principal. Quando nossos convidados - Marcela e Mauro - chegaram, ainda estávamos a cortar os legumes. Enquanto o Claudio ia limpando a carne de cordeiro, eu ia medindo e cortando tomates, abobrinhas, cebolas e pimentões. A receita da Nina era bem precisa. Nada de tomates maiores - ou menores :) - que 1,2cm. E a abobrinha eram cubos de 3,8cm. Saiu quase tudo certo. Marcela e Mauro - ambos arquitetos - estão de prova. :) Quanto eles chegaram ainda estávamos neste processo. Marcela foi tomando conta da entradinha - amendoins e uns queijinhos. Mauro ficou encarregado de servir bebidas. Apesar de visitas, eles são de casa e acho que não se importaram de ajudar. A mesa, pelo menos, já estava arrumadinha. Claudio foi colocando a carne na panela enquanto os legumes iam ficando prontos. Esta parte deu toda certa e só nos atrapalhamos com o grão de bico. Nunca havíamos feito antes e quando a Marcela disse que precisava cozinhar antes, colocamos tudo correndo numa panela, mas era tarde. A receita foi sem grão de bico mesmo, mas eu, sinceramente, nem senti falta. Bom, tudo preparado, chegou a grande hora. Ainda sem a comida, o vinho mostrou-se levemente viscoso e ácido. Nada mal, mas quando provei com a comida - que estava ótima, apesar de eu ter sido bem econômica nos pedaços de cordeiro no meu prato - não fiquei totalmente satisfeita. Não posso dizer que eles não harmonizaram, mas não achei que tenha sido o casamento perfeito. O vinho também não me chamou mais tanta atenção depois de alguns goles. Quanto mais gelado, achei que mais adstringente ficou. Quando misturado com todos os legumes e um pouquinho da carne, fica bom, mas harmoniza melhor quando há uma porção maior de abobrinha no garfo. O prato foi aprovado e espero que façamos mais algumas vezes.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Belo exemplo de um rótulo moderno, bem equilibrado e com personalidade. Elementos bem distribuídos e o detalhe em hot stamp prat também interessante. Ótimo design.
Exame visual: Grená
Exame olfativo: Nada de especial, lembrando outros vinhos portugueses simples que já bebemos.
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho do Ribatejo que degustamos. Um corte com cinco diferentes uvas. Um vinho que não empolgou. No geral, achei relativamente simples, de final curto. Tinha uma leve adstringência e acidez em boca um pouco fora do equilíbrio. Um vinho leve, de paladar correto. Lágrimas finas e lentas. Não compromete, mas não marca.
Nota: 86.0
Nota do vinho harmonizado com a comida: 86.0+

Harmonização: Gosto bastante de couscous. Assim que o Gourmandise nós mandou a receita fiquei muito curioso para saber qual seria o resultado da harmonização. Achei o prato bem equilibrado, com os vegetais casando bem com a carne do cordeiro e com o couscous. Não achei que o vinho tenha harmonizado com o prato. O prato era mais rico em sabores que o vinho, mas estes sabores não anulavam o vinho, apenas eles seguiam caminhos próprios, talvez indo na mesma direção, mas não utilizavam o mesmo traçado. Fiz alguns testes mudando os ingredientes na garfada, a combinação cenoura-carne-couscous foi a que funcionou melhor, mas ainda assim não tinha uma integração perfeita com o vinho. Em nenhum momento um atrapalhou o outro, mas também não casaram.

Tabali Late Harvest 2005*



* Este post conta sobre a segunda parte da quarta harmonização entre blogs, realizada em parceria com o Gourmandise, dos amigos Marcel e Nina.

Nome: Tabali Late Harvest
Safra: 2005
País: Chile
Região: D.O. Valle del Limari
Produtor: Viña Tabali S.A.
Site: http://www.tabali.com

Uvas/Corte: Moscatel Rosado
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 29,75
Onde foi comprado: Grand Cru, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 12 de dezembro de 2007
Degustado em: 14 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Torta de Nectarina
Com quem: Claudio, Rafaela, Mauro e Marcela

Comentário do Produtor
Este vino de los mejores viñedos de Viña Tabalí, ubicados en el Valle del Limari, un lugar mágico a orillas del Valle del Encanto. De color amarillo oro, este Late Harvest de Moscatel Rosado presenta una nariz intensa, donde destacan las papayas frescas con tonos floralesy de mel. Superfecto balance en boca se conjuga com los aromas de la variedad, haciendo de este un vino muy agradable y de larga persistencia. Ideal para acompañar quesos o postres. Sirvase preferentemente a 10º C.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Amarelo ouro.
Exame olfativo: Cheiro doce.
Exame gustativo: Preparado o prato principal, partimos para a sobremesa. As nectarinas estavam cortadas e já haviam passado pela panela quando derramamos sobre elas a massinha que iria crescer no forno. Simples e fácil. E o resultado foi perfeito. Estava bom, doce na medida certa. Dias depois nos demos conta de que esquecemos de colocar o açúçar de confeiteiro que dizia na receita. Poderia ter ficado melhor talvez, mas nem sentimos falta. E ninguém lembrou. :) A sobremesa não poderia ter ficado melhor com este vinho, que era bem doce, mas sem ser enjoativo. O amarguinho da nectarina cortava qualquer tentativa de deixar tudo doce demais. Harmonização perfeita. De qualquer forma, não é um vinho para se tomar mais de uma tacinha.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples e bonito. Pela cor do vinho, a garrafa ganha em beleza.
Exame visual: Dourado.
Exame olfativo: Cheiro doce, pêssego e mel.
Exame gustativo: Há algum tempo, eu queria fazer um jantar com uma sobremesa para que pudéssemos servir um vinho de sobremesa. Aproveitamos o nosso jantar harmonizado para preparar uma das receitas de doce da Nina e assim publicar o nosso primeiro vinho de sobremesa do blog. Sugerimos este Tabali, que parecia ser uma boa relação custo/ benefício. E realmente foi. Um bom vinho de sobremesa, bem estruturado, licoroso e de sabor intensamente doce. Longo final com toques claros de mel. Sem dúvida um bom vinho.
Nota: 88.0
Nota do vinho harmonizado com a comida: 90.0+

Harmonização: Excelente resultado da torta com o vinho. A massa da torta não tinha açúcar em excesso e o sabor levemente azedo da nectarina foi a base perfeita para ser completada pelo sabor bastante doce do vinho. Um completava o outro formando um ótimo equilíbrio. Recomendo esta harmonização.

30 de dezembro de 2007

Monte do Pintor 2003




Nome: Monte do Pintor
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Évora, Alentejo
Produtor: Sociedade Agrícola da Sossega
Site: http://www.montedopintor.com/

Uvas/Corte: Trincadeira, Aragonês e Castelão
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: -
Onde foi comprado: Adegão Português, Barra da Tijuca
Quando foi comprado: 12 de dezembro de 2007
Degustado em: 12 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Adegão Português, Barra da Tijuca
Harmonizado com: Bacalhau à lagareiro

Comentário do Produtor
Castas: As tradicionais alentejanas, predominando Trincadeira e Aragonês, conjugadas com outras que conferem ao vinho uma personalidade própria influenciada pela mancha de solos predominante, definidora de um distinto “Terroir”. Prova: Cor granada vivo e aroma fino, persistente e complexo, onde sobressaem as notas de fruta muito madura. No sabor é espesso e revela a mesma complexidade e juventude, manifestada pelo ligeiro acídulo a potenciar grande longevidade e uma maior expressão, resultado dos bons taninos.Este vinho não foi estabilizado pelo que, com o tempo, pode vir a apresentar ligeiro depósito.Da colheita de 2004 foram produzidas 70.000 garrafas.Vinificação: Vinificado com curtimenta completa em cubas de aço inox (maceração de 10 a 15 dias) com controle de temperatura. Estágio de 12 meses em madeira e 8 meses em garrafa.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Desenvolvido pelo escultor João Cutileiro. Rótulo simples e correto. Gosto do estilo.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este vinho português foi degustado durante um jantar de trabalho e por esta razão não foi analisado corretamente. De qualquer maneira, achei este vinho interessante, de corpo médio, agradável sabor e álcool integrado. Combinou bem com o bacalhau. Vale uma nova degustação.
Nota: 87.0 +

25 de dezembro de 2007

Luna - Syrah 2004





Nome: Luna
Safra: 2004
País: Argentina
Região: Alto Agrelo, Mendoza
Produtor: Bodega Finca la Anita
Site: http://www.fincalaanita.com/

Uvas/Corte: Syrah 100%
Teor alcoólico: 14,7%
Preço: 54 pesos
Onde foi comprado: Restaurante Filo, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 8 de dezembro de 2007
Degustado em: 8 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Restaurante Filo, em Buenos Aires
Harmonizado com: Massa com funghi e tomilho (Claudio) e risotto de camarão e alcachofra (Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário da Rafaela
Exame visual: Ambiente muito escuro para poder analisar a cor.
Exame olfativo: Desde o primeiro momento, desde a primeira sessão para descobrir cheiros, este vinho mostrou-se muito interessante. Cheiro adocicado.
Exame gustativo: Os primeiros goles vieram com gás carbônico, mas logo depois melhorou. Gosto de gelatina. É, parece que estou exagerando, mas era mesmo um gosto muito agradável. Esta foi nossa última noite em Buenos Aires, queríamos ter ido degustar o último vinho em um wine bar, mas o que escolhemos estava fechado. Como nosso vôo era na madrugada, decidimos não dormir e fomos jantar bem mais tarde que o normal. Antes, vimos um show de tango - tinha que ver, né? - no Café Tortoni, que é quase a Confeitaria Colombo dos argentinos. Quando saímos do Café nos deparamos com uma verdadeira festa de tango em plena rua - na Avenida de Mayo. Os palcos eram para a posse de Cristina Kirchner na segunda seguinte, mas acho que resolveram aproveitar a estrutura e fizeram uma grande festa no sábado. Dali, caminhamos até a Avenida Corrientes, onde estão os teatros, restaurantes, bares e livrarias, que ficam abertos até tarde da noite. Depois de muito andar, pegamos um táxi e partimos até a Winery. Quando demos com a cara na porta, lembramos do Filo e rumamos para lá. O restaurante é supermodernoso, bem legal, principalmente o porão, onde ficam os banheiros. A comida estava ótima e o vinho harmonizou muito bem. Já havíamos provado o Luna aqui em casa, trazido pelo Hélio de lá. E a experiência já havia sido muito boa. Com esta segunda vez, confirmamos que este vinho realmente vale a pena.
Nota: 91.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
A Finca la Anita mudou o rótulo do Luna. Sinceramente, acho que não houve evolução. Acho que já estava acostumado com o outro rótulo e o novo me pareceu que deu um ar de "vinho mais barato" ao Luna. Com certeza, o vinho é melhor que o rótulo.
Exame visual: -
Exame olfativo: Notas doces/geléia de frutas misturado com algo defumado.
Exame gustativo: Segunda vez que bebemos este vinho. O primeiro foi da safra 2002 e agora o da safra 2004. Gosto bastante dos vinhos desta bodega, acho que eles conseguem fazer um vinho moderno, mas com personalidade e elegância. A produção de todos os vinhos da Finca la Anita é pequena, pois eles procuram explorar bem a terra e as vinhas. Em geral, quando bebo o mesmo vinho de safras diferentes costumo gostar mais do mais antigo. No caso do Luna, mesmo tendo gostado bastante do 2002, achei muito interessante o 2004. Vinho saboroso que envolve toda a sua boca. Álcool muito bem integrado, taninos firmes e marcantes. Um vinho de boa estrutura, frutado sem ser exagerado. No início, apresentou um pouco de gás carbônico, que logo desapareceu. Funcionou muito bem com o meu prato de massa do moderno restaurante Filo. Boa acidez e um belo e longo final. Uma boa escolha para nossa última noite em Buenos Aires. Além de ser um excelente relação custo/benefício: o Luna pode ser encontrado nas lojas de Buenos Aires por cerca de R$ 25,00. Recomendo.
Nota: 91.0+

Saint Felicien - Malbec 2005



Nome: Saint Felicien
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Lunlunta, Mendoza
Produtor: Bodegas Catena Zapata
Site: http://www.catenawines.com/

Uvas/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 13,9%
Preço: 65 pesos
Onde foi comprado: Spirit, em Palermo Viejo, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 7 de dezembro de 2007
Degustado em: 7 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Spirit, em Palerno Viejo, em Buenos Aires
Harmonizado com: Ravióli de salmão com molho branco, camarão e ciboulette (Claudio) e Penne com frango e ervas (Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Saint Felicien Malbec 2005 is an elegant, complex wine of a dark, violet color typical of Argentine Malbec. The nose is rich with concentrated ripe blueberry and slight hints of liqueur, vanilla and tobacco. On the palate, an unctuous, sweet entry leads to a complex wine, with smooth round tannins that are characteristic of the Angelica Vineyard. The finish is long and lingering, showing the great potential of Argentine Malbec.
José Galante, Chief Winemaker.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Lugar muito escuro.
Exame olfativo: Pelo cheiro frutado do vinho, eu já sabia que iria gostar bastante dele.
Exame gustativo: Depois de dois vinhos com cara de "velho mundo", eu não via a hora de provar um fruit bomb argentino. Assim, quando o vinho chegou à mesa, foi aberto e eu senti os aromas, pensei: hoje vou ficar bem feliz. E assim foi. Pena que o vinho harmonizou melhor com o prato do Claudio do que com o meu. Tirando isso, tudo estava muito bom - da comida à bebida. O vinho era adstringente e com a minha comida tornou-se ácida além do que devia. Tem o gostoso sabor dos bons malbecs. É um estilo conhecido, super bem feito. Gostei muito e recomendo. Naquele terceiro dia em Buenos Aires também caminhamos bastante. Tiramos a manhã para fazer compras. Trocamos nossas duas máquinas fotográficas que já estavam temperamentais demais por uma nova, mais bonita e eficiente. Depois, partimos para as lojas de vinhos. Elas estão por toda parte, mas acabamos achando os melhores preços em duas delas: Ligier e Winery. Voltamos para o hotel carregados de garrafas. Depois de comer umas empanadas, pegamos o metrô - que custa apenas 80 centavos de peso - e fomos para a região de Palermo. Passeamos pelos parques, fomos ao Jardim Japonês e resolvemos caminhar até a região de Palermo Soho e Palermo Hollywood. Muitas quadras depois, chegamos a uma pracinha, onde uma bela porção de batas fritas e uma Quilmes (e uma Pepsi) aplacaram nosso cansaço. Dali, partimos em busca de uma loja de vinhos autorais, que eu havia lido em algum blog, mas ao chegar no endereço, encontramos uma nova loja de roupas de couro... Depois, fomos até a rua de outlets, mas já eram quase oito da noite, tudo estava fechando e nós estávamos acabados. Reunimos nossas últimas forças e voltamos para a área onde estão os restaurantes. Depois de uma rápida indecisão, entramos no Spirit, que havíamos visto em outra noite e tínhamos gostado. A comida era boa, o vinho foi ótimo. Só nosso garçom que era meio esquisito, mais ou menos como o professor Snape - pele branca e cabelo preto escorrido.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo clássico. Impõe respeito.
Exame visual: Tom violeta escuro.
Exame olfativo: Madeira, chocolate e ameixa.
Exame gustativo: Depois de bebermos o Montchenot na noite anterior, resolvemos mudar um pouco de estilo e partimos para um Malbec moderno. Escolhemos o Saint Felicien, que é uma marca da competente vinícola Catena Zapata. Esta bodega sabe desenvolver bons vinhos e não foi diferente com este Malbec. É um excelente exemplo de vinho de perfil moderno e do novo mundo. Um vinho com as características de muitos outros Malbec que já degustamos, porém bem mais estruturado e redondo. De bom corpo e taninos macios, este vinho tem uma boa permanência. Sabor firme de fruta. Este "international wine style" como definiu a bodega, foi desenvolvido para ser vendido no mercado Argentino. Quem procura um vinho moderno e bem estruturado, este é uma boa pedida. Casou bem com a massa que eu estava comendo no restaurante Spirit.
Nota: 89.0

24 de dezembro de 2007

Pergunta da Semana - 44

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, tiramos alguns minutos para pensar em nossas resoluções de ano-novo. Uma delas é guardar um dinheirinho para comprar um vinho especial. A partir desse pensamento, tivemos a idéia de adotar um porquinho, que receberá todos os meses uns trocados que serão convertidos em um vinho no final de 2008.

Ao mesmo tempo em que aproveitamos para apresentar o Artero, nascido em Buenos Aires, gostaríamos de saber: você já definiu suas resoluções para 2008?



Feliz ano-novo!

21 de dezembro de 2007

Montchenot 1997




















Nome:
Montchenot
Safra: 1997
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodegas Lopez
Site: http://www.bodegaslopez.com.ar/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon (predomínio), Merlot e Malbec
Teor alcoólico: 13%
Preço: 49 pesos
Onde foi comprado: Churrascaria La Caballeriza, no Porto Madero, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 6 de dezembro de 2007
Degustado em: 6 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Churrascaria La Caballeriza, no Porto Madero, em Buenos Aires
Harmonizado com: Bife de chorizo (Claudio) e frango grelhado (Rafaela), acompanhado por barata cozida recheada com queijos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Notas de degustación. Vino de color rubí intenso, con sutiles tonos caoba. Se manifiestan aromas complejos. En boca revela una excelente estructura con taninos suaves y maduros presentando un largo final.Degustación. De acuerdo a la preferencia del consumidor, el añejamiento de este vino en su botella puede prolongarse por un período de 10 años o más, pudiendo lograrse lo que hoy es el Montchenot 15 ó 20 años. Por sus características es un vino ideal para acompañar carnes rojas y comidas con salsas suaves. Se aconseja consumir a una temperatura de 18 a 20 grados centígrados. Para mantener sus atributos intactos, durante la guarda, la botella debe permaneceren posición horizontal, de manera que el vino se encuentre en contacto con el corcho, alejado del calor y la luz.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Vermelho, indo para o telha nas extremidades.
Exame olfativo: Alguma fruta ao fundo.
Exame gustativo: Havíamos provado o Montchenot meses atrás e a impressão não havia sido das melhores, chegou a ser até uma decepção, mas, felizmente, tivemos um outra impressão nesta noite. Como em todos os restaurantes argentinos que freqüentamos, recebemos um couvert na mesa - que, diferente daqui do Rio, não foi cobrado na maioria dos lugares -, e pedimos como entrada uma lingüiça. Achamos que ela não harmonizou com o vinho, mas nem por isso, ficamos preocupados com o desempenho do Montchenot, pois sozinho, ele já havia se mostrado bem diferente daquele primeiro. Taninos presentes, boa permanência, bom retrogosto. Claudio chegou a comentar que ele não é um vinho complexo, mas sutil. E ganha nesta sutileza. Vale provar. Um dos nossos objetivos em Buenos Aires era ir a uma churrascaria - apesar de eu não gostar de/comer carne vermelha. Depois de muito insistir com o Claudio de que eu não me importava de ir, poderia comer outras coisas (afinal, sou gaúcha e, apesar dessa coisa com carne vermelha, sempre fui a churrascarias na minha vida), acabamos indo. Previalmente, havia feito umas pesquisas na internet. Decidimos que seria em Puerto Madero, pois queríamos passear por lá também. O lugar é meio para turistas, mas valeu a pena. Só foi engraçado que a nossa garçonete não parecia ser muito ligada. Ela nos serviu em taças diferentes, depois de quase usar as taças da água mesmo para colocar o vinho. Tirando isso, foi muito bom. Meu frango estava ótimo e combinou com o Montchenot. Durante o dia, fizemos uma quilometragem que nem imagimos. De manhã cedo saímos da Praça de Maio, onde ficava o nosso hotel e seguimos caminhando pela Avenida de Maio. Paramos na Praça Congresso para fotos. Dali, pegamos a Av. Callao e seguimos caminhando. No meio do caminho, uma parada para comer empanadas e beber Pepsi, claro. Éramos para seguir somente até a Av. Corrientes, mas nos distraímos e fomos parar na Av. Córdoba. Voltamos e seguimos pela Corrientes (é a 25 de março de lá - se não gosta de muita gente, evite) até a Av. Pueyrredon. Dali, mais algumas quadras até a Av. Santa Fé, de onde seguimos até o Shopping Alto Palermo. Depois, com as pernas já doendo, mais empanadas e Pepsi. O dia ainda estava claro e fomos descansar mais no Jardim Botânico. De lá, já exauridos e com algumas sacolas, voltamos pela Linha D do metrô e ficamos bem perto de "casa". Banho tomado, partimos para Puerto Madero. Como hotel ficava no Centro, fomos a pé mesmo, mas se fosse de táxi, não teria sido mais de três reais. (É, Nina, Marcel tem razão: táxi em Buenos Aires é muito barato). Enchemos a barriga e voltamos - de táxi - para o hotel. Ainda tínhamos mais dois dias para nossas caminhadas.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Tom de grená indo para o telha.
Exame olfativo: Vegetais, nariz de vinhos do velho mundo.
Exame gustativo: Fui para Buenos Aires com o objetivo de provar novamente o Montchenot. Tínhamos provado a safra anterior e a garrafa que bebemos não estava do jeito que imaginávamos apesar dos diversos comentários positivos sobre este vinho. Aproveitamos a viagem para dar uma segunda chance ao Montchenot. Fomos a um restaurante em Puerto Madero com o objetivo de comer uma carne. Para acompanhar, tinha escolhido um outro vinho da uva Cabernet Sauvignon, porém o restaurante não tinha o vinho escolhido. Escolhemos então o Montchenot. Logo na primeira taça, deu para perceber que tudo que tínhamos lido sobre o vinho iríamos encontrar nesta garrafa. É um vinho com um perfil bastante diferente da maioria dos vinhos argentinos: menos frutado, pouca madeira, porém com interessante sutileza e elegância. Vinho com perfil de vinhos franceses mais delicados. Muito bem estruturado, agradável final e com boa permanência. Um vinho com ótimo preço para sua qualidade. Infelizmente, acho que não é importado aqui no Brasil. Fica a dica para quem for à Argentina e quiser provar um vinho argentino com elegância do velho mundo. Boa experiência.
Nota: 89.0+

18 de dezembro de 2007

Achaval Ferrer - Malbec 2005




Nome: Achaval Ferrer
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Vistalba, Mendoza
Produtor: Achaval Ferrer
Site: http://www.achavalferrer.com/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: 78 pesos
Onde foi comprado: Bar Uriarte, Bairro Palermo, Buenos Aires, Argentina
Quando foi comprado: 5 de dezembro de 2007
Degustado em: 5 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Bar Uriarte, Buenos Aires, Argentina
Harmonizado com: Estávamos em dúvida se comíamos dois pratos principais ou se escolhíamos várias entradinhas, o que nos agrada em determinados lugares. Acabamos pedindo uma porção de 'papas fritas' e, depois, nos decidindo por dois pratos: uma massa com tomates e espinafre, que se revelou um fracasso (Rafaela) e um cordeiro ao forno a lenha com batatas, que estava muito bom (Claudio) Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Desde a safra 2004 que o produtor decidiu que os comentários sobre o vinho seria a critério dos consumidores.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
O Bar Uriarte é um ambiente à meia luz, por isso, não deu para identificar a cor do vinho.
Exame olfativo: Um cheiro superforte que chega doer o nariz, talvez tenha sido o álcool que estava presente no começo. Não sei se já escrevi aqui, mas sempre que o vinho tem muito álcool, eu tenho um acesso de tosse. É engraçado. Bom, mais tarde e outras taças enchidas, senti cheiro de pizza.
Exame gustativo: Para fechar o primeiro dia na cidade, resolvemos escolher um restaurante bacana. Eu havia pesquisado exaustivamente na internet, em blogs e sites de dicas de viagem. Havia escolhido um lugar chamado Roof, mas ao chegar lá - e era bem longe do hotel, pois ficava em Palermo -, nos deparamos com o restaurante lotado. E não só isso, aquela noite, quarta-feira, era fechada para festas e afins. Saímos de lá desolados e meio sem saber o que fazer. Estávamos longe do Centro, mas, por sorte, estava com minha listinha. Pegamos um táxi e seguimos para o Clube do Vinho. Outra decepção. Estava fechado (não sei se fechou para sempre, pois passamos outro dia por lá e estava fechado de novo). Claudio já meio impaciente. Eu, preocupada. Consultei minha lista e achei o Uriarte. Fui para o mapa, que nos acompanhou quase 24 horas, e vi que ficava a poucas quadras dali. Fomos andando - eu tinha saído de sapatilha, pois não iríamos andar muito... mas, beleza. Chegamos no Uriarte e - ufa! - gostamos muito do lugar. Acomodamo-nos, Claudio escolheu este vinho que é muito bom e pudemos relaxar um pouco e descansar do dia longo que havíamos tido na cidade. Foi o dia do city tour e de muita caminhada pela Recoleta e Florida. Como este é um blog de vinhos e não de viagem :), aqui minhas impressões sobre o vinho: perfumado, frutado, levemente ácido, um pouco de pêssego, adstringência leve. Ele se faz notar em todas as papilas gustativas. É um vinho que lembra velho mundo, apesar de ser Argentino. Vale muito a pena provar.
Nota: 92.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo simples e correto. Sem grandes apelos gráficos. O vinho sem dúvida nenhuma é melhor que seu rótulo.
Exame visual: -
Exame olfativo: Interessante nariz, com algo doce, lembrando alguma geleia de fruta.
Exame gustativo: Há bastante tempo, tenho vontade de provar os vinhos produzidos pela Achaval Ferrer. Viajamos para Buenos Aires com isto na cabeça. Então, logo no primeiro jantar por lá resolvi escolher este Malbec, o vinho mais barato da vinícola. A primeira boa impressão: esta garrafa, bebida no restaurante, custou quase metade do preço em relação aos praticados em lojas aqui no Brasil. Um vinho extremamente bem feito. Este é um Malbec que te permite sentir os detalhes e nuances da cepa. Acidez equilibrada, taninos agradáveis. Um vinho elegante e gostoso. Um vinho que você sente vontade de beber mais um pouco. No início apresentou um pouco de gás carbônico. Retrogosto com boa intensidade, seguindo o paladar rico em detalhes. Funcionou bem com o cordeiro que comi e com o interessante restaurante a que nós fomos. Tem potencial para ficar alguns anos na garrafa e acredito que irá melhorar. Vinho muito interessante, com personalidade e sabor verdadeiro da Malbec. Um vinho que merece ser degustado novamente.
Nota: 90.0+

15 de dezembro de 2007

Pergunta da Semana - 43

Nesta semana, envolvidos pelos pensamentos da ceia natalina, decidimos mudar um pouco o foco da pergunta:

- O que você está preparando para a ceia ou para o almoço de Natal? Você costuma comemorar o Natal em família ou com amigos? Já passou o Natal em lugares inusitados? Quais são os seus pratos preferidos? Existe alguma tradição natalina na sua família? E quanto aos pratos regionais? Aqui no Rio, por exemplo, come-se rabanada. E para não deixar de falar sobre vinhos... vai ter branco, tinto ou espumante?

Le Vin au Blog deseja a todos um Feliz Natal!

13 de dezembro de 2007

Luigi Bosca - Malbec D.O.C. 2005


Nome:
Malbec D.O.C.
Safra: 2005
País: Argentina
Região: La Linda, Vistalba, Luján de Cuyo, Mendoza
Produtor: Bodegas y Viñedos Leoncio Arizu
Site: http://www.luigibosca.com.ar/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: 29 pesos
Onde foi comprado: Café Lola, Recoleta, Buenos Aires, Argentina
Quando foi comprado: 5 de dezembro de 2007
Degustado em: 5 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Café Lola, Recoleta, Buenos Aires, Argentina
Harmonizado com: Começou com uma entrada, sendo uma salada verde com atum; prato principal, sendo salmão com batatas e molho teriaki (Rafaela) e filé recheado com espinafre, queijo e tomate seco com cenouras e polenta (Claudio); sobremesa, sendo tortinha de maça com sorvete de creme e creme de baunilha com canela
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Presenta un profundo color violáceo y aromas a cerezas, y ciruelas maduras. Es especiado, con notas de moka y blackberries, con una elegante dulzura. Mantiene un delicado perfume y una elegante estructura.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Apenas provei alguns golinhos do vinho, pois não queria começar a beber ainda na hora do almoço, pois sabia que o jantar prometia. Até hoje ainda não tive a oportunidade de degustar este vinho com muita atenção, mas ele pareceu-me bem bom. Em relação ao almoço, ele foi uma surpresa. Quando fizemos a reserva do hotel, sabíamos que havia um city tour incluído. Como o Claudio ainda não conhecia a cidade, achamos que seria uma boa para ir àqueles pontos turísticos que merecem ser visitados, mas que nem sempre valem uma ida exclusiva. Quando a nossa guia nos informou sobre os horários do city tour, ela nos disse que tínhamos um almoço de cortesia. Imaginamos um lugar daqueles bem voltados para turistas, mas tivemos uma boa surpresa. O Café Lola estava na nossa lista de indicações. Bem arrumado, fica num dos bairros mais legais da cidade, a Recoleta. Ele tem uma área ao ar livre, que foi onde escolhemos ficar. Valeu! Dali, fomos dar uma volta no bairro, que tem o Cemitério, onde está enterrada Evita Perón.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Bela e pesada garrafa. O rótulo consegue aliar perfeitamente sofisticação, modernidade e elegância. Transmite exatamente o que o vinho é. Belo design.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Primeiro vinho que degustamos na Argentina. Pedimos apenas uma taça para acompanhar o gostoso almoço que ganhamos da agência de viagens. Já havia degustado a safra 2004 deste mesmo vinho, que estava melhor que este 2005. Acho que um ano a mais de idade faz diferença. De qualquer forma é um vinho moderno, com taninos macios e saboroso. Uma boa pedida para quem quer um vinho neste estilo. Vale destacar a presença muito forte deste produtor nas lojas e restaurantes da Argentina. Um bom vinho.
Nota: 88.0+

11 de dezembro de 2007

Participe da 4ª harmonização virtual

Depois da bem-sucedida experiência da terceira harmonização, partimos para a próxima. Desta vez, com um grau de complexidade um pouco maior: Estamos nos propondo a fazer um prato principal e também uma sobremesa, cada qual harmonizado com um vinho diferente. Le Vin au Blog sugeriu os vinhos que serão combinados com as receitas escolhidas pelo Gourmandise.

Para participar, basta deixar um comentário com seu e-mail em um dos blogs ou enviar uma mensagem para levinaublog@gmail.com e/ou ninocamori@hotmail.com, para que possamos enviar para você o nome dos vinhos e as receitas. Planejamos postar os comentários sobre a harmonização no dia 23 de dezembro. Se você não tiver um blog, não tem problema, pode usar os nossos para contar como foi.

Esperamos pelo seu e-mail.
Abraços.

Ps.: Dê uma olhadinha como foram as experiências anteriores – harmonização 1 e harmonização 2.

4 de dezembro de 2007

Portal 2004




Nome: Portal - N. Sra Portal
Safra: 2004
País: Espanha
Região: Terra Alta, Catalunya
Produtor: Celler Vinos Piñol
Site: http://www.vinospinol.com/

Uvas/Corte: Merlot 20%, Cabernet Sauvignon 20%, Garnacha 20% , Syrah 20% , Tempranillo 20%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: -
Onde foi comprado: Espírito do Vinho - vinho que foi nos oferecido pela Decanter em substituição ao Portal 2003 que estava ruim
Quando foi comprado: -
Degustado em: 01 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos gouda, fundido e gran formaggio RAR, azeitonas, cogumelos, pães da Cafeína
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
A unos 450m de altitud se hallan nuestros fincas de viñas viejas de Syrah, Garnatxa, Cabernet Sauvignon, Merlot u Tempranillo, procedente de agricultura integrada y ecológica de las que se elabora este gran vino, criado 7 meses en barricas de roble francês y americano. Bonito color cereza opaco, borde violáceo. Es una bomba de fruta con aromas intensos a frutos negros y rojos macerados, con un excelente equilíbrio con las notas cremosas del buen roble. En boca es potente, concentrado, con taninos maduros y dulces sabroso y con una fruta y roble perfectamente integrados. Ideal servir a 15-17º.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô
Exame olfativo: Cheiro de um guarda-roupa velho da casa do meu avô, lá no sítio. Digamos que não é um cheiro que me agrade muito.
Exame gustativo: Enquanto na Lagoa Rodrigo de Freitas, a alguns quilômetros de casa, era inaugurada a famosa Árvore de Natal, aproveitamos para inaugurar também a nossa singela decoração de Natal. :) Aproveitamos os fogos da Lagoa, fazendo nossa degustação na varanda. Já havíamos tentado provar este vinho no último Dia dos Namorados, mas foi impossível. Ganhamos uma segunda chance ao sermos compensados pela Decanter com outra garrafa. Como da outra vez, tínhamos altas expectativas em relação a ele, mas a experiência não foi como esperávamos. O vinho não é ruim, mas não nos empolgou. Ele provocou numa "secura" na boca, nunca antes sentida. Rico em taninos, amargor no final, retrogosto não muito bom. Se alguém ainda não sabe exatamente o que são taninos. Este é um bom vinho para aprender sobre o assunto.
Nota: 86,0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto deste estilo clean explorando o branco e com apenas um pequeno detalhe do "P".
Exame visual: Bordô.
Exame olfativo: Algo lembrando bacon/defumados. Frutas vermelhas bem maduras e pimenta preta.
Exame gustativo: Esta garrafa nos foi oferecida em substituição à garrafa da safra 2003, que ganhei de aniversário da Rafaela e estava completamente sem condições de ser degustada. Continuávamos com grandes espectativas com relação ao corte deste vinho. Contudo, esta garrafa apresentava taninos muito agressivos e jovens. Deixava a boca completamente seca. Decantamos por uma hora, mas foi insuficiente para tentar aliviar a agressividade dos taninos. Pareceu-me que este vinho ainda não está pronto e que daqui alguns anos ele estaria muito melhor. Tem potencial para isto. Final com sabor não muito agradável. Na taça, muitas lágrimas grossas e rápidas. Teria curiosidade para provar uma outra garrafa deste mesmo vinho para comparar com esta e também provar este vinho daqui a uns 5 anos. Esta garrafa nos decepcionou um pouco.
Nota: 85,0

3 de dezembro de 2007

Fife Old Vines - Zinfandel 2002



Nome: Fife
Safra: 2002
País: Estados Unidos
Região: Napa Valley
Produtor: Fife Vineyards
Site: http://www.fifevineyards.com/

Uvas/Corte: Zinfandel 100%
Teor alcoólico: 14,4%
Preço: US$ 27,00, gentilmente trazido pela Patrícia
Onde foi comprado: Na Califórnia, pela Patrícia
Quando foi comprado: agosto de 2007
Degustado em: 27 de novembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Perú com batatas ao forno, temperadas e com azeite de oliva, e farofa de ovo.
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
The flavors of strawberry compote come forward and define this Zin. Petite syrah and Carignane add structure and tannin along with wild berry zest and spice. With its soft entry, luscious fruit and spice flavors, and easygoing appeal, our Mendocino Zinfandel blend is a versatile companion to a wide variety of cuisines.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Tom amadeirado, indo para o marrom claro.
Exame olfativo: Quando a garrafa foi aberta, senti um cheiro de milho verde cozido enquanto o conteúdo era derramado no decantador. Depois, já na taça, é meio estranho, mas senti cheiro de maionese. Mais tarde, senti cheiro de torrone e de algum doce que a minha mãe preparava na infância, mas que não sei precisar agora qual era.
Exame gustativo: Vinho muito agradável. Gosto de ameixa. Álcool bem integrado, mas isso não quer dizer que você não vai senti-lo "pegando" depois de algumas tacinhas. Tenho uma teoria de que quando o vinho é bom, parece que bebemos mais rápido. Foi o caso do Fife, que terminou antes do que queríamos. Permanência média, sabor menos "doce" no final. Lágrimas finas e rápidas. É um vinho que gostamos muito e recomendamos a quem tiver a chance de prová-lo. Acompanhou muito bem o peru. O vinho foi bebido neste dia por duas razões: primeiro, como comemoração de um ano do nosso blog; segundo, para celebrar Dia de Ação de Graças, que havia ocorrido, na verdade, uma semana antes nos Estados Unidos. Como tínhamos um vinho Zinfandel, trazido gentilmente pela Paty da Califórnia, resolvemos entrar na brincadeira de bebê-lo para celebrar a data. Acompanhou direitinho o nosso peru com batatas. Foi uma ótima experiência.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Não é um rótulo bonito. Elementos que não conversam entre si. Falta equilíbrio.
Exame visual: Cor brilhante de sangue/cereja. Alaranjado.
Exame olfativo: Interessante cheiro, que mistura algo doce com pimenta.
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho da uva Zinfandel que degustei e o primeiro vinho americano do blog. Já queria ter provado esta uva, mas é difícil achar bons vinhos californianos com preços razoáveis aqui no Brasil. Por isso, quando minha prima Paty disse que vinha ao Brasil e nos ofereceu para trazer vinhos, pedi um Zinfandel. Estávamos esperando uma oportunidade para degustar quando lembramos do feriado americano de Ação de Graças: quando se come perú e uma das harmonizações indicadas é exatamente o Zinfandel. Preparamos o jantar e abrimos esta garrafa. Vinho muito interessante. Madeira e álcool 100% integrados. Não tinha características de vinho do "novo mundo". Corpo médio. Na boca, rico em sabores que acredito ser derivado das vinhas velhas. Boa permanência. Alguns sabores me lembraram o Masi - Passo Doble (já comentado aqui no blog). Lágrimas rápidas e finas. A harmonização ficou muito boa. Um belo jantar com um belo vinho. Gostei do sabor da Zinfandel. Não foi surpreendente, mas achei muito interessante.
Nota: 91.0