30 de maio de 2007

Salton Séries Teroldego 2005





















Nome: Salton Séries
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Tuiuty, Vale dos Vinhedos
Produtor: Vinhos Salton S.A.
Site: www.salton.com.br

Uvas/Corte: Teroldego 100%
Teor alcoólico: 12.6%
Preço: R$ 24,00
Onde foi comprado: Lidador Botafogo
Quando foi comprado: 25 de maio de 2007
Degustado em: 25 de maio de 2007
Onde bebeu: Casa da Marcela e do Mauro
Harmonizado com: Queijos e Pizzas
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela e Mauro

Comentário do Produtor
Coloração vermelha púrpura. Aromas de flores roxas (rosa, lírio, violeta e lavanda), frutas maduras (amora, framboesa, cereja e morango), confeitaria, frutas em calda, rosa mosqueta e flores secas. Paladar macio, agradável e prolongado no final da boca.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô.
Exame olfativo:-
Exame gustativo: Bebemos este vinho depois de comer uma bela pizza do Domino's e assistindo o filme "Click", com Adam Sandler, na casa da Marcela - Nos convidamos para ir lá na última sexta-feira, com a desculpa de pagar o último vinho que estávamos devendo para o Mauro devido a um certo jogo de futebol. Ele não chega a ser tão bom quanto o anterior, mas também é um bom custo/benefício.
Nota: 85.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo bem simples que é igual para toda a linha. Mudando apenas a cor para cada uva. É um rótulo que está de acordo com a proposta desta linha: a menor interferência do homem para a uva expressar o seu terroir.
Exame visual: Cor muito bonita. Um violeta muito intenso e brilhante.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: A Salton lançou esta linha de vinhos com edição limitada. Estes vinhos não passam por barris de carvalho. A idéia da Salton era preservar a expressão da uva, fazendo uma linha didática. Escolhemos uma garrafa da uva italiana Teroldego para provar esta linha de vinhos. É um vinho jovem, ainda um pouco quente mas bastante interessante. Um estilo de vinho mais rústico que me agrada. Deixa a boca um pouco seca e um leve amargo. Bom custo/benefício. Vale provar esta série de vinhos.
Nota: 85.0 +

28 de maio de 2007

Pergunta da Semana - 14

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog pergunta:

- Qual o seu vinho preferido custando até R$ 30,00 (10 euros)?

27 de maio de 2007

Salton Talento 2002




















Nome:
Talento
Safra: 2002
País: Brasil
Região: Tuiuty, Vale dos Vinhedos
Produtor: Vinhos Salton S.A.
Site: www.salton.com.br

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 60%, Merlot 30%, Tannat 10%
Teor alcoólico: 12.5%
Preço: R$ 39,00
Onde foi comprado: Supermercado Mundial
Quando foi comprado: 8 de maio de 2007
Degustado em: 25 de maio de 2007
Onde bebeu: Casa da Marcela e do Mauro
Harmonizado com: Queijos e Pizzas
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela e Mauro

Comentário do Produtor
Límpido com coloração roxo intenso. Com características especiais do terroir, bouquê de frutos roxos e de bosque, notas de cedro, menta, café, chocolate e tabaco, na boca elegante, concentrado, muita fruta com bom corpo, taninos suaves e volumosos, final persistente e harmônico

Comentário da Rafaela
Exame visual: Quando fica apenas um pouquinho no copo, ele fica com cor de morango, mas, claro, quando há mais no copo, a cor é mais intensa.
Exame olfativo:-
Exame gustativo: Este vinho está aprovado. Por eu não estar junto com o Claudio no dia da compra e por ter sido lá no Mundial - supermercado mais popular aqui no Rio -, eu estava com um pé atrás. Para me convencer de que havia feito um ótimo negócio - afinal, o vinho custa 70 e poucos e estava a 39 no Mundial -, Claudio começou a me dizer tudo de bom que já havia lido. E tudo realmente se confirma. É muito bom.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo com personalidade marcante que combina com o caráter do vinho.
Exame visual: Grená escuro
Exame olfativo: Nariz rico: frutas escuras maduras, café, caramelo, tostado.
Exame gustativo: Selecionamos dois vinhos da Salton para esta noite. Começamos pelo Talento. Sempre tive vontade de degustar este vinho que em diversas publicações foi considerado o melhor vinho brasileiro. Contudo achava o preço um pouco alto (em torno de R$ 70,00). Estava um dia comprando algumas coisas no Supermercado e vi o Talento em promoção por R$ 39,00. Era a hora de comprar. Aproveitamos uma noite fria no Rio e fomos para casa da Marcela e do Mauro degustar. O vinho me impressionou muito. Um vinho de bom corpo, boa estrutura que enche a boca com sabores fortes de frutas escuras e tostado. Leve adstringência e leve toque de madeira. Longo final, permanência grande e firme com um pouco de acidez, com personalidade. Sem dúvida o melhor vinho brasileiro já degustado aqui no blog. Recomendo o Talento que nos mostra que é possível fazer vinhos de qualidade no Brasil.
Nota: 88.0 +

Finca La Linda Malbec 2005


















Nome:
Finca La Linda
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Mendoza, Luján de Cuyo
Produtor: Luigi Bosca
Site: www.luigibosca.com.ar

Uvas/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 34,00
Onde foi comprado: Restaurante Empório Pax
Quando foi comprado: 22 de maio de 2007
Degustado em: 22 de maio de 2007
Onde bebeu: Restaurante Empório Pax
Harmonizado com: Pizza
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do produtor
Característica cor vermelho intenso. Aromas a cereja e especiaria. Envelhecido em carvalho francês por três meses. Vinho bem equilibrado com taninos balanceados.

Comentário Rafaela
Exame Visual:
Não deu para ver a cor exata, pois o Empório PAX tem uma iluminação fraquinha, o que não é de todo mau.
Exame Olfativo: Cheiro de frutas vermelhas, chocolate.
Exame Gustativo: Este vinho tem um valor sentimental. Já comemoramos um ano de namoro com ele e agora chegamos a mais uma data, sendo comemorada também por ele. O Finca La Linda é daqueles vinhos que você fica superfeliz de ainda ter a garrafa toda pela frente - diferente de alguns que você pensa após o primeiro gole: oh, não, ainda tem todo o resto... Apesar dos 14% de álcool, não é um vinho que te deixa tonta de cara. Na verdade, com gosto agradável e bem equilibrado, o Finca La Linda vai te envolvendo aos poucos. A presença de taninos é quase imperceptível e ele tem um levíssimo amargo no final, que não desagrada, pelo contrário, o deixa ainda mais gostoso. Bom, já deu para perceber que este é um dos vinhos que mais gostei dentre os que já bebemos até agora.
Nota: 89,0

Comentário Claudio
Rótulo: Estilo clássico de rótulo. Bem feito, bonito e funcional. Nada de novo.
Exame Visual: Violeta Escuro
Exame Olfativo: Ameixa madura, frutas vermelhas maduras, final algo doce como chocolate e um pouco de café tostado.
Exame Gustativo: Finca la Linda é uma marca que gostamos. Em geral são vinhos bem feitos, corretos e com um preço interessante. Já havia degustado os Malbecs das safras 2003 e 2004. Descobrimos que o site garfada tinha indicado o Finca la Linda, linkando os comentários que fizemos aqui no Le Vin au Blog então resolvemos provar uma garrafa 2005 para ver como estava esta safra. A garrafa que bebemos apresentou um vinho mais intenso e com características mais jovens que as safras anteriores. Caminhou para um estilo mais moderno de vinho, com mais intensidade de fruta madura e um pouco mais denso. Acidez um pouco aparente, álcool bem integrado e leve adstringência. Final com algo de achocolatado/café com permanência agradável. Continua sendo uma boa compra. Acho que com um ou dois anos a mais vai ficar um vinho bem mais interessante. Bebemos no restaurante Empório Pax do Shopping de Botafogo. As opções de vinhos do restaurante são poucas mas com preços atraentes. Vale pedir o vinho para acompanhar seu jantar e a bela vista para o Pão de Açúcar.
Nota: 86.0 +

26 de maio de 2007

San Domenico 2005 - Chianti Colli Senesi




















Nome:
San Domenico
Safra: 2005
País: Itália
Região: San Gimignano
Produtor: Fattoria Sovestro

Uvas/Corte: Sangiovese 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 24,98
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul - Jardim Botânico
Quando foi comprado: 18 de maio de 2007
Degustado em: 18 de maio de 2007
Onde bebeu: Na pizzaria do Supermercado Zona Sul - Jardim Botânico
Harmonizado com: Pizza Quatro Estações
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi
Exame olfativo: A primeira tentativa de sentir que cheiros este vinho tinha foi satisfatória. O vinho causou uma boa impressão, apesar de o álcool ainda aparecer forte. Lá pelas tantas, talvez por influência dos cheiros do supermercado, senti cheiro de peixe, mas deve ter sido por obra do ambiente.
Exame gustativo: Eu não posso dizer que não gostei desse vinho, mas creio que o interesse por ele foi diminuindo a cada gole. Ele tem levíssima adstringência, o gosto é bom, o leve amargor não chega a incomodar tanto. Existe um agravante, apesar de conter apenas 12,5% de álcool, ele deixa você tonta ainda nas primeiras taças. Eu já estava assim no segundo copo. O ideal é beber bastante água, como sempre.
Nota: 84.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Simples e interessante. Lembra uma escrita a pena, dando um ar de tradicional. Apenas a logomarca da vinícola destoa por entrar em um hot stamp cobre. Bom rótulo.
Exame visual: Rubi leve indo para o violeta.
Exame olfativo: Não foi possível analisar devido ao meu resfriado.
Exame gustativo: Gosto muito de Chiantis. Acho que a uva sangiovese produz vinhos interesantes para o meu paladar. Para acompanhar uma pizza no Zona Sul achamos que seria uma boa pedida. Assim como os vinhos franceses, é difícil achar vinhos italianos na faixa de R$ 20,00, comprado em supermercado com uma qualidade razoável. Conseguimos achar mais boas surpresas entre os italianos do que entre os franceses. Contudo este Chianti se mostrou desequilibrado com álcool muito aparente mesmo com uma graduação não tão alta. Um vinho rústico, com acidez marcante. Tinge os dentes. Está na lista dos próximos vinhos um Chianti de boa qualidade.
Nota: 82.0

23 de maio de 2007

Pergunta da Semana - 13

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog pergunta:

- Qual vinho combina melhor com a pizza que você mais gosta?

21 de maio de 2007

Artero Tempranillo 2005



















Nome:
Artero
Safra: 2005
País: Espanha
Região: La Mancha
Produtor: Viñedos y Bodegas Muñoz S.L.
Site:

Uvas/Corte: Tempranillo 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 40,00
Onde foi comprado: Salitre no Leblon
Quando foi comprado: 15 de maio de 2007
Degustado em: 15 de maio de 2007
Onde bebeu: Salitre no Leblon
Harmonizado com: Tábua de queijos e frios, Bruschettas
Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel e Paula

Comentário do Produtor
Vermelho-violáceo intenso. Aromas de romã madura, groselhas e amoras, sobre notas de ervas e folhagem úmida. Impacto macio e frutado, com ótimo equilíbrio e agradável final.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor forte, bordô.
Exame olfativo: Cheiro adocicado.
Exame gustativo: Este vinho foi realmente uma ótima surpresa. Fazia muito tempo que não provava um vinho que me agradasse tanto. O Artero vale a pena ser provado, pois dá gosto de beber. Ele não chega a ser tão aveludado quanto o Conde de Valdemar, mas quase chega lá. Sem deixar de observar que o sabor é cheio, gostoso. Ele parece ser adocicado, mas isso não tem nenhuma relação com açúcar. Combinou muito bem com os queijinhos e com as bruschettas gostosas do Salitre. Experimentem!
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo com um excesso de elementos e misturas de técnicas. Não é um rótulo bonito mas cria uma identidade que é interessante para este vinho.
Exame visual: Cor escura, denso
Exame olfativo: Um cheiro algo defumado
Exame gustativo: Já tinha lido alguns comentários sobre este vinho e estava querendo provar há algum tempo. A região de La Mancha é a maior região produtora de vinhos da Espanha e está se reestruturando para fazer vinhos mais elaborados. A garrafa estava escondida num canto da loja, sugeri para o Miguel e ele concordou. É um vinho moderno, um "fruit bomb" sem ser exagerado. Bom corpo, deixa a boca cheia, denso com muita fruta em compota. Boa permanência, nota-se o açúcar. Vinho jovem e que deve ser bebido assim. Vinho bem feito que me agradou, boa compra na sua faixa de preço e para quem procura um vinho frutado sem excessos.
Nota: 88.0 +

Three Steps Shiraz 2004



















Nome:
Three Steps Premium
Safra: 2004
País: Austrália
Região: Hunter Valley
Produtor: Three Steps Vineyards
Site:

Uvas/Corte: Shiraz 100%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 42,00
Onde foi comprado: Salitre
Quando foi comprado: 15 de maio de 2007
Degustado em: 15 de maio de 2007
Onde bebeu: Salitre - Leblon
Harmonizado com: Tábua de queijos e frios, Bruschettas
Com quem: Claudio, Rafaela, Miguel e Paula

Comentário do Produtor
This Shiraz is rich deep plum in colour and shows inky consistency. Thick in spice and plum flavours that are well balanced with integrated oak treatment. The palate imparts a rich mocha intensity with a long finish. The wine is delightful drinking now or will reward up to 5 years cellaring.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Se este tivesse sido o único vinho da noite, talvez eu o tivesse achado um pouco melhor, mas degustado junto com Artero - próximo a ser comentado aqui no blog -, ele ficou para trás. Não era um vinho ruim, mas achei o gosto muito agressivo. Sinceramente, não fiquei com muita vontade de prová-lo novamente, algo bem diferente do outro.
Nota: 85.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto desta garrafa. O rótulo é formado por duas partes distintas. Na parte principal poucos elementos que conseguem mesclar modernidade e tradição. As cores usadas combinam com a tonalidade do vinho. A segunda parte do rótulo é quase um selo, um adesivo de certificação. O conjunto ficou harmônico.
Exame visual: -
Exame olfativo: Um cheiro doce, baunilha e um pouco de floral.
Exame gustativo: O vinho deveria ter sido aberto antes de degustarmos, como não fizemos isto, notamos um pouco de gás carbônico no início. Com o tempo foi melhorando e com alguns frios da tábua ele se comportou melhor. Acredito que com um prato de carne o vinho possa crescer. Um vinho jovem de sabor peculiar e com um leve amargo. Um vinho interessante sem ser marcante. Como disse o Miguel, um vinho "divertido". Foi o primeiro vinho da noite. Temos que provar um Shiraz australiano mais encorpado agora.
Nota: 86.0 +

19 de maio de 2007

Clos Torribas Crianza 2003




















Nome:
Clos Torribas
Safra: 2003
País: Espanha
Região: Penedès, Barcelona
Produtor: Bodegas Pinord
Site: www.pinord.es

Uvas/Corte: Tempranillo 90%, Cabernet Sauvignon 10%
Teor alcoólico: 12%
Preço: R$ 28,00
Onde foi comprado: Garrafeira, Leblon
Quando foi comprado: 12 de maio de 2007
Degustado em: 13 de maio de 2007
Onde bebeu: Casa Regina Helena
Harmonizado com: Almoço de Dia das mães - Frango com creme de milho requeijão e batata palha, feijão branco com carnes, arroz
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro, Claudine, Roberto, Regina Helena, Cremilda e Nelita

Comentário do Produtor
Una vez cosechada la uva en su justo punto de maduración, el mosto obtenido fermenta lentamente en cubas de acero inoxidable. Posteriormente se efectúa una crianza en barricas de roble francés y americano durante un periodo de entre seis y nueve meses, pasando a continuación a su afinamiento final en botella. Aspecto: De color granate con tonos ligeramente violáceos, limpio y brillante.Aroma:Inicialmente intensos aromas a barrica y posteriormente una vez oxigenado el vino en la copa aparecen los aromas varietales del tempranillo que nos recordaran a las frutas del bosque.Gusto: De paladar suave con una crianza moderada. Destacan los gustos del envejecimiento en buen equilibrio con el cuerpo del vino y sus aspectos mas frutales.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois de atingirmos o vinho número 100 do blog, chegamos ao nosso centésimo juntos. Havíamos separado um vinho especial para a data, mas na semana passada encontramos tantos amigos e tantos vinhos foram bebidos que acabamos chegando ao vinho 100 rapidinho. E nem deu tempo de degustarmos o que havíamos escolhido. Este vinho foi bebido no Dia das Mães, que passamos perto de várias mães: a mãe do Claudio, a tia Cremilda e a Nelida, além da Marcela e da Claudine e dos meninos: Claudio, Mauro e tio Roberto. Já havíamos provado este vinho e tínhamos gostado bastante. Nesse domingo, eu não prestei muita atenção, mas o vinho combinou bem com a ocasião.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo tradicional, com aspecto envelhecido. Utiliza uma ilustração da propriedade ao fundo. Clássico.
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: Amadeirado e levemente frutado.
Exame gustativo: Uma das primeiras vezes que vejo um comentário do produtor se encaixar bem com o que senti com o vinho. Vinho leve, agradável, amadeirado. Já havia provado este vinho antes, safra 2002, que tinha entrado numa lista de "best values" da Wine Spectator. A safra 2002 estava um pouco melhor. Funcionou bem para acompanhar pratos diferentes do almoço de Dia das Mães. Um bom vinho. Curiosidade: o ator Toni Ramos estava na loja, no Leblon, e comprou o mesmo vinho.
Nota: 86.0 +

18 de maio de 2007

Château Latham 2003 - Corbieres




















Nome:
Château Latham
Safra: 2003
País: França
Região: Corbieres
Produtor: Château Saint Esteve
Site: www.chateau-saint-esteve.com

Uvas/Corte: Carignan 45%, Grenache 35%, Syrah 20%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 22,00
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul
Quando foi comprado: abril de 2007
Degustado em: 12 de maio de 2007
Onde bebeu: em casa
Harmonizado com: Estrogonofe de frango, arroz e batatas
Com quem: Claudio, Rafaela, Marie e Mario

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: O cheiro me era familiar, já havia sentido em outros vinhos. Depois me dei conta de que realmente não gosto do cheiro de vinhos franceses - ou pelo menos dos que eu já provei até hoje.
Exame gustativo: Acho que preciso começar a fazer minhas anotações mais a sério, pois na hora de escrever simplemente não lembro mais de muitas informações e acabo misturando os vinhos. Ainda mais numa semana cheia de enoexperiências como foi a passada. Este vinho foi comprado no Zona Sul por um preço baratinho. Dizem que sempre é necessário desconfiar quando um vinho francês tem preço baixo. Bom, sobre este havia boas indicações. Um cara daqui do Rio, que dizem ser bem entendido no assunto de vinhos, deu a dica em alguma revista/jornal e o Claudio se entusiasmou. Para um vinho francês barato - sem maldade aqui -, pode-se dizer que ele vale a pena. O provamos em uma noite aguardada há tempos. Claudio e eu viramos quase moradores da casa da Marie e do Mário e nunca dava jeito de eles virem aqui em casa. Finalmente, no sábado, conseguimos acertar nossas agendas. :) Depois de muito discutirmos o cardápio que deixaria nossos amigos queridos contentes, o Claudio optou por algo simples, mas que todo mundo gosta: estrogonofe. Hummm, estava tão bom. E o vinho foi um bom acompanhamento. Até o Mário trocou sua Coca-cola safra maio 2007 para prová-lo.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo como você já deve ter vistos muitos por aí. Sem nenhum datelhe marcante ou qualquer característica específica. Um rótulo sem charme.
Exame visual: Grená.
Exame olfativo: Um cheiro que lembra alguns Bordeaux: terra, pimentão, especiarias. Un nariz que já sentimos em outros vinhos.
Exame gustativo: Comprei este vinho depois de ler uma indicação num blog do Globo. É um vinho interessante. Leve acidez e amargor, boa permanência. Deixa a boca um pouco seca no seu final e tinge os seus dentes. Um corte que regularmente não provamos mas que se mostrou bastante agradável e acompanhou bem a comida. Sempre desconfio de vinhos franceses, vendidos em supermercado por um preço baixo, na faixa de R$ 20,00. Dificilmente se consegue alguma coisa boa mas no caso do Chateau Latham foi uma boa surpresa, não vai mudar a sua vida mas vale provar.
Nota: 85.0

17 de maio de 2007

Pergunta da Semana - 12

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- A pontuação dada por críticos influencia na hora de você escolher um vinho?

Cisplatino Tannat-Merlot 2004




















Nome:
Cisplatino
Safra: 2004
País: Uruguai
Região: Rio de la Plata
Produtor: Pisano Family Vineyards
Site: www.pisanowines.com

Uvas/Corte: Tannat 60%, merlot 40%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 29,00
Onde foi comprado: La Botella
Quando foi comprado: 11 de maio de 2007
Degustado em: 11 de maio de 2007
Onde bebeu: La Botella
Harmonizado com: Tábua de queijos, frios, massa com molhos diversos
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro, Júnia e Fernando

Comentário do Produtor
El Cisplatino es un vino que encierra en su nombre la historia en común que nuestro país y Brasil recorrieron en su período de independencia primero del dominio Español y después del Portugués. (1821- 1828).Es un vino compuesto en su gran mayoría por Tannat (uva insignia de nuestro país) perfectamente combinado con el Merlot. Tiene un toque apenas tostado que le otorga al vino un carácter especial. La fruta está muy presente y es un vino potente en la boca y de grandes aromas. La fuerte estructura del Tannat encuentra su equilibrio en la armonización que le otorga el Merlot.
COLOR:Ruby Profundo.
AROMA:delicado y concentrado. Ciruela, nueces, especias y hongos
SABOR:amable pero con cuerpo. Muy buena densidad. Sabores de arándanos, moras y otros frutos silvestres, pasas, ahumados.
GASTRONOMIA: Buen compañero de carnes, corderos, pastas y quesos. Va muy bien con empanadas, pasteles. Muy bueno en estructura y concentración.
Sugerimos servirlo en el entorno de los 18º C.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Eu não me dediquei a olhar a cor desta vez, mesmo porque essa não é tarefa das mais fáceis na penumbra (gostosa) do La Botella.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o terceiro vinho do encontro com Marcela e Mauro no La Botella. Já havíamos bebido duas garrafas e estava mais que bom, mas aí chegaram o Fernando e a Junia e acabamos escolhendo mais uma. Um vinho uruguaio em homenagem ao Fernando, o noivo uruguaio da Junia. No início da noite, já havíamos pensado em beber o Cisplatino, mas decidimos experimentar um diferente. Ano passado, quando conheci o Miguel e a Paula, provamos esse vinho e as lembranças eram boas. A boa impressão ainda persiste. O Cisplatino é um vinho bom para acompanhar uma massinha, como a que comemos no La Botella. Só não precisava a garçonete ter enchido nossos copos daquele jeito...
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo que peca nos detalhes. Tem elementos para ser um rótulo bonito mas principalmente pelo peso de algumas tipologias usadas ele acaba não ficando tão harmônico. Esta garrafa é fina e alta. Com alguns ajustes este rótulo iria ganhar muito.
Exame visual: Não foi analisado.
Exame olfativo: Não foi analisado.
Exame gustativo: Este foi o terceiro vinho da noite. Escolhemos este vinho para homenagiar o Fernando, o uruguaio da mesa. Nesta noite bebemos apenas uma taça. Já tinha bebido este mesmo vinho antes. É um corte bastante interessante, a uva Merlot dá uma arredondada nas características marcantes da Tannat. No final podemos perceber o sabor característico da Tannat um pouco mais suavizada mas suficiente para diferenciar o final em relação aos outros dois vinhos da noite. Fechou bem a noite com 3 vinhos de características próprias mas de qualidade semelhante.
Nota: 87.0

16 de maio de 2007

Crios Syrah-Bonarda 2005




















Nome:
Crios
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Junin, Mendoza
Produtor: Susana Balbo - Domínio Del Plata
Site: www.dominiodelplata.com.ar

Uvas/Corte: Syrah 50%, Bonarda 50%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 42,00
Onde foi comprado: La Botella
Quando foi comprado: 11 de maio de 2007
Degustado em: 11 de maio de 2007
Onde bebeu: La Botella
Harmonizado com: Tábua de queijos e frios
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro

Comentário Produtor
Crios means “offspring” (as in children). Susana selected a word to express the notion that these are wines that haven’t quite “grown up” to the same level of quality and maturity as her more expensive Susana Balbo signature label wines, but they receive the same loving care and attention throughout the winemaking process. The label features a series of three connected and overlapping hands, an image inspired by a Mayan artifact. The three hands represent Susana and her two children. By definition, Crios wines are meant to be consumed while still young and vibrant and have great fruit expression.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Eu não me dediquei a olhar a cor desta vez, mesmo porque essa não é tarefa das mais fáceis na penumbra (gostosa) do La Botella.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu sempre quis beber um Crios, nem foi por ser da Susana Balbo, mas pelo rótulo bonito. Sim, sim, já aprendi que não se escolhe o vinho pelo rótulo, mas esse é realmente bonito. Quanto ao vinho, foi o preferido da Marcela. Diferente de outras vezes, quando bebemos um vinho e depois o outro, desta vez, a mesa ficou repleta de copos, três para cada um, imagina só a confusão. No final, deu tudo certo, ninguém se enganou, nem nada. Cada um pôde escolher qual gostava mais e beber mais dele. Eu achei o Crios bem agradável, não tinha nada de mais, mas não desagradava, foi bom para acompanhar a conversa e os queijinhos e frios.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto deste rótulo que é usado para toda a linha Crios. Moderno e original. Segundo Susana Balbo a mão maior seria a dela e as menores de seus filhos (suas crias). Como falou Gary, parece que a mão está ali esperando para se cumprimentada, uma interação da garrafa com quem vai beber o vinho. Garrafa com ombros largos. Estilo marcante e fácil de se lembrar.
Exame visual: Violeta
Exame olfativo: Cheiro mais adocicado, algo de baunilha.
Exame gustativo: Susana Balbo é uma importante produtora de vinhos na Argentina. Da linha Crios acredito que este é um dos melhores. Gosto bastante deste corte com Syrah e Bonarda. Já havia bebido este mesmo vinho antes e nesta garrafa suas boas características permaneceram. Vinho muito bem feito, bom corpo que enche a boca. Paladar definido, frutado e com madeira aparecendo ao fundo, acidez agradável, estilo de vinho moderno. Vale provar. Foi o segundo vinho da noite.
Nota: 88.0

14 de maio de 2007

Uxmal Cabernet Sauvignon 2006




















Nome:
Uxmal
Safra: 2006
País: Argentina
Região: Junin, Mendoza
Produtor: Bodegas Esmeralda
Site:

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 28,00
Onde foi comprado: La Botella
Quando foi comprado: 11 de maio de 2007
Degustado em: 11 de maio de 2007
Onde bebeu: La Botella
Harmonizado com: Tábua de queijos e frios
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela, Mauro

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Cheiro adocicado.

Exame gustativo: Quem me conhece há mais tempo, sabe que não sou, ou não era, muito ligada a futebol. Tampouco tinha muito interesse por bebidas alcoólicas. Não sei se tem a ver com a idade, a vinda ao Rio, sei lá, mas nos últimos tempos tenho me interessado mais por essas duas coisas. E o envolvimento foi tamanho nos últimos tempos que me vi apostando final de campeonato e o prêmio para quem ganhasse seriam garrafas de vinho... o mundo realmente passa por mudanças... A aposta em questão foi feita com o flamenguista Mauro, meu cunhado. Não satisfeita em apostar apenas uma garrafa, apostei logo três, duas a serem pagas por Claudio e Marcela, caso o Botafogo perdesse o campeonato carioca. Pois bem, juiz ladrão, nosso craque expulso, pênaltis mal batidos e lá estávamos nós no La Botella para pagar a aposta. Mauro recebeu 2/3 do prêmio. No primeiro vinho, o Uxmal, senti uma leve adstringência na primeira taça. Estava meio esquisito até chegar a comida, no caso, uma tábua de queijos e frio. O sabor mudou completamente, parecia outro vinho - e bem melhor.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Mais um rótulo simples e clássico. Um grande diferencial é o material usado no rótulo: um papel espesso com textura lembrando couro. A escolha de um rótulo com estas características pode ter sido uma estratégia para fazer uma marca nova no mercado seja percebida como um vinho tradicional. Esta garrafa possui "ombros largos". É um conjunto bonito que impõe respeito.
Exame visual: Violeta puxando para o escuro
Exame olfativo: Não foi analisado corretamente. Precisaria ser decantado pois logo ao abrir um pouco de álcool foi sentido. Após cheiro frutado puxando para o doce.
Exame gustativo: Um nova marca argentina no mercado. Este é um vinho que foi desenvolvido para fazer sucesso. Em breve será muito falado como uma boa relação custo/benefício. Vinho ainda muito jovem, bem frutado e ainda muito vivo. Bem estruturado, um bom corpo, vinho que irá agradar, fácil de se beber. Gostaria de provar este mesmo vinho daqui a um ano ou dois. Acredito que ele vai evoluir. Cresce com a comida, vai acompanhar bem um prato de carne. Vinho de perfil moderno o que abafou um pouco as características da Cabernet Sauvignon. Foi o primeiro de três vinhos da noite. Não deixem de ler os próximos post.
Nota: 87.0

11 de maio de 2007

Salentein Pinot Noir Roble 2003




















Chegamos ao vinho 100 do Le Vin au Blog. A história do blog começou há aproximadamente seis meses, mas a nossa relação de vinhos degustados data de um pouco mais. A contagem começou - literalmente - no dia em que nos conhecemos, em 25 de novembro de 2005. Vale explicar que chegamos ao vinho 100 publicado no blog, mas não ainda aos 100 vinhos bebidos juntos, Claudio e Rafaela - isso vai valer outra comemoração. Um brinde aos próximos 100!

Nome:
Salentein
Safra: 2003
País: Argentina
Região: Uco Valley, Mendoza
Produtor: Bodegas Salentein
Site: www.bodegassalentein.com

Uvas/Corte: Pinot Noir
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: R$ 30,00 - preço na Argentina
Onde foi comprado: Em Buenos Aires pelo Hélio
Quando foi comprado: julho de 2006
Degustado em: 6 de maio de 2007
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizza quatro queijos, queijos gorgonzola e gran formaggio
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor

Soft red wine with violet tints. It has a delicate and lingering aroma, highlighting cherries, maraschino and dried fruits, together with a slight touch of tobacco and chocolate contributed by ageing in French oak barrels. It features a rounded mouth-feel, medium to high structure, and very ripe, soft and sweet tannins in perfect balance with its body. It has a pleasant and long finish.

Comentário da Rafaela

Exame visual: Grená
Exame olfativo: Cheiro meio adocicado, que lembra cheiro de frutas, bem agradável

Exame gustativo: Esse vinho foi trazido da Argentina pelo nosso amigo Helio no ano passado. Eu não tinha idéia disso até o dia em que fomos na Salitre, creio eu, ali no Leblon, e o Claudio me contou isso. Eu queria muito prová-lo, mas sempre aparecia um outro vinho que eu colocava na frente - aqui em casa, o Claudio até define mais quais vinhos serão comprados, mas na hora de escolher qual vinho degustaremos dos que temos em casa sou eu quem bate o martelo. :) Quando descobri que esse não era um vinho qualquer, passei a valorizá-lo mais. Foi assim que o elegemos para ser o nosso vinho número 100 do blog. Quando vimos, estava na hora de bebê-lo. Bom, vamos a minha análise. No primeiro gole, eu gostei bastante, mas depois fui sentindo um certo amargor no final que colocava a perder todas as boas impressões do início do gole. O gosto esquisito que fica na boca - retrogosto - diminui com certeza a nota do vinho. Ele também é levemente adstringente. De um modo geral, não é um vinho ruim, mas talvez eu esperasse mais...
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo simples, clássico e bastante elegante. Não é um rótulo específico para este vinho mas para toda linha mais básica da Salentein. Este rótulo indiscutivelmente valoriza o produto. O papel possui um discreto relevo e todos os outros elementos entram com sutileza. Uma bonita garrafa.
Exame visual: Cor de sangue, intenso.
Exame olfativo: Mesmo decantado por duas horas, percebe-se ainda um pouco de álcool. Morango e leve floral ao fundo.
Exame gustativo: Tinha uma boa expectativa em relação a esse vinho. O primeiro ataque em boca prometeu ser um vinho interessante, mas em segundos veio o revés. O final em boca estava muito vivo e queimando em excesso. Mostrou-se desequilibrado e matou qualquer outra característica do vinho. Com a pizza, se comportou um pouco melhor... Não era o que esperávamos.
Nota: 84.0 +

9 de maio de 2007

Pergunta da Semana - 11

Além de dividir nossas degustações, também queremos saber das suas experiências no mundo do vinho. Para estimular o bate-papo, toda semana colocaremos aqui uma pergunta. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog pergunta:

- Vinho é sempre um bom acompanhamento para datas especiais. O próximo domingo é Dia das Mães. Qual vinho você indica para comemorar a data?

3 de maio de 2007

La Celia Reserva Cabernet Franc 2002




















Nome:
La Celia Reserva
Safra: 2002
País: Argentina
Região: Uco Valley, Mendoza
Produtor: Finca La Celia
Site: www.fincalacelia.com.ar

Uvas/Corte: Cabernet Franc
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 32,00
Onde foi comprado: Alipão, na Rua Dona Mariana, no Rio
Quando foi comprado: 7 de abril de 2007
Degustado em: 30 de abril de 2007
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Pizza branca, pães, pastinha de manjericão e queijos gorgonzola e gran formaggio
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
MADURACIÓN Y GUARDA: El 100% del vino es añejado en pequeñas barricas de roble francés durante 12 meses aproximadamente. Finalmente, se procede a realizar el envasado para completar su estacionamiento en botellas previa comercialización.
NOTAS DE CATA: Consecuente con la elaboración, nuestro Cabernet Franc presenta un color rojo, profundo e intenso, con matices negros, que delatan la concentración del mismo. Aromáticamente se presenta franco con los inconfundibles aportes de la madera, la cual resulta equilibrada y armónica aportando notas de café y humo. Se podrá percibir claramente aromas minerales, tales como pedernal, piedra de fusil o pasta de lápiz que realzan la complejidad de aroma.Finalmente, en boca presenta la estructura característica de la variedad, con taninos robustos pero suaves y gentiles. La fruta, típica del Valle de Uco, se combina armónicamente con el roble otorgando una sensación amable, a pesar de la concentración, y un final de boca largo e intenso.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor translúcida, que nas pontas puxa para o laranja, um tom claro de rubi.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Esse era um dos vinhos que eu queria provar de novo, tendo agora um pouquinho mais de conhecimento sobre vinhos. Na primeira vez em que bebemos, eu fiquei com uma ótima impressão. Nesta segunda vez, eu continuo achando o La Celia muito bom. E até cheguei à conclusão - e aqui vai uma dica aos meninos - que este vinho é ótimo para conquistar garotas, pois tem características que agradam as mulheres. É um vinho que não é pesado ou exige muito do degustador. Tem sabor bem definido, a acidez é quase imperceptível, a adstringência não agride a boca. Também pode-se dizer que tem taninos bem leves. Digo isso porque o vinho quase não despertou reações na minha boca. Resumindo: é um vinho que vale a pena, recomendo.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Este rótulo utiliza-se de 3 recursos gráficos: corte especial, hot-stamp dourado e relevo. O rótulo é formado por duas partes, a maior delas usa um formato diferenciado para acompanhar e reforçar os "ombros mais largos da garrafa", deixando-a mais imponente. Alguns detalhes são feitos em hot-stamp dourado, um recurso que do jeito que foi usado deixa o rótulo antigo, fora de data, assim como o leve relevo que tem no fundo. Não é um rótulo feio, mas não se destaca. Segue a linha institucional da vinícola. Como o vinho tem um perfil mais moderno e macio, o rótulo não chega a casar com o estilo. Não compromete, mas poderia ser mais atraente.
Exame visual: Rubi, com reflexos de telha.
Exame olfativo: Nariz com toques de baunilha, madeira e caramelo. Quando está em temperatura mais baixa lembra muito massa crua de bolo com baunilha e manteiga. Um pouco de fruta madura ao fundo.
Exame gustativo: Na primeira vez que bebemos este vinho, tínhamos ficado com uma boa impressão dele. Havia sido um presente do Miguel. Nesta segunda garrafa, nossas impressões se repetiram. Aproveitamos uma noite estrelada, com clima mais ameno aqui no Rio, para aproveitar este Cabernet Franc. Vinho estilo "novo mundo", mas sem exageros, de bom corpo, redondo e levemente sedoso. Sabor frutado e amadeirado. Leve permanência. Agradável e fácil de beber. Uma boa pedida para quem não bebe regularmente. A Cabernet Franc é muito usada em alguns cortes de Bordeaux e é a uva principal dos vinhos da região de Chinon. Uma uva bastante interessante, mas é difícil encontrar vinhos feitos somente com ela por aqui. Se você já bebeu algum Cabernet Franc interessante, envie o nome para a gente degustar também.
Nota: 87.0

1 de maio de 2007

Oveja Negra Tempranillo-Touriga 2005* #cbe




















* Este vinho foi escolhido por nós para ser o vinho degustado neste mês pela Confraria Brasileira de Enoblogs. A dinâmica da confraria é a seguinte: todo mês é escolhido um vinho para ser degustado por todos. No primeiro dia do mês seguinte são postados os comentários. A nossa primeira participação foi no mês de março com o vinho Rio Sol (não deixe de ler o post também!). Abaixo, nossas observações sobre o Oveja Negra. Se você já tiver degustado este vinho, deixe seu comentário. Ah, não esqueçam de conferir as análises de nossos enoamigos da Confraria. Os links estão ao lado.

Nome: Oveja Negra
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Candiota, Campanha Gaúcha
Produtor: Vinícola Miolo - Via Sul Wine Group
Site: www.miolo.com.br

Uvas/Corte: Tempranillo, Touriga
Teor alcoólico: 13.5%
Preço: R$ 23,38
Onde foi comprado: Frilat, Volta Redonda
Quando foi comprado: 22 de abril de 2007
Degustado em: 27 de abril de 2007
Onde bebeu: Em casa
Harmonizado com: Spaguetti com molho de tomates e manjericão, queijo gouda
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário Produtor
Oveja Negra Tempranillo-Touriga é um vinho macio, de médio corpo, com taninos marcantes e aveludados. Proveniente da Campanha Gaúcha, este tipo de vinho tem uma personalidade e caráter único. O Oveja Negra Tempranillo-Touriga lembra muito em seus complexos aromas, a doçura da uva passificada e a sensação de defumado do tabaco. É um vinho marcante, e muito agradável.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor grená, aquela da cor da bandeira do Caxias, time de futebol de Caxias do Sul.
Exame olfativo: Cheiro que me lembrou café e cheiro de mercearia, mas bem de leve.
Exame gustativo: Vinho muito agradável. Já havíamos bebido uma garrafa em uma vez que visitamos Raquel e Ricardo e assistimos "Fahrenheit 451". Em uma primeira análise, pode-se dizer que é um vinho que não exige muito, pois não tem nem taninos aparentes. São tão suaves que nem se fazem sentir. O vinho tem uma leve, mas muito leve, adstringência. Quando o prato de massa chegou ao fim, ficou um pouco mais áspero, mas ainda assim bom. Em dois dos goles, senti um leve gosto de mamão. Tenho de dizer que sempre gostei da ovelhinha do rótulo. Ah, ovelhinha é eufemismo, pois é uma bem gordinha até. Este vinho é produzido em uma região que eu costumava visitar umas duas vezes por ano no início dos anos 1990, a Campanha. Boas lembranças de lá.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo: Novidade Le Vin au Blog.
Como designer gráfico, sou um apreciador do design de rótulos das garrafas de vinhos. Achamos que seria interessante e enriquecedor deixar aqui comentários pessoais sobre os rótulos das garrafas degustadas. Vale destacar que os rótulos não têm nenhuma influência no vinho. Vamos achar rótulos feios em grandes vinhos e o oposto também. Os rótulos acabam influenciando um pouco a decisão de compra de determinados vinhos. Nota-se que cada vez mais as vinícolas se preocupam em investir no desenvolvimento de identidades visuais e rótulos atraentes. Então, a partir deste vinho, os rótulos serão comentados aqui no Le Vin au Blog. Aguardamos suas opiniões também! Vamos ao trabalho: Este rótulo realmente me chamou a atenção quando visitamos a Vinícola Miolo. Design clean, tipologia serifada pequena e uma simpática ilustração de uma ovelha negra. A ilustração dá uma personalidade ao rótulo ao mesmo tempo que gera uma curiosidade em descobrir o porquê de estar ali. Gosto do estilo, acho que a ilustração é muito marcante, uma forte identidade visual. O rótulo de bom gosto combina com o vinho.
Exame visual: Grená um pouco denso. Cor atraente.
Exame olfativo: Leve álcool no início. Notas de café, pimentão verde, pimenta e algo de defumados. Já sentimos buquet semelhante em outros vinhos degustados.
Exame gustativo: O primeiro contato que tivemos com este vinho foi no ano passado quando visitamos a vinícola Miolo em Bento Gonçalves. Este vinho é produzido em outra região do Rio Grande do Sul, a Campanha, onde a uva tempranillo tem apresentado bons resultados. Compramos uma garrafa, que degustamos na casa de amigos e que nos deixou uma boa impressão. Tivemos a idéia de escolher este vinho para ser o vinho do mês da Confraria pois assim poderíamos analisar com atenção. Este vinho, feito de um corte de castas ibéricas, foi decantado por 2 horas e servido a uma temperatura que variou entre 16-18º. Vinho de corpo médio, boa estrutura e com características marcantes. Na boca, ele tem um sabor intenso, um pouco frutado, levemente adstringente nas últimas taças. Um suave amargor no seu final que não me pareceu um desequilíbrio e mais uma característica do vinho. Comportou-se melhor quando estava na temperatura de 16º. Destaca-se a boa permanência em boca. Sabor tende a ser mais para o ácido, com pouco açúcar presente. Não foram sentido os taninos. O estilo do vinho me agradou bastante. Harmonizamos com massa e com queijo e o vinho manteve o mesmo comportamento. Tinge os dentes. Gostei do vinho e pela faixa de preço, R$ 19,00 na vinícola, R$ 23,00 nas lojas aqui no Rio, é uma boa compra. Vale experimentar.
Nota: 86.0+