27 de setembro de 2007

Argento - Bonarda 2006



Nome: Argento
Safra: 2006
País: Argentina
Região: El Mirador, Rivadavia districts of Mendoza
Produtor: Bodegas Esmeralda
Site: http://www.argentowine.com


Uvas/Corte: Bonarda 100%
Teor alcoólico: 13.5%
Preço: R$ 16,86
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul de Botafogo, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 27 de setembro de 2007
Degustado em: 27 de setembro de 2007
Onde bebeu: Supermercado Zona Sul de Botafogo, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pizza Quatro Estações
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Our Argento Bonarda is sourced from the Rivadavia area of eastern Mendoza where the warm sunny climate produces extraordinary Bonarda grapes. With a deep reddish purple colour, this wine has an explosive nose of fresh raspberries with light floral notes. Ripe red berry fruit flavours are meshed with a touch of violet and lead into a soft, round finish.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Violeta.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Hoje, voltamos a provar o Argento, vinho que havíamos bebido em outras duas ocasiões, uma delas em Florianópolis, no agradável Emporium Bocaiúva. Decidimos bebê-lo novamente por dois motivos: primeiro porque queríamos provar um Bonarda; segundo, porque o vinho é uma novidade no Zona Sul e custa somente R$ 16,86. Imperdível. E, de verdade, deve ser provado. É muito gostoso. E olha que o degustamos dentro do próprio Zona Sul, que é bem agradável, mas continua sendo um supermercado. Em meio a congelados e de frente para o balcão de iogurtes, comemos nossa pizza de sempre ao som do grito de duas irmãs, acompanhadas pelo pai que não fazia muito diferença. Apesar de tudo isso, foi uma ótima experiência. As qualidades desse Argento colocaram tudo o mais em segundo plano. Não é exatamente um vinho sedoso, mas é muito agradável, equilibrado e ainda tem gosto muito bom. Recomendo. Cariocas, aproveitem o ótimo preço do Zona Sul.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
O conhecido rótulo do Argento. Acho que é uma identidade visual bem resolvida que agrega valor ao vinho. Garrafa fina e alta.
Exame visual: Bonita cor violeta.
Exame olfativo: Ameixa, algo de geléia e toques de pimenta preta. Framboesa também presente. Álcool aparece um pouco.
Exame gustativo: Resolvemos provar este vinho pelo preço atraente e por ser uma novidade no Zona Sul. Em outras ocasiões, provamos a Bonarda em um corte, que gosto muito, com a Syrah. Há algum tempo, já estávamos querendo provar um vinho 100% bonarda. Temos uma garrafa do Finca La Linda (esta marca é muito procurada) Bonarda em nossa adega. Resolvemos provar esta outra marca muito procurada, o Argento. Vinho ainda jovem e bastante vivo. Sabor intenso e agradável. Leve amargor, que me pareceu uma caracteríestica da uva. Alta adstringência e que pede água. Corpo médio, bem estruturado. Não é um vinho complexo, mas, pelo preço e para beber descompromissadamente, é uma ótima opção. Muitas lágrimas na taça, finas, mas persistentes. Seu final é curto, com pouca permanência. Funcionou bem com a pizza. Em casa, provei com um pedaço de queijo Madrigal President, que casou perfeitamente. Madeira não aparece, a uva se sobressai. Boa relação custo/benefício, difícil encontrar vinhos nesta faixa de preço com boas características como este Argento. Recomendo. Pelo mesmo preço, você encontra o Argento das uvas: Malbec, Cabernet Sauvignon e Shiraz. A nota abaixo leva em consideração a boa relação de preço. Primeiro vinho que escrevo o comentário diretamente no blog enquanto o provo.
Nota: 87.0

26 de setembro de 2007

Cremaschi Furlotti Reserve - Pinot Noir 2003* #cbe



* Este vinho foi escolhido pelo amigo do Vinho para Todos para ser o vinho degustado neste mês pela Confraria Brasileira de Enoblogs. A dinâmica da confraria é a seguinte: todo mês é escolhido um vinho para ser degustado por todos. No primeiro dia do mês seguinte são postados os comentários. Se você quiser participar da Confraria também, deixe um comentário.

Nome: Cremaschi Furlotti Reserve
Safra: 2003
País: Chile
Região: Valle del Maule
Produtor: Vitivinicola Cremaschi Barriga S.A.
Site: http://www.cremaschifurlotti.cl/

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 28,89
Onde foi comprado: Carrefour, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 5 de setembro de 2007
Degustado em: 26 de setembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pizza de cogumelos e calabreza e depois com queijos RAR e Madrigal.
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário Produtor
Color: elegante color rojo rubí claro y brillante. Aroma: posee un complejo y atractivo aroma que lo hacen fino y elegante. Evoca vigorosamente aromas florales, frutos rojos maduros como frambuesas y fresas. Al agitar la copa brotan suaves notas a avellanas tostadas.Paladar: en boca es complejo, muestra cuerpo medio, taninos suaves y aterciopelados. Vino delicioso, al retrogusto deja un agradable término.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Translúcido.
Exame olfativo: Rico em aromas, cheiro de diversas frutas, que não consegui identificar. O cheiro mais claro para mim parecia com Tang de maracujá. Depois, senti cheiro de sardinha em conserva. Bom, cada um com suas referências...
Exame gustativo: Digamos que este vinho não é daqueles que você fica feliz em ter muitos goles pela frente, pois já no primeiro gole você fica trementadamente assustado. O vinho para uma bomba que explode dentro da sua boca. É tão agressivo, que parece que vai devastar todas as suas papilar gustativas. E não estou exagerando. O retrogosto até é bom, mas até chegar a ele, haja resistência. Ele não é ácido, é outro tipo de agressividade, classificada pelo Claudio como desequilíbrio. Ao beber o primeiro gole, achei que a pizza poderia dar uma aliviada no amargor, mas não foi assim. Apenas com queijo grana padano, o queijo do seu RAR, é que deu uma aliviada, mas mesmo assim, pouca coisa. Talvez se saia melhor em uma noite de queijos e vinhos, mas por ora, não sinto a mínima vontade de voltar a degustá-lo.
Nota: 85.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo tradicional, com um desenho em bico de pena de um cacho de uvas rebaixado ao fundo. A mistura de tipologia não está harmônica. Detalhes em dourado e papel Vergê ajudam a compor este estilo clássico que busca mostrar a tradição da família em produzir vinhos. Garrafa no formato clássico de Pinot Noir.
Exame visual: Cor clássica de Pinot Noir, alaranjado e transparesnte.
Exame olfativo: Interessante e rico nariz. Conseguimos sentir diversos aromas, que passava por início metalizado, pimenta preta, doce de coco queimado, algo de maracujá e ao fundo leve toque de álcool.
Exame gustativo: Não conseguimos achar a safra que o Vinho para Todos nos indicou para o vinho do mês. Achamos uma safra mais antiga, 2003. Não sei se o vinho foi mal armazenado no supermercado, mas esta garrafa não apresentava as características vivas da Pinot Noir. Deixamos decantando por cerca de 1 hora, mas logo na primeira taça sentimos um desequilíbrio e um final que queimava muito para um vinho 2003. Melhorou um pouco com o tempo. Baixa acidez, taninos pesados e baixo açúcar. Diferente do Merlot Reserve que bebi deste mesmo produtor, este não apresentava as características de vinho moderno presentes no Merlot. Pareceu-me mais rústico e sem madeira. Lágrimas finas se formaram na taça. Boa permanência que podemos sentir depois da queimação. Não reagiu com a pizza. No geral, não foi uma garrafa que empolgou. Quero ver como estava a safra 2006 analisada pelo Vinho para Todos.
Nota: 85.0+

22 de setembro de 2007

Villa Jolanda 2003 - Barbera D'Asti D.O.C.



Nome: Villa Jolanda
Safra: 2003
País: Itália
Região: Asti
Produtor: Santero
Site: http://www.santero.it


Uvas/Corte: Barbera 100%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 18,00 - 250ml
Onde foi comprado: Pizzaria Fiametta, Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 22 de setembro de 2007
Degustado em: 22 de setembro de 2007
Onde bebeu: Pizzaria Fiametta, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pizza Napoletana (alho, manjericão e parmesão)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário Produtor
Typology: Barbera d’Asti D.O.C.
Characteristics: Red dry wine.
Vineyards: Barbera.
Vinification: The grapes, picked manually, are immediately separated from stalks and fermented for about 3 – 5 days; the wine obtained is stored in stainless steel tanks until the bottling process.
Appereance: Bright ruby red colour.
Bouquet: Intense and harmonic.
Flavour: Well-bodied and harmonious.
Best served with: It goes well with a wide variety of meat and cheese.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Perto da ótima pizza da Fiametta, não deve ser qualquer vinho que não se sinta intimidado. Nosso Barbera D'Asti resistiu bravamente, mas acabou não conseguindo se impor muito, apesar de bem equilibrado e até gostosinho. De qualquer forma, mesmo parecendo um vinho bem simples, valeu a pena. Foi ótimo para relaxar depois de uma semana hipercorrida e de um sábado de muitas horas de aula.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
O vinho veio servido em um pequeno decanter. Não vi a garrafa "pessoalmente".
Exame visual: -
Exame olfativo: Leve e sem características marcantes.
Exame gustativo: A Pizzaria Fiammetta está com uma nova carta de vinhos e oferece alguns vinhos em um decanter de 250ml. Resolvemos pedir esse italiano para acompanhara a nossa pizza. Não tinha nenhuma informação sobre ele, apenas que era importado pela Vinci. Um vinho simples e correto. Sem características marcantes, mas que cumpriu bem o papel de acompanhar a pizza. Vinho agradável, leve e sem arestas.
Nota: 86.0+

Pergunta da Semana - 31

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- Você costuma colecionar objetos relacionados ao vinho, como rolhas, capsúlas, rótulos, garrafas e acessórios? E quanto às características dos vinhos degustados, você costuma fazer anotações? Você tira fotos das garrafas degustadas?

Campofiorin 2003





Nome: Campofiorin - Masi
Safra: 2003
País: Itália
Região: Verona
Produtor: Masi Agricola
Site: http://www.masi.it


Uvas/Corte: Corvina 70%, Rondinella 25%, Molinara 5%
Teor alcoólico: 13.3%
Preço: R$ 89,00
Onde foi comprado: Restaurante Pomodorino, Lagoa, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 20 de setembro de 2007
Degustado em: 20 de setembro de 2007
Onde bebeu: Restaurante Pomodorino, Lagoa, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Um fino talharim ao molho de prosecco com camarões, lagostim, lulas e polvo e um Canelone com camarões e fonde de queijo.
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário Produtor
Deep ruby red colour with violet tinges on the edges. Intense bouquet with hints of ripe berry
fruit, baked plums and cherries. Ample on the palate, full-bodied and velvety with characteristic hints of bitter cherries and cooked fruit. Attractive aftertaste with a hint of walnut.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois de muito pensar, acabei me decidindo por este restaurante na Lagoa, onde, sabíamos, havia uma extensa carta de vinhos. Foi uma boa escolha, pois lá a margem de lucro dos proprietários não é das piores - para os consumidores. O vinho não é tão fácil de beber quando o Passo Doble, mas não deixa nada a desejar. É um vinho italiano, mas sem o lado mau dos vinhos italianos. Nem o cheiro lembrava alguns que já bebemos e eu não gostei tanto assim. Eu achei que harmonizou melhor com o meu prato do que com o do Claudio. Boa permanência e retrogosto agradável. Eu ainda fico com o Passo Doble, mas este outro Masi também é uma boa pedida para acompanhar uma boa comida italiana. Ah, e preciso registrar que os pães do Pomodorino são ótimos. E mais uma coisa, para quem não sabe, Pomodorino quer dizer tomate-cereja. :)
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto do estilo deste rótulo, que mais parece um brasão. As cores, o tipo de desenho usado, o posicionamento estão em harmonia, criando uma garrafa imponente.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Saímos para jantar para comemorar o aniversário da Rafaela e fomos a um agradável restaurante na Lagoa, aqui no Rio. E como já escrevi aqui no blog, comemoração tem que ter vinho. O restaurante tem uma carta recheada de vinhos italianos. Escolhemos este, que era do mesmo produtor de um vinho argentino que tínhamos degustado dias antes e gostado muito, o Passo Doble (leia o comentário). Este vinho foi feito com a mesma técnica de dupla fermentação do Passo Doble. Vinho de corpo médio, bem estruturado e equilibrado. Boa permanência e de estilo mais elegante e sutil. Teve reação diferente com os pratos do jantar, porém nos dois casos o resultado foi positivo: um agradável "sabor de Itália". Lágrimas grossas e constantes. O vinho está pronto para beber. Não há dúvida que um bom jantar fica sempre melhor com uma garrafa de vinho e com certeza este italiano é uma boa pedida. Vale degustar.
Nota: 88.0+

Chandon Excellence Brut Réserve



Nome: Chandon Excellence Brut Réserve
Safra: -
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Chandon do Brasil
Site: http://www.chandon.com.br


Uvas/Corte: Chardonnay 85%, Pinot Noir 15% - elaborado pelo método Charmat
Teor alcoólico: 11.7%
Preço: R$ 60,00
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 18 de setembro de 2007
Onde bebeu: Golden room do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: entrada: Gaspacho com caviar; e prato principal a base de Filet
Com quem: Claudio, Rafaela e colegas de trabalho da Rafaela

Comentário Produtor
Considerado um dos melhores espumantes das Américas, o Excellence é feito apenas com variedades Chardonnay e Pinot Noir, selecionadas exclusivamente dos vinhedos da Chandon. As uvas são colhidas em um estágio de maturação bastante avançado para proporcionar mais personalidade e complexidade ao vinho. Caracteriza-se por sua cor amarelo-dourada com reflexos verdes, espuma bundante e persistente com formação de um amplo colar no contorno da taça. As borbulhas são ativas, muito finas e numerosas. O aroma lembra frutas como ameixa preta, cítricos maduros, amêndoa e avelã fresca em harmonia com notas de torrefação (pão torrado e café) e toques sutis de especiarias doces, como canela, cravo e caramelo.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu sou fã de espumantes - principalmente os mais docinhos, como o Passion. Este não era o caso, mas não sei se por estar num belo lugar, acompanhada por pessoas legais, este espumante brut da Chandon desceu tão bem. Eu já havia ido ao Copa duas outras vezes - ah, o Claudio nem conta aí embaixo, mas quando ele era criança costumava ter aula de natação na tão famosa piscina do hotel. A primeira vez em que fui ao Copa foi quando acompanhei a coletiva de lançamento do Acústico MTV do Roberto Carlos. Foi muito legal conhecer o "Rei" pessoalmente. Na segunda, fui cobrir um desfile do Fashion Rio. O Copacabana é fino e charmoso. Obrigada ao seu Ji pelo convite!
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
É uma bonita garrafa, que segue o estilo de outras garrafas de espumante: uso de dourado.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este é o primeiro espumante do blog. Fomos à festa de lançamento da Câmera Geral de Comércio e Arbitragem Brasil-China, no Copacabana Palace, onde foi servido este gostoso Chandon. Não analisamos direito, mas com certeza é um espumante muito bem estruturado e agradável. Fácil de beber. Nota: 87.0+

16 de setembro de 2007

Pascual Toso Reserve - Malbec 2004*



* Este post tem um significado especial, pois trata sobre a primeira harmonização que fizemos em parceria com outro blog - o Gourmandise, dos amigos Marcel e Nina. Para contar um pouco sobre como aconteceu: a idéia surgiu há algum tempo, mas na noite em que degustamos o Passo Doble, depois de falar sobre quais comidas poderiam harmonizar com aquele vinho, resolvemos colocá-la em prática. Ainda embalados pelo vinho, deixamos um recado no Gourmandise, propondo a harmonização. Ficamos com a parte mais fácil, escolher o vinho. Jogamos para eles a tarefa de escolher o prato. A combinação foi ótima, como você pode conferir abaixo.

Nome: Pascual Toso Reserve
Safra: 2004
País: Argentina
Região: Barrancas Vineyards, Maipú, Mendoza
Produtor: Bodegas y Viñedos Pascual Toso
Site: http://www.bodegastoso.com.br

Uvas/Corte: Malbec 100%,
Teor alcoólico: 13.9%
Preço: R$ 48,00
Onde foi comprado: Alipão, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: maio de 2007
Degustado em: 13 de setembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Steak au poivre vert - receita dos amigos do blog Gourmandise
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Elaborado con uvas cultivadas y cosechadas a mano en cajas en nuestros viñedos ubicados en Las Barrancas - Maipú, Mendoza. Crianza en Barricas de Roble francés durante doce meses, luego de embotellado, permanece durante otros seis meses antes de estar disponible para el consumidor.De color rojizo con reflejos violáceos, con notas intensas de blue berries y ciruelas realzadas por la vainilla y algo de chocolate blanco proveniente del roble francés.Es un vino muy bien estructurado lleno de taninos dulces con buena concentración y larga persistencia. Ideal para acompañar carnes rojas, pasta y quesos finos o fermentados tipo roquefort.
Servir a temperatura 15ºC a 18ºC

Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi, mas quando foi colocado no decantador, parecia ter mais cor de jaboticaba.
Exame olfativo: Leve cheiro de tabaco, em alguns momentos lembrava um cheiro de defumados. Nada de frutas.
Exame gustativo: Vinho agradável, mas não tão bom quanto o último Malbec que provamos - Passo Doble. Leve, de permanência curta, mas retrogosto bom. Quando toca na língua, sente-se o gosto dos taninos, mas de maneira bem suave e delicada. Vinho que vale a pena, principalmente com o prato escolhido pelos amigos do Gourmandise.
Nota: 88.0

Harmonização: Eu sou meio chata para comidas que nunca provei e confesso que quando ouvi falar que faríamos um prato com pimentas verdes, fiquei meio apreensiva. Depois, decidi que provaria a comida da maneira mais aberta possível. Assim foi. E tive uma ótima surpresa. O prato estava maravilhoso. A pimenta não tinha nada do gosto que eu havia imaginado. Ao contrário, me lembrava uma frutinha que costumava colher no sítio há séculos atrás. Ficou perfeito. A harmonização não podia ter sido melhor, combinou perfeitamente. Houve um equilíbro entre a comida e o vinho, não houve competição e nenhum se sobressaiu mais que o outro. Perfeito. Parabéns, Marcel e Nina, pela escolha! E vamos partir para outros.

Comentário do Claudio
Rótulo:
O grande diferencial deste rótulo é a faca especial usada para o corte. Tirando isso, é um rótulo clássico, bem equilibrado e que transmite confiança.
Exame visual: Rubi intenso e vivo. Não chega a ser tão fechado, mas lembra a cor tradicional de Malbec.
Exame olfativo: Nariz um pouco decepcionante. Parecia que era um vinho mais barato. Leve toque de álcool e no final alguma coisa que misturava tabaco e talvez ameixa.
Exame gustativo: A melhor coisa que você pode fazer quando for beber um vinho é ir sem um "pré-conceito" sobre ele. Li alguns comentários sobre este Malbec, vi que o enólogo responsável era um californiano, Paul Hobbs, e fui degustar com um "pré-conceito" de ser vinho mais ao estilo amadeirado e doce. Porém, o vinho era um pouco diferente, estava vivo e arisco, parecendo ser mais jovem do que ele é. É um Malbec gostoso, com a uva presente e até um pouco rústico e que pedia por um prato de comida. Seu final queimava um pouco e a permanência era curta. Muitas lágrimas na taça. O vinho cresceu com a comida. Acho que é um vinho interessante para se provar. Quem mora no Rio de Janeiro pode comprar em uma loja de vinhos na Cadeg, onde o preço está muito bom: R$ 38,00.
Nota: 87.0
Nota do vinho harmonizado com a comida: 89.0

Harmonização: Durante uma degustação passada, surgiu a idéia de fazer um jantar harmonizado com a participação de outro blog. Escolhemos este vinho, lançamos a idéia e a difícil missão de harmonizar o vinho com um prato de comida para os amigos Nina e Marcel do Gourmandise. Eles gostaram e toparam o desafio. Dias depois, a receita chegava em nosso e-mail: Steak au Poivre Vert (leia a receita). Compramos os ingredientes pouco antes de fazer o prato. Como a Nina definiu, é uma receita clássica e de fácil preparo. O Cointreau deu um toque especial. O prato estava muito saboroso e o melhor, fez o vinho crescer muito. Para o meu paladar, acho que prato e vinho casaram muito bem, com o molho do steak domando um pouco a vivacidade do vinho. Recomendo esta harmonização. Depois que terminamos o jantar, ficamos bebendo a última taça do vinho e notamos claramente que sozinho, ele perdeu um pouco da graça. A experiência foi bastante interessante, tanto da harmonização do prato com o vinho quanto da harmonização dos blogs... Gostaríamos de convidar a todos para a próxima edição!

15 de setembro de 2007

Pergunta da semana - 30

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

A pergunta desta semana foi inspirada na experiência que realizamos com o Gourmandise. Le Vin au Blog gostaria de saber:

- Você já participou de algum jantar harmonizado? Quais foram o vinho e a comida harmonizados? Qual o prato que você nunca come sem um vinho para acompanhar?

11 de setembro de 2007

Clos Torribas Crianza - Tempranillo 2003






















Nome:
Clos Torribas
Safra: 2003
País: Espanha
Região: Penedès, Barcelona
Produtor: Bodegas Pinord
Site: http://www.pinord.es/

Uvas/Corte: Tempranillo 90%, Cabernet Sauvignon 10%
Teor alcoólico: 12%
Preço: -
Onde foi comprado:
Gentilmente oferecido na casa do Mário
Quando foi comprado: -
Degustado em:
08 de setembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Mário
Harmonizado com:
Pães, queijos gouda e camenbert
Com quem:
Claudio, Rafaela e Mario

Comentário do Produtor
Una vez cosechada la uva en su justo punto de maduración, el mosto obtenido fermenta lentamente en cubas de acero inoxidable. Posteriormente se efectúa una crianza en barricas de roble francés y americano durante un periodo de entre seis y nueve meses, pasando a continuación a su afinamiento final en botella. Aspecto: De color granate con tonos ligeramente violáceos, limpio y brillante. Aroma:Inicialmente intensos aromas a barrica y posteriormente una vez oxigenado el vino en la copa aparecen los aromas varietales del tempranillo que nos recordaran a las frutas del bosque. Gusto: De paladar suave con una crianza moderada. Destacan los gustos del envejecimiento en buen equilibrio con el cuerpo del vino y sus aspectos mas frutales.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo tradicional, com aspecto envelhecido. Utiliza uma ilustração da propriedade ao fundo. Clássico.
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: Ao contrário do vinho degustado na semana anterior, o nariz estava um pouco fechado, não lembrava o buquet doce da garrafa passada.
Exame gustativo: Segundo vinho da noite. Depois do Reserva resolvemos abrir uma garrafa do Crianza que o Mário tinha em casa. Esta é a terceira vez que degusto esta garrafa e parece ser o terceiro vinho diferente. Como tinha bebido na semana passada ainda estava vivo na minha memória. Claro que a comida, o vinho que bebemos antes e etc. influênciam no paladar do vinho mas achei muito grande a diferença em relação ao vinho da semana anterior. Não estava tão agradável nem tão macio. Este é um exemplo de como o mesmo vinho pode variar de garrafa para garrafa.
Nota: 86.0

Clos de Torribas Reserva - Tempranillo 2001



Nome: Clos Torribas
Safra: 2001
País: Espanha
Região: Penedès, Barcelona
Produtor: Bodegas Pinord
Site: http://www.pinord.es/

Uvas/Corte: Tempranillo 90%, Cabernet Sauvignon 10%
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 35,00
Onde foi comprado: Garrafeira, Leblon no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: maio de 2007
Degustado em:
08 de setembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Mário
Harmonizado com:
Pães, queijos gouda e camenbert
Com quem:
Claudio, Rafaela e Mario

Comentário do Produtor
Elaborado a partir do mosto de uvas cultivadas na franja do Penedés, próxima à Costa Mediterrânea, aroma varietal que lembra o fruto do qual procede. Para ser denominado Reserva esse vinho permaneceu 2 anos sendo envelhecido em barrica de carvalho e outros 2 anos amadurecendo em garrafa, o que lhe confere uma personalidade singular.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Vinho sedoso, que harmonizou muito bem com os pães e queijinhos que foram servidos. E foi um ótimo acompanhamento para nossa sessão de "The Office". Vale ressaltar que esta foi a primeira vez que o Claudio assistiu a uma temporada inteira de alguma séria de uma vez só - e até gostou. :) Quanto ao vinho, vale provar.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Segue o mesmo estilo do "crianza", mas as tonalidades mais fechadas dão um aspecto de envelhecido para este reserva
Exame visual: Rubi com transparência.
Exame olfativo: Nariz um pouco fechado.
Exame gustativo: Na semana anterior, tínhamos ido na casa do Mario e ele nos ofereceu o Clos Torribas Crianza. Tínhamos comprado meses atrás, o mesmo vinho, só que Reserva para fazermos uma comparação. Resolvemos levar para a casa dele e degustar (na sequência abrimos nova garrafa do Crianza). Um vinho diferente do Crianza, mas também bastante agradável. Seus seis anos se fizeram notar. Não é um vinho que tenha uma vivacidade, mas está bastante elegante. Diferente do Crianza, a madeira aparece mais discreta mesmo tendo passado muitos meses no carvalho. Casou bem com o queijo. Se comparado com o Crianza, podemos dizer que este Reserva segue mais para um estilo "velho mundo". Gostei deste vinho.
Nota: 87.0

Passo Doble - Malbec/Corvina 2005



Nome:
Passo Doble - Masi
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Tupungato
Produtor: Masi Agricola
Site: http://www.masi.it

Uvas/Corte: Malbec 65%, Corvina 30%, Merlot 5%
Teor alcoólico: 13.5%
Preço: R$ 42,00
Onde foi comprado: Cobal do Humaitá, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: abril de 2007
Degustado em: 5 de setembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Risoto de atum
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário Produtor
La doppia fermentazione dell'uva Malbec con una percentuale di uva Corvina leggermente appassita apporta al vino ricchezza di aromi, struttura, tannini eleganti e morbidi, ottenendo così un vino di classe con potenziale di lungo affinamento. Passo Doble è eclettico negli abbinamenti: dalle carni, alla selvaggina, ai formaggi saporiti e stagionati.
Comentário da Mistral - Passo Doble é um vinho argentino diferente de todos que você já provou. Este delicioso tinto é elaborado por Masi - o rei do Amarone e o grande mestre da passificação de uvas - utilizando a uva Malbec, a mais emblemática do país, cortada com a italiana Corvina, da região do Veneto. Como acontece com os saborosos tintos vênetos, a Corvina é parcialmente passificada, ou seja, a uva perde água em esteiras de palha, concentrando os açúcares. Quando estas uvas são adicionadas ao mosto, acontece uma segunda fermentação, resultando em um vinho concentrado e cheio de sabor. A ótima acidez o deixa fresco e seco, ideal para acompanhar diversos pratos. Para Jancis Robinson, ele é "extraordinário" e "great value", "um vinho único, com um final de boca mais seco e sofisticado do que a maioria dos vinhos argentinos". Excelente relação qualidade/preço!

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Não que meu nariz tenha evoluído, mas logo na primeira tentativa de analisar os cheiros deste vinho, tive a certeza de que gostaria muito dele. Talvez por me lembrar de alguma outra degustação, de outro vinho semelhante, que tenha me agradado bastante. Cheiro de morango.
Exame gustativo: Eu adorei este vinho. Primeiro que ele me lembrou de fato alguma degustação feita na varanda na primavera passada. A lembrança do cheiro e depois o gosto me transportaram momentaneamente para alguma outra ótima experiência com um Malbec. O vinho é todo redondinho, taninos presentes, mas leves. Nada de amargores ou acidez acentuada. Tem uma permanência agradável, deixa um gostinho bom na boca. Desta vez, analisei as lágrimas, finas e rápidas, em homenagem ao amigo do Vinho para Todos. Vale muito a pena. Recomendo.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo que chamou muito a minha atenção. Primeiro, pelo formato original. Depois, pela técnica de silkscreen utilizada. O rótulo tem personalidade e combina perfeitamente com o estilo do vinho. Bom trabalho.
Exame visual: Grená translúcido, puxando para o telha. Lembra alguns valpolicellas.
Exame olfativo: Lembra ameixa.
Exame gustativo: Tinha comprado este vinho em janeiro para dar de presente para o Miguel, mesmo sem ter provado. Alguns meses depois resolvi comprar uma garrafa que guardamos e abrimos para comemorar 5.000 visitas no blog (beber vinho com algum tipo de comemoração é sempre melhor). O grande diferencial deste vinho é o corte da Malbec com a Corvina, uva típica do Vêneto na Itália. Além disso, o modo como é fermentado (leia o comentário do produtor) faz deste vinho único. Gosto bastante de vinhos em que o trabalho do winemaker cria um vinho original, fugindo do lugar comum madeira/açúcar. É um vinho bastante interessante que deve ser provado. Vinho de corpo médio, com leve acidez e muito pouco de madeira, bastante discreta. Seu final é macio e de gosto peculiar... como se você iniciasse bebendo um Malbec argentino leve e terminasse com um vinho italiano macio e elegante. A Corvina se faz presente e de maneira bem interessante. Taninos finos, sabor cheio, com toques de ameixa. Na taça, lágrimas finas e rápidas. Decantamos por cerca de 1 hora. Pareceu-me que seria um vinho ideal para acompanhar uma tábua de queijos e pães. Recomendo.
Nota: 88.0+

10 de setembro de 2007

Pergunta da Semana - 29

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- Você costuma decantar os seus vinhos? Normalmente, por quanto tempo você deixa aberta a garrafa antes de beber o vinho? Você costuma colocar o vinho na temperatura sugerida pelo produtor?

8 de setembro de 2007

Clos Torribas Crianza 2003




















Nome:
Clos Torribas
Safra: 2003
País: Espanha
Região: Penedès, Barcelona
Produtor: Bodegas Pinord
Site: http://www.pinord.es/

Uvas/Corte: Tempranillo 90%, Cabernet Sauvignon 10%
Teor alcoólico: 12%
Preço: -
Onde foi comprado:
Gentilmente oferecido na casa do Mário
Quando foi comprado: -
Degustado em:
01 de setembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Mário
Harmonizado com:
Pães, patês, salames
Com quem:
Claudio, Rafaela, Mario, Raquel e Ricardo

Comentário do Produtor
Una vez cosechada la uva en su justo punto de maduración, el mosto obtenido fermenta lentamente en cubas de acero inoxidable. Posteriormente se efectúa una crianza en barricas de roble francés y americano durante un periodo de entre seis y nueve meses, pasando a continuación a su afinamiento final en botella. Aspecto: De color granate con tonos ligeramente violáceos, limpio y brillante. Aroma:Inicialmente intensos aromas a barrica y posteriormente una vez oxigenado el vino en la copa aparecen los aromas varietales del tempranillo que nos recordaran a las frutas del bosque. Gusto: De paladar suave con una crianza moderada. Destacan los gustos del envejecimiento en buen equilibrio con el cuerpo del vino y sus aspectos mas frutales.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo tradicional, com aspecto envelhecido. Utiliza uma ilustração da propriedade ao fundo. Clássico.
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: Bastante doce e amadeirado com toques de frutas maduras e doces. Bastante agradável. Mais intenso que o Santa Inés.
Exame gustativo: Segundo vinho da noite. Este Clos de Torribas é sem dúvida uma ótima compra. Já é a terceira garrafa que bebemos deste vinho, segunda da safra 2003. A última garrafas que bebemos deste vinho tinha sido no Dia das Mães. Achei esta garrafa um pouco melhor que a anterior. É um vinho agradável, bem equilibrado, com toques de madeira e fruta integrados. Vinho leve, fácil de se beber e que irá agradar. Recomendo.
Nota: 87.0

7 de setembro de 2007

Santa Inés - Cabernet Sauvignon 2004




















Nome: Santa Inés
Safra: 2004
País: Chile
Região: Maipo Valley
Produtor: Agrícola Santa Teresa
Site: http://www.demartino.com/

Uvas/Corte:
Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: -
Onde foi comprado: Gentilmente oferecido na casa do Mário
Quando foi comprado: -
Degustado em: 01 de setembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Mário
Harmonizado com: Pães, patês, salames
Com quem: Claudio, Rafaela, Mario, Raquel e Ricardo

Comentário do Produtor
Intense ruby-red in colour, with aromas reminiscent of red fruit and cassis, this wine is full-bodied and well-balanced, with fine tannins and a long, smooth finish. Serve between 16-17ºC, ideally with barbecues, red meats, pizzas and the quintessential Chilean snack - the “empanada”. Drink within 2-3 years.

Comentário da Rafaela
Infelizmente, não pude provar nenhum dos vinhos da noite, pois, para variar, estava doente, mas sei que ainda beberemos muitos outros vinhos com o Mário - e, em mais alguns meses, com a Marie, se ela ainda puder beber.

Comentário do Claudio
Rótulo:
A linha de vinhos "Santa Inés" e a "De Martino" possui rótulos bem clean e simples, nos quais, de forma equilibrada, apenas colocam as suas marcas. Isso criou uma identidade muito forte para esses vinhos transmitindo "confiança" e importância para a marca e conseqüentemente para o produto. Mesmo se você não tiver informação nenhuma sobre o vinho, a garrafa deste Santa Inés irá passar a idéia de ser um vinho superior.
Exame visual: Intenso e escuro violeta.
Exame olfativo: Algo vegetal e toques de geléia de ameixa.
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho que bebemos na casa do Mário. Há bem pouco tempo, o Mário não trocaria sua Coca-Cola comum "safra 2007" em garrafa magnum por nenhum grande Bordeaux 2005. Mas aos poucos as coisas estão mudando e o Mário vem desenvolvendo uma boa técnica de comprar vinhos e surpreendendo na escolha das garrafas, que sempre nos oferece gentilmente em sua casa, além de nos acompanhar em algumas taças. Aos poucos, a Coca-Cola 2007 está ficando apenas como bebida para fechar a noite. Neste nosso último encontro, provamos as últimas compras e começamos por este Cabernet Sauvignon, vinho que me agradou bastante. Segue a linha que os vinhos chilenos vêm traçando: bom corpo, bem concentrado, com final lembrando compota de fruta bem madura e algo como café e chocolate, o que deixa a sensação de boca cheia. Um Cabernet agradável, moderno e fácil de se beber. Quem quiser conhecer o Mário, indico ouvir o podcast e visitar o blog de humor que ele desenvolve no site globoesporte.com: o Bola nas Costas. Mário irá viajar para a França... Vamos ver como funcionará a técnica de comprar vinhos na Cidade Luz!

Pergunta da semana - 28

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Assim como há algumas semanas, resolvemos brincar novamente com respostas rápidas. Lá vão mais algumas:

1. Pinot Noir ou Merlot? (em uma referência ao filme Sideways.)
2. Espanha ou Portugal?
3. Brie ou Grana Padano?
4. Comentários em blogs ou notas de críticos?
5. Moderno ou rústico?

1 de setembro de 2007

Newen - Cabernet Sauvignon 2005



















Nome:
Newen
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Patagônia
Produtor: Bodega Del Fin Del Mundo
Site: http://www.bodegadelfindelmundo.com/

Uvas/Corte:
Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 13,7%
Preço: -
Onde foi comprado: Pizzaria Stravaganzza, Ipanema, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 30 de agosto de 2007
Degustado em: 30 de agosto de 2007
Onde bebeu: Pizzaria Stravaganzza, Ipanema, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pizza calabresa
Com quem: Claudio e Sergio

Comentário do Produtor
Color rojo granate, intenso.
Aroma a frutos rojos maduros, especias y mermelada,vainilla y coco.
En boca entrada dulce, frutado, de buen cuerpo,con taninos suaves y equilibrados.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo moderno e bonito que combina com o estilo do vinho. O corte especial do rótulo cria uma identidade própria que marca bastante o vinho. Bonito conjunto.
Exame visual: -
Exame olfativo: Um pouco fechado passando para algo como capuccino.
Exame gustativo: Degustei duas taças deste vinho para acompanhar a pizza no bonito ambiente da Stravaganzza em Ipanema em uma noite com temperatura amena. Este Cabernet vindo da Patagônia é bastante agradável. Vinho moderno e redondo. É um vinho trabalhado, as características da Cabernet estão domadas e seu final é licoroso e macio. Vinho feito para agradar, bem equilibrado. Quem procura um Cabernet bem estruturado e moderno este Newen pode ser uma boa opção. Não sei quanto custa esta garrafa nas lojas.
Nota: 87.0

Solaz - Shiraz/Tempranillo 2004 * #cbe




















* Este vinho foi escolhido por nós para ser o vinho degustado neste mês pela Confraria Brasileira de Enoblogs. A dinâmica da confraria é a seguinte: todo mês é escolhido um vinho para ser degustado por todos. No primeiro dia do mês seguinte são postados os comentários. Se você quiser participar da Confraria também, deixe um comentário.

Nome: Solaz
Safra: 2004
País: Espanha
Região: Tierra de Castilla
Produtor: Grupo Osborne
Site: http://www.osborne.es

Uvas/Corte: Tempranillo 50%, Shiraz 50%
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 31,00
Onde foi comprado: Alipão, na Rua Dona Mariana, em Botafogo, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 24 de agosto de 2007
Degustado em: 28 de agosto de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Risoto de salame italiano com queijo masdam
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vinho de variedades Shiraz e Tempranilho, de cor vermelho púrpura, com aroma intenso e complexo que remete a frutas vermelhas. Envelhecido em barricas de carvalho americano por quatro meses seguido de um afinamento na garrafa. Cor: vinho limpo e brilhante de impressionante cor vermelho púrpura. Aroma: Elegante e generoso. Possui uma elevada intensidade aromática de frutas que se enriquecem com notas derivadas de sua elaboração e envelhecimento, garantindo um equilibrado e complexo resultado.Sabor: Equilibrado, mostra-se muito intenso, saboroso e estruturado, com suave e comprido final, fruto de sua permanência em madeira nova de carvalho.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: Cheiro levemente metalizado, mas não muito fácil de ser definido. A promessa era de frutas vermelhas, mas não consegui identificá-las. Mais para o final, cheiro de tabaco.
Exame gustativo: Logo no final do primeiro gole, senti gosto de ameixa, mais adocicado. Retrogosto longo e bom - com gosto de flor, mesmo que eu nunca tenha comido flores. Depois de alguns goles mais, tornou-se levemente ácido, não sei se pela comida - aliás, o risoto criado na hora pelo Claudio, depois de um cuidadoso garimpo pela geladeira, estava ótimo. Este vinho causa uma sensação na língua, que não acho palavras para descrever, mas não consegui registrar a presença forte de taninos. Ele tornou-se mais para o fim levemente adstringente. Achei um vinho honesto, agradável, que vale a pena ser provado.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples e pouco atraente. Exploram a imagem do Touro que é a identidade da vinícola.
Exame visual: Grená/rubi transparente.
Exame olfativo: Pouco intenso. Algo metálico, leve ponta de álcool passando para um pouco de fruta. Não se destaca.
Exame gustativo: O primeiro contato que tive com os vinhos da vinícola Osborne foi em julho de 2005. Estava viajando pelo sul da Espanha quando numa tarde ensolarada de sábado cheguei à cidade de Cádiz. Fui para a praia e lá conheci um grupo de espanhóis que me convidou para, à noite, ir a uma grande festa em uma cidade vizinha. Fui com eles, conheci outras pessoas e todos combinaram de se encontrar no domingo, na praia. Chegando à praia, fui presenteado com duas garrafas de vinhos da Osborne, pois um dos espanhóis trabalhava para esta empresa. Um dos vinhos era o Solaz Tempranillo/Cabernet, o qual eu trouxe para o Brasil e degustei ano passado com o Hélio. Achei o vinho bastante interessante. Pouco tempo depois, passei a ver este vinhos nas lojas e descobri que o grupo Miolo os estava importando. Já estava com vontade de degustar este corte com Shiraz quando vi a indicação na revista Gula e resolvemos escolher para ser o vinho do mês. Vamos a ele: vinho que tende a ser elegante, sem madeira ou açúcar como predominância. Seu início é leve, quase preparando para o seu final longo e com retrogosto peculiar, lembrando algo de ameixa, café e torrefação. Seu final é firme. Corpo médio com uma leve acidez que dá uma vivacidade ao vinho. Decantamos por uma hora antes de servir e ainda assim ele evoluiu para algo mais frutado nas últimas taças. Mesmo o corte sendo em proporções iguais, achei que a Shiraz se sobressaiu na boca e a Tempranillo se fez presente logo que foi engolida. Funcionou bem com o risoto que "criamos", mas a harmonização foi realmente boa com um pedaço do queijo Maasdam... Pena que só descobrimos no fim. Gosto bastante de vinhos espanhóis, principalmente, cortes feitos com a Tempranillo. Dos vinhos simples aos mais complexos, dos frutados aos elegantes, acho que encontramos boas garrafas vindas de lá. Gostei deste vinho, mas não tenho certeza se todos acharão tão interessantes quanto eu achei ... Mas vale prová-lo.
Nota: 87.0

Indómita - Cabernet Sauvignon 2005




















Nome:
Indómita
Safra: 2005
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Viña Indómita
Site: -

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: -
Onde foi comprado: Presente de Roberta e Jaime
Quando foi comprado: -
Degustado em: 25 de agosto de 2007
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Diversas comidinhas da festa
Com quem: Claudio, Rafaela, Claudine, Marcela, Mauro, Regina Helena, Raquel, Ricardo, Wagner, Roberta e Jaime

Comentário do Produtor
E um vinho de cor ruby intenso, encantador com os aromas interessantes e do frutas maduras vermelhas. Tem características varietal robusta com um corpo complexo, uma resistência agradável e um final agradávelo.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este vinho eu não cheguei a provar. Faço o registro aqui que foi gentilmente trazido pelos amigos Roberta e Jaime.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Estilo clean e moderno, com um símbolo impresso imitando cobre. Gosto do estilo, mesmo não sendo tão marcante.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Apenas provei rapidamente uma taça deste vinho. Pareceu-me um bom Cabernet para o dia-a-dia. Segue a linha de vinhos chilenos bem feitos.
Nota: 85.0