31 de dezembro de 2007

Los Cardos - Malbec 2006




Nome: Los Cardos
Safra: 2006
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Viña Doña Paula
Site: http://www.donapaula.com.ar/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$ 10,00 - 187 ml
Onde foi comprado: Grand Cru, Jardim Botânico no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 19 de dezembro de 2007
Degustado em: 19 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Grand Cru, Jardim Botânico no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos (brie, gouda), pães
Com quem: Claudio e Miguel

Comentário do Produtor
Comentarios del enólogo: Este vino de gran carácter varietal sobresale por su elegancia y compleja expresión aromática, reflejando muy bien toda la tipicidad del Malbec de Argentina. A la nariz sobresalen las notas de berries rojos y ciruela que se entremezclan con agradables notas de especies, pimienta negra, menta y grafito. Al paladar es suave, fresco, con cuerpo, pleno y muy sabroso, lo que refleja la lenta maduración de las uvas y un cuidadoso manejo de vinificación. Potencial de envejecimiento: 1 - 2 años. Se recomienda consumirlo jóven para disfrutar el frescor de sus aromas.

Comentário do Claudio
Rótulo:
O rótulo poderia ser mais equilibrado. A tipologia usada no logotipo está muito pesada em relação à ilustração da flor. Com alguns pequenos ajustes, poderia ficar melhor.
Exame visual: Violeta.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Pedimos este vinho apenas para abrir a noite enquanto o vinho principal (post em breve) era decantado por algum tempo. É um Malbec correto e bem feito. Corpo de leve para médio com boa fruta no paladar e leve madeira. Um vinho correto de bom custo que pode ser uma boa opção para o seu dia-a-dia. Ainda jovem, mas serviu bem para preparar para o segundo vinho da noite.
Nota: 86.0-87.0

Vinha do Alqueve 2003*



* Este post trata sobre a quarta harmonização realizada em parceria com o Gourmandise, dos amigos Marcel e Nina. Desta vez, para atender ao pedido de uma amiga portuguesa do Gourmandise e também para podermos provar um dos doces da Nina, incluímos um vinho tinto do Ribatejo e um vinho de sobremesa. Como nas edições passadas, indicamos os vinhos e Nina e Marcel pensaram nos melhores pratos para harmonizar com eles. O resultado você pode conferir abaixo e aproveitamos para convidar para a quinta edição.

Nome: Vinha do Alqueve
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Ribatejo
Produtor: Pinhal da Torre
Site: http://www.pinhaldatorre.com

Uvas/Corte: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Trincadeira e Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: R$ 39,00
Onde foi comprado: Expand, da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 12 de dezembro de 2007
Degustado em: 14 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Cordeiro com cous cous
Com quem: Claudio, Rafaela, Marcela e Mauro

Comentário do Produtor
Este vinho produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Trincadeira e Cabernet Sauvignon, vindimadas a mão em excelentes condições de maturação, após rigorosa seleção foram vinificadas em lugares com pisa de pé com maceração prolongada. Estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês e americano.

Comentário da Rafaela
Exame visual: -
Exame olfativo: Cheiro de pêssego. Em um segundo momento, cheiro de queijo.
Exame gustativo: Enrolados com o trabalho, começamos atrasados a preparar o prato principal. Quando nossos convidados - Marcela e Mauro - chegaram, ainda estávamos a cortar os legumes. Enquanto o Claudio ia limpando a carne de cordeiro, eu ia medindo e cortando tomates, abobrinhas, cebolas e pimentões. A receita da Nina era bem precisa. Nada de tomates maiores - ou menores :) - que 1,2cm. E a abobrinha eram cubos de 3,8cm. Saiu quase tudo certo. Marcela e Mauro - ambos arquitetos - estão de prova. :) Quanto eles chegaram ainda estávamos neste processo. Marcela foi tomando conta da entradinha - amendoins e uns queijinhos. Mauro ficou encarregado de servir bebidas. Apesar de visitas, eles são de casa e acho que não se importaram de ajudar. A mesa, pelo menos, já estava arrumadinha. Claudio foi colocando a carne na panela enquanto os legumes iam ficando prontos. Esta parte deu toda certa e só nos atrapalhamos com o grão de bico. Nunca havíamos feito antes e quando a Marcela disse que precisava cozinhar antes, colocamos tudo correndo numa panela, mas era tarde. A receita foi sem grão de bico mesmo, mas eu, sinceramente, nem senti falta. Bom, tudo preparado, chegou a grande hora. Ainda sem a comida, o vinho mostrou-se levemente viscoso e ácido. Nada mal, mas quando provei com a comida - que estava ótima, apesar de eu ter sido bem econômica nos pedaços de cordeiro no meu prato - não fiquei totalmente satisfeita. Não posso dizer que eles não harmonizaram, mas não achei que tenha sido o casamento perfeito. O vinho também não me chamou mais tanta atenção depois de alguns goles. Quanto mais gelado, achei que mais adstringente ficou. Quando misturado com todos os legumes e um pouquinho da carne, fica bom, mas harmoniza melhor quando há uma porção maior de abobrinha no garfo. O prato foi aprovado e espero que façamos mais algumas vezes.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Belo exemplo de um rótulo moderno, bem equilibrado e com personalidade. Elementos bem distribuídos e o detalhe em hot stamp prat também interessante. Ótimo design.
Exame visual: Grená
Exame olfativo: Nada de especial, lembrando outros vinhos portugueses simples que já bebemos.
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho do Ribatejo que degustamos. Um corte com cinco diferentes uvas. Um vinho que não empolgou. No geral, achei relativamente simples, de final curto. Tinha uma leve adstringência e acidez em boca um pouco fora do equilíbrio. Um vinho leve, de paladar correto. Lágrimas finas e lentas. Não compromete, mas não marca.
Nota: 86.0
Nota do vinho harmonizado com a comida: 86.0+

Harmonização: Gosto bastante de couscous. Assim que o Gourmandise nós mandou a receita fiquei muito curioso para saber qual seria o resultado da harmonização. Achei o prato bem equilibrado, com os vegetais casando bem com a carne do cordeiro e com o couscous. Não achei que o vinho tenha harmonizado com o prato. O prato era mais rico em sabores que o vinho, mas estes sabores não anulavam o vinho, apenas eles seguiam caminhos próprios, talvez indo na mesma direção, mas não utilizavam o mesmo traçado. Fiz alguns testes mudando os ingredientes na garfada, a combinação cenoura-carne-couscous foi a que funcionou melhor, mas ainda assim não tinha uma integração perfeita com o vinho. Em nenhum momento um atrapalhou o outro, mas também não casaram.

Tabali Late Harvest 2005*



* Este post conta sobre a segunda parte da quarta harmonização entre blogs, realizada em parceria com o Gourmandise, dos amigos Marcel e Nina.

Nome: Tabali Late Harvest
Safra: 2005
País: Chile
Região: D.O. Valle del Limari
Produtor: Viña Tabali S.A.
Site: http://www.tabali.com

Uvas/Corte: Moscatel Rosado
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 29,75
Onde foi comprado: Grand Cru, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 12 de dezembro de 2007
Degustado em: 14 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Torta de Nectarina
Com quem: Claudio, Rafaela, Mauro e Marcela

Comentário do Produtor
Este vino de los mejores viñedos de Viña Tabalí, ubicados en el Valle del Limari, un lugar mágico a orillas del Valle del Encanto. De color amarillo oro, este Late Harvest de Moscatel Rosado presenta una nariz intensa, donde destacan las papayas frescas con tonos floralesy de mel. Superfecto balance en boca se conjuga com los aromas de la variedad, haciendo de este un vino muy agradable y de larga persistencia. Ideal para acompañar quesos o postres. Sirvase preferentemente a 10º C.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Amarelo ouro.
Exame olfativo: Cheiro doce.
Exame gustativo: Preparado o prato principal, partimos para a sobremesa. As nectarinas estavam cortadas e já haviam passado pela panela quando derramamos sobre elas a massinha que iria crescer no forno. Simples e fácil. E o resultado foi perfeito. Estava bom, doce na medida certa. Dias depois nos demos conta de que esquecemos de colocar o açúçar de confeiteiro que dizia na receita. Poderia ter ficado melhor talvez, mas nem sentimos falta. E ninguém lembrou. :) A sobremesa não poderia ter ficado melhor com este vinho, que era bem doce, mas sem ser enjoativo. O amarguinho da nectarina cortava qualquer tentativa de deixar tudo doce demais. Harmonização perfeita. De qualquer forma, não é um vinho para se tomar mais de uma tacinha.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo simples e bonito. Pela cor do vinho, a garrafa ganha em beleza.
Exame visual: Dourado.
Exame olfativo: Cheiro doce, pêssego e mel.
Exame gustativo: Há algum tempo, eu queria fazer um jantar com uma sobremesa para que pudéssemos servir um vinho de sobremesa. Aproveitamos o nosso jantar harmonizado para preparar uma das receitas de doce da Nina e assim publicar o nosso primeiro vinho de sobremesa do blog. Sugerimos este Tabali, que parecia ser uma boa relação custo/ benefício. E realmente foi. Um bom vinho de sobremesa, bem estruturado, licoroso e de sabor intensamente doce. Longo final com toques claros de mel. Sem dúvida um bom vinho.
Nota: 88.0
Nota do vinho harmonizado com a comida: 90.0+

Harmonização: Excelente resultado da torta com o vinho. A massa da torta não tinha açúcar em excesso e o sabor levemente azedo da nectarina foi a base perfeita para ser completada pelo sabor bastante doce do vinho. Um completava o outro formando um ótimo equilíbrio. Recomendo esta harmonização.

30 de dezembro de 2007

Monte do Pintor 2003




Nome: Monte do Pintor
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Évora, Alentejo
Produtor: Sociedade Agrícola da Sossega
Site: http://www.montedopintor.com/

Uvas/Corte: Trincadeira, Aragonês e Castelão
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: -
Onde foi comprado: Adegão Português, Barra da Tijuca
Quando foi comprado: 12 de dezembro de 2007
Degustado em: 12 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Adegão Português, Barra da Tijuca
Harmonizado com: Bacalhau à lagareiro

Comentário do Produtor
Castas: As tradicionais alentejanas, predominando Trincadeira e Aragonês, conjugadas com outras que conferem ao vinho uma personalidade própria influenciada pela mancha de solos predominante, definidora de um distinto “Terroir”. Prova: Cor granada vivo e aroma fino, persistente e complexo, onde sobressaem as notas de fruta muito madura. No sabor é espesso e revela a mesma complexidade e juventude, manifestada pelo ligeiro acídulo a potenciar grande longevidade e uma maior expressão, resultado dos bons taninos.Este vinho não foi estabilizado pelo que, com o tempo, pode vir a apresentar ligeiro depósito.Da colheita de 2004 foram produzidas 70.000 garrafas.Vinificação: Vinificado com curtimenta completa em cubas de aço inox (maceração de 10 a 15 dias) com controle de temperatura. Estágio de 12 meses em madeira e 8 meses em garrafa.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Desenvolvido pelo escultor João Cutileiro. Rótulo simples e correto. Gosto do estilo.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este vinho português foi degustado durante um jantar de trabalho e por esta razão não foi analisado corretamente. De qualquer maneira, achei este vinho interessante, de corpo médio, agradável sabor e álcool integrado. Combinou bem com o bacalhau. Vale uma nova degustação.
Nota: 87.0 +

25 de dezembro de 2007

Luna - Syrah 2004





Nome: Luna
Safra: 2004
País: Argentina
Região: Alto Agrelo, Mendoza
Produtor: Bodega Finca la Anita
Site: http://www.fincalaanita.com/

Uvas/Corte: Syrah 100%
Teor alcoólico: 14,7%
Preço: 54 pesos
Onde foi comprado: Restaurante Filo, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 8 de dezembro de 2007
Degustado em: 8 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Restaurante Filo, em Buenos Aires
Harmonizado com: Massa com funghi e tomilho (Claudio) e risotto de camarão e alcachofra (Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário da Rafaela
Exame visual: Ambiente muito escuro para poder analisar a cor.
Exame olfativo: Desde o primeiro momento, desde a primeira sessão para descobrir cheiros, este vinho mostrou-se muito interessante. Cheiro adocicado.
Exame gustativo: Os primeiros goles vieram com gás carbônico, mas logo depois melhorou. Gosto de gelatina. É, parece que estou exagerando, mas era mesmo um gosto muito agradável. Esta foi nossa última noite em Buenos Aires, queríamos ter ido degustar o último vinho em um wine bar, mas o que escolhemos estava fechado. Como nosso vôo era na madrugada, decidimos não dormir e fomos jantar bem mais tarde que o normal. Antes, vimos um show de tango - tinha que ver, né? - no Café Tortoni, que é quase a Confeitaria Colombo dos argentinos. Quando saímos do Café nos deparamos com uma verdadeira festa de tango em plena rua - na Avenida de Mayo. Os palcos eram para a posse de Cristina Kirchner na segunda seguinte, mas acho que resolveram aproveitar a estrutura e fizeram uma grande festa no sábado. Dali, caminhamos até a Avenida Corrientes, onde estão os teatros, restaurantes, bares e livrarias, que ficam abertos até tarde da noite. Depois de muito andar, pegamos um táxi e partimos até a Winery. Quando demos com a cara na porta, lembramos do Filo e rumamos para lá. O restaurante é supermodernoso, bem legal, principalmente o porão, onde ficam os banheiros. A comida estava ótima e o vinho harmonizou muito bem. Já havíamos provado o Luna aqui em casa, trazido pelo Hélio de lá. E a experiência já havia sido muito boa. Com esta segunda vez, confirmamos que este vinho realmente vale a pena.
Nota: 91.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
A Finca la Anita mudou o rótulo do Luna. Sinceramente, acho que não houve evolução. Acho que já estava acostumado com o outro rótulo e o novo me pareceu que deu um ar de "vinho mais barato" ao Luna. Com certeza, o vinho é melhor que o rótulo.
Exame visual: -
Exame olfativo: Notas doces/geléia de frutas misturado com algo defumado.
Exame gustativo: Segunda vez que bebemos este vinho. O primeiro foi da safra 2002 e agora o da safra 2004. Gosto bastante dos vinhos desta bodega, acho que eles conseguem fazer um vinho moderno, mas com personalidade e elegância. A produção de todos os vinhos da Finca la Anita é pequena, pois eles procuram explorar bem a terra e as vinhas. Em geral, quando bebo o mesmo vinho de safras diferentes costumo gostar mais do mais antigo. No caso do Luna, mesmo tendo gostado bastante do 2002, achei muito interessante o 2004. Vinho saboroso que envolve toda a sua boca. Álcool muito bem integrado, taninos firmes e marcantes. Um vinho de boa estrutura, frutado sem ser exagerado. No início, apresentou um pouco de gás carbônico, que logo desapareceu. Funcionou muito bem com o meu prato de massa do moderno restaurante Filo. Boa acidez e um belo e longo final. Uma boa escolha para nossa última noite em Buenos Aires. Além de ser um excelente relação custo/benefício: o Luna pode ser encontrado nas lojas de Buenos Aires por cerca de R$ 25,00. Recomendo.
Nota: 91.0+

Saint Felicien - Malbec 2005



Nome: Saint Felicien
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Lunlunta, Mendoza
Produtor: Bodegas Catena Zapata
Site: http://www.catenawines.com/

Uvas/Corte: Malbec
Teor alcoólico: 13,9%
Preço: 65 pesos
Onde foi comprado: Spirit, em Palermo Viejo, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 7 de dezembro de 2007
Degustado em: 7 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Spirit, em Palerno Viejo, em Buenos Aires
Harmonizado com: Ravióli de salmão com molho branco, camarão e ciboulette (Claudio) e Penne com frango e ervas (Rafaela)
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Saint Felicien Malbec 2005 is an elegant, complex wine of a dark, violet color typical of Argentine Malbec. The nose is rich with concentrated ripe blueberry and slight hints of liqueur, vanilla and tobacco. On the palate, an unctuous, sweet entry leads to a complex wine, with smooth round tannins that are characteristic of the Angelica Vineyard. The finish is long and lingering, showing the great potential of Argentine Malbec.
José Galante, Chief Winemaker.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Lugar muito escuro.
Exame olfativo: Pelo cheiro frutado do vinho, eu já sabia que iria gostar bastante dele.
Exame gustativo: Depois de dois vinhos com cara de "velho mundo", eu não via a hora de provar um fruit bomb argentino. Assim, quando o vinho chegou à mesa, foi aberto e eu senti os aromas, pensei: hoje vou ficar bem feliz. E assim foi. Pena que o vinho harmonizou melhor com o prato do Claudio do que com o meu. Tirando isso, tudo estava muito bom - da comida à bebida. O vinho era adstringente e com a minha comida tornou-se ácida além do que devia. Tem o gostoso sabor dos bons malbecs. É um estilo conhecido, super bem feito. Gostei muito e recomendo. Naquele terceiro dia em Buenos Aires também caminhamos bastante. Tiramos a manhã para fazer compras. Trocamos nossas duas máquinas fotográficas que já estavam temperamentais demais por uma nova, mais bonita e eficiente. Depois, partimos para as lojas de vinhos. Elas estão por toda parte, mas acabamos achando os melhores preços em duas delas: Ligier e Winery. Voltamos para o hotel carregados de garrafas. Depois de comer umas empanadas, pegamos o metrô - que custa apenas 80 centavos de peso - e fomos para a região de Palermo. Passeamos pelos parques, fomos ao Jardim Japonês e resolvemos caminhar até a região de Palermo Soho e Palermo Hollywood. Muitas quadras depois, chegamos a uma pracinha, onde uma bela porção de batas fritas e uma Quilmes (e uma Pepsi) aplacaram nosso cansaço. Dali, partimos em busca de uma loja de vinhos autorais, que eu havia lido em algum blog, mas ao chegar no endereço, encontramos uma nova loja de roupas de couro... Depois, fomos até a rua de outlets, mas já eram quase oito da noite, tudo estava fechando e nós estávamos acabados. Reunimos nossas últimas forças e voltamos para a área onde estão os restaurantes. Depois de uma rápida indecisão, entramos no Spirit, que havíamos visto em outra noite e tínhamos gostado. A comida era boa, o vinho foi ótimo. Só nosso garçom que era meio esquisito, mais ou menos como o professor Snape - pele branca e cabelo preto escorrido.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo clássico. Impõe respeito.
Exame visual: Tom violeta escuro.
Exame olfativo: Madeira, chocolate e ameixa.
Exame gustativo: Depois de bebermos o Montchenot na noite anterior, resolvemos mudar um pouco de estilo e partimos para um Malbec moderno. Escolhemos o Saint Felicien, que é uma marca da competente vinícola Catena Zapata. Esta bodega sabe desenvolver bons vinhos e não foi diferente com este Malbec. É um excelente exemplo de vinho de perfil moderno e do novo mundo. Um vinho com as características de muitos outros Malbec que já degustamos, porém bem mais estruturado e redondo. De bom corpo e taninos macios, este vinho tem uma boa permanência. Sabor firme de fruta. Este "international wine style" como definiu a bodega, foi desenvolvido para ser vendido no mercado Argentino. Quem procura um vinho moderno e bem estruturado, este é uma boa pedida. Casou bem com a massa que eu estava comendo no restaurante Spirit.
Nota: 89.0

24 de dezembro de 2007

Pergunta da Semana - 44

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, tiramos alguns minutos para pensar em nossas resoluções de ano-novo. Uma delas é guardar um dinheirinho para comprar um vinho especial. A partir desse pensamento, tivemos a idéia de adotar um porquinho, que receberá todos os meses uns trocados que serão convertidos em um vinho no final de 2008.

Ao mesmo tempo em que aproveitamos para apresentar o Artero, nascido em Buenos Aires, gostaríamos de saber: você já definiu suas resoluções para 2008?



Feliz ano-novo!

21 de dezembro de 2007

Montchenot 1997




















Nome:
Montchenot
Safra: 1997
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodegas Lopez
Site: http://www.bodegaslopez.com.ar/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon (predomínio), Merlot e Malbec
Teor alcoólico: 13%
Preço: 49 pesos
Onde foi comprado: Churrascaria La Caballeriza, no Porto Madero, em Buenos Aires
Quando foi comprado: 6 de dezembro de 2007
Degustado em: 6 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Churrascaria La Caballeriza, no Porto Madero, em Buenos Aires
Harmonizado com: Bife de chorizo (Claudio) e frango grelhado (Rafaela), acompanhado por barata cozida recheada com queijos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Notas de degustación. Vino de color rubí intenso, con sutiles tonos caoba. Se manifiestan aromas complejos. En boca revela una excelente estructura con taninos suaves y maduros presentando un largo final.Degustación. De acuerdo a la preferencia del consumidor, el añejamiento de este vino en su botella puede prolongarse por un período de 10 años o más, pudiendo lograrse lo que hoy es el Montchenot 15 ó 20 años. Por sus características es un vino ideal para acompañar carnes rojas y comidas con salsas suaves. Se aconseja consumir a una temperatura de 18 a 20 grados centígrados. Para mantener sus atributos intactos, durante la guarda, la botella debe permaneceren posición horizontal, de manera que el vino se encuentre en contacto con el corcho, alejado del calor y la luz.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Vermelho, indo para o telha nas extremidades.
Exame olfativo: Alguma fruta ao fundo.
Exame gustativo: Havíamos provado o Montchenot meses atrás e a impressão não havia sido das melhores, chegou a ser até uma decepção, mas, felizmente, tivemos um outra impressão nesta noite. Como em todos os restaurantes argentinos que freqüentamos, recebemos um couvert na mesa - que, diferente daqui do Rio, não foi cobrado na maioria dos lugares -, e pedimos como entrada uma lingüiça. Achamos que ela não harmonizou com o vinho, mas nem por isso, ficamos preocupados com o desempenho do Montchenot, pois sozinho, ele já havia se mostrado bem diferente daquele primeiro. Taninos presentes, boa permanência, bom retrogosto. Claudio chegou a comentar que ele não é um vinho complexo, mas sutil. E ganha nesta sutileza. Vale provar. Um dos nossos objetivos em Buenos Aires era ir a uma churrascaria - apesar de eu não gostar de/comer carne vermelha. Depois de muito insistir com o Claudio de que eu não me importava de ir, poderia comer outras coisas (afinal, sou gaúcha e, apesar dessa coisa com carne vermelha, sempre fui a churrascarias na minha vida), acabamos indo. Previalmente, havia feito umas pesquisas na internet. Decidimos que seria em Puerto Madero, pois queríamos passear por lá também. O lugar é meio para turistas, mas valeu a pena. Só foi engraçado que a nossa garçonete não parecia ser muito ligada. Ela nos serviu em taças diferentes, depois de quase usar as taças da água mesmo para colocar o vinho. Tirando isso, foi muito bom. Meu frango estava ótimo e combinou com o Montchenot. Durante o dia, fizemos uma quilometragem que nem imagimos. De manhã cedo saímos da Praça de Maio, onde ficava o nosso hotel e seguimos caminhando pela Avenida de Maio. Paramos na Praça Congresso para fotos. Dali, pegamos a Av. Callao e seguimos caminhando. No meio do caminho, uma parada para comer empanadas e beber Pepsi, claro. Éramos para seguir somente até a Av. Corrientes, mas nos distraímos e fomos parar na Av. Córdoba. Voltamos e seguimos pela Corrientes (é a 25 de março de lá - se não gosta de muita gente, evite) até a Av. Pueyrredon. Dali, mais algumas quadras até a Av. Santa Fé, de onde seguimos até o Shopping Alto Palermo. Depois, com as pernas já doendo, mais empanadas e Pepsi. O dia ainda estava claro e fomos descansar mais no Jardim Botânico. De lá, já exauridos e com algumas sacolas, voltamos pela Linha D do metrô e ficamos bem perto de "casa". Banho tomado, partimos para Puerto Madero. Como hotel ficava no Centro, fomos a pé mesmo, mas se fosse de táxi, não teria sido mais de três reais. (É, Nina, Marcel tem razão: táxi em Buenos Aires é muito barato). Enchemos a barriga e voltamos - de táxi - para o hotel. Ainda tínhamos mais dois dias para nossas caminhadas.
Nota: 89.0

Comentário do Claudio
Exame visual:
Tom de grená indo para o telha.
Exame olfativo: Vegetais, nariz de vinhos do velho mundo.
Exame gustativo: Fui para Buenos Aires com o objetivo de provar novamente o Montchenot. Tínhamos provado a safra anterior e a garrafa que bebemos não estava do jeito que imaginávamos apesar dos diversos comentários positivos sobre este vinho. Aproveitamos a viagem para dar uma segunda chance ao Montchenot. Fomos a um restaurante em Puerto Madero com o objetivo de comer uma carne. Para acompanhar, tinha escolhido um outro vinho da uva Cabernet Sauvignon, porém o restaurante não tinha o vinho escolhido. Escolhemos então o Montchenot. Logo na primeira taça, deu para perceber que tudo que tínhamos lido sobre o vinho iríamos encontrar nesta garrafa. É um vinho com um perfil bastante diferente da maioria dos vinhos argentinos: menos frutado, pouca madeira, porém com interessante sutileza e elegância. Vinho com perfil de vinhos franceses mais delicados. Muito bem estruturado, agradável final e com boa permanência. Um vinho com ótimo preço para sua qualidade. Infelizmente, acho que não é importado aqui no Brasil. Fica a dica para quem for à Argentina e quiser provar um vinho argentino com elegância do velho mundo. Boa experiência.
Nota: 89.0+

18 de dezembro de 2007

Achaval Ferrer - Malbec 2005




Nome: Achaval Ferrer
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Vistalba, Mendoza
Produtor: Achaval Ferrer
Site: http://www.achavalferrer.com/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: 78 pesos
Onde foi comprado: Bar Uriarte, Bairro Palermo, Buenos Aires, Argentina
Quando foi comprado: 5 de dezembro de 2007
Degustado em: 5 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Bar Uriarte, Buenos Aires, Argentina
Harmonizado com: Estávamos em dúvida se comíamos dois pratos principais ou se escolhíamos várias entradinhas, o que nos agrada em determinados lugares. Acabamos pedindo uma porção de 'papas fritas' e, depois, nos decidindo por dois pratos: uma massa com tomates e espinafre, que se revelou um fracasso (Rafaela) e um cordeiro ao forno a lenha com batatas, que estava muito bom (Claudio) Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Desde a safra 2004 que o produtor decidiu que os comentários sobre o vinho seria a critério dos consumidores.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
O Bar Uriarte é um ambiente à meia luz, por isso, não deu para identificar a cor do vinho.
Exame olfativo: Um cheiro superforte que chega doer o nariz, talvez tenha sido o álcool que estava presente no começo. Não sei se já escrevi aqui, mas sempre que o vinho tem muito álcool, eu tenho um acesso de tosse. É engraçado. Bom, mais tarde e outras taças enchidas, senti cheiro de pizza.
Exame gustativo: Para fechar o primeiro dia na cidade, resolvemos escolher um restaurante bacana. Eu havia pesquisado exaustivamente na internet, em blogs e sites de dicas de viagem. Havia escolhido um lugar chamado Roof, mas ao chegar lá - e era bem longe do hotel, pois ficava em Palermo -, nos deparamos com o restaurante lotado. E não só isso, aquela noite, quarta-feira, era fechada para festas e afins. Saímos de lá desolados e meio sem saber o que fazer. Estávamos longe do Centro, mas, por sorte, estava com minha listinha. Pegamos um táxi e seguimos para o Clube do Vinho. Outra decepção. Estava fechado (não sei se fechou para sempre, pois passamos outro dia por lá e estava fechado de novo). Claudio já meio impaciente. Eu, preocupada. Consultei minha lista e achei o Uriarte. Fui para o mapa, que nos acompanhou quase 24 horas, e vi que ficava a poucas quadras dali. Fomos andando - eu tinha saído de sapatilha, pois não iríamos andar muito... mas, beleza. Chegamos no Uriarte e - ufa! - gostamos muito do lugar. Acomodamo-nos, Claudio escolheu este vinho que é muito bom e pudemos relaxar um pouco e descansar do dia longo que havíamos tido na cidade. Foi o dia do city tour e de muita caminhada pela Recoleta e Florida. Como este é um blog de vinhos e não de viagem :), aqui minhas impressões sobre o vinho: perfumado, frutado, levemente ácido, um pouco de pêssego, adstringência leve. Ele se faz notar em todas as papilas gustativas. É um vinho que lembra velho mundo, apesar de ser Argentino. Vale muito a pena provar.
Nota: 92.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo simples e correto. Sem grandes apelos gráficos. O vinho sem dúvida nenhuma é melhor que seu rótulo.
Exame visual: -
Exame olfativo: Interessante nariz, com algo doce, lembrando alguma geleia de fruta.
Exame gustativo: Há bastante tempo, tenho vontade de provar os vinhos produzidos pela Achaval Ferrer. Viajamos para Buenos Aires com isto na cabeça. Então, logo no primeiro jantar por lá resolvi escolher este Malbec, o vinho mais barato da vinícola. A primeira boa impressão: esta garrafa, bebida no restaurante, custou quase metade do preço em relação aos praticados em lojas aqui no Brasil. Um vinho extremamente bem feito. Este é um Malbec que te permite sentir os detalhes e nuances da cepa. Acidez equilibrada, taninos agradáveis. Um vinho elegante e gostoso. Um vinho que você sente vontade de beber mais um pouco. No início apresentou um pouco de gás carbônico. Retrogosto com boa intensidade, seguindo o paladar rico em detalhes. Funcionou bem com o cordeiro que comi e com o interessante restaurante a que nós fomos. Tem potencial para ficar alguns anos na garrafa e acredito que irá melhorar. Vinho muito interessante, com personalidade e sabor verdadeiro da Malbec. Um vinho que merece ser degustado novamente.
Nota: 90.0+

15 de dezembro de 2007

Pergunta da Semana - 43

Nesta semana, envolvidos pelos pensamentos da ceia natalina, decidimos mudar um pouco o foco da pergunta:

- O que você está preparando para a ceia ou para o almoço de Natal? Você costuma comemorar o Natal em família ou com amigos? Já passou o Natal em lugares inusitados? Quais são os seus pratos preferidos? Existe alguma tradição natalina na sua família? E quanto aos pratos regionais? Aqui no Rio, por exemplo, come-se rabanada. E para não deixar de falar sobre vinhos... vai ter branco, tinto ou espumante?

Le Vin au Blog deseja a todos um Feliz Natal!

13 de dezembro de 2007

Luigi Bosca - Malbec D.O.C. 2005


Nome:
Malbec D.O.C.
Safra: 2005
País: Argentina
Região: La Linda, Vistalba, Luján de Cuyo, Mendoza
Produtor: Bodegas y Viñedos Leoncio Arizu
Site: http://www.luigibosca.com.ar/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: 29 pesos
Onde foi comprado: Café Lola, Recoleta, Buenos Aires, Argentina
Quando foi comprado: 5 de dezembro de 2007
Degustado em: 5 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Café Lola, Recoleta, Buenos Aires, Argentina
Harmonizado com: Começou com uma entrada, sendo uma salada verde com atum; prato principal, sendo salmão com batatas e molho teriaki (Rafaela) e filé recheado com espinafre, queijo e tomate seco com cenouras e polenta (Claudio); sobremesa, sendo tortinha de maça com sorvete de creme e creme de baunilha com canela
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Presenta un profundo color violáceo y aromas a cerezas, y ciruelas maduras. Es especiado, con notas de moka y blackberries, con una elegante dulzura. Mantiene un delicado perfume y una elegante estructura.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Apenas provei alguns golinhos do vinho, pois não queria começar a beber ainda na hora do almoço, pois sabia que o jantar prometia. Até hoje ainda não tive a oportunidade de degustar este vinho com muita atenção, mas ele pareceu-me bem bom. Em relação ao almoço, ele foi uma surpresa. Quando fizemos a reserva do hotel, sabíamos que havia um city tour incluído. Como o Claudio ainda não conhecia a cidade, achamos que seria uma boa para ir àqueles pontos turísticos que merecem ser visitados, mas que nem sempre valem uma ida exclusiva. Quando a nossa guia nos informou sobre os horários do city tour, ela nos disse que tínhamos um almoço de cortesia. Imaginamos um lugar daqueles bem voltados para turistas, mas tivemos uma boa surpresa. O Café Lola estava na nossa lista de indicações. Bem arrumado, fica num dos bairros mais legais da cidade, a Recoleta. Ele tem uma área ao ar livre, que foi onde escolhemos ficar. Valeu! Dali, fomos dar uma volta no bairro, que tem o Cemitério, onde está enterrada Evita Perón.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Bela e pesada garrafa. O rótulo consegue aliar perfeitamente sofisticação, modernidade e elegância. Transmite exatamente o que o vinho é. Belo design.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Primeiro vinho que degustamos na Argentina. Pedimos apenas uma taça para acompanhar o gostoso almoço que ganhamos da agência de viagens. Já havia degustado a safra 2004 deste mesmo vinho, que estava melhor que este 2005. Acho que um ano a mais de idade faz diferença. De qualquer forma é um vinho moderno, com taninos macios e saboroso. Uma boa pedida para quem quer um vinho neste estilo. Vale destacar a presença muito forte deste produtor nas lojas e restaurantes da Argentina. Um bom vinho.
Nota: 88.0+

11 de dezembro de 2007

Participe da 4ª harmonização virtual

Depois da bem-sucedida experiência da terceira harmonização, partimos para a próxima. Desta vez, com um grau de complexidade um pouco maior: Estamos nos propondo a fazer um prato principal e também uma sobremesa, cada qual harmonizado com um vinho diferente. Le Vin au Blog sugeriu os vinhos que serão combinados com as receitas escolhidas pelo Gourmandise.

Para participar, basta deixar um comentário com seu e-mail em um dos blogs ou enviar uma mensagem para levinaublog@gmail.com e/ou ninocamori@hotmail.com, para que possamos enviar para você o nome dos vinhos e as receitas. Planejamos postar os comentários sobre a harmonização no dia 23 de dezembro. Se você não tiver um blog, não tem problema, pode usar os nossos para contar como foi.

Esperamos pelo seu e-mail.
Abraços.

Ps.: Dê uma olhadinha como foram as experiências anteriores – harmonização 1 e harmonização 2.

4 de dezembro de 2007

Portal 2004




Nome: Portal - N. Sra Portal
Safra: 2004
País: Espanha
Região: Terra Alta, Catalunya
Produtor: Celler Vinos Piñol
Site: http://www.vinospinol.com/

Uvas/Corte: Merlot 20%, Cabernet Sauvignon 20%, Garnacha 20% , Syrah 20% , Tempranillo 20%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: -
Onde foi comprado: Espírito do Vinho - vinho que foi nos oferecido pela Decanter em substituição ao Portal 2003 que estava ruim
Quando foi comprado: -
Degustado em: 01 de dezembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos gouda, fundido e gran formaggio RAR, azeitonas, cogumelos, pães da Cafeína
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
A unos 450m de altitud se hallan nuestros fincas de viñas viejas de Syrah, Garnatxa, Cabernet Sauvignon, Merlot u Tempranillo, procedente de agricultura integrada y ecológica de las que se elabora este gran vino, criado 7 meses en barricas de roble francês y americano. Bonito color cereza opaco, borde violáceo. Es una bomba de fruta con aromas intensos a frutos negros y rojos macerados, con un excelente equilíbrio con las notas cremosas del buen roble. En boca es potente, concentrado, con taninos maduros y dulces sabroso y con una fruta y roble perfectamente integrados. Ideal servir a 15-17º.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Bordô
Exame olfativo: Cheiro de um guarda-roupa velho da casa do meu avô, lá no sítio. Digamos que não é um cheiro que me agrade muito.
Exame gustativo: Enquanto na Lagoa Rodrigo de Freitas, a alguns quilômetros de casa, era inaugurada a famosa Árvore de Natal, aproveitamos para inaugurar também a nossa singela decoração de Natal. :) Aproveitamos os fogos da Lagoa, fazendo nossa degustação na varanda. Já havíamos tentado provar este vinho no último Dia dos Namorados, mas foi impossível. Ganhamos uma segunda chance ao sermos compensados pela Decanter com outra garrafa. Como da outra vez, tínhamos altas expectativas em relação a ele, mas a experiência não foi como esperávamos. O vinho não é ruim, mas não nos empolgou. Ele provocou numa "secura" na boca, nunca antes sentida. Rico em taninos, amargor no final, retrogosto não muito bom. Se alguém ainda não sabe exatamente o que são taninos. Este é um bom vinho para aprender sobre o assunto.
Nota: 86,0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto deste estilo clean explorando o branco e com apenas um pequeno detalhe do "P".
Exame visual: Bordô.
Exame olfativo: Algo lembrando bacon/defumados. Frutas vermelhas bem maduras e pimenta preta.
Exame gustativo: Esta garrafa nos foi oferecida em substituição à garrafa da safra 2003, que ganhei de aniversário da Rafaela e estava completamente sem condições de ser degustada. Continuávamos com grandes espectativas com relação ao corte deste vinho. Contudo, esta garrafa apresentava taninos muito agressivos e jovens. Deixava a boca completamente seca. Decantamos por uma hora, mas foi insuficiente para tentar aliviar a agressividade dos taninos. Pareceu-me que este vinho ainda não está pronto e que daqui alguns anos ele estaria muito melhor. Tem potencial para isto. Final com sabor não muito agradável. Na taça, muitas lágrimas grossas e rápidas. Teria curiosidade para provar uma outra garrafa deste mesmo vinho para comparar com esta e também provar este vinho daqui a uns 5 anos. Esta garrafa nos decepcionou um pouco.
Nota: 85,0

3 de dezembro de 2007

Fife Old Vines - Zinfandel 2002



Nome: Fife
Safra: 2002
País: Estados Unidos
Região: Napa Valley
Produtor: Fife Vineyards
Site: http://www.fifevineyards.com/

Uvas/Corte: Zinfandel 100%
Teor alcoólico: 14,4%
Preço: US$ 27,00, gentilmente trazido pela Patrícia
Onde foi comprado: Na Califórnia, pela Patrícia
Quando foi comprado: agosto de 2007
Degustado em: 27 de novembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Perú com batatas ao forno, temperadas e com azeite de oliva, e farofa de ovo.
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
The flavors of strawberry compote come forward and define this Zin. Petite syrah and Carignane add structure and tannin along with wild berry zest and spice. With its soft entry, luscious fruit and spice flavors, and easygoing appeal, our Mendocino Zinfandel blend is a versatile companion to a wide variety of cuisines.

Comentário da Rafaela
Exame visual: Tom amadeirado, indo para o marrom claro.
Exame olfativo: Quando a garrafa foi aberta, senti um cheiro de milho verde cozido enquanto o conteúdo era derramado no decantador. Depois, já na taça, é meio estranho, mas senti cheiro de maionese. Mais tarde, senti cheiro de torrone e de algum doce que a minha mãe preparava na infância, mas que não sei precisar agora qual era.
Exame gustativo: Vinho muito agradável. Gosto de ameixa. Álcool bem integrado, mas isso não quer dizer que você não vai senti-lo "pegando" depois de algumas tacinhas. Tenho uma teoria de que quando o vinho é bom, parece que bebemos mais rápido. Foi o caso do Fife, que terminou antes do que queríamos. Permanência média, sabor menos "doce" no final. Lágrimas finas e rápidas. É um vinho que gostamos muito e recomendamos a quem tiver a chance de prová-lo. Acompanhou muito bem o peru. O vinho foi bebido neste dia por duas razões: primeiro, como comemoração de um ano do nosso blog; segundo, para celebrar Dia de Ação de Graças, que havia ocorrido, na verdade, uma semana antes nos Estados Unidos. Como tínhamos um vinho Zinfandel, trazido gentilmente pela Paty da Califórnia, resolvemos entrar na brincadeira de bebê-lo para celebrar a data. Acompanhou direitinho o nosso peru com batatas. Foi uma ótima experiência.
Nota: 90.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Não é um rótulo bonito. Elementos que não conversam entre si. Falta equilíbrio.
Exame visual: Cor brilhante de sangue/cereja. Alaranjado.
Exame olfativo: Interessante cheiro, que mistura algo doce com pimenta.
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho da uva Zinfandel que degustei e o primeiro vinho americano do blog. Já queria ter provado esta uva, mas é difícil achar bons vinhos californianos com preços razoáveis aqui no Brasil. Por isso, quando minha prima Paty disse que vinha ao Brasil e nos ofereceu para trazer vinhos, pedi um Zinfandel. Estávamos esperando uma oportunidade para degustar quando lembramos do feriado americano de Ação de Graças: quando se come perú e uma das harmonizações indicadas é exatamente o Zinfandel. Preparamos o jantar e abrimos esta garrafa. Vinho muito interessante. Madeira e álcool 100% integrados. Não tinha características de vinho do "novo mundo". Corpo médio. Na boca, rico em sabores que acredito ser derivado das vinhas velhas. Boa permanência. Alguns sabores me lembraram o Masi - Passo Doble (já comentado aqui no blog). Lágrimas rápidas e finas. A harmonização ficou muito boa. Um belo jantar com um belo vinho. Gostei do sabor da Zinfandel. Não foi surpreendente, mas achei muito interessante.
Nota: 91.0

30 de novembro de 2007

Pergunta da Semana - 42

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Como estamos no Natal, Le Vin au Blog gostaria de saber:

- Se estivesse participando de um amigo-secreto com valor de até R$ 50, qual vinho você gostaria de ganhar? E qual daria de presente? Por falar em presente de Natal, teria alguma sugestão ligada ao mundo do vinho, como livros e acessórios, para indicar? Você costuma beber vinhos na ceia?

29 de novembro de 2007

Trivento Reserve - Malbec/Shiraz 2005 * #cbe



* Este foi o vinho escolhido pelo Colheita de Vinhos para ser o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs. A dinâmica da confraria é a seguinte: todo mês é escolhido um vinho para ser degustado por todos. No primeiro dia do mês seguinte são postados os comentários. Se você quiser participar da Confraria também, deixe um comentário. Leia também os comentários dos blogs: Vinho para Todos e Le Vin Quotidien.

Nome: Trivento
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Tupungato - Agrelo, Vistalba
Produtor: Viñedos y Bodegas Trivento
Site: http://www.trivento.com/

Uvas/Corte: Syrah 50%, Malbec 50%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: R$ 28
Onde foi comprado: Carrefour, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 20 de novembro de 2007
Degustado em: 23 de novembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Massa com molho vermelho
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Fermentação natural com guarda de 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Cor, vermelho intenso e profundo. Aroma, frutas vermelhas, baunilha, tabaco e chocolate. Palato, taninos potentes e marcantes.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
Grená, quase da cor do time do Caxias.
Exame olfativo: Frutado, tanto o cheiro quanto o sabor. Cheiro meio doce. Teve uma hora em que 'engoli' o cheiro e ele me lembrou tabaco. No final, tinha um cheiro de limpeza - quem já sentiu cheiro de casa recém-arrumada pela diarista vai me entender.
Exame gustativo: É um vinho que deixa a boca seca, com um gosto frutado. Uma leve queimadinha na garganta. Achei que se trata de um vinho leve, docinho, apesar de o cheiro ser mais doce que o gosto. Achei que casou bem com a comida que escolhemos. Lagrimas finas e médias. Um vinho agradável, com bom custo/benefício. Não faria feio em um jantar para convidados, mas também pode muito bem ser um vinho do dia-a-dia. Ah, é preciso sempre lembrar-se de servi-lo na temperatura certa, pois isso realça o sabor.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
O nome Trivento é sonoro e sem explicação certa é forte. É um vinho que, na dúvida, em frente a uma gôndola, será escolhido. O rótulo passou por um redesenho que deixou a garrafa mais imponente, ajudando a reforçar o peso do nome.
Exame visual: Tom grená intenso.
Exame olfativo: Bem frutado, cereja/morango, leve álcool.
Exame gustativo: Foi um pouco difícil achar este vinho aqui no Rio. Encontramos apenas no Carrefour da Barra da Tijuca. Já tinha degustado três outros vinhos desta bodega e as experiências não tinham sido boas: a linha básica deles foi o primeiro degustado e é um vinho fraco. Depois, degustei um Malbec desta linha reserva de uma safra antiga e também foi um vinho que não chegou a empolgar. O último degustado foi o Malbec Golden Reserve, o vinho top da vinícola. Este é um bom vinho, porém com madeira em excesso e fruta muito forte, chegando a ser um pouco fake. Fui degustar este Syrah/Malbec sem muitas expectativas. Contudo, mostrou-se um vinho agradável e correto. Taninos presentes, deixou a boca um pouco seca. Leve amargor, característico da Syrah. Funcionou bem a uma temperatura de 17-18º. O casamento da Malbec com a Syrah também me agradou com um leve destaque para a segunda no final. Esse final poderia ser mais longo. O sabor concentra-se no ataque inicial. Destacam-se sabores de tabaco, chocolate e algo defumado. Combinou com a massa que comemos, mas acredito que com um filé funcionasse melhor. Tinge os dentes. Um vinho correto e agradável. Lágrimas finas.
Nota: 86.0+

28 de novembro de 2007

Learning to Fly - Cabernet Sauvignon 2005



Nome: Learning to Fly
Safra: 2005
País: Chile
Região: Maule
Produtor: Haut Vol
Site: http://www.hautvol.com/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: -
Onde foi comprado: Restaurante Olivier Cozan
Quando foi comprado: 20 de novembro de 2007
Degustado em: 20 de novembro de 2007
Onde bebeu: Restaurante Olivier Cozan, em Ipanema, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Crepe de camarões com salada verde e Risoto de lagostim com molho de champagne e dourado grelahdo
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor:Nariz: Aromas de frutas vermelhas como framboesa e nítidas nota de mentol. Intensa cor rubi. Corpo médio com taninos agradáveis, bem equilibrado, longa persistência.

Comentário da RafaelaExame visual: Magenta.
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Bom, na noite anterior, havíamos comemorado com espumantes. Para a noite do aniversário do Claudio, decidimos que iríamos em um restaurante bacana. Escolhemos o Olivier Cozan, mas como ganhamos passagens para Buenos Aires, resolvemos economizar um pouco e tomamos apenas duas tacinhas - de um vinho chileno. O vinho combinou muito bem com o meu crepe de camarões, já com o prato do Claudio, um peixe, não achei que harmonizou tão bem. A noite foi deliciosa e a experiência de ir ao Oliver Cozan também. O pequeno restaurante em Ipanema é muito agradável, com garçons educados e competentes. E a comida é ótima. Espero que possamos repetir a dose em breve. E, ao meu amor, feliz aniversário!
Nota: 86.0 +

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Para não passar o aniversário sem um vinho, pedimos uma taça deste vinho no restaurante.
Nota: 86.0

Pergunta da Semana - 41

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira* colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

- Quando você viaja, você costuma trazer vinhos na bagagem? E quando algum conhecido avisa que está indo para o exterior, você faz encomendas de vinhos?

* Excepcionalmente nesta semana publicaremos a pergunta na terça-feira.

23 de novembro de 2007

Espumantes



Nome:
- Salton Evidence Brut
- Angheben Brut
- Casa Perini Brut
- Cave Geisse Brut
- Cave Geisse Nature
- Salton Demi Sec
- Ovelha Negra Brut
- Aurora Brut

Onde foi comprado: Champanharia Ovelha Negra, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 19 de novembro de 2007
Degustado em: 19 de novembro de 2007
Onde bebeu: Champanharia Ovelha Negra, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos variados, bruschettas e castanhas
Com quem: Claudio, Rafaela, Mário, Miguel, Ricardo, Raquel, Luana, Hélio e Wagner

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Foram tantas tacinhas de espumante que, confesso, perdi a conta. Tínhamos dois ótimos motivos para comemorar: o aniversário do Claudio (que foi dia 20) e o anúncio da gravidez da Paula (e do Miguel). Foi uma noite muito bacana e divertida. Adoramos. Os espumantes combinaram muito bem com o clima animado da noite. Os meninos até comentaram que gostam de vinho, mas para festas, nada melhor que espumantes. O lugar escolhida fica perto de casa e recomendamos. Esta é uma filial da Ovelha Negra gaúcha, que fica em Porto Alegre.
Nota: -

Comentário do Claudio
Rótulo:
-
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Combinei com alguns amigos de ir na véspera do meu aniversário (e feriado aqui no Rio) a um lugar que gosto bastante, aqui perto de casa: a Champanharia Ovelha Negra. O local é muito agradável e serve somente espumantes. Bebemos vários diferentes, mas não analisamos com detalhes para escrever aqui no blog. Fica apenas o registro da agradável noite, terminada no Restaurante Manolo. Comemoramos também o anúncio feito pelo Miguel, de que ele e a Paula estão esperando o segundo filho!
Nota: -

Salton Classic - Gewurztraminer 2005



* Este post trata sobre a terceira harmonização que fizemos em parceria com outro blog - o Gourmandise, dos amigos Marcel e Nina. Nesta terceira edição alguns outros blogs atenderam ao nosso convite e resolveram participar: espressa-mente, Everthing in its season e os amigos Gerson, Artur e Eliana, Rodrigo e o Eduardo. Mais uma vez indicamos o vinho, um branco nacional da uva Gewurztraminer e o Gourmandise ficou com a difícil tarefa de escolher o prato. O resultado você pode conferir abaixo e aproveitamos para convidar para a quarta edição.

Nome: Salton Classic
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinhos Salton S. A.
Site: http://www.salton.com.br
Uvas/Corte: Gewurztraminer 100%
Teor alcoólico: 11,9%
Preço: R$ 11,00
Onde foi comprado: Loja e vinhos no centro do Rio de Janeiro
Quando foi comprado: setembro de 2007
Degustado em: 17 de novembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Robalo grelhado sobre ninho de legumes
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Visual: Brilhante com coloração palha e reflexos esverdeados.
Olfato: Aromas de frutas como pêssego, damasco e flores de laranjeira, rosas e especiarias.
Paladar: Sabor picante e de excelente permanência.
Acompanhamentos: Peixes, frutos do mar, arroz, massas com palmito e alcachofras, frango e queijos brancos.
Temperatura ideal de consumo: 8 a 10º C

Comentário da Rafaela
Exame visual: Versão clarinha do que poderia ser um amarelo ouro.
Exame olfativo: Cheiro adocicado, mas que, infelimente, não consegui identificar do que seria.
Exame gustativo: Eu não tenho muitas referências quanto o assunto é vinho branco. Ainda fico muito presa à comparação com os vinhos tintos. E, por causa disso, acabo sempre achando os vinhos brancos bem leves, o que obviamente eles são. Eu gostei deste vinho, ele me lembrou um outro vinho branco que gosto bastante, um malvásia da Granja União. No fundo, eu sei que um não tem nada a ver com o outro, mas alguma coisas neles me fez pensar que são parecidos. Ele é levemente ácido, o álcool estava bem integrado, não senti a presença de taninos. É um vinho leve, porém, você poderá sentir uma tontura no final da degustação. :)
Nota: 87.0

Harmonização: Eu achei muito bom o prato escolhido pela Nina e pelo Marcel. Acho, porém, que não acertamos totalmente a receita do espaguete de legumes, acho que deveria ter ficado menos tempo no fogo. De qualquer forma, estava muito bom. Ele casou muito bem com o peixe. Um sabor complementava o outro - foi a impressão que tive. Com o vinho, o Salton pareceu ganhar da comida, mas isso não desequilibrou, na minha opinião, a harmonização. O tempero do prato estava muito bom. Foi, novamente, uma ótima experiência. Além de ser um prato bem magrinho, o que ajuda a compensar todas as calorias ingeridas no vinho.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Este rótulo segue a linha Classic da Salton. É um rótulo confuso, com elementos em excesso e disposição e peso ruins. O vinho merecia uma releitura do design.
Exame visual: Bonita cor dourada brilhante. Límpido.
Exame olfativo: Cheiro intenso, mas de difícil definição. Talvez frutas como abacaxi. Um pouco de especiarias e florais. Final lembrando torta de limão.
Exame gustativo: Este foi o vinho escolhido para a nossa terceira harmonização entre blogs. Decidimos escolher um vinho branco para que o Marcel e Nina pudessem buscar outras receitas. Tinha grande curiosidade para experimentar este Salton Classic que foi classificado pela Revista Gula como uma Excelente Compra. E realmente é. Um vinho leve, refrescante com uma vivacidade interessante. Sua acidez estava na medida e tem uma boa permanência. Uma grata surpresa nacional e por um preço também muito bom. No início, apresentou um pouco de gás carbônico, o que atrapalhou um pouco a harmonização com o prato. Passado isso, mostrou-se um vinho sem arestas com um frescor surpreendente. Vale provar.
Nota: 87.0+
Nota do vinho harmonizado com a comida: 87.0+

Harmonização: Mais uma vez o prato estava muito bom. (veja a receita no Gourmandise). O peixe casou perfeitamente com o acompanhamento, um completava o outro e criava um sabor realmente interessante. Gostei deste peixe, usamos robalo e consegui temperar na medida que queria... Várias vezes fiz peixes que ficaram com pouco sal e/ou pimenta. O acompanhamento foi muito interessante: nenhum sabor se sobressaiu e sim um sabor único e diferente. O casamento do peixe e do acompanhamento ficou perfeito, os dois com a mesma presença. Mudamos a apresentação do prato: no lugar de um ninho, acabamos fazendo uma base (veja foto). Esta é a nossa terceira harmonização e acho que o resultado foi diferente das outras. No primeiro, o prato e o vinho cresceram um com o outro. Na segunda, o vinho decepcionou e o molho do prato se sobressaiu. Já neste prato, acho que o vinho tinha um pouco mais de presença que o prato, para minha surpresa. Achei que eles funcionaram bem juntos, mas um não puxou o outro. Com uma leve vantagem para o vinho. O gás carbônico no início atrapalhou um pouco. Fiz um teste com uma garfada mais apimentada e funcionou bem. De qualquer maneira, mais uma vez foi muito divertida a harmonização entre os blogs e a participação de outras pessoas. Já estamos pensando na próxima... Espero que todos participem! Aproveito o post para fazer uma homenagem à minha avó paterna. Ela faleceu no final do mês de outubro, aos 92 anos em São Paulo. Lembramos dela durante a harmonização, pois usamos os talheres de peixe de um faqueiro que ela havia me presenteado. Fica aqui a minha lembrança e a minha saudade.

O Gerson mandou o comentário dele sobre a harmonização:


Tivemos que usar o Cherne, não conseguimos o robalo e não encontramos o tomilho fresco, uma pena, pois não conheço e fiquei curioso para saber seu sabor.
Como não sei decifrar todos os "encantos" de uma harmonização, posso afirmar que o jantar foi delicioso, tanto o vinho quanto o prato estavam perfeitos, apenas a pimenta rosa que não me agradou, mas não o suficiente para atrapalhar.
Gostei muito do vinho e da receita do Gourmandise.
Parabéns aos blogs por essa iniciativa, pois o mais legal ainda é o intercâmbio entre todos.
Gerson e Cleusa.

Artero - Tempranillo 2006



Nome: Artero
Safra: 2006
País: Espanha
Região: La Mancha
Produtor: Viñedos y Bodegas Muñoz S.L.
Site: -

Uvas/Corte: Tempranillo 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: 28,20
Onde foi comprado: Espírito do Vinho, na Cobal Humaitá, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 14 de novembro de 2007
Degustado em: 10 de novembro de 2007
Onde bebeu: Casa da Julia e do Gilberto, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Risotto de gorgonzola com cogumelos de Paris
Com quem: Claudio, Rafaela, Julia e Gilberto

Comentário do Produtor
Vermelho-violáceo intenso. Aromas de romã madura, groselhas e amoras, sobre notas de ervas e folhagem úmida. Impacto macio e frutado, com ótimo equilíbrio e agradável final.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Depois do italiano, este espanhol perdeu um pouco da graça, apesar de se tratar de um ótimo vinho. Esta foi a nossa terceira experiência com o Artero e, infelizmente, a menos interessante. Na primeira, ele foi bebido depois de um australiano que eu não havia gostado muito. Na segunda, foi em um jantar num lugar legal de São Paulo, no aniversário de uma amiga muito querida. Nesta, apesar da boa companhia, ele deixou um pouco a desejar. De todo jeito, é um vinho que vale a pena, é um ótimo custo/benefício. O sabor é bem frutado e gostoso.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Rótulo com um excesso de elementos e misturas de técnicas. Não é um rótulo bonito, mas cria uma identidade que é interessante para este vinho.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o segundo vinho da noite. Escolhi o Artero por ter um estilo mais frutado e moderno, para ser um contraponto ao Rupestro e testar se funcionaria bem com o sabor mais intenso do risoto de gorgonzola que preparamos. Ao contrário do primeiro Artero que bebemos, da safra 2005, este estava um pouco menos atraente. Funcionou muito bem com o prato, Porém, o sabor mais elegante do Rupestro acabou sendo mais interessante. Continua sendo uma boa pedida para quem quer provar um "fruit bomb" com sabor vivo e puxando para o doce. Se não encontrar a safra 2005, escolha esta.
Nota: 86.0+

22 de novembro de 2007

Pergunta da Semana - 40

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Dia 20 de novembro foi aniversário do Claudio e no dia 27, de um ano do blog. Costumamos separar vinhos especiais para comemorar datas importantes. E gostaríamos de saber:

- Você costuma fazer isso também? Celebrar com vinhos? Tem algum guardado para o seu próximo aniversário? Bebeu algum no seu aniversário deste ano? Gosta de ganhar garrafas de vinho de presente? Quais datas especiais você costuma celebrar com vinhos?

Rupestro 2005 - Umbria IGT



Nome: Rupestro
Safra: 2005
País: Itália
Região: Umbria
Produtor: Cantina Cardeto S.C.A.
Site: http://www.cardeto.com/

Uvas/Corte: Merlot 80%, Sangiovese 20%
Teor alcoólico: 13%
Preço: R$ 29,90
Onde foi comprado: Espírito do Vinho, na Cobal do Humaitá, Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 14 de novembro de 2007
Degustado em: 15 de novembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Gilberto e da Julia, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Bruschettas caprese - mozzarella di bufala, manjericão e tomate picadinho sobre pão italiano aromatizado com alho.
Com quem: Claudio, Rafaela, Gilberto e Julia

Comentário do Produtor
Colore:rosso rubino con riflessi porporaProfumo:ricco ed aromatico con note di marasca e frutta rossa. Sapore:pieno, di corpo con straordinaria corrispondenza gusto olfattiva. Giustamente tannico. CONSIGLI DEL PRODUTTOREA: bbinamento: perfetto con primi piatti rossi o sughi di carne come pure con arrosti e grigliate miste. Note di servizio:servire a 14°-16°C in bicchieri da vino giovane.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Este foi o primeiro vinho de um agradável jantar na casa do Gilberto e da Julia (ou melhor, casa do Esperto, que a divide com Gilberto, Julia e Vinicius). Eles nos cederam a cozinha e preparamos bruschettas caprese de entrada. O vinho mostrou-se mais forte que as bruschettas, mas, no final, foi uma boa combinação. Gostamos bastante deste vinho e achamos que ele foi o melhor da noite. E que poderia ter acompanhado uma comida também, não apenas as bruschettas.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Gosto do róuto deste vinho. Tem presença e personalidade e o conjunto de cores bem empregado.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Já queria provar este vinho há algum tempo. Este vinho italiano sempre é indicado por críticos por sua boa relação custo/benefício. Surgiu a oportunidade porque iríamos preparar um jantar com pratos italianos e pensei que este vinho poderia ser uma boa entrada. Para minha surpresa, o vinho se mostrou mais potente do que eu imaginava e superou o sabor das bruschettas. Vinho muito interessante que pretendo degustar novamente com mais atenção. De qualquer maneira, o vinho se mostrou com excelente corpo e sabor intenso, a sangiovesse quebrando um pouco o sabor da Merlot. Paladar muito agradável, sabor que é difícil encontrar em um vinho italiano nesta faixa de preço. Recomendo.
Nota: 88.0

Argento - Sauvignon Blanc 2006



Nome: Argento
Safra: 2006
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodegas Esmeralda
Site: http://www.argentowine.com/

Uvas/Corte: Sauvignon Blanc 100%
Teor alcoólico: 13,0%
Preço: R$16,85
Onde foi comprado: Supermercado Zona Sul, no Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 15 de novembro de 2007
Degustado em: 15 e 22 de novembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: No primeiro dia, apenas degustamos uma tacinha. No segundo, dias depois, provamos com frango agridoce do China in Box.
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Our Argento Sauvignon Blanc is sourced from a high altitude vineyards. This cool temperature microclimate results in wine with a fresh, grassy nose and ripe grapefruit, peach and citrus flavours. The finish is crisp and clean with bright. vibrant acidity.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
Amarelinho claro.
Exame olfativo: Não consegui identificar nada de muito diferente. Ele tem um cheiro adocicado, meio típico de vinho branco.
Exame gustativo: Na primeira vez que provamos uma tacinha, achei o vinho viscoso, com boa acidez, sem presença de taninos e com um amarguinho no final. Ao tomarmos mais uma tacinha, acompanhada de comida chinesa, alguns dias depois, achei que ele havia perdido quase todas essas características. É um vinho honesto, que pode ser comprado para acompanhar um almoço despretencioso em dia de sol quente.
Nota: 86.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
O conhecido rótulo do Argento. Acho que é uma identidade visual bem resolvida, que agrega valor ao vinho. Garrafa fina e alta e neste caso brilhante pela cor do vinho.
Exame visual: Muito claro e transparente. Leve dourado.
Exame olfativo: Bastante intenso, frutado e doce. Início com um pouco de álcool.
Exame gustativo: Todas as vezes que precisamos comprar um vinho branco para cozinhar, escolhemos um diferente para poder provar e comentar aqui no blog. Desta vez, o escolhido foi este Argento (as outras uvas deste vinho já foram conetadas aqui). Este Sauvignon Blanc é quase cremoso, viscoso, parecendo ser mais encorpado. Deixa a boca um pouco seca e não tem um frescor para um vinho branco jovem. Sabor com a acidez marcada e retrogosto com um amargor. Pediu uma comida. Álcool estava bem integrado, não notei taninos. Na taça as lágrimas lentas. É um vinho agradável mas que não me surpreendeu. Dias depois tomamos outra taça do que tinha sobrado. Ainda estava agradável e se comportou bem com a comida do China in Box.
Nota: 86.0

20 de novembro de 2007

Pergunta da semana - 39

Nesta semana, a pergunta será um pouco diferente, mas é por uma boa razão: Le Vin au Blog está comemorando um ano de existência. Por isso, gostaríamos de saber:

- Como você conheceu o Le Vin au Blog? Lembra-se o que estava procurando/pesquisando? Lembra-se quando foi? Qual foi a primeira impressão? Por acaso, já o recomendou para alguém? O que você acha que poderia ser acrescentado? Como poderíamos melhorar o blog?

19 de novembro de 2007

Santa Rita Reserva - Cabernet Sauvignon 2004



Nome: Santa Rita Reserva
Safra: 2004
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Viña Santa Rita
Site: http://www.santarita.com/

Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon 100%
Teor alcoólico: 14%
Preço: Gentilmente oferecido pelo Marcelo
Onde foi comprado: -
Quando foi comprado: -
Degustado em: 12 de novembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Mario, Tijuca, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos, frios e pães.
Com quem: Claudio, Mário, Marcelo, Miguel, Ricardo e Wagner

Comentário do Produtor:
Our estate grown Cabernet Sauvignon comes from Alto Jahuel, located in Chile’s famous Maipo Valley, one of the finest wine producing regions in the world. The result is an expressive, balanced and persistent wine. Its aromas recall ripe, black fruit, plums and fine herbs, gracefully combined with vanilla, cloves and fragrant spices. Aged up to eight months in American oak barrels, on the palate, its complex and body mingles soft tannins with a rich texture.

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo clássico. Correto e que dá um caráter de tradição ao vinho.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Primeiro vinho da noite no encontro mensal dos meus amigos da faculdade que mais uma vez aconteceu na casa do Mário. Esta garrafa foi levada pelo Marcelo. Gostoso Cabernet chileno. Vinho moderno, muito bem feito, com taninos redondos e leve madeira ao fundo. Boa e agradável permanência. Um Cabernet sem arestas. Compra certa. Todos gostaram. O segundo vinho da noite foi um Clos Torribas que já comentamos algumas vezes aqui no blog.
Nota: 87.0 +

13 de novembro de 2007

Altue - Carmenère 2005



Nome: Altue
Safra: 2005
País: Chile
Região: Valle del Maule
Produtor: Vitivinicola Cremaschi Barriga S.A.
Site: http://www.cremaschifurlotti.cl/

Uvas/Corte: Carmenère 100%
Teor alcoólico: 13,5%
Preço: Gentilmente oferecido pelo Mário
Onde foi comprado: Rio de Janeiro
Quando foi comprado: novembro de 2007
Degustado em: 10 de novembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Mario, Tijuca, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos e frios
Com quem: Claudio, Rafaela, Mário, Julia, Dirceu e Fábio (le Boy)

Comentário do Produtor
Este exclusivo vinho possui atrativos aromas e amoura, ameixas e suaves notas de baunilha. Ao paladar mostra sabores a frutas vermelhas, bom corpo e um agradável final. Disfrute com carnes brancas, roast beef ou com queijos suaves. Recomenda-se servir a 18º.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Não deu para analisar direito este vinho. Melhor que ficar vendo que gosto tinha e afins era prestar atenção nas histórias do Fábio. Muito engraçadas. Mário e Fábio produzem o Bola nas Costas, um podcast muito legal. Eu achei o outro vinho que bebemos melhor do este.
Nota: 85.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Uma grande ilustração de um condor marca o rótulo deste vinho. Detalhes em cobre. Um rótulo que de certa forma desperta o seu interesse.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Segundo vinho da noite. Depois do Shiraz fomos para um vinho feito da uva ícone do Chile, a Carmenère. Quem acompanha o blog sabe que o paladar desta uva não é dos meus preferidos e mais uma vez comprovei isto com este vinho. Não é um vinho ruim, é simples, mas bem feito. O Mário preferiu este ao primeiro degustado. Contudo, não é um vinho que agrade ao meu paladar. Espero provar novos vinhos com a uva Carménère... Quem sabe passe a gostar.
Nota: 83.0

12 de novembro de 2007

Chateau Los Boldos - Shiraz 2005



Nome: Chateau Los Boldos
Safra: 2005
País: Chile
Região: Requínoa, Rapel Valley
Produtor: Chateau Los Boldos Ltda.
Site: http://www.ofournier.com/

Uvas/Corte: Shiraz 100%
Teor alcoólico: 12,5%
Preço: Gentilmente oferecido pelo Mário
Onde foi comprado: Rio de Janeiro
Quando foi comprado: novembro de 2007
Degustado em: 10 de novembro de 2007
Onde bebeu: Casa do Mario, Tijuca, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos e frios
Com quem: Claudio, Rafaela e Mário

Comentário do Produtor
A la nariz, se puede destacar aromas a especias, a pimienta negra, a ligo, olivas y tabaco fresco. En la boca, los taninos son muy redondos, casi azucarados. De una buena concentración, este CLB Tradition Syrah tiene con un final muy largo en boca. Este vino CLB Tradition Syrah 2003, de color negro oscuro, tiene una nariz muy atractiva que ofrece un panel aromático típico del Syrah.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
-
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Fazia um tempão que não íamos visitar o Mário. Então, resolvemos nos oferecer para uma visita. Pena que Ricardo e Raquel não conseguiram passar por lá também. Foi, como sempre, muito agradável. Brinquei bastante com o Petit Gateau, bebemos dois vinhos e comemos bastante coisinhas gostosas. Mário tornou-se nos últimos tempos um comprador de vinhos. Impressionante, o armário dele está se transformando em uma adega. Na última viagem dele à França, ganhamos um vinho que pretendemos degustar quando a Marie voltar de lá. Quanto ao Chateau Los Boldos, é um vinho que não decepciona, serviu muito bem para acompanhar as comidinhas.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo simples. O tamanho das fontes poderia ser revisto para facilitar a leitura e dar pesos diferentes para todas as informações.
Exame visual: -
Exame olfativo: -
Exame gustativo: Primeiro vinho da noite. Não analisamos com atenção. O vinho foi bom para acompanhar os diversos petiscos e a conversa. É um vinho bem feito, com um estilo moderno e agradável. Notas herbáceas característica de shiraz do Chilie. Acidez um pouco elevada.
Nota: 86.0

10 de novembro de 2007

Leonardo - Tempranillo 2005



Nome: Leonardo
Safra: 2005
País: Argentina
Região: Vale de Uco, Mendoza
Produtor: O. Fournier
Site: http://www.ofournier.com/

Uvas/Corte: Tempranillo 100%
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: R$ 24
Onde foi comprado: Symposium Vinhos, em Laranjeiras, Rio de Janeiro
Quando foi comprado: 9 de novembro de 2007
Degustado em: 9 de novembro de 2007
Onde bebeu: Symposium Vinhos, em Laranjeiras, Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos.
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
O Leonardo Tempranillo é um tinto de inacreditávelrelação qualidade/preço, com frutado marcante e saboroso, ótima persistência e boa elegância. Um vinho com estilo que agrada a todos.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
Rubi.
Exame olfativo: Não consegui identificar muitos cheiros.
Exame gustativo: Esta foi a primeira vez que fui ao Symposium, loja de vinhos relativamente nova na cidade. Claudio já havia ido com uns amigos nossos. O lugar é agradável, arrumado, tem mesinhas para duas e quatro pessoas e uma mesa maior, como se fosse uma mesa de cozinha de uma família italiana no interior do Rio Grande do Sul. Sentamo-nos perto da porta, mas o fato de a rua estar tão perto não atrapalhou a degustação. A loja fica em um bairro bonito e tranqüilo do Rio, Laranjeiras. Apesar de ter gostado do lugar, por razões pessoais, não quero voltar lá tão cedo, mas apesar disso, recomendo-o. Quanto ao Leonardo, ele é um vinho curioso. Vai muito bem no início, mas quando chega ao fim da boca, simplesmente desaparece. De um modo geral, é um vinho simples, mas que tem ótimo custo/benefício.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Um rótulo simples que poderia ter um desing mais harmônico. Não é bom.
Exame visual: Rubi brilhante.
Exame olfativo: Vinho bastante perfumado. Bebemos em uma taça de boca fechada, o que concentrou ainda mais o cheiro: ameixa, ervas e defumados.
Exame gustativo: Este vinho é produzido exclusivamente para a importadora de vinhos Vinci(sim, isto mesmo, o Leonardo da Vinci) pela vinícola O. Fournier. É um vinho jovem que se destaca por seu ataque inicial forte e concentrado deixando na boca um sabor forte e frutado, bem marcado no céu da boca. Contudo, a sensação que dá é que todo o sabor fica preso ali e ao engolir você não sente praticamente nada, não passa nada para a garganta, o que realmente é muito estranho. O álcool está bem integrado. É um vinho leve, bem feito e que pelo seu preço se torna bastante atraente. Beba sem compromisso.
Nota: 86.0+

7 de novembro de 2007

Pergunta da Semana - 38

Queremos saber das suas experiências no mundo do vinho e por isso toda quarta-feira colocaremos aqui uma pergunta nova. Participe! Le Vin au Blog agradece!

Nesta semana, Le Vin au Blog quer saber:

- Quais são as suas experiências com vinhos rosés? Você já experimentou algum? Qual? Gostaria de recomendá-lo? Com que tipo de comida você gosta de beber um vinho rosé?

6 de novembro de 2007

Don Abel Premium - Merlot 2005



Nome: Don Abel Premium
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Casca, Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Don Abel
Site: http://www.donabel.com.br/

Uvas/Corte: Merlot 100%
Teor alcoólico: 14,0%
Preço: R$ 30
Onde foi comprado: em Caxias do Sul, na loja Tumelero, pela Rafaela
Quando foi comprado: 18 de agosto de 2007
Degustado em: 7 de novembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Massa com cenouras, especialidade da Rafaela e queijos
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Merlot Premium – Vinho Fino Tinto Seco - Safra 2005 , premiado na XIII Avaliação Nacional de Vinhos Finos, Medalha de ouro no III Concurso Internacional de Vinhos do Brasil. Elaborado com uvas 100% Merlot, cultivadas em vinhedos próprios. Apresenta cor vermelho violáceo, de sabor intenso, paladar aveludado e encorpado. Um vinho potente e com aroma de frutas vermelhas e baunilha. Sem madeira e sem adição de açúcar. Servir entre 16 e 18 graus.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
Marrom mistura com bordô.
Exame olfativo: Um cheiro mais de vinho do velho mundo. O álcool ficou presente por um bom tempo no cheiro, mas mais porque não o degustamos pelo tempo que deveria.
Exame gustativo: Presença de taninos, acidez moderada, deixa um gosto bom na boca. Quer dizer, teve um momento em que parecia ter retrogosto de feijão, mas tudo bem, porque eu gosto de feijão... O vinho foi muito mais forte do que a minha massa. Era o seu gosto que se sobressaia. A massa pareceu até ficar meio sem sal. Leve adstringência. Apesar da minha implicância com vinhos que lembram alguns vinhos franceses que não gosto muito, o Don Abel ganhou destaque justamente por não ser um vinho previsível e fácil demais. Com o queijo madrigal ficou ainda melhor. Ele cortou o pouco de acidez, que depois de duas taças já começava a incomodar.
Nota: 88.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Este vinho merecia uma nova programação visual. Rótulo desequilibrado e feio. Não combina com o vinho.
Exame visual: Diferente tom grená bem amarronzado.
Exame olfativo: Cheiro se abriu com o tempo. Cheiro mais vegetal. Álcool presente no início.
Exame gustativo: O primeiro contato que tive com este vinho foi uma indicação feita pelo Ed Motta em sua coluna da Veja SP. Despertou-me o interesse de conhecer esta vinícola e o estilo de vinho que ela produz. Realmente este Merlot foi uma boa surpresa. Este vinho precisa decantar, pois com o tempo no decanter ele foi ganhando vida, além de ter muitos sedimentos na garrafa. Vinho de bom corpo, sabor firme e um pouco rústico, lembrando alguns St. Emillion franceses. Final clássico do sabor da Merlot e com boa permanência. Leve adstringência. É um vinho equilibrado, de paladar marcante e com personalidade. Um vinho para acompanhar uma refeição. Fizemos um teste com um pedaço de queijo Madrigal depois do jantar e foi uma ótima harmonização. Recomendo.
Nota: 87.0+

Finca La Anita - Malbec 2003



Nome: Finca La Anita
Safra: 2003
País: Argentina
Região: Alto Agrelo, Luján de Cuyo, Mendoza.
Produtor: Finca La Anita S.A.
Site: http://www.fincalaanita.com/

Uvas/Corte: Malbec 100%
Teor alcoólico: 14,8%
Preço: R$ 70 (na Argentina)
Onde foi comprado: gentilmentre trazido pelo Hélio de Buenos Aires
Quando foi comprado: julho de 2006
Degustado em: 3 de novembro de 2007
Onde bebeu: Em casa, no Rio de Janeiro
Harmonizado com: Queijos, Salaminhos, pães e pasta de manjericão
Com quem: Claudio e Rafaela

Comentário do Produtor
Este 2.003 es, quizás, nuestro Malbec más logrado. Tras años de trabajar en el viñedo y en bodega con estas uvas tan especiales, tan arraigadas en Mendoza, hemos elaborado este Malbec que aúna elegancia con robustez. Un vino equilibrado, de gran estructura, que hace honor a la variedad, carnoso, profundo. Le auguramos una guarda sana, plena de sorpresas y refinamiento.

Comentário da Rafaela
Exame visual:
Bordô.
Exame olfativo: Cheiro de morango, que depois virou ameixa. E tinha também um quê de cheiro de moinho de farinha de trigo. Lá em Esmeralda tinha um moinho desses e o cheiro que senti me levou àqueles tempos remotos.
Exame gustativo: Gosto intenso, ótima permanência, mas eu senti o álcool saindo pelo meu nariz durante quase todo o tempo e isso me incomodou um pouco. Adstringente, pouco ácido, leve presença de taninos. Na verdade, parei de sentir taninos há vários vinhos já. Não sei se eles realmente não os têm, ou se esqueci como se faz ou se, simplesmente, minha língua se cansou desta tarefa. Quando comi um salaminho, o gosto ficou bastante amargo. Apesar da alta porcentagem de álcool, achei-o menos agressivo e muito mais equilibrado do que outros com teor mais baixos que bebemos nos últimos tempos. Ah, este vinho devia ter sido bebido ainda em setembro, pois era o vinho para comemorar o meu aniversário, mas ainda não tínhamos conseguido bebê-lo.
Nota: 87.0

Comentário do Claudio
Rótulo:
Segue a linha da vinícola que muda apenas a cor em função da uva. Rótulo interessante, mas sem ser muito atraente.
Exame visual: Bordô escuro.
Exame olfativo: Variando com o tempo, mas basicamente fruta em compota, ameixa, morango e algo rústico.
Exame gustativo: Este foi o último vinho que ainda restava da série que o Hélio gentilmente trouxe da Argentina para nós. Já havíamos degustado o ótimo Luna Syrah, desta mesma vinícola. Estávamos com boas expectativas sobre este Malbec, pois a La Anita é reconhecida por buscar fazer um vinho extraindo o seu "terroir". Em geral, a produção é pequena. Deste Malbec, por exemplo, foram produzidas 14.472 garrafas. Foi interessante bebê-lo dias depois de ter degustado o Luigi Bosca Malbec DOC e sentir um pouco a diferença de estilos entre eles. Este Malbec é um vinho com personalidade, um Malbec diferente e interessante. Vinho encorpado e sem madeira presente. Consegue aliar bem potência com uma certa elegância e algo rústico, muito bem estruturado. Início adstringente. Final bem frutado, compotas. Lágrimas lentas na taça. Gostei deste vinho por ter um estilo próprio.
Nota: 89.0+