19 de fevereiro de 2007

Porta Velha 2002













Nome:
Porta Velha

Safra: 2002
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Valle Pradinhos
Site: www.villapradinhos.pt

Uvas/Corte:
Tinta Roriz 60% e Touriga Nacional 40%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 39,00
Onde foi comprado: Grand Cru, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 9 de fevereiro de 2007
Degustado em: 21 de fevereiro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos, salaminho, pães, hamburguer de frango
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Este vinho é feito a partir das castas Tinta Roriz e Touriga Nacional cultivadas no Casal de Valle Pradinhos. O nome Porta Velha refere-se ao portão principal da casa, pelo qual têm passado tantas e tantas garrafas deste vinho. Trata-se de um vinho de cor vibrante, com aroma de frutos silvestres e um longo final aveludado. Consumo imediato, embora tenha a ganhar com alguma permanência em cave.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Cor forte, cereja, mas que nas bordas aparecia um pouco cor de telha.
Exame olfativo: O cheiro de álcool aparecia forte, apesar de o vinho ter sido decantado por mais de duas horas. Prova disso foi o acesso de tosse que sempre me dá quando inalo o cheiro de álcool. Eu senti um cheiro que classifiquei como sendo de sabonete. Claudio não aceitou, claro, mas depois acabou concluindo que tinha um leve cheiro de talco (!) e de lavanda lá no final. Mais tarde, senti morangos, mas não muito intenso. O cheiro ficou mais doce no final, mas isso talvez seja algo que aconteça com muitos.
Exame gustativo: Adstringente, mas não muito. Taninos suaves, não provocava uma sensação aveludada, tampouco de preenchimento de todos os cantinhos da boca. Gostei, mas talvez tivesse uma expectativa muito alta pelo fato de o Claudio ter falado que podia ser um vinho interessante por ter ficado 12 meses em barrica de carvalho - que, segundo ele, deixaria o vinho mais encorpado, complexo e rico em aromas e sabor. Bom, quem sabe no próximo...
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Violeta com as bordas puxando para o telha.
Exame olfativo: Morango, frutas vermelhas. O cheiro mais marcante foi de lavanda e florais. No final um pouco de ameixa e leve toque de madeira.
Exame gustativo: Comprei este vinho pois no catálogo da Grand Cru dizia que ele tinha estagiado 18 meses em barril de carvalho. Fiquei curioso para conhecer este vinho ainda mais que era de uma região que ainda não tinha provado nada. Descobri depois que o catálogo estava errado e o vinho tinha passado por 12 e não 18 meses no carvalho. De qualquer forma é um vinho interessante. Foi decantado por uma hora e meia, mas deveria ter ficado mais tempo respirando. De início, não é um vinho muito amistoso, mas ele melhora bastante com o tempo e principalmente se combinado com alguma carne. Definitivamente, é um vinho para se beber com comida, carnes ou aves de preferência. Taninos presentes deixando uma certa adstringência. Pouco açúcar, acidez e álcool equilibrados. Esperava um pouco mais de complexidade pelo tempo em barrica, mas de qualquer forma acho que foi um vinho bem interessante de se provar. Foi degustado a 19º.
Nota: 87.0

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