20 de fevereiro de 2007

Callia Alta - Syrah/Bonarda 2005


















Nome:
Callia Alta

Safra: 2005
País: Argentina
Região: Valle de Tulum, San Juan
Produtor: Bodegas Callia
Site: www.bodegascallia.com

Uvas/Corte:
Syrah 50% e Bonarda 50%
Teor alcoólico: 14.5%
Preço: R$ 28,00
Onde foi comprado: Loja de vinhos na Cobal do Humaitá, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 5 de fevereiro de 2007
Degustado em: 26 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Massa com molho de tomate e queijos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Vino de profundo color rojo, con brillantes reflejos violáceos. Su aroma es complejo, combinando frutas rojas frescas y especias. En boca se presenta robusto y estructurado con taninos dulces y sabor persistente.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor de morango.
Exame olfativo: Primeiro, senti o agradável cheiro de baunilha. Depois disso, apenas babaloo de morango.
Exame gustativo: Gostei do vinho. Acho que nasci para beber vinhos trabalhados pelo homem. :) Eu gosto de vinhos que agradam ao primeiro gole e este é o caso deste Callia. Ele tem uma permanência média e o gosto que fica na boca é muito agradável.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Rubi brilhante.
Exame olfativo: Inicialmente, forte cheiro de baunilha, seguido de madeira. Um pouco de morango, balas. Um cheiro doce. Típico de vinho "new world" que já dava pistas do que teríamos no paladar.
Exame gustativo: Comprei este vinho pelo corte das uvas Syrah/Bonarda que já havia provado anteriormente em outro vinho e gostado. Porém, as características de um vinho "new world" sobressaíram durante a degustação deste vinho. É um vinho agradável, com açúcar presente, taninos doces e amadeirados, que tendem a encher a boca, final longo. Um vinho fácil que agrada a muitas pessoas, principalmente quem não bebe com regularidade. No entanto, suas características conseguidas pelas técnicas modernas de vinificação que amaciam os taninos podem ser sentidas de forma semelhante em outros vinhos de outras uvas, por exemplo. É um bom vinho, pela sua relação custo x benefício, para quem quer provar um vinho "novo mundo".
Nota: 86.0+

19 de fevereiro de 2007

Porta Velha 2002













Nome:
Porta Velha

Safra: 2002
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Valle Pradinhos
Site: www.villapradinhos.pt

Uvas/Corte:
Tinta Roriz 60% e Touriga Nacional 40%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 39,00
Onde foi comprado: Grand Cru, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 9 de fevereiro de 2007
Degustado em: 21 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos, salaminho, pães, hamburguer de frango
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Este vinho é feito a partir das castas Tinta Roriz e Touriga Nacional cultivadas no Casal de Valle Pradinhos. O nome Porta Velha refere-se ao portão principal da casa, pelo qual têm passado tantas e tantas garrafas deste vinho. Trata-se de um vinho de cor vibrante, com aroma de frutos silvestres e um longo final aveludado. Consumo imediato, embora tenha a ganhar com alguma permanência em cave.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor forte, cereja, mas que nas bordas aparecia um pouco cor de telha.
Exame olfativo: O cheiro de álcool aparecia forte, apesar de o vinho ter sido decantado por mais de duas horas. Prova disso foi o acesso de tosse que sempre me dá quando inalo o cheiro de álcool. Eu senti um cheiro que classifiquei como sendo de sabonete. Claudio não aceitou, claro, mas depois acabou concluindo que tinha um leve cheiro de talco (!) e de lavanda lá no final. Mais tarde, senti morangos, mas não muito intenso. O cheiro ficou mais doce no final, mas isso talvez seja algo que aconteça com muitos.
Exame gustativo: Adstringente, mas não muito. Taninos suaves, não provocava uma sensação aveludada, tampouco de preenchimento de todos os cantinhos da boca. Gostei, mas talvez tivesse uma expectativa muito alta pelo fato de o Claudio ter falado que podia ser um vinho interessante por ter ficado 12 meses em barrica de carvalho - que, segundo ele, deixaria o vinho mais encorpado, complexo e rico em aromas e sabor. Bom, quem sabe no próximo...
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Violeta com as bordas puxando para o telha.
Exame olfativo: Morango, frutas vermelhas. O cheiro mais marcante foi de lavanda e florais. No final um pouco de ameixa e leve toque de madeira.
Exame gustativo: Comprei este vinho pois no catálogo da Grand Cru dizia que ele tinha estagiado 18 meses em barril de carvalho. Fiquei curioso para conhecer este vinho ainda mais que era de uma região que ainda não tinha provado nada. Descobri depois que o catálogo estava errado e o vinho tinha passado por 12 e não 18 meses no carvalho. De qualquer forma é um vinho interessante. Foi decantado por uma hora e meia, mas deveria ter ficado mais tempo respirando. De início, não é um vinho muito amistoso, mas ele melhora bastante com o tempo e principalmente se combinado com alguma carne. Definitivamente, é um vinho para se beber com comida, carnes ou aves de preferência. Taninos presentes deixando uma certa adstringência. Pouco açúcar, acidez e álcool equilibrados. Esperava um pouco mais de complexidade pelo tempo em barrica, mas de qualquer forma acho que foi um vinho bem interessante de se provar. Foi degustado a 19º.
Nota: 87.0

Le Vin au Blog


Cinco Tierras - Malbec 2003




















Nome: Cinco Tierras

Safra: 2003
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo, Mendoza
Produtor: Bodega Banfi
Site: www.bodegabanfi.com

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 13,7%
Preço: R$ 39,00
Onde foi comprado: Grand Cru - Jardim Botânico, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 29 de dezembro de 2006
Degustado em: 18 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos, bruschettas, pães e salaminho
Com quem: Claudio, Rafaela, Claudine e Marcus

Comentário do Produtor

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Quero provar esse vinho novamente. Por motivos semelhantes aos da última degustação, não pude apreciá-lo como gostaria. Senti cheiros, mas precisaria de muito mais tempo de análise para chegar a uma conclusão. O gosto me agradou. Não posso comparar com outros Malbecs. À primeira vista, achei diferente dos outros que já bebi, mas não pude me deter muito na degustação, pois estava conversando com as visitas.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Tom escuro rubi com cyan.
Exame olfativo: Rico em cheiros, mas não fizemos uma análise mais profunda.
Exame gustativo: Interessante Malbec. Não degustamos este vinho com atenção, mas deu para perceber que é um vinho bem estruturado e com potencial, um vinho bem equilibrado com notas de fruta na boca, sem a preseça de álcool. Foi decantado por uma hora e meia. Vale uma nova degustação. 87 pontos Robert Parker
Nota: 87.0

Bodega Lurton - Malbec Reserva 2004




















Nome: Bodega Lurton

Safra: 2004
País: Argentina
Região: Valle de Uco
Produtor: Bodega J. F. Lurton
Site: www.bodegalurton.com

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 13.5%
Preço: R$ 25,00 (preço na Argentina)
Onde foi comprado: na Argentina, trazido pelo Hélio
Quando foi comprado: Julho de 2006
Degustado em: 17 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Massa com molho de tomate e depois queijos gouda e massdan
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor de cereja - a frutinha, não aquela em compota, que o Claudio diz ser feita de chuchu.
Exame olfativo: Comecei sentindo cheiro de banana verde. Bom, meu nariz nem sempre é o dos mais confiáveis... depois de um certo tempo comecei a sentir um cheiro doce, me lembrou o cheiro de bala, mas não soube identificar qual. O cheiro doce persistiu até a última taça.
Exame gustativo: Eu gostei do vinho, apesar de ele não ser nada complexo e não provocar muitas reações dentro da boca. Senti uma acidez no final, quando desce pela garganta. Nada de taninos. De vez em quando sentia um gosto de morango, mas posso ter sido influenciada. Eu vi que sou muito vulnerável. Desta vez, fui eu quem foi submetida a uma prova às cegas. Quer dizer, mais ou menos, pois eu tinha dito que queria beber um vinho com uvas conhecidas e que gosto. Claudio me disse uma série de vinhos e disse que poderia ser um malbec ou um syrah. Um Lurton Malbec e um Luna Syrah, para ser mais exata. Essas eram as duas opções e acreditam que consegui errar? Pois é. Durante a maior parte do tempo achei que fosse o malbec. O cheiro era de um malbec, mas na última hora resolvi apostar no syrah. Não poderia ter tomado decisão pior. Apesar de não ser o gosto característico dos malbecs que eu havia provado antes, ele era muito mais malbec que syrah, mas, aí, na última hora, depois de um ataque de riso, resolvi dizer que era o Luna... Errei, para minha total decepção... Espero que da próxima vez eu siga meu instinto, meu nariz (mesmo que nem sempre muito confiável) e meu paladar. A massinha simples, apenas com molho de tomate, estava muito boa e o céu foi limpando à medida em que íamos tomando o vinho.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Violeta/cereja não tão escuro.
Exame olfativo: Nariz interessante. A tendência foi cheiros doces, como frutas - banana e papaya -, cheiro de balas, caramelo.
Exame gustativo: Desta vez, a brincadeira de provar às cegas ficou com a Rafaela, como ela descreveu acima. É um bom vinho, sem muitas arestas, apenas com uma leve acidez no seu final. Não é um vinho que desperte muitos interesses. Um vinho correto, sem, contudo, ser complexo. Não me pareceu ser um vinho de guarda. A parte interessante da degustação ficou por conta da harmonização. Comemos uma massa com molho de tomate e depois, como os franceses, alguns pedaços de queijo. O vinho se comportou de maneira completamente diferente nos dois momentos da degustação. O paladar cresceu muito com os queijos, principalmente com o Gouda Coroa. Vale a pena tentar casar comidas diferentes para ver o que se comporta melhor. A regra de harmonização que se deve seguir é aquela que mais agrada ao paladar de cada um. Foi decantado por duas horas e meia.
Nota: 86.0

Santa Julia - Malbec Syrah 2005












Nome: Santa Julia

Safra: 2005
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Família Zuccardi
Uvas/Corte: Syrah 70%, Malbec 30%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 18,00
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 15 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Aniversário do Mario, no Rio de Janeiro.
Harmonizado com: Queijos, tomates cerejas e pães
Com quem: Claudio, Rafaela, Maria Claudia, Marie

Comentário da Rafaela

Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Eu não me sinto muito à vontade para fazer avaliação de um vinho quando estou em alguma festa ou cercada de pessoas. Levo bastante tempo para sentir cheiros, o que faz com que aspire o vinho inúmeras vezes. Em uma reunião de amigos fica bem mais complicado... Foi isso que aconteceu na festa de aniversário do Mário. Eu gostaria de ter apreciado mais o vinho, mas me senti envergonhada. O resultado é que não posso fazer grandes comentários. Além disso, o vinho estava em uma taça de formato que não estou acostumada e que não era a ideal para a degustação. E, para ser mais chata ainda, estava fora da temperatura ideal.
Nota: -

Comentário do Claudio
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Como a Rafaela explicou, não degustamos o vinho com toda a atenção por estarmos no aniversário do Mario. De qualquer forma, valem algumas observações: este vinho é da linha mais simples de um bom produtor argentino. Mesmo sendo um vinho simples é bem agradável e uma boa escolha para servir no aniversário. No paladar, a Syrah prevalece. A combinação Tempranillo/Malbec desse mesmo vinho me parece melhor do que esta.
Na mesma festa foi aberto o "San Telmo - Cabernet Sauvignon" e serviu para confirmar o que já tinha escrito sobre a Cabernet no post do vinho Santa Helena.
Nota: 83.0

10 de fevereiro de 2007

Pergunta da semana - 1

Além de dividir nossas degustações de vinhos com vocês, queremos saber o que vocês têm experimentado. Por isso, toda semana colocaremos aqui uma pergunta para estimular esse bate-papo.
Participe. Le Vin au Blog agradece!

Le Vin au Blog quer saber:- Qual foi o último vinho que você degustou? Como foi a experiência?

9 de fevereiro de 2007

Aglianico Villa Matilde 2003




















Nome:
Aglianico

Safra: 2003
País: Itália
Região: Cellole
Produtor: Villa Matilde
Site: www.fattoriavillamatilde.com

Uvas/Corte: Aglianico 100%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 34,00 (preço promocional)
Onde foi comprado: Expand Store - Centro do Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 09 de fevereiro de 2007
Degustado em: 10 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos gouda e massdan, gran formaggio e cogumelos temperados. Excelentes pães do Talho Capixaba. Recomendamos.
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário da Rafaela
Exame visual: Rubi.
Exame olfativo: Cheiro de batata cozida foi só o que consegui sentir...
Exame gustativo: Nunca havia bebido um vinho que provocasse essa 'secura' na boca como a provocada por esse anglianico. Fiquei superimpressionada. Parecia que toda a umidade da minha boca havia sido retirada. Eu esperava mais do vinho, mas não cheguei a ficar decepcionada. Havíamos combinado uma brincadeira, mas a minha pouca experiência em comprar vinhos, ou melhor, em lidar com vendedores das lojas de vinhos, fez com que não saísse como o planejado infelizmente. Fiz uma listinha com as opções que vi no site da Expand. Fiz pesquisas na Internet e sabia tudo sobre as minhas escolhas. Cheguei na loja, só havia duas das opções selecionadas. Um estava acima do valor planejado e outra, segundo o vendedor, era um vinho muito leve. Bom, acabei aceitando a sugestão dele, mas no primeiro passo fora da loja, pensei que havia sido muito tola. A brincadeira foi por água abaixo porque nunca havíamos bebido essa uva antes. Valeu pela experiência, de qualquer forma, pois talvez nunca chegássemos a provar tal vinho. Espero que na próxima eu consiga ignorar os apelos dos vendedores e seja menos influenciável.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Tom escuro rubi-violeta.
Exame olfativo: Ameixa foi o principal cheiro. Também um pouco de pimentão, leves frutas e floral. Apesar disto não é um cheiro muito complexo. Um cheiro que certamente você já sentiu em algum vinho antes.
Exame gustativo: Mais um vinho provado às cegas. Desta vez eu não tinha nenhuma idéia do que estava degustando. O mais interessante foi degustar uma uva italiana que jamais tinha provado, Aglianico da região sul da Itália. O que mais caracterizou este vinho foram os fortes taninos que deixavam a boca completamente seca. Mesmo o vinho tendo sido decantado por 2:30hs, me pareceu um vinho que tinha um potencial de guarda. Também achei que acompanharia muito bem um prato de filet. Valeu bastante provar uma uva diferente de uma região que não conhecia. Certamente iremos beber outros vinhos de lugares diferentes.
Nota: 86.0+

4 de fevereiro de 2007

Montchenot 1996




















Nome:
Montchenot

Safra: 1996
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodegas Lopez

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon (predomínio), Merlot e Malbec
Teor alcoólico: 12,8%
Preço: R$ 28,00 - preço na Aregentina
Onde foi comprado: Em Buenos Aires, Argentina, pelo Helio
Quando foi comprado: Julho de 2006
Degustado em: 03 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Bruschettas, queijos gouda e gruyere, gran formaggio
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Notas de degustación. Vino de color rubí intenso, con sutiles tonos caoba. Se manifiestan aromas complejos. En boca revela una excelente estructura con taninos suaves y maduros presentando un largo final.Degustación. De acuerdo a la preferencia del consumidor, el añejamiento de este vino en su botella puede prolongarse por un período de 10 años o más, pudiendo lograrse lo que hoy es el Montchenot 15 ó 20 años. Por sus características es un vino ideal para acompañar carnes rojas y comidas con salsas suaves. Se aconseja consumir a una temperatura de 18 a 20 grados centígrados. Para mantener sus atributos intactos, durante la guarda, la botella debe permaneceren posición horizontal, de manera que el vino se encuentre en contacto con el corcho, alejado del calor y la luz.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Achei a cor 'engraçada' quando coloquei no decantador. É um vermelho meio alaranjado, quase um telha clarinho.
Exame olfativo: Não consegui, infelizmente, sentir nada.
Exame gustativo: Nem a lua, nem as velinhas conseguiram dar muito charme ao vinho. O rótulo era bonito; a safra, de 10 nos atrás; mas não adiantou, o vinho não consegui mais que ser bonzinho. Não desgostou, mas não conseguiu chamar a atenção. É leve, nada complexo, ácido no final e... de uvas que não me ganharam ainda. Talvez um dia eu evolua e goste dessa combinação dos "bordôs", mas a verdade é que sou mais os meus "simplinhos" Malbecs, Tempranillos e Pinot Noirs... Quero registrar que nesta noite de sábado a lua estava incrível e promoveu um verdadeiro espetáculo no céu, com nuvens nos formatos mais inusitados. Estava muito legal. Adorei. Tanto quanto a brincadeira a que nos propomos fazer. Claudio separou os vinhos, eu escolhi um e ele teve de adivinhar qual era. Foi engraçado. Talvez ele conte mais sobre isso.
Nota: 84.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Tom de telha para o alaranjado. Claro.
Exame olfativo: Nariz lembrava vinhos terrosos. A Cabernet se sobrepõe às outras e puxa para um cheiro de pimentão verde. Álcool presente. Aromas muito fracos para um vinho de mais de 10 anos.
Exame gustativo: Como descrito pela Rafaela, provei este vinhos "às cegas". Separei algumas garrafas e ela escolheu o vinho sem eu saber qual foi. O Montchenot foi decantado por 2 horas. Quando provei veio a decepção. Não descobri qual vinho tinha sido escolhido, muito mais por, antecipadamente, acreditar que o Montchenot seria um grande vinho, do que pela prova em si. Tinha lido críticas exepcionais sobre a safra 1995 deste mesmo vinho. Além disso, sabia que ele havia sido produzido por uma conceituada bodega. Consegui comprar um da safra 1996 que nem de perto chegava a ser o que tinha lido. Não é um vinho ruim. Lembra muito bordeauxs médios. Este é um vinho que passa 10 anos em tonéis de madeira antes de ser engarrafado. A tendência é esperar um vinho com um certo grau de complexidade, mas se mostrou um vinho, até certo ponto, simples, leve, poucos taninos e com uma leve acidez no seu final. Pode ser um belo exemplo de como uma safra pode interferir na qualidade final do vinho. De qualquer forma a experiência de fazer uma prova "às cegas" é muito interessante. Vamos repetir com outros formatos.
Nota: 85.0

Santa Helena Siglo de Oro - Cabernet Sauvignon 2003














Nome:
Santa Helena - Siglo de Oro
Safra: 2003
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Viña Santa Helena
Site:www.santahelena.cl

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%

Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 27,00
Onde foi comprado: Supermercado Angeloni, em Florianópolis, presente do Jacy
Quando foi comprado: Janeiro de 2007
Degustado em: 1º de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Risoto de Cogumelos e Tomates frescos e, na segunda parte, Queijo RAR Gran Formaggio e massa
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário da Rafaela
Exame visual: Violeta transparente.
Exame olfativo: Pimentões e bastante álcool.
Exame gustativo: É um bom vinho para acompanhar um prato de massa. Combina muito bem com o queijo do seu Randon, o Gran Formaggio (melhor do mundo). Não é para ser bebido sozinho, sem acompanhamentos, pois torna-se muito ácido no final. A acidez queima a garganta.
Nota: 84.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Violeta, puxando para o cyan.
Exame olfativo: Álcool presente, pimentão verde, e um pouco doce no final.
Exame gustativo: Cabernet Sauvignon é uma bela uva, porém não é uma uva fácil. A uva mostra toda a sua potencialidade quanto mais equilibrado for o vinho. Por outro lado, quando esse equilíbrio não se apresenta, se torna uma uva difícil e nem sempre agrada todo mundo, principalmente quem está começando a beber vinhos agora. A acidez no final é muito forte, tornando um vinho muito rasgado. Nota-se a presença de álcool também. Fazendo uma comparação, é o mesmo que beber um suco adoçado com adoçante (eu não suporto adoçantes), você começa sentindo o sabor do suco, doce agradável e depois que você engole passa a sentir aquele gosto amargo do adoçante por um longo tempo. De qualquer forma, é um vinho para se beber com comida, que alivia um pouco sua acidez final.
Nota: 81.0+