31 de julho de 2007

Miolo Reserva - Pinot Noir 2004, 2005 e 2006* #cbe


















* Esta foi a primeira degustação vertical realizada pelo Le Vin au Blog. Ela foi sendo planejada aos poucos e, como sempre, de maneira despretensiosa. Quando viajamos à Serra Gaúcha no ano passado compramos o Reserva Miolo Pinot Noir 2005 pela curiosidade em prová-lo, pelo bom preço e também um pouco influenciados pela informação - verdadeira ou não - dada pelo responsável pelas degustações na Vinícola Miolo de que o vinho havia sido engarrafado naquele dia. Ele foi guardado carinhosamente em nossa modesta adega. Enquanto esperávamos para bebê-lo, ganhamos uma meia garrafa do mesmo vinho da Rosana. Esta foi degustada pouco tempo depois e ficamos com uma ótima impressão. Meses depois, quando nos deparamos com uma garrafa da safra de 2004 em uma loja em Copacabana, a idéia da degustação vertical começou a aparecer. Planejamos durante um bom tempo e já havíamos combinado que convidaríamos Mauro e Marcela para a degustação. Quando o Reserva Miolo Pinot Noir 2005 foi indicado pelo nosso amigo do Vinho para Todos, resolvemos finalmente colocar a idéia da degustação vertical em prática. Mauro comprou a garrafa que faltava, da safra 2006. O resultado, vocês conferem abaixo. Ah, apenas para lembrar, este é o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs. E se você já tiver degustado, diga-nos o que achou.

Nome: Reserva Miolo
Safra: 2004, 2005 e 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves
Produtor: Vinícola Miolo
Site: http://www.miolo.com.br/

Uvas/Corte: Pinot Noir 100%
Teor alcoólico: 12%, 12% e 13,5%, respectivamente
Onde foi comprado: Deu la Deu e Supermercado Zona Sul, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: -
Degustado em: 27 de julho de 2007
Onde bebeu: Casa da Marcela e Mauro, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pizzas de cogumelos e Marguerita
Com quem: Claudio, Rafaela, Mauro e Marcela

Comentário do Produtor
O Pinot Noir é um vinho jovem, que já pode ser bebido ou pode ser armazenado para aprimorar mais seu bouquet com o envelhecimento. Cor: Apresenta uma intensidade de cor média, com tonalidades de vermelho-rubi e reflexos âmbar. Aroma: Boa intensidade, bastante delicado e fino. Descritores do Aroma: - Café - Caramelo - Chocolate - Coco Queimado - Ameixa Seca - Morango - Pinhão - Fruta-do-Conde. Sabor: Vinho de corpo médio que apresenta inicialmente uma sensação agradável e aveludada na boca. Num segundo momento, aparecem taninos delicados e equilibrados, deixando uma longa sensação de "finesse".


2004
Comentário da Rafaela

Exame visual: Este vinho tinha a cor mais diferente entre os três vinhos. Mostrou-se rubi com bordas que lembravam o tom telha.
Exame olfativo: Cheiro do Mundo Verde da Rua São José, no Centro do Rio de Janeiro. Quem já andou por lá, vai me entender.

Exame gustativo: Foi o vinho com o gosto mais amargo dos três degustados nesta noite. Sem presença de taninos, ácido quando chega à garganta.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
O rótulo é comum para as 3 safras e segue a linha "Reserva" da Miolo. Busca ser tradicional, sem nenhum atrativo visual. Já caiu no lugar comum. A garrafa desta safra era um pouco diferente das demais.
Exame visual: O 2004 tinha a cor mais diferente em relação aos outros dois. Grená-cereja puxando para o amarelo. Cor menos atraente dos 3.
Exame olfativo: No site da Miolo, está escrito que com o envelhecimento, o buquet deste vinho fica mais rico. Com certeza, este era o nariz mais rico mesmo seguindo a linha dos outros: floral e puxando para o doce. Bastante agradável.
Exame gustativo: Tínhamos a idéia de fazer esta degustação vertical há algum tempo. As safras 2004 e 2005 já estavam compradas e guardadas. Quando o 2005 foi indicado para ser o vinho do mês da nossa confraria resolvemos aproveitar e por o plano em prática. Os vinhos foram degustados às cegas e a experiência foi bastante interessante, mas ela exige uma percepção mais apurada para se conseguir diferenciar os detalhes dos vinhos. A safra 2004 era a de sabor menos intenso, mais ralo. Final curto e, sem dúvida, o mais pobre dos três. Pareceu-me que o vinho estava já em declínio, além de ter me parecido ser uma safra de qualidade inferior que as outras. Sabor mais fechado e sentia-se um pouco de madeira ao fundo.
Nota: 84.0


2005Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô. Cor muito bonita, translúcida.
Exame olfativo: Infelizmente, não consegui registrar nenhum cheiro...
Exame gustativo: Assim como o 2004 não apresentava presença de taninos, mas mostrou-se muito melhor que o irmão mais velho. Nada adstringente. Já havia tido uma experiência bem agradável na outra vez em que o bebemos. É um vinho leve, que não agride e pode ser um bom companheiro para um jantar sem grandes pretensões. Quando fizemos a primeira experiência nesta degustação vertical, foi até engraçado. Tínhamos três vinhos para identificar e cada um de nós - Mauro, Claudio e eu - acabou acertando um deles. Eu acertei o 2004. Marcela ficou responsável por nos servir e tinha a resposta do desafio.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Grená-rubi, o mais escuro dos três mas ainda translúcido.
Exame olfativo: Segue o clássico buquet de Pinot Noir. um pouco menos interessante que o 2004, mas nota-se o floral, um pouco de fruta e mel. Um buquet encorpado.
Exame gustativo: Esta é a safra do vinho do mês da confraria. Já havíamos degustado este vinho em janeiro deste ano. É um vinho leve e bastante agradável. Ele evoluiu em relação ao degustado em janeiro. Está no momento certo para se beber. Era o mais integrado e equilibrado dos três. É um vinho elegante, dentro da sua simplicidade. Leve, os mesmos 12% de álcool da safra 2004, jovem e apresentou uma leve acidez. É uma boa opção de Pinot Noir para o seu dia-a-dia. A safra 2005 se confirmou como uma das melhores para o Vale dos Vinhedos. Temos uma outra garrafa desta mesma safra guardada que ainda vamos esperar mais um pouco para ver como ela se comportará. Vale provar.
Nota: 86.0+


2006Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: Não riam, mas senti cheiro de pão. Este meu nariz nem sempre leva tudo muito a sério...
Exame gustativo: Este foi o vinho, entre os três, que Marcela e eu mais gostamos. Para mim, ele tinha um gostinho até meio doce. Quando falo isso, não quero dizer que senti gosto de açúcar, mas que era o menos agressivo e o mais redondo - mesmo que os meninos o tenham achado meio rebelde. Novamente, mais um vinho sem taninos e pouco adstringente. Quando a degustação chegou ao fim - e um pouco antes de voltamos para casa - vimos na tevê um pedaço do show do grupo londrino Magic Numbers, que havia feito uma apresentação memorável aqui no Rio naquela semana. Quem tiver a oportunidade de vê-los, não pense duas vezes, pois vale muito a pena.
Nota:
88.0

Comentário do ClaudioExame visual: Tonalidade bem próxima à da safra 2005, sendo levemente mais clara.
Exame olfativo: Nariz menos agradável dos 3. Fugia um pouco do floral indo para algo um pouco metálico. Pouco evoluído e, se comparado com os outros dois, ainda tende a melhorar.
Exame gustativo: O mais "arisco" dos três. Sem dúvida, ainda tem que evoluir. Sabor mais vivo e ainda um pouco quente. Diferente dos outros dois, a safra 2006 tem 13,5% de álcool. Nota-se um amargo do meio para o fim e uma permanência longa. Se o álcool se integrar mais, este vinho tende a melhorar. Se tiver que escolher, abra hoje a Safra 2005 e guarde a garrafa 2006 para o ano que vem.
Nota: 85.0+

30 de julho de 2007

Pergunta da Semana - 23

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, decidimos fazer algo diferente. Dê suas respostas rápidas. Escolha uma das opções e mostre seus gostos:

1. Cabernet Sauvignon ou Malbec?
2. Espumante ou vinho branco?
3. Emental ou gorgonzola?
4. Argentina ou Chile?
5. Água com gás ou sem gás?

29 de julho de 2007

La Celia Reserva - Cabernet Sauvignon 2003




















Nome:
La Celia Reserva
Safra: 2003
País: Argentina
Região: Uco Valley, Mendoza
Produtor: Finca La Celia
Site: http://www.fincalacelia.com.ar/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 36,00
Onde foi comprado: Salitre, Leblon, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 28 de julho de 2007
Degustado em: 28 de julho de 2007
Onde bebeu: Salitre, Leblon, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Penne com molho de funghi e tiras de carne e fusilli com camarões cogumelos e legumes
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro e Regina Helena

Comentário do Produtor
A la vista presenta colores rojos vivaces. Atractivo aroma, típico de este varietal, que recuerda a frutos rojos y pimiento dulce, los cuales, combinados con las notas de vainilla aportadas por el roble, te otorgan elegancia y complejidad. En boca, taninos poderosos pero dulces y amables, contribuyen a lograr una especial estructura, realzando la nobleza de este variedad.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô forte.
Exame olfativo: Nada parecido com outros cabernets já bebidos. Cheiro doce, que parecia ter influência de frutas vermelhas.
Exame gustativo: Vinho muito agradável, principalmente para mim que gosto bastante de vinhos trabalhados e fáceis de beber. Acompanhou direitinho meu prato de fusilli, que estava delicioso. Também foi uma boa pedida na noite fria que caiu sobre o Rio de Janeiro - os cariocas estavam tremendo de frio. Bom, sempre falei que essa terra é fria e nunca me deram razão. Aí está a prova... :) Fomos ao Salitre para comemorar o aniversário da Regina, mãe do Claudio. O jantar foi bastante agradável e o Finca La Celia fez bem seu papel.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Mesmo rótulo do Cabernet Franc já analisado no blog.
Exame visual: Bordô/violeta intenso.
Exame olfativo: Nariz com toques madeira e alguma coisa de legumes ao fundo. Não parece Cabernete Sauvignon.
Exame gustativo: Vinho trabalhado pelo homem. É agradável de se beber, redondo com açúcar presente, mas não lembra as características da uva que o originou: Cabernet Sauvignon. Numa prova às cegas ficaria difícil dizer qual a uva deste vinho. Parece um pouco "fake". Contudo, dentro deste estilo trabalhado, ele é muito bem feito, sem exageros e excessos. Não sou muito fã de vinhos muito trabalhados, porém este me pareceu bastante agradável. Beba abstraindo o fato de ser um Cabernet Sauvignon, pois não tem tantas características desta uva.
Nota: 87.0

24 de julho de 2007

Icono Cabernet Sauvignon 2004




















Nome:
Icono
Safra: 2004
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Dassault - San Pedro
Site: -


Uvas/Corte:
Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico:
14,5%
Preço: R$ 54,00
Onde foi comprado: La Botella, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 20 de julho de 2007
Degustado em: 20 de julho de 2007
Onde bebeu: La Botella, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Sanduíches, saladas, sopas e queijos
Com quem: Claudio, Rafaela, Paula, Miguel, Carol e Marcelo

Comentário Produtor
Es una selección exclusiva de Grand Cru que representa toda la potencia y elegancia del cabernet sauvignondel terroir chileno. Envejecido en roble francés, denota um color intenso y aromas que evocan frutos rojos maduros. Un vino atractivo y complejo que sin dudarepresenta un ICONO dentro de los vinos premium.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Bom, quando os meninos resolveram partir para o terceiro vinho, olhei para a Paula e ela estava fazendo um não com a cabeça... Eu também já havia chegado ao fim daquela degustação. De qualquer forma, Claudio me serviu com um pouquinho do terceiro vinho, apenas para sentir o gosto e dar uma rápida opinião, quase como se fosse uma degustação de verdade - apesar de eu não ter cuspido o vinho fora... Foi o vinho mais ácido da noite, sem taninos, pelo menos para minha boca àquela altura. Essa acidez era sentida principalmente no final do gole.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simplicidade do rótulo é quebrada pela originalidade de colocar o texto e a marca deslocado para a direita do rótulo. Gosto do estilo.
Exame visual: -
Exame olfativo: Percebe-se um nariz característico da Cabernet.
Exame gustativo: A mesma vinícola que produz o vinho top "Altair" decidiu fazer uma linha mais "básica". É um vinho moderno e trabalhado. Você sabe que é um Cabernet Sauvignon, mas com uma roupagem moderna. Para quem gosta do estilo é um bom vinho. Um pouco sedoso em seu final.
Nota: 87.0

23 de julho de 2007

Pergunta da Semana - 22

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- Você já visitou alguma vinícola? Onde foi? Como foi a experiência?

22 de julho de 2007

Luigi Bosca Reserva - Malbec 2004


Nome: Luigi Bosca Reserva
Safra: 2004
País: Argentina
Região: Lujan de Cuyo, Mendoza
Produtor: Bodegas y Viñedos Leoncio Arizu
Site: www.luigibosca.com.ar

Uvas/Corte: Malbec 100%,
Teor alcoólico:
14%
Preço: R$ 59,00
Onde foi comprado: La Botella, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 20 de julho de 2007
Degustado em: 20 de julho de 2007
Onde bebeu: La Botella, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Sanduíches, saladas, sopas e queijos
Com quem: Claudio, Rafaela, Paula, Miguel, Carol e Marcelo

Comentário Produtor
Color rubí intenso. Presenta aromas de frutos rojos maduros, café especiarias y pimienta. La intensidad de su entrada en boca se complementa com la suavidad y dulzor de los taninos. Un Malbec de gran cuerpo y estructura.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Vinho muito bom, que agrada desde o começo, apesar de ainda nã0 estar na temperatura ideal. Como eu gosto muito de Malbecs e da mesma forma gosto dos vinhos de Luigi Bosca, naquela noite no La Botella, lamentei apenas estar me sentindo tão mal, pois provei apenas uma taça, apenas para dizer que bebi.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Garrafa pesada que tenta ser imponente. O rótulo segue a linha da bodega para os vinhos reservas. Clássico e bonito. Alguns elementos estão em alto-relevo.
Exame visual: Tom bordô, forte.
Exame olfativo: Nariz rico e diferente do primeiro vinho. Algo de especiarias
Exame gustativo: Para os fãs da uva Malbec este é um interessante vinho. Bom corpo e estrutura. Taninos suaves. É um vinho muito bem feito pela Bodega Luigi Bosca não chega a ser um malbec surpreendente (nem tão complexo) mas é redondo e muito agradável. Experimentei o vinho com um pedaço do queijo Gran Padano que estava na mesa: tanto o queijo quanto o vinho cresceram muito, uma excelente harmonização. Os 12 meses em barrica dão corpo e madeira. Bom vinho.
Nota: 88.0+

Altos de La Hoya - Monastrell 2004




















Nome:
Altos de La Hoya
Safra: 2004
País: Espanha
Região: Jumilla
Produtor: Bodegas Olivares
Site: www.bodegasolivares.com/

Uvas/Corte: Monastrell 92%, Garnacha 8%
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 54,00
Onde foi comprado: La Botella, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 20 de julho de 2007
Degustado em: 20 de julho de 2007
Onde bebeu: La Botella, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Sanduíches, saladas, sopas e queijos
Com quem: Claudio, Rafaela, Paula, Miguel, Carol e Marcelo

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor indo para um magenta, bonito tom.
Exame olfativo: Cheiro muito bom, meio doce, que às vezes lembrava caramelo.
Exame gustativo: Este vinho foi uma ótima surpresa. Claudio e Miguel o escolheram com a ajuda do Jean, um dos sócios do La Botella que sempre está na loja quando vamos lá. Foi realmente uma ótima indicação. Gostei bastante, apesar de estar meio doente nesta semana e estar com os sentidos todos alterados. O vinho é redondinho, nada agressivo, não se nota presenta de taninos, apenas um gosto agradável na boca. Preciso registrar aqui que além de estar doente, estava com a cabeça um pouco longe, pensando na leitura que não via a hora de começar... naquela noite, pouco depois das oito horas, encarei uma filinha na Livraria da Travessa no Shopping Leblon para comprar o volume sete da série Harry Potter. Estava feliz da vida. Um dia depois, a leitura já andou um pouquinho, mas num ritmo bem menor do que eu gostaria... Ah, e é preciso registrar que se Claudio, Marcelo e Miguel fizerem algum comentário sobre o fim do livro, eu fico sem falar com eles por um bom tempo! E tenho dito. :)
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples e sem muito apelo visual. Correto e discreto. Some um pouco na prateleira.
Exame visual:
Bonita cor grená intenso.
Exame olfativo:
Cheiro interessante e bem peculiar. Puxando para o doce, algo de chocolate com caramelo um pouco de alguma fruta vermelha. Leve madeira ao fundo.
Exame gustativo:
Primeiro vinho da ótima noite no La Botella com Marcelo, Miguel, Paula e Carol. Escolhemos os vinhos da noite com as indicações do Jean com as novidades da loja. Começamos com mais um gostoso vinho espanhol da uva Monastrell. Este vinho é da mesma bodega do Panarroz. Vinho bem estruturado, sem arestas, sabor com personalidade. Madeira e álcool perfeitamente integrado ao corpo do vinho. Elegante e fácil de se beber. Final igualmente agradável. Passa 10 meses no carvalho.
Nota:
88.0

19 de julho de 2007

Santa Fé de Arraiolos 2006




















Nome:
Santa Fé de Arraiolos
Safra: 2006
País: Portugal
Região: Arraiolos, Alentejo
Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Site: www.bacalhoa.com


Uvas/Corte: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet
Teor alcoólico: 13.5%
Preço: R$ 16,85
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul
Quando foi comprado: 15 de julho de 2007
Degustado em: 15 e 19 de julho de 2007
Onde bebeu: Na casa do Hélio e em casa
Harmonizado com: Cachorro quente
Com quem: Hélio, Luana, Paulinho, Gabriela e Claudio

Comentário do Produtor
Produzido na Herdade das Ânforas em Arraiolos com uvas selecionadas das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. A prova apresenta uma personalidade Alentejana bem definida: cor carregada, rico em aromas e sabores de compotas de frutos vermelhos, enche e pendura na boca com grande suavidade. Ideal para ser consumido desde já, poderá envelhecer em garrafa nos próximos dois anos. Temperatura ideal de serviço 14-16º.

Comentário do Claudio
Exame visual:
Rubi brilhante indo para o violeta claro
Exame olfativo: Fruta, licoroso (compota). Um pouco de álcool ao fundo.
Exame gustativo: Já tinha provado a safra 2005 deste mesmo vinho e tinha gostado. Nesta semana bebi este vinho em dois momentos: assistindo à final da Copa América entre Brasil e Argentina na casa do Hélio e alguns dias depois em casa comendo um cachorro quente (vinho ótimo para harmonizações sem nenhum compromisso). Assim como o 2005 este 2006 é um vinho de excelente custo/benefício. Vinho agradável para o seu dia-a-dia. Estava bem jovem e com boa fruta para um vinho nesta faixa de preço. Seu sabor tem personalidade mesmo sendo um vinho simples. Apresentou uma leve acidez no seu final, acho que tende a melhorar com mais uns meses em garrafa. Tinge um pouco os dentes, leve adstringência. Boa compra nesta faixa de preço.
Nota: 86.0

18 de julho de 2007

Pergunta da Semana - 21

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- Você costuma beber vinhos em restaurantes?

16 de julho de 2007

Château Mourgues du Gres 2004 - Les Galets Rouges - Costières de Nimes




















Nome:
Château Mourgues du Gres - Les Galets Rouges
Safra: 2004
País: França
Região: Costières de Nimes
Produtor: François Collard
Site: http://www.mourguesdugres.com/

Uvas/Corte: Syrah, Grenache, Mourvèdre, Carigan
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 55,00
Onde foi comprado: No evento "C'est Si Bon 2007" no Forte de Copacabana
Quando foi comprado: 14 de julho de 2007
Degustado em: 14 de julho de 2007
Onde bebeu: No evento "C'est Si Bon 2007" no Forte de Copacabana
Harmonizado com: diversas comidas francesas
Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel, Paula, Rafael, Mauro e Marcela

Comentário do Produtor
La Syrah et le Grenache sont associés au Mourvèdre et au Carigan. Sur le fruit rouge et les épices douces et la réglisse, les tanins sont fondus dans l’harmonie du vin.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois do vinho rosé, o vinho tinto pareceu ainda mais encorpado. Assim como o outro, este vinho pareceu ainda melhor naquele ambiente. Nem falei antes, mas foi muito legal rever o Rafael - que, claro, não provou os vinhos.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo tradicional sem nenhum destaque.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Segundo vinho da noite que também não foi analisado corretamente. De qualquer forma este vinho da região mais meridional do vale do Rhône cresceu muito depois de aberto. Vinho encorpado e um pouco frutado. Cresceu com os quiches que comíamos naquele momento. Mas assim como o rosé, o mais importante foi a noite agradável no evento, como bem falou o amigo Thiago no comentário do vinho anterior. Vale repetir o vinho para uma análise mais criteriosa.
Nota: -

15 de julho de 2007

Château Réal D'or 2005 - Côtes de Provence
















Nome:
Château Réal D'or
Safra: 2005
País: França
Região: Gonfaron, Provence
Produtor: S.C.E.A. Château Réal D'or
Site: http://www.realdor.free.fr/

Uvas/Corte: -
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 40,00
Onde foi comprado: No evento "C'est Si Bon 2007" no Forte de Copacabana
Quando foi comprado: 14 de julho de 2007
Degustado em: 14 de julho de 2007
Onde bebeu: No evento "C'est Si Bon 2007" no Forte de Copacabana
Harmonizado com: diversas comidas francesas
Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel, Paula, Rafael, Mauro e Marcela

Comentário do Produtor
Rosé 2005. Oeil : rosé au reflet rose. Nez : gourmand, acidulé et minéral, petits fruits rouges, légèrement amylique. Bouche: ronde et allègue, souple et fraîche, structurée, bouquet du nez et framboise. Conclusion : joli vin de bouche, harmonieux. Une jolie réussite. Macération des raisins, débourbage et fermentation à basse température.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
Exame olfativo:
Exame gustativo:
Este é primeiro vinho rosé do nosso blog. Não por não gostarmos, mas por falta de oportunidade mesmo. Surgiu então a primeira delas no último sábado, durante uma festinha francesa muito agradável que foi realizada no Forte de Copacabana, no Rio. Miguel resolveu provar o vinho que estava sendo vendido em uma das barraquinhas da festa. Acostumados que estamos com vinhos tintos, foi até engraçado, pois assim como os brancos, o rosé é superleve. Eu, sinceramente, resolvi aproveitar mais o momento do que ficar analisando, mesmo porque não tenho muitas referências, para não dizer nenhuma, nessa categoria de vinho. Vale a pena provar, acompanhou bem a conversa agradável com vista para a Praia de Copacabana.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Em geral as garrafas de vinhos roses são muito atrantes pela cor do vinho. Neste caso não foi diferente.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Não analisamos o vinho corretamente, o primeiro rosé do blog. Estavamos no evento "C'est Si Bon 2007" no forte de Copacabana. Barracas com chefs e restaurantes franceses, música francesa e para completar o Miguel escolheu este vinho para bebermos. O local é lindo, a vista de Copacabana com o Pão de Açúcar ao fundo idem e a noite estava muito agradável assim como o vinho. O pequeno Rafael sugeriu uma harmonização com os biscoitos de polvilho que ele estava comendo....e não ficou ruim não.
Nota: -

11 de julho de 2007

Salton Volpi Merlot 2004




















Nome:
Salton Volpi
Safra: 2004
País: Brasil
Região: Tuiuty
Produtor: Vinhos Salton
Site: http://www.salton.com.br/

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 12,2%
Preço: R$ 17,85
Onde foi comprado: Supermercado Mundial, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 10 de julho de 2007
Degustado em: 10 de julho de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Pizza
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
A vinificação é realizada com seleção manual de uvas (cachos e grãos), fermentação com leveduras selecionadas e com extração de aroma e sabor a baixas temperaturas com macerações prolongadas. O vinho foi envelhecido em bordalesas de carvalho frances e americano 50/50 e depois de engarrafado teve envelhecimento em garrafa.
Cor roxo intenso, com reflexos violáceos. Aromas de frutas vermelhas como cereja e framboesa, frutas negras como ameixas passas, cassis e amoras, especiarias, baunilha, chocolate e café. Sabor macio e intenso, de excelente retrogosto e grande permanência de sabor.
Temperatura de Consumo - 15ºC a 18ºC

Comentário da Rafaela
Exame visual: Magenta, bastante denso. Bonita cor.
Exame olfativo: Apesar de ter cheiros conhecidos e até meio óbvios e de já tê-los sentido em outras degustações, não consegui identificá-los precisamente. Há um caramelo no final.
Exame gustativo: Este vinho pareceu pizza dormida... ficou melhor no dia seguinte. Não sei se porque estava fora da temperatura certa ou porque provei apenas um pouquinho quando ainda estava mais quente, mas não gostei tanto assim do vinho na primeira noite que o bebemos. Hoje, porém, no dia seguinte e com alguns graus a menos, ficou bem melhor. O ácido no final, porém, continuou incomodando. Não combinou muito bem com a pizza semi-margherita que comi junto com as primeiras taças - ah, preciso registrar aqui que não bebemos a garrafa toda porque ainda tínhamos um programão pela frente: a pré-estréia de Harry Potter e a Ordem de Fênix, em uma sessão no primeiro minuto do dia 11 de julho. Bom, mas apesar do amarguinho do final, ele deixa um gosto bem agradável na boca. É um vinho com preço muito bom e pode valer a pena ter em casa para acompanhar refeições mais prosaicas.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Tinha tudo para ser um grande rótulo: uma obra do artista brasileiro Alfredo Volpi ilustra o rótulo. Contudo, a colocação do lettering tornou o rótulo pesado e sem estilo, empurrando o vinho para uma categoria abaixo do que realmente ele é. Merecia ser revisto.
Exame visual: Uma bela cor violeta/roxo bastante intenso e brilhante. Tinge a taça.
Exame olfativo: Rico aroma de frutas vermelhas e final de baunilha com madeira. Muito interessante e muito difícil de se achar num vinho nesta faixa de preço. Pelo nariz, você diria que é um vinho mais caro.
Exame gustativo: Nosso amigo do blog Vinho para Todos já tinha nos indicado este vinho e nesta semana li uma entrevista com o presidente da ABS-SP que também recomendava este vinho. Resolvemos comer uma pizza em casa no Dia da Pizza e para acompanhar resolvemos comprar esta garrafa que estava em promoção no supermercado por cerca de R$ 18,00. Já tinha provado uma taça deste vinho quando estive em São Paulo no mês passado e fui a uma pizzaria com meu primo Oswaldo e a Érica. Tinha gostado. O primeiro contato do vinho na boca é surpreendente. Vinho de boa estrutura. Uma aresta percebida foi um amargo do meio para o seu final. Acredito que isso apareceu pela harmonização com a pizza, ou o molho usado nela. Provamos uma outra taça do mesmo vinho no dia seguinte com outra comida e estava bem melhor. A adstringência foi aparecendo e nas últimas taças ele já deixava a boca um pouco seca. Deve ser bebido a uma temperatura de 16-17º. Ficou mais agradável do que a uma temperatura de 20º. De qualquer forma, é uma garrafa que mostra a preocupação da Salton em fazer um vinho de qualidade para todas as faixas de preço. Sem dúvida, é uma ótima compra que vale ser provada. Fica a curiosidade de provar o Merlot Desejo, linha premium desta mesma vinícola.
Nota: 86.0-87.0

9 de julho de 2007

Pergunta da Semana - 20

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog pergunta:

- Você sentiu alguma diferença no preço do vinho praticado pelas lojas com a acentuada queda do dólar?

8 de julho de 2007

Terranoble Cabernet Sauvignon 2005




















Nome:
Terranoble
Safra: 2005
País: Chile
Região: Central Valley
Produtor: Terranoble
Site: www.terranoble.cl

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico:
13,5%
Preço: R$ 16,00
Onde foi comprado: Espírito do Vinho
Quando foi comprado: 06 de julho de 2007
Degustado em: 06 de julho de 2007
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Massa com molho vermelho
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor muito bonita, puxando para o bordô, translúcido.
Exame olfativo: Morango, mas também um cheiro meio metalizado.
Exame gustativo: Depois de meses, finalmente um vinho com taninos presentes. E olha que estou com meu paladar um tanto alterado devido a uma gripe forte que me pegou nesta semana. Este vinho não é nada adstrigente. Apresenta-se um pouquinho ácido no final, mas bem pouco. É um vinho leve, muito fácil de se beber. Deixa um gosto agradável na boca. Como estamos nos preparando para o show no Circo Voador no próximo dia 27, jantamos ouvindo The Magic Numbers, nossa banda favorita no momento. Vale a pena, tanto o vinho quanto os números mágicos.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Novo rótulo para este Cabernet. Assim que vi a garrafa não consegui "ligar o nome à pessoa". Nem no site da Terranoble mostra esta garrafa. Gosto do estilo. Precisa de alguns ajustes no alinhamento da palavras e na divulgação.
Exame visual: Translucido, um grená indo para o bordô. Bem atraente.
Exame olfativo: Corte um morango ao meio e coloque bastante pimenta do reino moída. Este é o buquet deste vinho. Início um pouco metalizado e final mais doce.
Exame gustativo: Um bom Cabernet para fechar a semana. Simples, bem feito, elegante e muito fácil de beber. Boa permanência com final típico de Cabernet. Taninos presentes e macio. Leve acidez, sem madeira presente e álcool bem integrado. É um cabernet chileno equilibrado para você ter em casa, com uma excelente relação custo-benefício. Vale provar.
Nota: 87.0

5 de julho de 2007

Artero Merlot-Tempranillo Crianza 2002




















Nome:
Artero
Safra: 2002
País: Espanha
Região: La Mancha
Produtor: Viñedos y Bodegas Muñoz S.L
Site: -


Uvas/Corte:
Merlot 50%, Tempranillo 50%
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: R$ 57,00
Onde foi comprado: Restaurante Coq - São Paulo
Quando foi comprado: 30 de junho de 2007
Degustado em: 30 de junho de 2007
Onde bebeu: Restaurante Coq, em São Paulo
Harmonizado com: Risoto de Lulas com Shimeji e Penne com shitakes
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Ricos aromas de frutas maduras e em compota, com notas balsâmicas, de defumação e pimenta. Quente, muito macio e persistente.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Infelizmente, não consegui identificar nada conhecido. Havia, de qualquer forma, um cheiro familiar, já sentido em outras degustações.
Exame gustativo: Esta foi a segunda vez que provei um Artero. Confesso que da primeira vez gostei mais, mas talvez tenha sido pelo fato de ter sido uma opção apenas com a Tempranillo - aquela uva gostosa que Mauro gosta tanto. :) Obviamente não dá para falar mal deste vinho. Ele é bem agradável e acompanha bem um risoto de lula, que foi o prato do Claudio. O meu foi uma massa com cogumelos que não harmonizou tão bem com o Artero. Voltando ao começo da história, porque em tudo sempre há uma histórinha... Depois de muito planejar passar um fim de semana em São Paulo, tivemos bons motivos para enfrentar a Dutra. A minha amiga querida Gi iria comemorar o aniversário com um grupo de amigos paulistas. Além disso, eu queria visitar a avó do Claudio, que andou meio doentinha. Foi uma decisão muito acertada. Foi tudo muito bacana e em menos de dois dias inteiros, nos encontramos com 14 pessoas, algumas mais conhecidas, como o Fábio e a 'vó' Hebe, outras inéditas, como o Oswaldinho e família e 'tio' Carlos e Lucila. :) A festa da Gi estava muito legal e foi lá que provamos o Artero, no bistrô Coq, em Higienópolis. E também foi lá que reencontrei o Lauro, que havia sido meu colega em Londres em 1999. Olhando assim, parece que São Paulo é do tamanho de Esmeralda... No domingo, não bebemos vinho, mas tenho que registrar que almoçamos com Gi, Renê, Isabela, a mãe da Gi e mais o amigo dos tempos de colégio do Claudio, o Zé Rodrigo, com a Fernanda. Espero que não demore a próxima viagem para lá!
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Segue a mesma linha do outro Artero degustado e comentado aqui no blog: Rótulo com um excesso de elementos e misturas de técnicas. Não é um rótulo bonito mas cria uma identidade que é interessante para este vinho.
Exame visual: A suave luz do restaurante não permitiu fazer a avaliação.
Exame olfativo: Bastante agradável
Exame gustativo: Este Artero segue a linha sendo um vinho moderno, frutado, com destaque para o açúcar e bastante agradável. Foi inevitável a comparação com o outro Artero 100% Tempranillo que bebemos e que nos agradou um pouco mais. Esta garrafa não estava tão jovem quanto a outra e a Merlot se fez presente. Talvez um corte com um pouco menos de Merlot poderia favorecer. Meu delicioso prato, um risoto de lulas com shimeji, harmonizou perfeitamente com o vinho. O Resultado foi melhor que com a massa da Rafaela. É um vinho que vai agradar. Vale provar e se for num anbiente interessante como o restaurante Coq, melhor ainda.
Nota: 87 .0+

4 de julho de 2007

Casillero del Diablo Carménère 2005* #cbe




















* Este vinho foi escolhido pelo blog Pisando em Uvas para ser o vinho degustado neste mês pela Confraria Brasileira de Enoblogs. A dinâmica da confraria é a seguinte: todo mês é escolhido um vinho para ser degustado por todos. No primeiro dia do mês seguinte são postados os comentários. A nossa primeira participação foi no mês de março com o vinho Rio Sol (não deixe de ler o post também!). Abaixo, nossas observações sobre o Casillero. Se você já tiver degustado este vinho, deixe seu comentário. Ah, não esqueçam de conferir as análises de nossos enoamigos da Confraria. Os links estão ao lado.

Nome: Casillero del Diablo
Safra: 2005
País: Chile
Região: Rapel Valley
Produtor: Concha y Toro
Site: http://www.conchaytoro.com/

Uvas/Corte: Carménère 85%, Cabernet Sauvignon 10%, Shiraz 5%
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 28,00
Onde foi comprado: Alipão, na Rua Dona Mariana, em Botafogo, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 13 de junho de 2007
Degustado em: 28 de junho de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos, pasta de manjericão e pães
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário Produtor
Color:Rojo oscuro, intenso y profundo con reflejos violáceos.
Aroma: atractivos aromas a ciruelas negras, grosella y chocolate.
Sabor: Textura plena en boca, suave y bien estructurada con notas de ciruelas negras y especias enmarcado generosamente por roble americano tostado.
Acompaña: Carnes, vegetales, pizza y quesos maduros.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor densa, forte, que parece tingir o copo.
Exame olfativo: Bom, o Claudio ficou me dizendo que havia cheiro de pimentão e chocolate. Pimentão... até que dá para acreditar, mas chocolate não senti, não. Para minha coleção de cheiros esquisitos, mais para o final, senti cheiro de sabonete.
Exame gustativo: Logo de início, senti uma ardência na garganta. Com a comida, fica bem melhor, o que foi comprovado ao degustarmos os queijinhos que compramos para a noite. Com a temperatura adequada, como a maioria dos vinhos, fica bem melhor. Degustamos o vinho (ouvindo o CD do filme O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain) depois de termos tentando ir a uma degustação da Valduga em Copacabana - fomos até o hotel em que estava sendo realizada, mas fomos solenemente ignorados pelos vendedores/garçons do lugar... Ah, já ia me esquecendo, é impressionante o marketing que impulsiona a venda deste vinho. Todo mundo que vai ao Chile, volta contando a história do tal 'diablo'. E na semana passada o caderno de turismo do jornal O Globo relembrou a história mais uma vez.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo que já está na cabeça de todo mundo. A Concha y Toro faz um marketing bem feito para esta linha de vinho. É um rótulo simples que se torna marcante pela tipologia usada e pela ilustração do "diabo".
Exame visual: Tom bordô para o violeta escuro e fechado. Bordas mais claras, indo para o grená.
Exame olfativo: Um pouco de álcool no início, passando para um tradicional cheiro de Carménère. Final com chocolate e pimentão.
Exame gustativo: Vinho que me surpreendeu positivamente. Não esperava muito deste vinho por dois motivos: não sou um dos maiores fãs da uva Carménère e confesso que tenho um certo preconceito com marcas de vinhos com tanta divulgação como o Casillero del Diablo. Fui degustar o vinho sem muitas expectativas, mas logo de início tive uma boa impressão. Vinho bem feito e de boa estrutura. Sabor forte, encorpado e único. Aquele tradicional final da Carménere não estava tão presente, o que me agradou. Final levemente quente, porém longo e interessante. Um vinho que vai funcionar melhor com comida e que ainda pode evoluir com 1 ou 2 anos. Não tem madeira em excesso, um pouco de acidez e leve adstringência. Sem arestas. Tinge os dentes. Decantamos por uma hora e servimos a uma temperatura de 19º-20º. Guardamos um pouco na garrafa e bebemos no dia seguinte: não perdeu suas características. É sem dúvida uma boa compra e para quem ainda não degustou um vinho desta uva, fica aqui a sugestão deste Casillero.
Nota: 87.0

3 de julho de 2007

D. V. Catena Malbec-Malbec 2002



Nome: D. V. Catena
Safra: 2002
País: Argentina
Região: Lunlunta e Agrelo, Lujan de Cuyo, Mendoza
Produtor: Bodega Catena Zapata
Site: www.catenawines.com


Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 60,00 na Argentina, no Brasil de R$ 80,00 a R4 110,00
Onde foi comprado: Gentilmente comprado pelo Hélio em Buenos Aires
Quando foi comprado: julho de 2006
Degustado em: 26 de junho de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos, pasta de manjericão e pães
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário Produtor
Este vino es el resultado del corte de dos Malbec provenientes de viñedos ubicados em diferentes microclimas de la provincia de Mendoza. Uno de Ellos es de la zona de Lunlunta a 860 mts de altura y el otro es de la zona de Agrelo, a 940 mts. Nuestras investigaciones em Bodega Catena Zapata nos indican que al elaborar un vino varietal de corte con uvas provenientes de estas zonas se obtienen características superiores a las de cada una evaluada individualmente. Cada componente hace su aporte para lograr un vino caracterizado por su notoria concentración y complejidad.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô.
Exame olfativo: Cheiro de café moído na hora como se faz nos supermercados do interior lá do Rio Grande do Sul. A cada nova taça, um cheiro diferente: de relva a pipoca...
Exame gustativo: Este vinho deveria ter sido bebido bem antes. Não por ter chegado a hora, mas porque havíamos combinado assim, mas os dias foram se atropelando e a data para desgustá-los acabou ficando bem para trás. Bom, o vinho é bom, mas a expectativa era bem alta e ele acabou sendo menos atraente do que eu havia imaginado. De início, ele tem um amarguinho que incomoda. Esperava um vinho redondo por ser resultado da mistura de duas Malbecs.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo clássico e elegante. Feito em um papel especial com uma ilustração da imagem de Domingo Vicente Catena, que poderia ser mais trabalhada. Um rótulo com estilo.
Exame visual: Tom bordô/violeta escuro.
Exame olfativo: Toques de madeira, ameixa, café tostado.
Exame gustativo: Catena Zapata é um grande produtor de vinhos na Argentina, sinônimo de vinhos de qualidade e que sempre gera uma expectativa de se beber um grande vinho. é um corte de duas uva malbec vindas de duas regiões diferentes. A primeira impressão que tivemos não foi boa. Um amargo no início mostrou um certo desequilíbrio o que foi um pouco decepcionante. Depois o vinho se abriu e se mostrou com uma boa estrutura, moderno e muito bem feito. Vinho que preenche um pouco a boca e com um final longo e macio. Taninos firmes. Um belo malbec que só não recebe uma pontuação melhor pois em todas as taças o primeiro contato com a boca o desequilíbrio apareceu. Servido à 18º.
Nota: 88.0

Pergunta da Semana - 19

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- Tannat ou Carménère? Qual dessas duas uvas ícones dos vizinhos Uruguai e Chile, respectivamente, você prefere? Você indica algum vinho dessas uvas?